Tradução Brasileira (2010) (TB)
14

O plano para tirar a vida a Jesus

141

14.1
Mc 14.1-2
Mt 26.2-5
Lc 22.1-2
Dois dias depois, era a
14.1
Jo 11.55
13.1Mc 14.12
Páscoa e os Pães Asmos. Os principais sacerdotes e os escribas
14.1
Mt 12.14
procuravam algum meio de prender a Jesus à traição e tirar-lhe a vida. 2Pois diziam: Durante a festa, não, para que não haja tumulto entre o povo.

Jesus ungido em Betânia

3

14.3
Mc 14.3-9
Mt 26.6-13Lc 7.37-39
Jo 12.1-8
Estando Jesus em
14.3
Mt 21.17
Betânia, sentado à mesa na casa de Simão, o leproso, veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com
14.3
cp.
preciosíssimo perfume de nardo puro; e, quebrando o vaso, derramou-lhe o perfume sobre a cabeça. 4Alguns se indignavam entre si, dizendo: Para que se desperdiçou este perfume? 5Pois podia ser ele vendido por mais de trezentos denários e dado aos pobres; e murmuravam contra ela. 6Mas Jesus disse: Deixai-a; por que a molestais? Ela me fez uma boa obra. 7Pois
14.7
Mt 26.11
Jo 12.8
Dt 15.11
os pobres, sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem; mas a mim nem sempre me tendes. 8Ela fez o que pode;
14.8
Jo 19.40
ungiu o meu corpo antecipadamente para a sepultura. 9Em verdade vos digo que
14.9
Mt 26.13
onde quer que for pregado em todo o mundo o evangelho, será também contado para memória sua o que ela fez.

O pacto da traição

10

14.10
Mc 14.10-11
Mt 26.14-16
Lc 22.3-6
Judas Iscariotes,
14.10
Jo 6.71
um dos doze, foi ter com os principais sacerdotes, para lhes entregar a Jesus. 11Eles, ouvindo-o, se alegraram e prometeram dar-lhe dinheiro; e ele buscava ocasião oportuna para o entregar.

Os discípulos preparam a Páscoa

12

14.12
Mc 14.12-16
Mt 26.17-19
Lc 22.7-13
No primeiro dia dos
14.12
Mt 26.17
Pães Asmos, quando
14.12
Lc 22.7
1Co 5.7
Dt 16.5Mc 14.1
sacrificavam a Páscoa, disseram-lhe seus discípulos: Onde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a Páscoa? 13Enviando ele dois de seus discípulos, disse-lhes: Ide à cidade, e vos sairá ao encontro um homem, trazendo um cântaro de água; 14segui-o e dizei ao dono da casa onde ele entrar que o Mestre pergunta: Onde é o meu
14.14
Lc 22.112.7
aposento, no qual hei de comer a Páscoa com meus discípulos? 15Ele vos mostrará um espaçoso cenáculo mobilado e pronto; ali fazei-nos os preparativos. 16Partindo os discípulos, foram à cidade; acharam tudo como ele lhes havia dito e prepararam a Páscoa.

O traidor é indicado

17

14.17
Mc 14.17-21
Mt 26.20-24
Lc 22.14,21-23Jo 13.18
À tarde, foi para ali com os doze. 18Quando estavam à mesa e comiam, disse Jesus: Em verdade vos digo que um de vós, que come comigo, me trairá. 19Começaram a entristecer-se e a perguntar-lhe um após outro: Porventura, sou eu? 20Respondeu-lhes: É um dos doze, aquele que põe comigo a mão no prato. 21Pois o Filho do Homem se vai, segundo está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do Homem é traído! Melhor fora para esse homem se não houvesse nascido!

A ceia do Senhor

22

14.22
Mc 14.22-25
Mt 26.26-29
Lc 22.17-20
1Co 11.23-2510.16
Estando eles comendo, tomou Jesus o pão, e,
14.22
Mt 14.19
tendo dado graças, partiu-o, e deu-lhes, dizendo: Tomai; este é o meu corpo. 23Tomando o cálice, rendeu graças e deu-lho; e todos beberam dele. 24Disse-lhes: Este é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos. 25Em verdade vos digo que nunca mais beberei do fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus.

26

14.26
Mt 26.30
Tendo cantado um hino, saíram para o
14.26
Mt 21.1
monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

27

14.27
Mc 14.27-31
Mt 26.31-35
Disse-lhes Jesus: A todos vós serei pedra de tropeço; pois está escrito:
14.27
Zc 13.7
Ferirei o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas. 28Mas, depois que eu ressuscitar, irei adiante de vós para a Galileia. 29Disse-lhe Pedro: Ainda que sejas para todos uma pedra de tropeço, nunca o serás para mim. 30Declarou-lhe Jesus: Em verdade te digo que tu, hoje, nesta noite, antes de
14.30
cp.
cantar o galo duas vezes, três vezes me negarás. 31Mas ele repetia com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo algum te negarei. Assim também diziam todos.

