Tradução Brasileira (2010) (TB)
3

A cura de um homem que tinha uma das mãos ressequida. Trama contra a vida de Jesus

31

3.1
Mc 3.1-6
Mt 12.9-14
Lc 6.6-11
Entrou
3.1
Mc 1.21,39
Jesus outra vez numa sinagoga onde se achava um homem que tinha uma das mãos ressequida. 2
3.2
Lc 6.7
14.1
20.20
Observam-no para ver se curaria o homem em dia de sábado,
3.2
Mt 12.10
Lc 6.7Lc 11.54
a fim de o acusarem. 3Disse Jesus ao homem que tinha a mão ressequida: Levanta-te e vem para o meio de nós. 4Então, lhes perguntou: É lícito nos sábados fazer o bem ou o mal, salvar a vida ou tirá-la? Mas eles guardaram silêncio. 5
3.5
Lc 6.10
Olhando com indignação para aqueles que o rodeavam, contristado pela dureza dos seus corações, disse ao homem: Estende a mão. Ele a estendeu; e a mão lhe foi restabelecida. 6Os fariseus, saindo dali, entraram logo em conselho com os
3.6
Mt 22.16
Mc 12.13
herodianos contra ele, para ver um meio de lhe tirar a vida.

Jesus retira-se. A cura de muitos à beira-mar

7

3.7
Mc 3.7-12
Mt 12.15-16
Lc 6.17-19
Jesus retirou-se com os seus discípulos para o lado do mar. Da Galileia o seguiu
3.7
Mt 4.25
Lc 6.17
uma grande multidão; também da Judeia 8de Jerusalém,
3.8
cp.
da Idumeia, dalém do Jordão e das circunvizinhanças de
3.8
Mt 11.21
Tiro e de Sidom, o povo, sabendo quantas coisas Jesus fazia, foi ter com ele em grande número. 9Ele recomendou a seus discípulos que tivessem uma barquinha sempre ao seu dispor, por causa da multidão, a fim de que não o apertasse; 10porque
3.10
Mt 4.23
curou a muitos, de modo que todos os que padeciam
3.10
Mc 5.29,34
Lc 7.21
qualquer doença, se arrojavam a ele para
3.10
Mc 6.56
8.22
Mt 9.21
14.36
o tocar. 11Os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e clamavam: Tu és
3.11
Mt 4.3
o Filho de Deus. 12Ele
3.12
Mt 8.4
lhes advertiu com insistência que não o dessem a conhecer.

A missão dos doze apóstolos. Os seus nomes

13Depois, subiu

3.13
Lc 6.12Mt 5.1
ao monte e
3.13
Mt 10.1
Mc 6.7
Lc 9.1
chamou para junto de si os que ele mesmo quis, e eles vieram. 14Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar, 15com autoridade de expelirem os demônios. 16Eis os doze que designou:
3.16
Mc 3.16-19
Mt 10.2-4
Lc 6.14-16
At 1.13
Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer filhos do trovão; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o zelote, 19e Judas Iscariotes, que o traiu.

A blasfêmia dos escribas

Entrou

3.19
cp.
numa casa; 20e, mais uma vez, a
3.20
cp.
multidão afluiu,
3.20
Mc 6.31
de tal modo que nem sequer podiam comer. 21Quando
3.21
cp.
seus parentes souberam disso, saíram para o segurar, porque diziam:
3.21
cp.
Ele está fora de si. 22Os escribas que haviam descido
3.22
Mt 15.1
de Jerusalém afirmavam: Está possesso de
3.22
Mt 10.2511.18
Belzebu. E:
3.22
Mt 9.34
É pelo chefe dos demônios que expele os demônios. 23
3.23
Mc 3.23-27
Mt 12.25-29
Lc 11.17-22
Chamando-os para junto de si, disse-lhes por
3.23
Mc 4.2Mt 13.3Mc 4.2-9
parábolas: Como pode
3.23
Mt 4.10
Satanás expelir a Satanás? 24Se um reino se levantar contra si mesmo, esse reino não pode subsistir; 25se uma casa se levantar contra si mesma, essa casa não poderá permanecer. 26Se
3.26
Mt 4.10
Satanás se tem levantado contra si mesmo e está dividido, ele não pode subsistir; antes, tem fim. 27
3.27
cp.
Pois ninguém pode entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e, então, lhe saqueará a casa. 28
3.28
Mc 3.28-30Mt 12.31-32
Lc 12.10
Em verdade vos digo: Que aos homens serão perdoados todos os pecados e as blasfêmias que proferirem; 29mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca mais terá perdão; pelo contrário, é réu de um pecado eterno. 30Pois diziam: Está possesso de um espírito imundo.

