Tradução Brasileira (2010) (TB)

A cura do endemoninhado geraseno

51

5.1
Mc 5.1-17
Mt 8.28-34
Lc 8.26-37
Chegaram ao outro lado do mar, ao território dos gerasenos. 2Quando Jesus
5.2
Mc 4.1,36
Mc 5.21
desembarcou, veio logo ao seu encontro, dos túmulos, um homem
5.2
Mc 1.23
possesso de espírito imundo, 3o qual tinha ali a sua morada, e nem mesmo com cadeias podia já alguém segurá-lo; 4porque, tendo sido muitas vezes seguro com grilhões e cadeias, tinha quebrado as cadeias e despedaçado os grilhões, e ninguém tinha força para o subjugar; 5e sempre, de dia e de noite, gritava nos túmulos e nos montes, ferindo-se com pedras. 6Vendo de longe a Jesus, correu para ele e adorou-o, 7gritando em alta voz:
5.7
Mt 8.29
Que tenho eu contigo, Jesus,
5.7
Mt 4.3
Filho
5.7
Lc 8.28
At 16.17
Hb 7.1
do Deus Altíssimo? Por Deus te conjuro que não me atormentes. 8Pois Jesus lhe dissera: Espírito imundo, sai desse homem. 9Perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu ele:
5.9
Mc 5.15Mt 26.53
Lc 8.30
Legião é o meu nome, porque somos muitos. 10E rogava a Jesus, com instância, que os não mandasse para fora do território. 11Pastava ali pelo monte uma grande manada de porcos; 12e os espíritos imundos suplicaram-lhe, dizendo: Envia-nos para os porcos, a fim de que entremos neles. 13Ele o permitiu. Eles, saindo, entraram nos porcos; a manada, que era cerca de dois mil, precipitou-se pelo declive no mar, e ali se afogaram. 14Os pastores fugiram e foram dar notícia disso na cidade e nos campos; e muitos foram ver o que tinha acontecido. 15Chegando-se a Jesus, viram
5.15
Mc 5.16,18
Mt 4.24
o endemoninhado que havia tido
5.15
Mc 5.9
a legião, sentado,
5.15
cp.
vestido e
5.15
Lc 8.35
em perfeito juízo; e ficaram com medo. 16Os que presenciaram o fato contaram-lhes o que havia acontecido ao endemoninhado e aos porcos. 17Começaram a rogar-lhe que se retirasse daqueles termos. 18
5.18
Mc 5.18-20
Lc 8.38-39
Ao entrar ele na barca, aquele que fora endemoninhado rogou-lhe que o deixasse estar com ele. 19Jesus não o permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para teus parentes, e conta-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti. 20Retirando-se, começou a publicar em
5.20
Mc 7.31
Mt 4.25
Decápolis tudo o que lhe havia feito Jesus; e todos ficaram maravilhados.

A petição de Jairo

21

5.21
Mt 9.1Lc 8.40
Tendo Jesus voltado
5.21
cp.
na barca para o outro lado, afluiu para ele uma grande multidão; e ele estava à beira
5.21
cp.
do mar. 22
5.22
Mc 5.22-43
Mt 9.18-26
Lc 8.41-56
Chegou-se a ele um dos
5.22
Mc 5.35-36,38
Lc 8.49
13.14
At 13.15
18.8,17Mt 9.18
chefes da sinagoga, chamado Jairo; vendo-o, lançou-se-lhe aos pés 23e rogou-lhe com instância, dizendo: Minha filhinha está a expirar; suplico-te que venhas
5.23
Mc 6.5
7.32
8.23
16.18
Lc 4.40
13.13
At 9.17
28.8At 6.6
pôr as mãos sobre ela, para que sare e viva. 24Jesus foi com ele, e uma grande multidão, seguindo-o, o apertava.

