Tradução Brasileira (2010) (TB)
1

João Batista

11Princípio do evangelho de Jesus Cristo.

2

1.2
Mc 1.2-8
Mt 3.1-11
Lc 3.2-16
Conforme está escrito no profeta Isaías:

1.2
Ml 3.1
Mt 11.10
Lc 7.27
Eis aí envio eu ante a tua face o meu anjo,

que há de preparar o teu caminho;

3

1.3
Is 40.3
Mt 3.3
Lc 3.4
Jo 1.23
Voz do que clama no deserto:

Preparai o caminho do Senhor,

endireitai as suas veredas;

4apareceu João Batista no deserto,
1.4
At 13.24
pregando o batismo de arrependimento para
1.4
Lc 1.77
remissão de pecados. 5Saíam a ter com ele toda a terra da Judeia e todos os moradores de Jerusalém; e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. 6João usava uma veste de pelo de camelo e uma correia em volta da cintura; e comia gafanhotos e mel silvestre. 7Ele pregava: Depois de mim vem, aquele que é mais poderoso do que eu, diante do qual não sou digno de abaixar-me para lhe desatar a correia das sandálias. 8Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo.

O batismo de Jesus

9

1.9
Mc 1.9-11
Mt 3.13-17
Lc 3.21-22
Naqueles dias, Jesus
1.9
cp.
veio de Nazaré da Galileia e por João foi batizado no Jordão 10Logo ao sair da água, viu os céus abrirem-se e o Espírito como pomba descer sobre ele. 11E ouviu-se uma voz dos céus:
1.11
Lc 3.22
Mt 3.17
Tu és o meu Filho dileto, em ti me agrado.

A tentação de Jesus

12

1.12
Mc 1.12-13
Mt 4.1-11
Lc 4.1-13
Imediatamente, o Espírito o impeliu para o deserto. 13Ali ficou quarenta dias tentado por
1.13
Mt 4.10
Satanás; estava com as feras, e os anjos o serviam.

Jesus volta para a Galileia e principia a sua missão

14

1.14
Mt 4.12
Depois de João ser preso, foi Jesus para a Galileia,
1.14
Mt 4.23
pregando o evangelho de Deus 15e dizendo:
1.15
Gl 4.4
Ef 1.10
1Tm 2.6
Tt 1.3
O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo;
1.15
cp.
arrependei-vos e crede no evangelho.

Jesus chama os primeiros quatro discípulos

16

1.16
Mc 1.16-20
Mt 4.18-22Lc 5.2-11
Jo 1.40-42
Caminhando ao lado do mar da Galileia, viu a Simão e a André, irmão de Simão, lançarem a rede ao mar, porque eram pescadores. 17Disse-lhes Jesus: Segui-me, e eu farei que vos torneis pescadores de homens. 18No mesmo instante, deixaram as redes e o seguiram. 19Passando um pouco adiante, viu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que estavam na sua barca consertando as redes. 20Logo os chamou; e eles, tendo deixado na barca a Zebedeu, seu pai, com os empregados, foram após Jesus.

A cura dum endemoninhado em Cafarnaum

21

1.21
Mc 1.21-28
Lc 4.31-37
Entraram em Cafarnaum; e, no sábado seguinte,
1.21
Mt 4.23
Mc 1.39
Mc 10.1
indo ele à sinagoga, pôs-se a ensinar. 22
1.22
Mt 7.28
Admiravam-se do seu ensino, porque ele os ensinava como quem tinha autoridade e não como os escribas. 23Estava na sinagoga um homem possesso de um espírito imundo, 24que gritou:
1.24
Mt 8.29
Que temos nós contigo, Jesus
1.24
Mc 10.47
14.67
16.6
Lc 4.34
24.19Mt 2.23
At 24.5
Nazareno? Vieste a perder-nos. Bem sei quem és; és
1.24
Lc 4.34
Jo 6.69Lc 1.35
At 3.14
o Santo de Deus! 25Mas Jesus repreendeu-o, dizendo: Cala-te e sai desse homem. 26O espírito imundo, agitando-o violentamente e brandando em alta voz, saiu dele. 27Todos ficaram tão
1.27
Mc 10.24,3214.33
16.5-6
admirados, que uns aos outros perguntavam: Que é isso? Uma nova doutrina com autoridade! Ele manda aos próprios espíritos imundos, e eles lhe obedecem! 28Divulgou-se logo a sua fama por toda a circunvizinhança da Galileia.