A família de Jesus

31

3.31
Mc 3.31-35
Mt 12.46-50
Lc 8.19-21
Chegaram sua mãe e seus irmãos; e, ficando da parte de fora, mandaram chamá-lo. 32Muita gente estava sentada ao redor dele, e disseram-lhe: Olha, tua mãe, teus irmãos e tuas irmãs estão lá fora e te procuram. 33Ele perguntou: Quem é minha mãe e meus irmãos? 34Olhando para os que estavam sentados em roda dele, disse: Eis minha mãe e meus irmãos! 35Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.

4

Uma série de parábolas. A parábola do semeador

41

4.1
Mc 4.1-12
Mt 13.1-15
Lc 8.4-10
De novo, começou Jesus a ensinar
4.1
Mc 2.13
3.7
à beira do mar. Reuniu-se a ele uma grande multidão, de maneira que entrou numa barca e sentou-se dentro dela no mar; e todo o povo achava-se na praia. 2Ele lhes ensinava muitas coisas por
4.2
Mc 3.23Mt 13.3-9
parábolas, dizendo, no correr do seu ensino: 3Ouvi: O semeador saiu a semear; 4quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram-na. 5Outra parte caiu nos lugares pedregosos, onde não havia muita terra; logo nasceu, porque a terra não era profunda. 6E, tendo saído o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou-se. 7Outra caiu entre os espinhos; e os espinhos cresceram e sufocaram-na, e não deu fruto algum. 8Mas outras caíram na boa terra e, brotando e crescendo, davam fruto; um grão produzia trinta; outro, sessenta; e outro, cem. 9Disse:
4.9
Mt 11.15
Mc 4.23
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

A explicação da parábola

10Quando se achou só, os que estavam ao redor dele com os doze pediam a explicação das parábolas. 11Ele lhes disse: A vós vos é dado o mistério do reino de Deus; mas

4.11
1Co 5.12Cl 4.5
1Ts 4.12
1Tm 3.7
aos de fora tudo se lhes propõe
4.11
Mc 4.2
Mc 3.23
em parábolas, 12
4.12
Mt 13.14
para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam e não entendam, para que não suceda que se convertam e sejam perdoados. 13
4.13
Mc 4.13-20
Mt 13.18-23
Lc 8.11-15
Perguntou-lhes: Não percebeis esta parábola e como entendereis todas as parábolas? 14O semeador semeia a palavra. 15Os que se acham pelo caminho, onde a palavra é semeada são aqueles, de quem, depois de a terem ouvido, vindo logo
4.15
Mt 4.10
Mc 3.23,26
Satanás, tira a palavra que neles tem sido semeada. 16Igualmente, os semeados nos lugares pedregosos são aqueles que, ouvindo a palavra, imediatamente, a recebem com alegria; 17eles não têm em si raiz, mas duram pouco tempo; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo se escandalizam. 18Os outros, os semeados entre os espinhos, são os que ouvem a palavra, 19e os cuidados
4.19
Mt 13.22
do mundo, a sedução das riquezas e a cobiça de outras coisas, entrando, abafam a palavra, e ela fica infrutífera. 20Os semeados na boa terra são os que ouvem a palavra, e a recebem, e produzem fruto, a trinta, a sessenta e a cem por um.

A parábola da candeia

21Continuou:

4.21
Mt 5.15
Lc 8.16
11.33
Porventura, vem a candeia para se pôr debaixo do módioMedida de 8 1/2 litros. ou debaixo da cama? Não é, antes, para se colocar no velador? 22
4.22
Mt 10.26
Lc 8.17
12.2
Pois nada está oculto, senão para ser manifesto; e nada foi escondido, senão para ser divulgado. 23
4.23
Mc 4.9
Mt 11.15
Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça. 24Também lhes disse: Atendei ao que ouvis.
4.24
Mt 7.2
Lc 6.38
A medida de que usais, desta usarão convosco; e ainda se vos acrescentará. 25
4.25
Mt 13.12
Pois ao que tem ser-lhe-á dado; e ao que não tem, até aquilo que tem, ser-lhe-á tirado.

