Tradução Brasileira (2010) (TB)
8

A segunda multiplicação dos pães

81Naqueles dias, como houvesse de novo concorrido uma grande multidão, e não tivesse o que comer,

8.1
Mc 8.1-96.32-44
Mt 15.32-39
chamou Jesus os discípulos e disse-lhes: 2
8.2
Mt 9.366.34
Tenho compaixão deste povo, porque há três dias que está sempre comigo e nada tem que comer; 3se eu os mandar para suas casas em jejum, desfalecerão no caminho; pois alguns há que vieram de longe. 4Disseram seus discípulos: Donde poderá alguém satisfazê-los de pão aqui no deserto? 5Ele perguntou: Quantos pães tendes? Responderam eles: Sete. 6Ordenou ao povo que se assentasse no chão; tomando os sete pães, depois de haver dado graças, partiu-os e entregou a seus discípulos, para que os distribuíssem; e eles os distribuíram pela multidão. 7Tinham também alguns peixinhos;
8.7
Mt 14.19
e, abençoando-os, mandou que estes igualmente fossem distribuídos. 8Todos comeram e se fartaram; e levantaram, dos pedaços que sobejaram, sete
8.8
Mc 8.20
Mt 15.37
alcofas. 9Eram cerca de quatro mil homens. 10Depois, Jesus os despediu, e entrando logo na barca com seus discípulos, dirigiu-se para o território de
8.10
cp.
Dalmanuta.

Os fariseus pedem um sinal do céu

11Saíram

8.11
Mc 8.11-21
Mt 16.1-12
os fariseus e começaram a discutir com ele,
8.11
Mt 12.38
procurando obter dele um sinal do céu, para o experimentarem. 12Ele, dando
8.12
Mc 7.34
um profundo suspiro em seu espírito, disse: Por que pede esta geração um sinal? Em verdade vos digo que a esta geração nenhum sinal será dado. 13E, deixando-os, tornou a embarcar e foi para o outro lado.

O fermento dos fariseus e o de Herodes

14Os discípulos esqueceram-se de levar pão e não tinham consigo na barca senão um só. 15Jesus deu-lhes este preceito:

8.15
Mt 16.6
Lc 12.1
Olhai, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de
8.15
Mt 14.1Mt 22.16
Herodes. 16Eles discorriam entre si, porque não tinham pão. 17Ele, percebendo-o, lhes perguntou: Por que discorreis, por não terdes pão?
8.17
cp.
Não compreendeis ainda, nem entendeis? Tendes o vosso coração endurecido? 18Tendo olhos, não vedes? Tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais, 19quando parti
8.19
Mc 6.41-44
os cinco pães para cinco mil, quantos
8.19
Mt 14.20
cestos cheios de pedaços levantastes? Responderam eles: Doze. 20Quando parti
8.20
Mc 8.6-9
os sete para quatro mil, quantas
8.20
Mc 8.8
alcofas levantastes? Responderam: Sete. 21Disse-lhes:
8.21
cp.
Ainda não entendeis?

A cura de um cego, em Betsaida

22Então, chegaram a

8.22
Mt 11.21Mc 6.45
Betsaida. Trouxeram-lhe um cego e pediram-lhe que
8.22
Mc 3.10
o tocasse. 23Jesus, tomando o cego pela mão,
8.23
Mc 7.33
conduziu-o para fora da aldeia; cuspindo-lhe nos olhos,
8.23
Mc 5.23
pôs as mãos sobre ele e perguntou-lhe: Vês alguma coisa? 24Este, elevando os olhos, respondeu: Vejo os homens, porque, como árvores, os percebo andando. 25Então, lhe pôs outra vez as mãos sobre os olhos; e ele, olhando atentamente, ficou são; e distinguia tudo com clareza. 26Depois, o mandou para sua casa e disse:
8.26
cp.
Não entres nem na
8.26
Mc 8.23
aldeia.

A confissão de Pedro

27

8.27
Mc 8.27-29
Mt 16.13-16
Lc 9.18-20
Saiu Jesus com seus discípulos para as aldeias de
8.27
Mt 16.13
Cesareia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu? 28
8.28
Mc 6.14
Eles responderam: Uns dizem: João Batista; outros: Elias; e outros: Um dos profetas. 29Ele lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que sou eu? Respondeu-lhe Pedro: Tu és o Cristo. 30
8.30
Mt 16.20
Lc 9.21Mt 8.4
Ordenou-lhes Jesus que a ninguém falassem a respeito dele.

