Tradução Brasileira (2010) (TB)
13

O sermão profético. A destruição do templo

131

13.1
Mc 13.1-37
Mt 24
Lc 21.5-36
Ao sair Jesus do templo, disse-lhe um de seus discípulos: Olha, Mestre! Que pedras e que edifícios! 2Disse-lhe Jesus: Vês estes grandes edifícios?
13.2
Lc 19.44
Não ficará pedra que não seja derrubada.

O princípio das dores

3Estando ele sentado

13.3
Mt 21.1
no monte das Oliveiras, defronte do templo, perguntaram-lhe em particular
13.3
cp.
Pedro, Tiago, João e André: 4Dize-nos quando sucederão estas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir? 5Jesus começou a dizer-lhes: Vede que ninguém vos engane. 6Muitos virão em meu nome, dizendo:
13.6
Jo 8.24
Sou eu; e enganarão a muitos. 7Quando, porém, ouvirdes falar de guerras e rumores de guerras, não vos assusteis; porque é necessário que assim aconteça, mas não é ainda o fim. 8Pois se levantará nação contra nação, e reino, contra reino. Haverá terremotos em vários lugares, e haverá fomes; estas coisas são o princípio de dores.

9Estai vós de sobreaviso; pois vos hão de

13.9
Mt 10.17
entregar aos tribunais, e sereis açoitados
13.9
Mt 10.17
nas sinagogas e haveis de comparecer diante dos reis e governadores por minha causa, para lhes servir de testemunho. 10
13.10
cp.
Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações. 11
13.11
Mc 13.11-13
Mt 10.19-22
Lc 21.12-17
Quando vos conduzirem para vos entregar, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas falai o que vos for dado naquela hora; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. 12Um irmão entregará à morte a seu irmão, e um pai, a seu filho; os filhos se levantarão contra seus pais e os farão morrer. 13
13.13
Jo 15.21
Sereis também odiados de todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.

A grande tribulação

14

13.14
Mt 24.15
Quando, porém, virdes a abominação da desolação estar onde não deve (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judeia, fujam para os montes; 15o que se achar no eirado, não desça, nem entre para tirar as coisas de sua casa; 16e o que estiver no campo, não volte para tomar a sua capa. 17Mas ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 18Rogai que não suceda isso no inverno; 19porque aqueles dias serão de tribulação, tal qual nunca houve
13.19
Mc 10.6
desde o princípio da criação por Deus feita até agora, nem haverá jamais. 20Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém seria salvo; mas, por causa dos eleitos, que ele escolheu, os abreviou. 21Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não acrediteis; 22levantar-se-ão falsos Cristos e
13.22
Mt 7.15
falsos profetas e farão
13.22
Mt 24.24
Jo 4.48
milagres e prodígios, para enganar os eleitos, se possível fora. 23Estai vós de sobreaviso; de antemão vos tenho dito todas as coisas.

A vinda do Filho do Homem

24Mas, naqueles dias, depois daquela tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, 25as estrelas cairão do céu, e as potestades celestes serão abaladas. 26Então, será visto o Filho do Homem

13.26
Mt 16.27
Mc 8.38
vindo nas nuvens com grande poder e glória. 27Ele enviará os anjos e ajuntará os seus eleitos dos quatro ventos, da extremidade da terra à extremidade do céu.

A parábola da figueira

28Aprendei a parábola tirada da figueira: quando os seus ramos já estiverem tenros, e brotarem folhas, sabeis que está próximo o verão; 29assim também vós, quando virdes acontecer essas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. 30Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram. 31Passará o céu e a terra, mas não passarão as minhas palavras. 32