A cura de uma mulher hemorrágica

25Ora uma, mulher, que durante doze anos padecia de uma hemorragia, 26e que tinha sofrido bastante às mãos de muitos médicos, e gastado tudo quanto possuía, sem nada aproveitar, antes, ficando cada vez pior, 27tendo ouvido falar a respeito de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe a capa; 28porque dizia: Se eu tocar somente as suas vestes, ficarei curada. 29No mesmo instante, cessou a sua hemorragia, e sentiu no seu corpo que estava curada do seu

5.29
Mc 5.34
Mc 3.10
flagelo. 30Jesus, conhecendo logo por si mesmo
5.30
Lc 5.17
a virtude que dele saíra, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem tocou as minhas vestes? 31Responderam-lhe seus discípulos: Vês que a multidão te aperta e perguntas: Quem me tocou? 32Mas ele olhava ao redor para ver a que isso fizera. 33A mulher, receosa e trêmula, cônscia do que nela se havia operado, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe toda a verdade. 34Jesus disse-lhe: Filha,
5.34
Mt 9.22
a tua fé te curou;
5.34
Lc 7.50
8.48At 16.36
Tg 2.16
vai-te em paz e fica livre do teu mal.

A ressurreição da filha de Jairo

35Ele ainda falava, quando vieram pessoas da casa do

5.35
Mc 5.22
chefe da sinagoga, dizendo a este: Tua filha já morreu; por que incomodas mais o Mestre? 36Jesus, sem atender a essas palavras, disse ao chefe da sinagoga:
5.36
Lc 8.50
Não temas, crê somente. 37Não permitiu que ninguém o acompanhasse, senão
5.37
Mt 17.1
26.37
Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. 38Tendo eles chegado à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus um alvoroço e os que choravam e faziam grande pranto; 39e, tendo entrado, disse-lhes: Por que fazeis alvoroço e chorais? A menina não está morta, mas sim dormindo. 40Riam-se dele. Tendo, porém, feito sair a todos, ele tomou consigo o pai, e a mãe da menina, e os que com ele vieram e entrou onde estava a menina. 41Tomando-a pela mão, disse-lhe: Talita cumi, que quer dizer Menina,
5.41
Lc 7.14At 9.40
eu te digo: levanta-te. 42Imediatamente, ela se levantou e começou a andar, pois tinha doze anos. Então, eles ficaram sobremaneira admirados. 43Jesus
5.43
Mt 8.4
recomendou-lhes expressamente que ninguém o soubesse e mandou que lhe dessem a ela de comer.

6

Jesus prega na sinagoga de Nazaré. É rejeitado pelos seus

61

6.1
Mc 6.1-6
Mt 13.54-58
Tendo Jesus saído dali, foi para
6.1
Lc 4.16,23Mt 13.54,57
a sua terra, e seus discípulos acompanharam-no. 2Chegando o sábado, começou a
6.2
Mt 4.23Mc 10.1
ensinar na sinagoga; e
6.2
Mt 7.28
muitos, ao ouvi-lo, se admiravam, dizendo: Donde lhe vêm essas coisas e que sabedoria é esta que lhe é dada? Que significam tais milagres operados pela sua mão? 3Não é este o
6.3
cp.
carpinteiro,
6.3
Mt 12.46
filho de Maria, irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E
6.3
Mt 13.56
suas irmãs não estão aqui entre nós? Ele
6.3
Mt 11.6
lhes servia de pedra de tropeço. 4Jesus lhes disse:
6.4
Mt 13.57
Um profeta não deixa de receber honra senão
6.4
Mc 6.1
na sua terra, entre os seus parentes e na sua casa. 5Não podia fazer ali nenhum milagre, a não ser que
6.5
Mc 5.23
pôs as mãos sobre alguns enfermos e os curou. 6E admirou-se por causa da incredulidade do povo.

6.6
Mt 9.35
Lc 13.22Mc 1.39
10.1
Ele andava pelas aldeias circunvizinhas ensinando.

Os doze enviados dois a dois

7

6.7
Mc 6.7-11
Mt 10.1,9-14
Lc 9.1,3-5Lc 10.4-11
Jesus
6.7
Mc 3.13
Mt 10.1,5
Lc 9.1
chamou os doze, e começou a enviá-los
6.7
Lc 10.1
dois a dois, e deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos; 8
6.8
Mt 10.10
ordenou-lhes que nada levassem para o caminho, exceto bordão; nem pão, nem alforje, nem dinheiro na bolsa; 9mas que fossem calçados de sandálias e que não vestissem duas túnicas. 10Disse mais: Em qualquer casa onde entrardes, hospedai-vos aí até que vos retireis. 11Se algum lugar não vos receber, nem os homens vos ouvirem, saindo dali,
6.11
Mt 10.14
sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra eles. 12
6.12
cp.
Eles, saindo, pregaram ao povo que se arrependesse; 13expeliam muitos demônios,
6.13
Tg 5.14
ungiam com óleo a muitos enfermos e os curavam.