Jesus prediz a sua morte, ressurreição e vinda

31

8.31
Mc 8.31—9.1
Mt 16.21-28
Lc 9.22-27
Então, começou a ensinar-lhes que era necessário
8.31
Mt 16.21
que o Filho do Homem padecesse muitas coisas, que fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, que fosse morto e que depois de três dias ressuscitasse. 32Isso dizia
8.32
Jo 18.2010.24
11.14
16.25,29
claramente. Pedro, chamando-o à parte, começou a admoestá-lo. 33Mas Jesus, virando-se e olhando para seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Sai de diante de mim,
8.33
Mt 4.10
Satanás, porque não cuidas das coisas de Deus, mas sim das dos homens. 34Chamando a si a multidão com seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo,
8.34
Mt 10.38
tome a sua cruz e siga-me. 35Pois
8.35
Mt 10.39
quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida por amor de mim e do evangelho salvá-la-á. 36Que aproveita a um homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? 37Que daria um homem em troca da sua vida? 38Porque, se
8.38
Lc 9.26Mt 10.33
Hb 11.16
alguém, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também dele se envergonhará
8.38
Mt 8.20
o Filho do Homem
8.38
Mt 16.27Mc 13.26
Lc 9.27
quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.

9

91Disse-lhes mais:

9.1
Mt 16—27
Mc 8.38Mc 13.26
Lc 9.27
Em verdade vos digo que alguns dos que estão aqui de maneira nenhuma morrerão, enquanto não virem já chegado o reino de Deus com poder.

A transfiguração

2

9.2
Mc 9.2-8
Mt 17.1-8
Lc 9.28-36
Seis dias depois, tomou Jesus consigo a
9.2
Mc 5.37
Pedro, a Tiago e a João e levou-os à parte, sós, a um alto monte. Foi transfigurado diante deles; 3as
9.3
Mt 28.3
suas vestes tornaram-se resplandecentes e, em extremo, brancas, como nenhum lavandeiro sobre a terra as pode alvejar. 4Apareceu-lhes Elias com Moisés, e estes falavam com Jesus. 5Pedro disse a Jesus:
9.5
Mt 23.7
Mestre, bom é estarmos aqui;
9.5
cp.
façamos três tabernáculos: um para ti, outro, para Moisés, e outro para Elias. 6Não sabia o que havia de dizer, pois estavam aterrorizados. 7Veio
9.7
2Pe 1.17
uma nuvem que os envolveu, e dela saiu uma voz, dizendo:
9.7
Mc 1.11
Mt 3.17
Este é o meu Filho dileto; ouvi-o. 8Eles, olhando de repente em redor, não viram mais a ninguém consigo, senão só a Jesus.

A vinda de Elias

9

9.9
Mc 9.9-13
Mt 17.9-13
Enquanto desciam do monte,
9.9
Mc 5.43
7.368.30
Mt 8.4
ordenou-lhes que não contassem a ninguém o que tinham visto, senão quando o Filho do Homem houvesse ressurgido dentre os mortos. 10Eles guardaram essas palavras, discutindo entre si o que seria o ressurgir dentre os mortos. 11Então, lhe perguntaram: Como é que os escribas dizem que
9.11
Mt 11.14
Elias deve vir primeiro? 12Respondeu ele: Elias, com efeito, vem primeiro e há de restaurar todas as coisas; e como é que está escrito acerca
9.12
Mc 9.31
do Filho do Homem
9.12
cp.
que padecesse muitas coisas e fosse rejeitado? 13Mas digo-vos que Elias já veio, e fizeram-lhe tudo quanto quiseram, como dele está escrito.

