Tradução Brasileira (2010) (TB)
22

221

22.1
Nm 33.48-49
Tendo partido os filhos de Israel, acamparam-se nas planícies de Moabe, além do Jordão, na altura de Jericó.

Balaque envia mensageiros a Balaão

2Balaque, filho de Zipor, viu tudo o que Israel fizera aos amorreus. 3

22.3
Êx 15.15
Moabe tinha grande medo do povo, porque era muito, e estava angustiado por causa dos filhos de Israel. 4Disse aos anciãos de
22.4
Nm 25.15-18
31.1-3
Midiã: Agora, esta multidão roerá tudo quanto estiver ao redor de nós, como o boi rói as ervas do campo. Nesse tempo, Balaque, filho de Zipor, era rei de Moabe. 5
22.5
Js 24.9
Enviou mensageiros a Balaão, filho de Beor, a
22.5
Nm 23.7
Dt 23.4
Petor, que está junto ao rio, à terra dos filhos do seu povo, a chamá-lo, dizendo: Eis que um povo saiu do Egito, cobre a face da terra e estaciona defronte de mim. 6
22.6
Nm 22.17
23.7-8
Vem, agora,
22.6
Nm 22.12
24.9
amaldiçoar-me a este povo; porque é mais forte do que eu; porventura, prevalecerei, de modo que eu o fira e o expulse da terra; pois sei que será abençoado aquele a quem abençoares, e amaldiçoado, aquele a quem amaldiçoares.

7Partiram os anciãos de Moabe e os anciãos de Midiã, levando nas mãos com que pagar os

22.7
Nm 23.23
24.1
Js 13.22
encantamentos; foram a Balaão e referiram-lhe as palavras de Balaque. 8Ele lhes respondeu: Ficai aqui esta noite, e vos trarei a resposta que Jeová me der; os príncipes de Moabe ficaram com Balaão. 9Veio Deus a Balaão e perguntou-lhe: Quem são estes homens que estão contigo? 10Respondeu Balaão a Deus: Balaque, filho de Zipor, rei de Moabe, os enviou, para que me dissessem: 11Eis que o povo que saiu do Egito cobre a face da terra; vem, agora, amaldiçoar-mo; talvez assim poderei pelejar contra ele e expulsá-lo. 12Tornou Deus a Balaão: Não irás com eles;
22.12
Nm 23.8
24.9
não amaldiçoarás o povo, porque é bendito. 13Levantando-se Balaão pela manhã, disse aos príncipes de Balaque: Ide para a vossa terra, porque Jeová recusa deixar-me ir convosco. 14Tendo-se levantado os príncipes de Moabe, voltaram a Balaque e disseram: Balaão recusou vir conosco.

15Tornou Balaque a enviar príncipes em maior número e de maior qualidade do que aqueles, 16os quais, chegando a Balaão, lhe disseram: Assim diz Balaque, filho de Zipor: Não te demores em vir a mim, 17porque grandemente te honrarei e farei tudo o que me disseres.

22.17
Nm 22.6
Vem, pois, amaldiçoar-me este povo. 18Respondeu Balaão aos servos de Balaque:
22.18
Nm 22.38
24.13
Se Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, eu não poderia ir além da ordem de Jeová, meu Deus, para fazer coisa alguma grande ou pequena. 19Agora, rogo-vos que fiqueis aqui também esta noite, para que eu saiba o que Jeová me falar mais. 20Veio Deus a Balaão de noite e disse-lhe: Se os homens te vierem chamar, levanta-te, vai com eles; mas
22.20
Nm 22.35
23.5,12,16,26
24.13
somente aquilo que eu te falar, isso farás.