A morte de João Batista

14

6.14
Mc 6.14-29
Mt 14.1-12
Mc 6.14-16
Lc 9.7-9
O rei Herodes soube disso (porque o nome de Jesus já se tornara conhecido), e alguns diziam: É
6.14
Mt 14.2
João Batista que tem ressuscitado dentre os mortos; por isso, virtudes sobrenaturais nele operam. 15Outros diziam:
6.15
Mt 16.14Mc 8.28
É Elias; outros ainda:
6.15
Mt 21.11
É profeta como um dos profetas. 16Mas Herodes, ouvindo isso, dizia: É João, a quem eu mandei degolar e que ressurgiu. 17Pois o próprio Herodes mandara prender a João e acorrentá-lo no cárcere por causa de
6.17
Mt 14.3
Herodias, mulher de seu irmão Filipe (Herodes se havia casado com ela); 18porque João lhe dizia:
6.18
Mt 14.4
Não te é lícito ter a mulher de teu irmão. 19Herodias o odiava e queria matá-lo, mas não podia; 20porque
6.20
cp.
Herodes temia a João, sabendo que era homem reto e santo, e o retinha em segurança. Ao ouvi-lo, ficava muito perplexo e o escutava de boa vontade. 21Oferecendo-se uma ocasião favorável, quando Herodes, no seu aniversário natalício,
6.21
cp.
deu um banquete aos seus dignitários, aos oficiais militares e aos principais
6.21
Lc 3.1
da Galileia, 22a filha da
6.22
Mt 14.3
própria Herodias, tendo entrado, dançou e agradou a Herodes e aos seus convivas. O rei disse à moça: Pede-me o que quiseres, e eu to darei; 23e jurou-lhe: Se me pedires ainda mesmo
6.23
Et 5.3,6
7.2
a metade do meu reino, eu ta darei. 24Ela saiu e perguntou a sua mãe: Que pedirei? Esta respondeu: A cabeça de João Batista. 25No mesmo instante, voltando apressadamente para o rei, disse: Quero que, sem demora, me dês num prato a cabeça de João Batista. 26O rei, embora muito triste, contudo, por causa do juramento e também dos convivas, não lha quis recusar. 27Imediatamente, o rei enviou um soldado da sua guarda com a ordem de trazer a cabeça de João. O soldado foi degolá-lo no cárcere, 28trouxe a cabeça num prato e a deu à moça; e a moça a deu à sua mãe. 29Sabendo disso, vieram os seus discípulos, levaram-lhe o corpo e depositaram-no em um túmulo.

A primeira multiplicação dos pães

30

6.30
Lc 9.10
Reunindo-se
6.30
Mt 10.2Mc 3.14
os apóstolos com Jesus, contaram-lhe tudo quanto haviam feito e ensinado. 31Ele lhes disse: Vinde a um lugar solitário, à parte, e descansai um pouco. Pois eram muitos os que vinham e iam, e
6.31
Mc 3.20
nem tinham tempo para comer. 32
6.32
Mc 6.32-44
Mt 14.13-21
Lc 9.10-17
Jo 6.5-13Mc 8.2-9
Então, foram sós
6.32
Mc 6.45Mc 3.9
Mc 5.36
na barca a um lugar deserto. 33Muitos os viram partir e os reconheceram; correram para lá, a pé, de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles. 34Ao desembarcar,
6.34
Mt 9.36
viu Jesus uma grande multidão de homens e compadeceu-se deles, porque
6.34
Mt 9.36
eram como ovelhas sem pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas. 35Como a hora fosse já adiantada, chegaram-se a ele seus discípulos, dizendo: Este lugar é deserto, e já é muito tarde; 36despede-os, para que vão aos sítios e às aldeias circunvizinhas comprar para si alguma comida. 37Mas Jesus disse: Dai-lhes vós de comer. Deveremos,
6.37
Jo 6.7
disseram eles, ir comprar duzentos
6.37
Mt 18.28
Lc 7.41
denários de pão e dar-lhes de comer? 38Ele lhes perguntou: Quantos pães tendes? Ide ver. Depois de se terem informado, responderam: Cinco pães e dois peixes. 39Então, mandou aos discípulos que a todos fizessem sentar em grupos sobre a relva verde. 40Sentaram-se em turmas de cem e de cinquenta. 41Ele tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu,
6.41
Mt 14.19
deu graças, e, partindo os pães, entregou-os aos discípulos para eles distribuírem; e repartiu por todos os dois peixes. 42Todos comeram e se fartaram; 43e recolheram doze
6.43
Mt 14.20
cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. 44Os que comeram os pães foram
6.44
cp.
cinco mil.