A cura da sogra de Pedro

29

1.29
Mc 1.29-31
Mt 8.14-15
Lc 4.38-39
Em seguida, tendo saído
1.29
Mc 1.21,23
da sinagoga, foram com Tiago e João à casa de Simão e André. 30A sogra de Simão estava de cama, com febre; e logo lhe falaram a respeito dela. 31Ele, aproximando-se da enferma e tomando-a pela mão, a levantou; a febre a deixou, e ela começou a servi-los.

Muitos outros curados

32

1.32
Mc 1.32-34
Mt 8.16-17
Lc 4.40-41
À
1.32
cp.
tarde, estando já o sol posto, traziam-lhe todos os doentes
1.32
Mt 4.24
e endemoninhados; 33e toda a
1.33
Mc 1.21
cidade estava reunida à porta. 34Ele
1.34
Mt 4.23
curou muitos que se achavam doentes de diversas moléstias e expeliu muitos demônios, não permitindo que estes falassem, porque sabiam quem ele era.

Jesus retira-se para orar

35

1.35
Mc 1.35-38
Lc 4.42-43
Levantando-se antes da madrugada, saiu, e foi a um lugar deserto, e ali
1.35
Lc 5.16
Mt 14.23
orava. 36Simão e seus companheiros foram procurá-lo; 37e, encontrando-o, disseram: Todos te buscam. 38Disse-lhes Jesus: Vamos a outros lugares, às povoações vizinhas, a fim de que eu também aí pregue, porque para isso vim. 39
1.39
Mt 4.23Mc 1.23
Mc 3.1
Foi por toda a Galileia, pregando nas sinagogas e expelindo os demônios.

A cura dum leproso

40

1.40
Mc 1.40-44
Mt 8.2-4
Lc 5.12-14
Chegou-se a ele um leproso, fazendo-lhe a sua rogativa
1.40
Mc 10.17Mt 8.2
Lc 5.12
e, ajoelhando-se, disse: Se quiseres, bem podes tornar-me limpo. 41Jesus, compadecido dele, estendeu a mão e tocou-o, dizendo: Quero; fica limpo! 42No mesmo instante, desapareceu-lhe a lepra, e ficou limpo. 43Advertindo-lhe com energia, logo o despediu, 44dizendo:
1.44
Mt 8.4
Olha, não digas nada a ninguém, mas
1.44
Lv 13.49
14.2Mt 8.4
vai mostrar-te ao sacerdote e oferecer-lhe pela tua purificação o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho. 45Porém ele, saindo dali, começou a publicar o caso por toda parte e
1.45
Lc 5.15
Mt 28.15
a divulgá-lo, de modo que Jesus já não podia entrar abertamente numa cidade, mas ficava fora em lugares despovoados;
1.45
cp.
e de todos os lados iam ter com ele.

2

A cura dum paralítico em Cafarnaum

21Alguns dias depois, voltou Jesus a Cafarnaum, e soube-se que ele estava em casa. 2

2.2
Mc 2.13
Mc 1.45
Muitos afluíram ali, a ponto de já não haver lugar nem junto à porta; e ele lhes dirigia a palavra. 3
2.3
Mc 2.3-12
Mt 9.2-8
Lc 5.18-26
Trouxeram-lhe um
2.3
Mt 4.24
paralítico, carregado por quatro homens; 4e, não podendo apresentar-lho por causa da multidão,
2.4
cp.
desladrilharam o eirado por cima de Jesus e, feita uma abertura, arrearam o leito em que jazia o paralítico. 5Vendo Jesus a fé que eles tinham, disse ao paralítico: Filho,
2.5
Mt 9.2
perdoados são os teus pecados. 6Estavam, porém, ali sentados alguns escribas, que discorriam nos seus corações: 7Por que fala assim este homem? Ele blasfema;
2.7
Is 43.25
quem pode perdoar pecados senão só um, que é Deus? 8Mas Jesus, percebendo logo em seu espírito que eles assim discorriam dentro de si, perguntou-lhes: Por que discorreis sobre essas coisas em vossos corações? 9Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Perdoados são os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? 10Para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse ao paralítico: 11A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. 12Ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o seu leito, retirou-se à vista de todos de modo que todos ficaram atônitos e
2.12
Mt 9.8
glorificaram a Deus, dizendo:
2.12
Mt 9.33
Nunca vimos coisa semelhante.