Balaão e sua jumenta encontram-se com o Anjo de Jeová

21

22.21
2Pe 2.15
Levantou-se Balaão pela manhã, albardou a sua jumenta e partiu com os príncipes de Moabe. 22Acendeu-se a ira de Deus, porque ele ia; e o Anjo de Jeová pôs-se-lhe no caminho por adversário. Ora, Balaão ia montado na sua jumenta e tinha dois servos consigo. 23A jumenta viu o Anjo parado no caminho, com a sua espada desembainhada na mão, desviou-se do caminho e ia pelo campo; Balaão fustigou-a para fazê-la tornar ao caminho. 24Então, o Anjo de Jeová parou numa azinhaga, entre as vinhas, com uma sebe num e noutro lado. 25Vendo a jumenta o Anjo de Jeová, coseu-se com o muro e comprimiu o pé de Balaão contra o muro; ele a tornou a fustigar. 26O Anjo de Jeová passou mais adiante, e parou num lugar estreito, onde não era possível desviar-se nem para a direita nem para a esquerda. 27Vendo a jumenta o Anjo de Jeová, deitou-se debaixo de Balaão; acendeu-se a ira de Balaão, e fustigou a jumenta com a sua vara. 28Então,
22.28
2Pe 2.16
Jeová abriu a boca da jumenta, e ela perguntou a Balaão: Que te fiz eu para que me fustigasses estas três vezes? 29Respondeu Balaão à jumenta: Porque zombaste de mim; oxalá tivesse eu uma espada na mão, pois eu te haveria matado. 30Tornou a jumenta a Balaão: Acaso, não sou a tua jumenta, em que cavalgaste toda a tua vida até hoje? Porventura, tem sido o meu costume fazer-te coisa semelhante? Ele respondeu: Não.

A mensagem do Anjo

31Então, abriu Jeová os olhos de Balaão, e ele viu o

22.31
Js 5.13-15
Anjo de Jeová parado no caminho, com a sua espada desembainhada na mão; inclinou a cabeça e prostrou-se com o rosto em terra. 32Disse-lhe o Anjo de Jeová: Por que fustigaste a tua jumenta estas três vezes? Eis que eu saí como adversário, porque o teu caminho é perverso diante de mim. 33A jumenta viu-me e já três vezes se desviou de diante de mim; se ela não se tivesse desviado de mim, certamente, eu te matara e poupara a vida dela. 34Respondeu Balaão ao Anjo de Jeová:
22.34
Nm 14.40
Pequei, porque não sabia que tu paravas no caminho para te opores a mim; agora, se não for do teu agrado, voltarei. 35Tornou o Anjo de Jeová a Balaão: Vai com os homens; mas
22.35
Nm 22.20
somente aquilo que eu te disser, isso falarás. Assim, Balaão se foi com os príncipes de Balaque.

Balaque encontra-se com Balaão

36Tendo Balaque ouvido que Balaão era chegado, saiu-lhe ao encontro até Ir-Moabe, que está nos confins formados pelo Arnom e na fronteira extrema. 37Perguntou Balaque a Balaão: Porventura, não te enviei mensageiros a chamar-te? Por que não vieste a mim? Não posso eu, na verdade, honrar-te? 38Respondeu Balaão a Balaque: Eis-me diante de ti;

22.38
Nm 22.18
posso eu, acaso, falar alguma coisa? A palavra que Deus puser na minha boca, essa falarei. 39Balaão foi com Balaque, e chegaram a Quiriate-Huzote. 40Balaque sacrificou bois e ovelhas, e enviaram deles a Balaão e aos príncipes que com ele estavam.

Balaque edifica sete altares

41Pela manhã, tomou Balaque a Balaão, levou-o aos

22.41
Nm 21.28
altos de Baal e dali viu a
22.41
Nm 23.13
parte extrema do povo.

23

231Então disse Balaão a Balaque: Edifica-me aqui sete altares e prepara-me aqui sete novilhos e sete carneiros. 2Fez Balaque como Balaão falara; e Balaque e Balaão ofereceram sobre cada altar um novilho e um carneiro. 3Disse mais Balaão a Balaque: Fica-te em pé junto ao teu holocausto, e eu irei. Porventura, Jeová me sairá ao encontro; o que ele me mostrar, eu to direi. E foi a um alto. 4Deus encontrou-se com Balaão; e este lhe disse: Preparei os sete altares e, sobre cada altar, ofereci um novilho e um carneiro. 5Jeová

23.5
Nm 22.20
pôs uma palavra na boca de Balaão e disse: Volta para Balaque, e assim falarás. 6Voltou para ele, e eis que estava em pé junto ao seu holocausto, ele e todos os príncipes de Moabe. 7Proferiu Balaão o seu discurso e disse:

Primeira profecia de Balaão

Balaque me faz vir de

23.7
Nm 22.5
Dt 23.4
Arã,

o rei de Moabe, dos montes do Oriente.

23.7
Nm 22.6
Vem, amaldiçoa-me a Jacó,

e vem, denuncia a Israel.

8

23.8
Nm 22.12
Como posso amaldiçoar a quem Deus não amaldiçoou?

Ou como posso denunciar a quem Jeová não denunciou?

9Pois do cume das penhas o vejo

e dos outeiros o contemplo.

23.9
Dt 32.8
33.28
Eis que é um povo que habita só

e não será reputado entre as nações.

10

23.10
Gn 13.16
28.14
Quem contou o pó de Jacó

ou enumerou as miríades de Israel?

23.10
Is 57.1
Que eu morra a morte dos justos,

23.10
Sl 37.37
e seja o meu fim como o seu.

11Então, disse Balaque a Balaão: Que me fizeste? Chamei-te para amaldiçoares os meus inimigos, e eis que nada fizeste, senão abençoá-los. 12Respondeu-lhe Balaão: Não devo eu cuidar de falar
23.12
Nm 22.20
o que Jeová me puser na boca?

13Disse-lhe Balaque: Vem comigo a outro lugar, donde os poderás ver. Verás somente a sua parte extrema e a todos eles não verás; e amaldiçoa-mos dali. 14Levou-o ao campo de Zofim, ao cume de Pisga, e edificou sete altares e sobre cada altar, ofereceu um novilho e um carneiro. 15Respondeu a Balaque: Fica aqui em pé junto ao teu holocausto, enquanto eu vou ali ao encontro de Jeová. 16Jeová encontrou-se com Balaão, e

23.16
Nm 22.20
pôs-lhe na boca uma palavra, e disse: Volta a Balaque, e assim falarás. 17Vindo a ele, eis que estava em pé junto ao seu holocausto, e os príncipes de Moabe com ele. Perguntou-lhe Balaque: Que falou Jeová? 18Balaão proferiu o seu discurso, e disse:

A segunda profecia de Balaão

Levanta-te, Balaque, e ouve;

escuta-me, filho de Zipor.

19

23.19
1Sm 15.29
Deus não é homem, para que minta;

nem filho do homem, para que se arrependa.

23.19
Is 40.8
55.11
Porventura, tendo ele prometido, não o fará?

Ou, tendo falado, não o cumprirá?

20Eis que para abençoar recebi ordem;

se ele abençoar,

23.20
Is 43.13
não o posso revogar.

21

23.21
Nm 14.18-19,34
Sl 32.2,5
Não se observa desastre em Jacó,

23.21
Dt 9.24
32.5
Jr 50.20
nem se vê calamidade em Israel;

23.21
Êx 3.12
Dt 31.23
Jeová, seu Deus, está com ele,

23.21
Dt 33.5
Sl 89.15-18
e, no meio dele, se ouvem vivas ao seu rei.

22

23.22
Nm 24.8
Deus, que o tirou do Egito,

é para ele como a glória de um boi selvagem.

23

23.23
Nm 22.7
24.1
Js 13.22
Não há agouros em Jacó,

nem adivinhações em Israel.

Agora, se poderá dizer a Jacó e a Israel:

Que fez Deus!

24

23.24
Gn 49.9
Na 2.11-12
Eis que o povo se levanta como uma leoa

e se porá em pé como um leão;

não se deita até que devore a presa

e beba o sangue dos que forem mortos.

25Então, disse Balaque a Balaão: Nem o amaldiçoes, nem o abençoes. 26Respondeu, porém, Balaão a Balaque: Não disse eu:

23.26
Nm 22.18
tudo o que Jeová falar, isso tenho de fazer?

27Tornou Balaque a Balaão: Vem, agora, e levar-te-ei a outro lugar; porventura, será do agrado de Jeová que dali mo amaldiçoes. 28Então, Balaque levou a Balaão ao cume de Peor, que olha para Jesimom. 29Disse Balaão a Balaque: Edifica-me aqui sete altares e prepara-me aqui sete novilhos e sete carneiros. 30Fez Balaque como Balaão dissera e sobre cada altar ofereceu um novilho e um carneiro.

24

241Vendo Balaão que era do agrado de Jeová que abençoasse a Israel, não foi, como antes, ao encontro de

24.1
Nm 22.7
23.23
agouros, mas voltou o rosto para o
24.1
Nm 23.28
deserto. 2Levantando Balaão os olhos, viu Israel acampado nas suas tendas, segundo as suas tribos; e veio sobre ele o
24.2
Nm 11.26
Espírito de Deus. 3Proferiu o seu discurso e disse:

Terceira profecia de Balaão

Oráculo de

24.3
Nm 24.15-16
Balaão, filho de Beor;

oráculo do homem que tinha os olhos fechados;

4oráculo daquele que

24.4
Nm 22.20
ouve as palavras de Deus,

que vê a

24.4
Nm 12.6
Gn 15.1
visão do Todo-Poderoso,

que cai e tem os olhos abertos.

5Quão formosas são as tuas tendas, ó Jacó,

as tuas habitações, ó Israel!

6Como vales que são bem extensos,

como jardins à beira dos rios,

como

24.6
Sl 45.8
árvore de aloés que Jeová plantou,

como

24.6
Sl 1.3
cedros junto às águas.

7Dos seus baldes correrão águas,

e os seus descendentes estarão em muitas águas;

o seu rei levantar-se-á acima de

24.7
Nm 24.20
1Sm 15.8
Agague,

24.7
Sl 145.11-13
e o seu reino será exaltado.

8

24.8
Nm 23.22
Deus, que o tirou do Egito,

é para ele como a glória do boi selvagem.

24.8
Nm 23.24
Sl 2.9
Ele devorará as nações, seus adversários,

e lhes quebrará os ossos

24.8
Sl 45.5
e os traspassará com as suas flechas.

9

24.9
Nm 23.24
Gn 49.9
Agachou-se, deitou-se como leão

e como leoa; quem o despertará?

24.9
Gn 12.3
27.29
Bendito aquele que te abençoar,

e maldito o que te amaldiçoar!

10A ira de Balaque acendeu-se contra Balaão e bateu com as mãos. Disse Balaque a Balaão: Chamei-te para amaldiçoares os meus inimigos e eis que já três vezes os abençoaste. 11Agora, foge para o teu lugar; pensei em encher-te de honras, mas eis que Jeová te privou das honras. 12Respondeu Balaão a Balaque:

24.12
Nm 22.18
Não disse eu também aos teus mensageiros que me enviaste: 13se Balaque me desse a sua casa cheia de prata e de ouro, não poderia ir além da ordem de Jeová para fazer
24.13
Nm 16.28
de mim mesmo ou o bem ou o mal;
24.13
Nm 22.20
o que disser Jeová, isso falarei? 14Agora, eis que
24.14
Nm 31.8,16
Js 13.22
vou para o meu povo; vem, e avisar-te-ei o que fará este povo ao teu povo nos últimos dias. 15Balaão proferiu o seu discurso, e disse:

Quarta profecia de
24.15
Nm 24.3-4
Balaão

Oráculo de Balaão, filho de Beor;

oráculo do homem que tinha os olhos fechados;

16oráculo daquele que ouve as palavras de Deus,

que conhece o conhecimento do Altíssimo,

que vê a visão do Todo-Poderoso,

que cai e tem os olhos abertos.

17Eu o vejo, porém não agora;

eu o contemplo, porém não de perto.

De Jacó nascerá uma estrela,

24.17
Gn 49.10
e de Israel se levantará um cetro

24.17
Nm 21.29
Is 15.1—16.14
que ferirá as fontes de Moabe,

e a cabeça de todos os filhos de orgulho.

18

24.18
Gn 27.29
Edom será uma possessão;

24.18
Gn 32.3
Seir, seus inimigos, também será uma possessão,

enquanto Israel faz proezas.

19

24.19
Am 9.11-12
De Jacó, um dominará;

da cidade, serão destruídos os sobreviventes.

20Viu Balaão a Amaleque, proferiu o seu discurso e disse:

Amaleque era a primeira das nações,

24.20
Nm 24.24
mas o seu fim será para destruição.

21Viu os

24.21
Gn 15.19
queneus, proferiu o seu discurso e disse:

Durável é a tua habitação,

e posto entre as penhas o teu ninho.

22Todavia, Caim há de ser destruído.

Até quando?

24.22
Gn 10.21-22
Assur te levará cativo.

23Proferiu ainda o seu discurso e disse:

Ai! Quem viverá quando Deus fizer isso?

24Mas naus virão das costas de

24.24
Gn 10.4
Ez 27.6
Quitim,

e eles afligirão a Assur;

também afligirão a

24.24
Gn 10.21
Héber,

24.24
Nm 24.20
que também será para destruição.

25Tendo-se Balaão levantado, foi-se e voltou para o
24.25
Nm 24.14
seu lugar; e também Balaque foi o seu caminho.