A parábola da semente

26Disse mais:

4.26
Mc 4.26-29Mt 13.24-30
O reino de Deus é como se um homem lançasse a semente na terra 27e, dormindo ou acordado de noite e de dia, a semente germinasse e crescesse, sem ele saber como. 28A terra por si mesma produz fruto: primeiro, a erva, depois, a espiga e, por último, o grão grado na espiga. 29Depois de o fruto amadurecer, logo lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa.

A parábola do grão de mostarda

30

4.30
Mc 4.30-32
Mt 13.31-32
Lc 13.18-19
Ainda disse: A que
4.30
Mt 13.24
assemelharemos o reino de Deus ou com que parábola o representaremos? 31É como um grão de mostarda, que, quando semeado na terra, embora seja menor que todas as sementes que há na terra, 32contudo, depois de semeado, cresce e se torna a maior de todas as hortaliças e deita grandes ramos, de tal modo que as aves do céu podem pousar à sua sombra.

33Com muitas parábolas semelhantes dirigia-lhes a palavra, conforme podiam compreendê-la; 34não lhes falava

4.34
Mt 13.34Jo 10.6
16.25
sem parábolas, mas em particular explicava tudo a seus discípulos.

Jesus acalma uma tempestade

35

4.35
Mc 4.35-41
Mt 8.18,23-27
Lc 8.22-25
Naquele dia, à tarde, lhes disse: Passemos para o outro lado. 36Eles, deixando a multidão, o levaram, assim como estava,
4.36
Mc 4.1
Mc 5.2,213.9
na barca; e estavam com ele outras barcas. 37Levantou-se um grande tufão de vento, e as ondas batiam na barca, de modo que ela já se enchia. 38Jesus estava dormindo na popa sobre o travesseiro; eles o acordaram e lhe perguntaram: Mestre, não se te dá que pereçamos? 39Ele, tendo acordado, repreendeu o vento e disse ao mar: Cala-te, emudece. Cessou o vento, e houve grande bonança. 40Então lhes perguntou: Por que sois assim tímidos? Como é que não tendes fé? 41Eles, cheios de medo, diziam uns aos outros: Quem, porventura, é este que até o vento e o mar lhe obedecem?

A cura do endemoninhado geraseno

51

5.1
Mc 5.1-17
Mt 8.28-34
Lc 8.26-37
Chegaram ao outro lado do mar, ao território dos gerasenos. 2Quando Jesus
5.2
Mc 4.1,36
Mc 5.21
desembarcou, veio logo ao seu encontro, dos túmulos, um homem
5.2
Mc 1.23
possesso de espírito imundo, 3o qual tinha ali a sua morada, e nem mesmo com cadeias podia já alguém segurá-lo; 4porque, tendo sido muitas vezes seguro com grilhões e cadeias, tinha quebrado as cadeias e despedaçado os grilhões, e ninguém tinha força para o subjugar; 5e sempre, de dia e de noite, gritava nos túmulos e nos montes, ferindo-se com pedras. 6Vendo de longe a Jesus, correu para ele e adorou-o, 7gritando em alta voz:
5.7
Mt 8.29
Que tenho eu contigo, Jesus,
5.7
Mt 4.3
Filho
5.7
Lc 8.28
At 16.17
Hb 7.1
do Deus Altíssimo? Por Deus te conjuro que não me atormentes. 8Pois Jesus lhe dissera: Espírito imundo, sai desse homem. 9Perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu ele:
5.9
Mc 5.15Mt 26.53
Lc 8.30
Legião é o meu nome, porque somos muitos. 10E rogava a Jesus, com instância, que os não mandasse para fora do território. 11Pastava ali pelo monte uma grande manada de porcos; 12e os espíritos imundos suplicaram-lhe, dizendo: Envia-nos para os porcos, a fim de que entremos neles. 13Ele o permitiu. Eles, saindo, entraram nos porcos; a manada, que era cerca de dois mil, precipitou-se pelo declive no mar, e ali se afogaram. 14Os pastores fugiram e foram dar notícia disso na cidade e nos campos; e muitos foram ver o que tinha acontecido. 15Chegando-se a Jesus, viram
5.15
Mc 5.16,18
Mt 4.24
o endemoninhado que havia tido
5.15
Mc 5.9
a legião, sentado,
5.15
cp.
vestido e
5.15
Lc 8.35
em perfeito juízo; e ficaram com medo. 16Os que presenciaram o fato contaram-lhes o que havia acontecido ao endemoninhado e aos porcos. 17Começaram a rogar-lhe que se retirasse daqueles termos. 18
5.18
Mc 5.18-20
Lc 8.38-39
Ao entrar ele na barca, aquele que fora endemoninhado rogou-lhe que o deixasse estar com ele. 19Jesus não o permitiu, mas disse-lhe: Vai para tua casa, para teus parentes, e conta-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti. 20Retirando-se, começou a publicar em
5.20
Mc 7.31
Mt 4.25
Decápolis tudo o que lhe havia feito Jesus; e todos ficaram maravilhados.