13.32
Mt 24.36At 1.7
Mas daquele dia ou daquela hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão só o Pai.

Exortação à vigilância

33Estai de sobreaviso,

13.33
Ef 6.18
Cl 4.2
vigiai; porque não sabeis quando será o tempo. 34É como se um homem em viagem num país estranho, tendo deixado a sua casa e tendo dado autoridade aos seus servos, a cada um o seu trabalho, tivesse mandado também ao porteiro que vigiasse. 35
13.35
Mc 13.37
Mt 24.42
Vigiai, pois; porque não sabeis quando virá o dono da casa: se de tarde, se à meia-noite,
13.35
cp.
se ao cantar do galo,
13.35
Mc 6.48Mt 14.25
se pela manhã; 36para que, vindo de repente, não vos ache
13.36
Rm 13.11
dormindo. 37O que digo a vós digo a todos: vigiai!

14

O plano para tirar a vida a Jesus

141

14.1
Mc 14.1-2
Mt 26.2-5
Lc 22.1-2
Dois dias depois, era a
14.1
Jo 11.55
13.1Mc 14.12
Páscoa e os Pães Asmos. Os principais sacerdotes e os escribas
14.1
Mt 12.14
procuravam algum meio de prender a Jesus à traição e tirar-lhe a vida. 2Pois diziam: Durante a festa, não, para que não haja tumulto entre o povo.

Jesus ungido em Betânia

3

14.3
Mc 14.3-9
Mt 26.6-13Lc 7.37-39
Jo 12.1-8
Estando Jesus em
14.3
Mt 21.17
Betânia, sentado à mesa na casa de Simão, o leproso, veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com
14.3
cp.
preciosíssimo perfume de nardo puro; e, quebrando o vaso, derramou-lhe o perfume sobre a cabeça. 4Alguns se indignavam entre si, dizendo: Para que se desperdiçou este perfume? 5Pois podia ser ele vendido por mais de trezentos denários e dado aos pobres; e murmuravam contra ela. 6Mas Jesus disse: Deixai-a; por que a molestais? Ela me fez uma boa obra. 7Pois
14.7
Mt 26.11
Jo 12.8
Dt 15.11
os pobres, sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem; mas a mim nem sempre me tendes. 8Ela fez o que pode;
14.8
Jo 19.40
ungiu o meu corpo antecipadamente para a sepultura. 9Em verdade vos digo que
14.9
Mt 26.13
onde quer que for pregado em todo o mundo o evangelho, será também contado para memória sua o que ela fez.

O pacto da traição

10

14.10
Mc 14.10-11
Mt 26.14-16
Lc 22.3-6
Judas Iscariotes,
14.10
Jo 6.71
um dos doze, foi ter com os principais sacerdotes, para lhes entregar a Jesus. 11Eles, ouvindo-o, se alegraram e prometeram dar-lhe dinheiro; e ele buscava ocasião oportuna para o entregar.

Os discípulos preparam a Páscoa

12

14.12
Mc 14.12-16
Mt 26.17-19
Lc 22.7-13
No primeiro dia dos
14.12
Mt 26.17
Pães Asmos, quando
14.12
Lc 22.7
1Co 5.7
Dt 16.5Mc 14.1
sacrificavam a Páscoa, disseram-lhe seus discípulos: Onde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a Páscoa? 13Enviando ele dois de seus discípulos, disse-lhes: Ide à cidade, e vos sairá ao encontro um homem, trazendo um cântaro de água; 14segui-o e dizei ao dono da casa onde ele entrar que o Mestre pergunta: Onde é o meu
14.14
Lc 22.112.7
aposento, no qual hei de comer a Páscoa com meus discípulos? 15Ele vos mostrará um espaçoso cenáculo mobilado e pronto; ali fazei-nos os preparativos. 16Partindo os discípulos, foram à cidade; acharam tudo como ele lhes havia dito e prepararam a Páscoa.