Jesus em Getsêmani

32

14.32
Mc 14.32-42
Mt 26.36-46
Lc 22.40-46
Chegaram a um lugar chamado Getsêmani, e disse Jesus a seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu oro. 33Levando consigo a Pedro, a Tiago e a João, começou
14.33
Mc 9.15
16.5-6
a ter pavor e a angustiar-se. 34Disse-lhes:
14.34
Mt 26.38
Jo 12.27
A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai. 35Adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra e começou a orar que, se fosse possível,
14.35
Mc 14.41
Mt 26.45
passasse dele aquela hora; 36e disse:
14.36
Rm 8.15
Gl 4.6
Aba, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice;
14.36
Mt 26.39
todavia, não seja o que eu quero, mas o que tu queres. 37Voltando, encontrou-os dormindo e disse a Pedro: Dormes, Simão? Não pudeste vigiar nem uma hora? 38
14.38
Mt 26.41
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. 39De novo, se retirou e fez a mesma oração. 40Voltando, encontrou-os dormindo, porque estavam com os olhos pesados; e não sabiam o que lhe responder. 41Veio pela terceira vez e disse-lhes: Dormi agora e descansai! Basta!
14.41
Mc 14.35
É chegada a hora; o Filho do Homem está sendo traído nas mãos de pecadores. 42Levantai-vos, vamo-nos! Pois se aproxima aquele que me trai.

Jesus é preso

43

14.43
Mc 14.43-50
Mt 26.47-56
Lc 22.47-53
Jo 18.3-11
No mesmo instante, enquanto ainda falava, chegou Judas, um dos doze, e, com ele uma multidão, armada de espadas e varapaus, enviada pelos principais sacerdotes, pelos escribas e pelos anciãos. 44O traidor lhes havia dado um sinal, dizendo: Aquele a quem eu beijar, este é que é; prendei-o e levai-o com segurança. 45Havendo chegado, aproximou-se logo de Jesus e disse:
14.45
Mt 23.7
Mestre! E o beijou. 46Eles puseram-lhe as mãos e prenderam-no. 47Mas um dos que ali estavam puxou da espada e, dando um golpe no servo do sumo sacerdote, decepou-lhe uma orelha. 48Disse-lhes Jesus: Viestes armados de espadas e varapaus, para me prender, como se eu fora salteador. 49Todos os dias eu estava convosco
14.49
Mc 12.35
no templo ensinando, e não me prendestes; mas isso é para se cumprir as Escrituras. 50Todos o deixaram e fugiram.

Jesus seguido por um moço

51Seguia-o um moço, coberto unicamenteGr. sobre o corpo nu. com um lençol, e o agarraram; 52mas ele, largando o lençol, fugiu nu.

Jesus perante o Sinédrio

53

14.53
Mc 14.53-65
Mt 26.57-68
Jo 18.12-13,19-24
Levaram Jesus à casa do sumo sacerdote, e reuniram-se todos os principais sacerdotes, os anciãos e os escribas. 54Pedro seguira-o de longe
14.54
cp.
até dentro do
14.54
Mt 26.3
pátio da casa do sumo sacerdote e estava sentado com os oficiais de justiça,
14.54
Mc 14.67
Jo 18.18
aquentando-se ao fogo. 55Os principais sacerdotes e todo o
14.55
Mt 5.22
Sinédrio buscavam testemunho contra Jesus, para o entregar à morte, e não o achavam; 56pois muitos depunham falsamente contra ele, mas os seus depoimentos não eram coerentes. 57Depois, levantando-se alguns, davam falso testemunho contra ele, dizendo: 58Nós lhe ouvimos dizer:
14.58
Mc 15.29
Mt 26.61
Eu destruirei este santuário feito por mãos de homens e, em três dias, construirei outro não feito por mãos de homens. 59Nem assim era coerente o seu testemunho. 60Levantando-se o sumo sacerdote no meio do Sinédrio, assim interrogou a Jesus: Nada respondes? Que depõem estes contra ti? 61
14.61
Mt 26.63
Mas ele conservou-se calado e nada respondeu.
14.61
Mc 14.61-63
Mt 26.63Lc 22.67-71
Tornou a perguntar-lhe o sumo sacerdote: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? 62Respondeu-lhe Jesus: Eu o sou; e vereis o Filho do Homem sentado à mão direita do Todo-Poderoso
14.62
Mc 13.26
e vindo com as nuvens do céu. 63O sumo sacerdote,
14.63
Mt 26.65
At 14.14
Nm 14.6
rasgando as suas vestes, disse: Que necessidade temos ainda de testemunhas? 64Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? Todos o julgaram réu de morte; 65alguns começaram a
14.65
Mc 10.34
Mt 26.67
cuspir nele,
14.65
Et 7.8
a tapar-lhe o rosto, a dar-lhe punhadas e a dizer-lhe:
14.65
Mt 26.68
Lc 22.64
Adivinha! E os oficiais de justiça receberam-no a bofetadas.

Pedro nega a Jesus

66

14.66
Mc 14.66-72
Mt 26.69-75
Lc 22.56-62
Jo 18.16-18,25-27
Estando Pedro embaixo no
14.66
Mc 14.54
pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote e, 67vendo a Pedro
14.67
Mc 14.54
aquentando-se, encarou-o e disse: Tu também estavas com
14.67
Mc 1.24
o Nazareno, esse Jesus. 68Mas ele o negou, dizendo: Não sei, nem compreendo o que dizes.
14.68
Mc 14.54
Ele saiu para o alpendre; 69e, vendo-o a criada, tornou a dizer aos que ali estavam: Este é um deles. 70
14.70
Mc 14.68
Mas, de novo, o negou. Pouco depois, os que ali estavam disseram novamente a Pedro: Certamente, tu és um deles,
14.70
Mt 26.73
Lc 22.59
pois também és galileu. 71Porém ele começou a praguejar e a jurar: Não conheço o homem de quem falais! 72Imediatamente, cantou o galo pela segunda vez. Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe proferira:
14.72
Mc 14.30
Antes de cantar o galo duas vezes, três vezes me negarás. Caindo em si, pôs-se a chorar.