A vocação de Levi

13Saiu, outra vez, para a beira-mar;

2.13
Mc 1.45
toda a multidão vinha ter com ele, e ele os ensinava. 14
2.14
Mc 2.14-17
Mt 9.9-13
Lc 5.27-32
Quando ia passando, viu a
2.14
cp.
Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe:
2.14
Mt 8.22
Segue-me. Ele se levantou e o seguiu.

Jesus come com pecadores

15Estando Jesus à mesa na casa de Levi, sentaram-se também com ele e com seus discípulos muitos publicanos e pecadores; pois havia muitos que o seguiam. 16Vendo

2.16
At 23.9Lc 5.30
os escribas dos fariseus que ele comia com os pecadores e publicanos, perguntaram aos discípulos dele:
2.16
Mt 9.11
Como é que ele come com os publicanos e pecadores? 17Jesus, ouvindo isso, respondeu-lhes:
2.17
Mt 9.12-13
Lc 5.31-32
Os sãos não precisam de médico, mas sim os enfermos; eu não vim chamar os justos, mas os pecadores.

A questão do jejum

18(

2.18
Mc 2.18-22
Mt 9.14-17
Lc 5.33-38
Ora, os discípulos de João e os fariseus estavam jejuando.) Eles vieram perguntar-lhe: Por que jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas os teus não jejuam? 19Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura, jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo que têm consigo o noivo, não podem jejuar. 20
2.20
Lc 17.22
Mt 9.15
Dias, porém, virão, em que lhes será tirado o noivo; nesses dias, jejuarão. 21Ninguém cose remendo de pano novo em vestido velho; de outra forma, o remendo novo tira parte do velho, e torna-se maior a rotura. 22Ninguém põe vinho novo em odres velhos; de outra forma, o vinho fará arrebentar os odres, e perder-se-á o vinho, e também os odres. Pelo contrário, vinho novo é posto em odres novos.

Jesus é senhor do sábado

23

2.23
Mc 2.23-28
Mt 12.1-8
Lc 6.1-5
Caminhando Jesus pelas searas em um sábado, os seus discípulos, ao passarem, começaram
2.23
Dt 23.25
a colher espigas. 24Os fariseus lhe perguntaram: Olha,
2.24
Mt 12.2
por que fazem eles no sábado o que não é lícito? 25Ele lhes respondeu:
2.25
1Sm 21.6
Nunca lestes o que fez Davi, quando se viu em necessidade e teve fome, ele e seus companheiros? 26Como entrou na Casa de Deus, sendo
2.26
1Cr 24.61Sm 21.1
2Sm 8.17
Abiatar sumo sacerdote, e comeu os pães da proposiçãoGr. de apresentação., os quais só aos sacerdotes era lícito comer, e ainda deu aos seus companheiros? 27Acrescentou:
2.27
Êx 23.12
Dt 5.14
O sábado foi feito por causa do homem
2.27
Cl 2.16
e não o homem por causa do sábado; 28assim, o Filho do Homem é senhor até do sábado.

3

A cura de um homem que tinha uma das mãos ressequida. Trama contra a vida de Jesus

31

3.1
Mc 3.1-6
Mt 12.9-14
Lc 6.6-11
Entrou
3.1
Mc 1.21,39
Jesus outra vez numa sinagoga onde se achava um homem que tinha uma das mãos ressequida. 2
3.2
Lc 6.7
14.1
20.20
Observam-no para ver se curaria o homem em dia de sábado,
3.2
Mt 12.10
Lc 6.7Lc 11.54
a fim de o acusarem. 3Disse Jesus ao homem que tinha a mão ressequida: Levanta-te e vem para o meio de nós. 4Então, lhes perguntou: É lícito nos sábados fazer o bem ou o mal, salvar a vida ou tirá-la? Mas eles guardaram silêncio. 5
3.5
Lc 6.10
Olhando com indignação para aqueles que o rodeavam, contristado pela dureza dos seus corações, disse ao homem: Estende a mão. Ele a estendeu; e a mão lhe foi restabelecida. 6Os fariseus, saindo dali, entraram logo em conselho com os
3.6
Mt 22.16
Mc 12.13
herodianos contra ele, para ver um meio de lhe tirar a vida.