Jesus anda sobre o mar

45

6.45
Mc 6.45-51
Mt 14.22-32
Jo 6.15-21
Em seguida, obrigou os seus discípulos
6.45
Mc 6.32
a embarcar e passar adiante para o outro lado,
6.45
Mt 11.21Mc 8.22
a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão. 46Depois de se haver
6.46
At 18.18,21
2Co 2.13
despedido do povo, foi
6.46
Mt 14.23
ao monte para orar. 47À tardinha, achava-se a barca no meio do mar, e ele, sozinho, em terra. 48Vendo-os embaraçados em remar (porque o vento lhes era contrário), pela
6.48
cp.
quarta vigília da noite foi ter com eles, andando sobre o mar; e queria passar-lhes adiante. 49Porém eles, vendo-o andar sobre o mar, pensaram que era um fantasma e gritaram; 50porque todos o viram e se perturbaram. Mas, no mesmo instante, falando com eles, disse:
6.50
Mt 9.2
Tende ânimo! Sou eu!
6.50
Mt 14.27
Não temais! 51Entrou
6.51
Mc 6.32
na barca para ir ter com eles, e cessou o vento. Eles se encheram de grande pasmo, 52porque
6.52
Mc 8.17
não haviam compreendido o milagre dos pães; ao contrário, o seu coração
6.52
cp.
estava endurecido.

Jesus em Genesaré

53

6.53
Mc 6.53-56
Mt 14.34-36Jo 6.24-25
Depois de feita a travessia, chegaram à terra de Genesaré e ali atracaram. 54Quando desembarcaram, o povo logo reconheceu a Jesus e, 55correndo por toda aquela região, começaram a trazer nos leitos os que se achavam doentes, para onde ouviam dizer que ele estava. 56Onde quer que ele entrava, fosse nas aldeias, ou nas cidades, ou nos campos, punham os doentes nas praças e lhe rogavam que
6.56
Mc 3.10
os deixasse tocar ao menos
6.56
Mt 9.20
na fímbria da sua capa; e todos os que nela tocaram ficavam sãos.

7

Jesus e a tradição dos anciãos. O que contamina o homem

71

7.1
Mc 7.1-23
Mt 15.1-20
Vieram ter com Jesus os fariseus e alguns escribas, chegados
7.1
Mt 15.1
de Jerusalém. 2Tendo visto que alguns discípulos de Jesus comiam pão com mãos
7.2
Mc 7.5
At 10.14,28
11.8
Rm 14.14
Hb 10.29
Ap 21.27Mt 15.2
Lc 11.38
impuras, isto é, por lavar 3(pois os fariseus e todos os judeus, observando a
7.3
Mc 7.5,8,9,13
Gl 1.14
tradição dos anciãos, 4não comem sem lavar as mãos cuidadosamente; e, quando voltam da rua, não comem sem se aspergir, e muitas outras coisas há que receberam e guardam, como a lavagem de
7.4
Mt 23.25
copos, jarros e vasos de metal.) 5perguntaram-lhe os fariseus e os escribas: Por que não seguem os teus discípulos a tradição dos anciãos, mas comem com mãos impuras? 6Respondeu ele: Hipócritas, bem profetizou de vós Isaías, como está escrito:

7.6
Is 29.13
Este povo honra-me com os lábios,

mas o seu coração está longe de mim.