A cura de um epilético

14

9.14
Mc 9.14-28
Mt 17.14-19
Lc 9.37-42
Quando chegaram aos discípulos, viram uma grande multidão, que os rodeava, e alguns escribas discutindo com eles. 15Imediatamente, toda a multidão, vendo a Jesus,
9.15
Mc 14.33
16.5-6
ficou muito surpreendida e, correndo para ele, o saudava. 16Ele lhes perguntou: Que estais discutindo com eles? 17Respondeu-lhe um dentre a multidão: Mestre, eu te trouxe meu filho, que está possesso dum espírito mudo, 18e este, onde quer que o apanha, o lança por terra; ele espuma, range os dentes e vai definhando. Roguei a teus discípulos que o expelissem, e eles não puderam. 19Disse-lhes Jesus: Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-mo. 20Então, lho trouxeram. Ao ver a Jesus, logo o espírito o convulsionou; ele caiu por terra e se estorceu, espumando. 21Perguntou Jesus ao pai dele: Há quanto tempo acontece-lhe isso? Respondeu ele: Desde a infância; 22e muitas vezes o tem lançado tanto no fogo como na água, para o destruir; mas, se podes alguma coisa, compadece-te de nós e ajuda-nos. 23Disse-lhe Jesus: Se podes!
9.23
cp.
Tudo é possível ao que crê. 24Imediatamente, o pai do menino exclamou: Creio! Ajuda a minha incredulidade. 25Jesus, vendo que
9.25
Mc 9.15
uma multidão afluía, repreendeu ao espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele e nunca mais nele entres. 26Gritando e agitando-o muito, saiu; o menino ficou como morto, de maneira que a maior parte do povo dizia: Morreu. 27Jesus, porém, tomando-o pela mão, ergueu-o, e ele ficou em pé. 28Depois que entrou
9.28
Mc 7.17Mc 2.1
em casa, perguntaram-lhe seus discípulos particularmente: Como é que não podemos nós expulsá-lo? 29Respondeu-lhes: Esta espécie só pode sair à força de oração.

De novo Jesus prediz a sua morte e ressurreição

30

9.30
Mc 9.30-32
Mt 17.22-23
Lc 9.43-45
Tendo partido dali, passaram pela Galileia, e ele não queria que ninguém o soubesse; 31pois ensinava a seus discípulos e lhes dizia:
9.31
Mc 9.12
Mc 8.31
Mt 16.21
O Filho do Homem será entregue às mãos dos homens e tirar-lhe-ão a vida; e, depois de morto, ressurgirá ao terceiro dia. 32Mas
9.32
cp.
eles não compreendiam essas palavras e temiam interrogá-lo.

O maior no reino dos céus

33

9.33
Mc 9.33-37
Mt 17.24
18.1-5
Lc 9.46-48
E vieram a Cafarnaum. Estando ele
9.33
cp.
em casa, perguntou-lhes: Sobre que discorríeis pelo caminho? 34Mas eles se calaram, porque, pelo caminho,
9.34
Lc 22.24Mc 9.50
haviam discutido entre si qual deles era o maior. 35Sentando-se, chamou os doze e disse-lhes:
9.35
Mt 20.26
Se alguém quer ser o primeiro, será o último de todos e servo de todos. 36Tomando um menino, pô-lo no meio deles e, abraçando-o, disse-lhes: 37
9.37
Mt 10.40
Aquele que receber um destes meninos em meu nome a mim é que recebe; e aquele que me receber recebe não a mim, mas àquele que me enviou.

Jesus ensina a tolerância e caridade. Os tropeços

38

9.38
Mc 9.38-40
Lc 9.49-50
Disse-lhe João: Mestre, vimos um homem que não nos segue expelir demônios em teu nome
9.38
cp.
e lho proibimos, porque não nos seguia. 39Mas Jesus respondeu: Não lho proibais, porque não há ninguém que faça milagre em meu nome e logo depois possa falar mal de mim. 40
9.40
Mt 12.30
Pois quem não é contra nós é por nós. 41
9.41
Mt 10.42
Aquele que vos der de beber um copo de água, porque sois de Cristo, em verdade vos digo que de modo algum perderá a sua recompensa. 42Mas
9.42
Mt 18.6
Lc 17.21Co 8.12
quem puser uma pedra de tropeço no caminho de um destes pequeninos que creem, melhor seria que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho e que fosse lançado no mar. 43
9.43
Mt 5.30
18.817.27
Se a tua mão te servir de pedra de tropeço, corta-a; melhor é entrares na vida manco do que, tendo duas mãos, ires para a
9.43
Mt 5.22
Geena,
9.43
Mt 3.12
Mt 25.41
para o fogo inextinguívelonde o seu verme não morre, e o fogo não se apaga.. 44[onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga.] 45Se o teu pé te servir de pedra de tropeço, corta-o; melhor é entrares na vida aleijado, do que, tendo dois pés, seres lançado na Geena. 46[onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga.] 47Se
9.47
Mt 5.29
18.917.27
o teu olho te servir de pedra de tropeço, arranca-o; melhor é entrares no reino de Deus com um só de teus olhos, do que, tendo dois, seres lançado na Geena, 48
9.48
Is 66.24
onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga. 49Pois cada um será salgado com fogo. 50O sal é bom; mas,
9.50
Mt 5.13
Lc 14.34
se o sal se tiver tornado insípido, com que haveis de restaurar-lhe o sabor?
9.50
Cl 4.6
Tende sal em vós mesmos e
9.50
cp.
estai em paz uns com os outros.

10

Jesus atravessa o Jordão

101

10.1
Mc 10.1-12
Mt 19.1-9
Levantando-se, foi Jesus dali para os confins da Judeia e para além do Jordão. Outra vez, as multidões vieram ter com ele, e, de novo, ele as ensinava,
10.1
Mc 1.21
2.13
4.2
6.2,6,34
12.35
14.49
Mt 4.23
26.55
segundo o seu costume.

A questão do divórcio

2Chegaram alguns fariseus e, para o experimentarem, perguntaram-lhe se era lícito a um homem repudiar sua mulher. 3Ele respondeu: Que vos ordenou Moisés? 4Replicaram eles: Moisés permitiu dar carta de divórcio e repudiar a mulher. 5Mas Jesus lhes disse: Pela dureza do vosso coração, ele vos deixou

10.5
Dt 24.1,3Mt 19.8
escrito este mandamento. 6Porém,
10.6
Mc 13.19
2Pe 3.4
desde o princípio da criação, Deus fê-los
10.6
Gn 1.27
5.2
homem e mulher; 7por
10.7
Gn 2.24
essa razão, o homem deixará a seu pai e a sua mãe 8e será com sua mulher uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne. 9Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. 10Em casa, os discípulos, de novo, o interrogaram sobre isso. 11Ele respondeu:
10.11
Mt 5.32
Aquele que repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra a primeira; 12e,
10.12
cp.
se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério.

Jesus abençoa os meninos

13

10.13
Mc 10.13-16
Mt 19.13-15
Lc 18.15-17
Então, lhe traziam alguns meninos para que os tocasse; os discípulos repreenderam aos que os trouxeram. 14Mas Jesus, vendo isso, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os meninos, não os impeçais,
10.14
Mt 5.3
porque dos tais é o reino de Deus. 15Em verdade vos digo:
10.15
Mt 18.3
19.14
Lc 18.171Co 14.20
1Pe 2.2
Aquele que não receber o reino de Deus como menino de modo algum entrará nele. 16
10.16
Mc 9.36
Abraçando os meninos, os abençoava, pondo as mãos sobre eles.

O mancebo rico

17

10.17
Mc 10.17-31
Mt 19.16-30
Lc 18.18-30
Ao sair para se pôr a caminho, correu um homem, e
10.17
Mc 1.40
ajoelhou-se diante dele, e perguntou-lhe: Bom Mestre, que hei de fazer para
10.17
Lc 10.25
18.18At 20.32
Ef 1.18
1Pe 1.4Mt 25.34
herdar a vida eterna? 18Respondeu Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão só um, que é Deus. 19Sabes os
10.19
Êx 20.12-16
Dt 5.16-20
mandamentos: Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, não defraudarás, honra a teu pai e a tua mãe. 20Ele lhe replicou: Mestre,
10.20
cp.
tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade. 21Jesus, contemplando-o, o amou e disse-lhe: Uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens, e dá-o aos pobres, e terás um
10.21
Mt 6.20
tesouro no céu; e vem, segue-me. 22Mas o homem, contrariado com essas palavras, retirou-se triste, porque tinha muitos bens.

O perigo das riquezas

23Jesus, olhando ao redor de si, disse a seus discípulos:

10.23
Mt 19.23
Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! 24Os discípulos
10.24
Mc 1.27
ficaram surpreendidos com essas palavras. Mas Jesus tornou a dizer-lhes: Filhos, quão difícil é entrar no reino de Deus! 25
10.25
Mt 19.24
É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico, no reino de Deus. 26Eles ficaram sobremaneira admirados, dizendo entre si: Quem pode, então, ser salvo? 27Jesus, olhando para eles, disse:
10.27
Mt 19.26
Aos homens é isso impossível, mas a Deus, não; porque a Deus tudo é possível. 28
10.28
cp.
Pedro começou a dizer-lhe: Nós deixamos tudo e te havemos seguido. 29Tornou Jesus: Em verdade vos digo que
10.29
Mt 19.29
Lc 18.29Mt 6.33
ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim e por amor do evangelho 30que não receba já no presente o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições;
10.30
Mt 12.32
e, no mundo vindouro, a vida eterna. 31Porém
10.31
Mt 19.30
muitos que são primeiros serão os últimos; e os últimos serão os primeiros.

Jesus ainda outra vez prediz a sua morte e ressurreição

32

10.32
Mc 10.32-34
Mt 20.17-19
Lc 18.31-33
Estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia adiante dos discípulos, e estes
10.32
Mc 1.27
se admiravam; e os que o seguiam tinham medo. Tornando a levar à parte os doze, começou a contar-lhes o que lhe havia de acontecer, 33dizendo: Eis que subimos a Jerusalém,
10.33
Mc 8.31
9.12
e o Filho do Homem será entregue aos principais sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios, 34e hão de escarnecê-lo,
10.34
Mt 26.67
27.30
Mc 14.65Mt 16.21
Mc 9.31
cuspir nele, açoitá-lo e tirar-lhe a vida; e, depois de três dias, ressurgirá.

O pedido de Tiago e João

35

10.35
Mc 10.35-45
Mt 20.20-28
Então, se aproximaram dele Tiago e João, filhos de Zebedeu, dizendo-lhe: Mestre, queremos que nos faças o que te pedirmos. 36Ele lhes perguntou: Que quereis que eu vos faça? 37Responderam-lhe: Concede-nos que, na tua glória,
10.37
cp.
nos sentemos, um à tua direita, e outro à tua esquerda. 38Mas Jesus disse-lhes: Não sabeis o que pedis. Podeis
10.38
Mt 20.22
beber o cálice que eu bebo
10.38
Lc 12.50
ou ser batizados com o batismo com que eu sou batizado? 39Responderam eles: Podemos. Replicou-lhes Jesus:
10.39
cp.
Bebereis, na verdade, o cálice que eu bebo e sereis batizados com o batismo com que eu sou batizado; 40mas o tomar assento à minha direita ou à minha esquerda não me pertence concedê-lo; porém
10.40
cp.
será isso concedido àqueles para quem está destinado. 41
10.41
Mc 10.42-45Lc 22.25-27
Ouvindo isso os dez, começaram a indignar-se contra Tiago e João. 42Mas Jesus chamou-os para junto de si e disse: Sabeis que os que são reconhecidos como governadores dos gentios dominam sobre os seus vassalos, e sobre eles os seus grandes exercem autoridade. 43Porém não é assim entre vós. Mas
10.43
Mt 20.26Mc 9.35
quem quiser tornar-se grande entre vós, será este o que vos sirva; 44e quem quiser ser o primeiro entre vós, será este servo de todos. 45Pois o Filho do Homem
10.45
Mt 20.28
também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos.

A cura do cego de Jericó

46

10.46
Mc 10.46-52
Mt 20.29-34
Lc 18.35-43
Chegaram a Jericó.
10.46
cp.
Ao sair Jesus da cidade com seus discípulos e com uma grande multidão, estava sentado à beira da estrada um cego mendigo, chamado Bartimeu, filho de Timeu. 47Quando soube que era Jesus,
10.47
Mc 1.24
o Nazareno, começou a clamar: Jesus,
10.47
Mt 9.27
filho de Davi, tem compaixão de mim! 48Muitos mandaram que se calasse, mas ele clamava ainda mais: Filho de Davi, tem compaixão de mim! 49Jesus parou e disse: Chamai-o. Chamaram o cego, dizendo-lhe:
10.49
Mt 9.2
Tem ânimo; levanta-te, ele te chama. 50Lançando de si a sua capa, de um salto, levantou-se e foi ter com Jesus. 51Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu-lhe o cego:
10.51
Jo 20.16Mt 23.7
Mestre, que eu tenha vista. 52Disse-lhe Jesus: Vai,
10.52
Mt 9.22
a tua fé te curou. No mesmo instante, recebeu a vista e o foi seguindo pela estrada.