Jesus retira-se. A cura de muitos à beira-mar

7

3.7
Mc 3.7-12
Mt 12.15-16
Lc 6.17-19
Jesus retirou-se com os seus discípulos para o lado do mar. Da Galileia o seguiu
3.7
Mt 4.25
Lc 6.17
uma grande multidão; também da Judeia 8de Jerusalém,
3.8
cp.
da Idumeia, dalém do Jordão e das circunvizinhanças de
3.8
Mt 11.21
Tiro e de Sidom, o povo, sabendo quantas coisas Jesus fazia, foi ter com ele em grande número. 9Ele recomendou a seus discípulos que tivessem uma barquinha sempre ao seu dispor, por causa da multidão, a fim de que não o apertasse; 10porque
3.10
Mt 4.23
curou a muitos, de modo que todos os que padeciam
3.10
Mc 5.29,34
Lc 7.21
qualquer doença, se arrojavam a ele para
3.10
Mc 6.56
8.22
Mt 9.21
14.36
o tocar. 11Os espíritos imundos, quando o viam, prostravam-se diante dele e clamavam: Tu és
3.11
Mt 4.3
o Filho de Deus. 12Ele
3.12
Mt 8.4
lhes advertiu com insistência que não o dessem a conhecer.

A missão dos doze apóstolos. Os seus nomes

13Depois, subiu

3.13
Lc 6.12Mt 5.1
ao monte e
3.13
Mt 10.1
Mc 6.7
Lc 9.1
chamou para junto de si os que ele mesmo quis, e eles vieram. 14Então, designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar, 15com autoridade de expelirem os demônios. 16Eis os doze que designou:
3.16
Mc 3.16-19
Mt 10.2-4
Lc 6.14-16
At 1.13
Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer filhos do trovão; 18André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o zelote, 19e Judas Iscariotes, que o traiu.

A blasfêmia dos escribas

Entrou

3.19
cp.
numa casa; 20e, mais uma vez, a
3.20
cp.
multidão afluiu,
3.20
Mc 6.31
de tal modo que nem sequer podiam comer. 21Quando
3.21
cp.
seus parentes souberam disso, saíram para o segurar, porque diziam:
3.21
cp.
Ele está fora de si. 22Os escribas que haviam descido
3.22
Mt 15.1
de Jerusalém afirmavam: Está possesso de
3.22
Mt 10.2511.18
Belzebu. E:
3.22
Mt 9.34
É pelo chefe dos demônios que expele os demônios. 23
3.23
Mc 3.23-27
Mt 12.25-29
Lc 11.17-22
Chamando-os para junto de si, disse-lhes por
3.23
Mc 4.2Mt 13.3Mc 4.2-9
parábolas: Como pode
3.23
Mt 4.10
Satanás expelir a Satanás? 24Se um reino se levantar contra si mesmo, esse reino não pode subsistir; 25se uma casa se levantar contra si mesma, essa casa não poderá permanecer. 26Se
3.26
Mt 4.10
Satanás se tem levantado contra si mesmo e está dividido, ele não pode subsistir; antes, tem fim. 27
3.27
cp.
Pois ninguém pode entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e, então, lhe saqueará a casa. 28
3.28
Mc 3.28-30Mt 12.31-32
Lc 12.10
Em verdade vos digo: Que aos homens serão perdoados todos os pecados e as blasfêmias que proferirem; 29mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca mais terá perdão; pelo contrário, é réu de um pecado eterno. 30Pois diziam: Está possesso de um espírito imundo.

A família de Jesus

31

3.31
Mc 3.31-35
Mt 12.46-50
Lc 8.19-21
Chegaram sua mãe e seus irmãos; e, ficando da parte de fora, mandaram chamá-lo. 32Muita gente estava sentada ao redor dele, e disseram-lhe: Olha, tua mãe, teus irmãos e tuas irmãs estão lá fora e te procuram. 33Ele perguntou: Quem é minha mãe e meus irmãos? 34Olhando para os que estavam sentados em roda dele, disse: Eis minha mãe e meus irmãos! 35Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe.