Tradução Brasileira (2010) (TB)
4

Uma série de parábolas. A parábola do semeador

41

4.1
Mc 4.1-12
Mt 13.1-15
Lc 8.4-10
De novo, começou Jesus a ensinar
4.1
Mc 2.13
3.7
à beira do mar. Reuniu-se a ele uma grande multidão, de maneira que entrou numa barca e sentou-se dentro dela no mar; e todo o povo achava-se na praia. 2Ele lhes ensinava muitas coisas por
4.2
Mc 3.23Mt 13.3-9
parábolas, dizendo, no correr do seu ensino: 3Ouvi: O semeador saiu a semear; 4quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram-na. 5Outra parte caiu nos lugares pedregosos, onde não havia muita terra; logo nasceu, porque a terra não era profunda. 6E, tendo saído o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou-se. 7Outra caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e sufocaram-na, e não deu fruto algum. 8Mas outras caíram na boa terra e, brotando e crescendo, davam fruto; um grão produzia trinta; outro, sessenta; e outro, cem. 9Disse:
4.9
Mt 11.15
Mc 4.23
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

A explicação da parábola

10Quando se achou só, os que estavam ao redor dele com os doze pediam a explicação das parábolas. 11Ele lhes disse: A vós vos é dado o mistério do reino de Deus; mas

4.11
1Co 5.12Cl 4.5
1Ts 4.12
1Tm 3.7
aos de fora tudo se lhes propõe
4.11
Mc 4.2
Mc 3.23
em parábolas, 12
4.12
Mt 13.14
para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam, para que não suceda que se convertam e sejam perdoados. 13
4.13
Mc 4.13-20
Mt 13.18-23
Lc 8.11-15
Perguntou-lhes: Não percebeis esta parábola e como entendereis todas as parábolas? 14O semeador semeia a palavra. 15Os que se acham pelo caminho, onde a palavra é semeada são aqueles, de quem, depois de a terem ouvido, vindo logo
4.15
Mt 4.10
Mc 3.23,26
Satanás, tira a palavra que neles tem sido semeada. 16Igualmente, os semeados nos lugares pedregosos são aqueles que, ouvindo a palavra, imediatamente, a recebem com alegria; 17eles não têm em si raiz, mas duram pouco tempo; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. 18Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, 19e os cuidados
4.19
Mt 13.22
do mundo, a sedução das riquezas e a cobiça de outras coisas, entrando, abafam a palavra, e ela fica infrutífera. 20Os semeados na boa terra são os que ouvem a palavra, e a recebem, e produzem fruto, a trinta, a sessenta e a cem por um.

A parábola da candeia

21Continuou:

4.21
Mt 5.15
Lc 8.16
11.33
Porventura, vem a candeia para se pôr debaixo do módioMedida de 8 1/2 litros. ou debaixo da cama? Não é, antes, para se colocar no velador? 22
4.22
Mt 10.26
Lc 8.17
12.2
Pois nada está oculto, senão para ser manifesto; e nada foi escondido, senão para ser divulgado. 23
4.23
Mc 4.9
Mt 11.15
Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. 24Também lhes disse: Atendei ao que ouvis.
4.24
Mt 7.2
Lc 6.38
A medida de que usais, desta usarão convosco; e ainda se vos acrescentará. 25
4.25
Mt 13.12
Pois ao que tem ser-lhe-á dado; e ao que não tem, até aquilo que tem, ser-lhe-á tirado.

A parábola da semente

26Disse mais:

4.26
Mc 4.26-29Mt 13.24-30
O reino de Deus é como se um homem lançasse a semente na terra 27e, dormindo ou acordado de noite e de dia, a semente germinasse e crescesse, sem ele saber como. 28A terra por si mesma produz fruto: primeiro, a erva, depois, a espiga e, por último, o grão grado na espiga. 29Depois de o fruto amadurecer, logo lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa.

A parábola do grão de mostarda

30

4.30
Mc 4.30-32
Mt 13.31-32
Lc 13.18-19
Ainda disse: A que
4.30
Mt 13.24
assemelharemos o reino de Deus ou com que parábola o representaremos? 31É como um grão de mostarda, que, quando semeado na terra, embora seja menor que todas as sementes que há na terra, 32contudo, depois de semeado, cresce e se torna a maior de todas as hortaliças e deita grandes ramos, de tal modo que as aves do céu podem pousar à sua sombra.

33Com muitas parábolas semelhantes dirigia-lhes a palavra, conforme podiam compreendê-la; 34não lhes falava

4.34
Mt 13.34Jo 10.6
16.25
sem parábolas, mas em particular explicava tudo a seus discípulos.

Jesus acalma uma tempestade

35

4.35
Mc 4.35-41
Mt 8.18,23-27
Lc 8.22-25
Naquele dia, à tarde, lhes disse: Passemos para o outro lado. 36Eles, deixando a multidão, o levaram, assim como estava,
4.36
Mc 4.1
Mc 5.2,213.9
na barca; e estavam com ele outras barcas. 37Levantou-se um grande tufão de vento, e as ondas batiam na barca, de modo que ela já se enchia. 38Jesus estava dormindo na popa sobre o travesseiro; eles o acordaram e lhe perguntaram: Mestre, não se te dá que pereçamos? 39Ele, tendo acordado, repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te, emudece. Cessou o vento, e houve grande bonança. 40Então lhes perguntou: Por que sois assim tímidos? Como é que não tendes fé? 41Eles, cheios de medo, diziam uns aos outros: Quem, porventura, é este que até o vento e o mar lhe obedecem?