7Adoram-me, porém, em vão,

ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

8Vós, deixando o mandamento de Deus, observais
7.8
Êx 20.12
Dt 5.16
Êx 21.17
Lv 20.9
a tradição dos homens. 9Continuou: Sabeis muito bem rejeitar o mandamento de Deus, para manter a vossa tradição. 10Pois Moisés disse: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe, seja morto; 11mas vós ensinais: Se um homem disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que eu te poderia dar é
7.11
Lv 1.2
Corbã, isto é, uma oferenda a Deus, 12não mais lhe permitis fazer coisa alguma pelo pai ou pela mãe, 13invalidando a palavra de Deus pela tradição que vós mesmos transmitistes; e fazeis muitas outras coisas semelhantes. 14Chamando ele de novo a multidão, disse-lhe: Ouvi-me todos e entendei. 15Nada há fora do homem que, nele entrando, possa contaminá-lo; pelo contrário, as coisas que saem dele são as que o contaminamMuitas antigas autoridades inserem v. 16: Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.. 16[Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.] 17Tendo deixado a multidão,
7.17
Mc 9.282.1
3.19
entrou em casa, e pediam-lhe
7.17
cp.
seus discípulos a explicação da parábola. 18Ele respondeu: Assim também vós não entendeis? Não compreendeis que tudo o que está fora do homem, entrando nele, não pode contaminá-lo, 19porque não entra no coração, mas no ventre, e é lançado no lugar escuso? Isso disse,
7.19
Rm 14.1-12
Cl 2.16
purificando
7.19
cp.
todos os alimentos. 20Continuou:
7.20
Mt 15.18
Mc 7.23
O que sai do homem, isso é o que o contamina. 21Pois, de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, as fornicações, os furtos, os homicídios, os adultérios, 22as avarezas, as malícias, o dolo, a lascívia, a
7.22
Dt 15.9
inveja, a blasfêmia, a soberba e a loucura. 23Todas essas más coisas procedem de dentro e contaminam o homem.

A mulher cananeia

24

7.24
Mc 7.24-30
Mt 15.21-28
Levantando-se, saiu dali para as fronteiras de
7.24
Mt 11.21
Mc 7.31
Tiro. Entrando numa casa, quis que ninguém o soubesse e não pôde ocultar-se. 25Uma mulher, porém, cuja filha estava possessa dum espírito imundo, ouvindo logo falar dele, foi, e prostrou-se-lhe aos pés 26(a mulher era gentia, de origem siro-fenícia.), e rogava-lhe que expelisse de sua filha o demônio. 27Ele lhe disse: Deixa primeiro que se fartem os filhos, porque não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. 28Ela, porém, replicou: Assim é, Senhor; mas até os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que as crianças deixam. 29Ele lhe disse: Por esta palavra, vai-te; o demônio já saiu de tua filha. 30Ela, voltando para sua casa, achou a menina deitada na cama e que o demônio havia saído.

A cura de um surdo e gago

31

7.31
Mc 7.31-37
Mt 15.29-31
De novo, se retirou das fronteiras de Tiro e foi por Sidom,
7.31
Mt 4.18
ao mar da Galileia, atravessando o território
7.31
Mc 5.20
Mt 4.25
de Decápolis. 32Trouxeram-lhe um surdo e gago e pediram-lhe que
7.32
Mc 5.23
pusesse a mão sobre ele. 33Jesus, tirando-o da multidão, levou-o à parte, pôs os seus dedos nos ouvidos dele e,
7.33
Mc 8.23
cuspindo, tocou-lhe a língua; 34depois, erguendo os olhos ao céu,
7.34
Mc 8.12
deu um suspiro e disse: Efatá, isto é, Abre-te! 35Abriram-se-lhe os ouvidos, e logo se lhe desfez a prisão da língua, e falava com clareza. 36
7.36
Mt 8.4
Recomendou-lhes Jesus expressamente que a ninguém o contassem; mas, quanto mais o recomendava, tanto mais eles
7.36
Mc 1.45
o publicavam. 37Admiravam-se sobremaneira, dizendo: Ele tudo tem feito bem, faz até os surdos ouvir e os mudos falar.