A petição de Jairo

21

5.21
Mt 9.1Lc 8.40
Tendo Jesus voltado
5.21
cp.
na barca para o outro lado, afluiu para ele uma grande multidão; e ele estava à beira
5.21
cp.
do mar. 22
5.22
Mc 5.22-43
Mt 9.18-26
Lc 8.41-56
Chegou-se a ele um dos
5.22
Mc 5.35-36,38
Lc 8.49
13.14
At 13.15
18.8,17Mt 9.18
chefes da sinagoga, chamado Jairo; vendo-o, lançou-se-lhe aos pés 23e rogou-lhe com instância, dizendo: Minha filhinha está a expirar; suplico-te que venhas
5.23
Mc 6.5
7.32
8.23
16.18
Lc 4.40
13.13
At 9.17
28.8At 6.6
pôr as mãos sobre ela, para que sare e viva. 24Jesus foi com ele, e uma grande multidão, seguindo-o, o apertava.

A cura de uma mulher hemorrágica

25Ora uma, mulher, que durante doze anos padecia de uma hemorragia, 26e que tinha sofrido bastante às mãos de muitos médicos, e gastado tudo quanto possuía, sem nada aproveitar, antes, ficando cada vez pior, 27tendo ouvido falar a respeito de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe a capa; 28porque dizia: Se eu tocar somente as suas vestes, ficarei curada. 29No mesmo instante, cessou a sua hemorragia, e sentiu no seu corpo que estava curada do seu

5.29
Mc 5.34
Mc 3.10
flagelo. 30Jesus, conhecendo logo por si mesmo
5.30
Lc 5.17
a virtude que dele saíra, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem tocou as minhas vestes? 31Responderam-lhe seus discípulos: Vês que a multidão te aperta e perguntas: Quem me tocou? 32Mas ele olhava ao redor para ver a que isso fizera. 33A mulher, receosa e trêmula, cônscia do que nela se havia operado, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe toda a verdade. 34Jesus disse-lhe: Filha,
5.34
Mt 9.22
a tua fé te curou;
5.34
Lc 7.50
8.48At 16.36
Tg 2.16
vai-te em paz e fica livre do teu mal.

A ressurreição da filha de Jairo

35Ele ainda falava, quando vieram pessoas da casa do

5.35
Mc 5.22
chefe da sinagoga, dizendo a este: Tua filha já morreu; por que incomodas mais o Mestre? 36Jesus, sem atender a essas palavras, disse ao chefe da sinagoga:
5.36
Lc 8.50
Não temas, crê somente. 37Não permitiu que ninguém o acompanhasse, senão
5.37
Mt 17.1
26.37
Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago. 38Tendo eles chegado à casa do chefe da sinagoga, viu Jesus um alvoroço e os que choravam e faziam grande pranto; 39e, tendo entrado, disse-lhes: Por que fazeis alvoroço e chorais? A menina não está morta, mas sim dormindo. 40Riam-se dele. Tendo, porém, feito sair a todos, ele tomou consigo o pai, e a mãe da menina, e os que com ele vieram e entrou onde estava a menina. 41Tomando-a pela mão, disse-lhe: Talita cumi, que quer dizer Menina,
5.41
Lc 7.14At 9.40
eu te digo: levanta-te. 42Imediatamente, ela se levantou e começou a andar, pois tinha doze anos. Então, eles ficaram sobremaneira admirados. 43Jesus
5.43
Mt 8.4
recomendou-lhes expressamente que ninguém o soubesse e mandou que lhe dessem a ela de comer.