O traidor é indicado

17

14.17
Mc 14.17-21
Mt 26.20-24
Lc 22.14,21-23Jo 13.18
À tarde, foi para ali com os doze. 18Quando estavam à mesa e comiam, disse Jesus: Em verdade vos digo que um de vós, que come comigo, me trairá. 19Começaram a entristecer-se e a perguntar-lhe um após outro: Porventura, sou eu? 20Respondeu-lhes: É um dos doze, aquele que põe comigo a mão no prato. 21Pois o Filho do Homem se vai, segundo está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do Homem é traído! Melhor fora para esse homem se não houvesse nascido!

A ceia do Senhor

22

14.22
Mc 14.22-25
Mt 26.26-29
Lc 22.17-20
1Co 11.23-2510.16
Estando eles comendo, tomou Jesus o pão, e,
14.22
Mt 14.19
tendo dado graças, partiu-o, e deu-lhes, dizendo: Tomai; este é o meu corpo. 23Tomando o cálice, rendeu graças e deu-lho; e todos beberam dele. 24Disse-lhes: Este é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos. 25Em verdade vos digo que nunca mais beberei do fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus.

26

14.26
Mt 26.30
Tendo cantado um hino, saíram para o
14.26
Mt 21.1
monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

27

14.27
Mc 14.27-31
Mt 26.31-35
Disse-lhes Jesus: A todos vós serei pedra de tropeço; pois está escrito:
14.27
Zc 13.7
Ferirei o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas. 28Mas, depois que eu ressuscitar, irei adiante de vós para a Galileia. 29Disse-lhe Pedro: Ainda que sejas para todos uma pedra de tropeço, nunca o serás para mim. 30Declarou-lhe Jesus: Em verdade te digo que tu, hoje, nesta noite, antes de
14.30
cp.
cantar o galo duas vezes, três vezes me negarás. 31Mas ele repetia com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo algum te negarei. Assim também diziam todos.

Jesus em Getsêmani

32

14.32
Mc 14.32-42
Mt 26.36-46
Lc 22.40-46
Chegaram a um lugar chamado Getsêmani, e disse Jesus a seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu oro. 33Levando consigo a Pedro, a Tiago e a João, começou
14.33
Mc 9.15
16.5-6
a ter pavor e a angustiar-se. 34Disse-lhes:
14.34
Mt 26.38
Jo 12.27
A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai. 35Adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra e começou a orar que, se fosse possível,
14.35
Mc 14.41
Mt 26.45
passasse dele aquela hora; 36e disse:
14.36
Rm 8.15
Gl 4.6
Aba, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice;
14.36
Mt 26.39
todavia, não seja o que eu quero, mas o que tu queres. 37Voltando, encontrou-os dormindo e disse a Pedro: Dormes, Simão? Não pudeste vigiar nem uma hora? 38
14.38
Mt 26.41
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. 39De novo, se retirou e fez a mesma oração. 40Voltando, encontrou-os dormindo, porque estavam com os olhos pesados; e não sabiam o que lhe responder. 41Veio pela terceira vez e disse-lhes: Dormi agora e descansai! Basta!
14.41
Mc 14.35
É chegada a hora; o Filho do Homem está sendo traído nas mãos de pecadores. 42Levantai-vos, vamo-nos! Pois se aproxima aquele que me trai.

Jesus é preso

43

14.43
Mc 14.43-50
Mt 26.47-56
Lc 22.47-53
Jo 18.3-11
No mesmo instante, enquanto ainda falava, chegou Judas, um dos doze, e, com ele uma multidão, armada de espadas e varapaus, enviada pelos principais sacerdotes, pelos escribas e pelos anciãos. 44O traidor lhes havia dado um sinal, dizendo: Aquele a quem eu beijar, este é que é; prendei-o e levai-o com segurança. 45Havendo chegado, aproximou-se logo de Jesus e disse:
14.45
Mt 23.7
Mestre! E o beijou. 46Eles puseram-lhe as mãos e prenderam-no. 47Mas um dos que ali estavam puxou da espada e, dando um golpe no servo do sumo sacerdote, decepou-lhe uma orelha. 48Disse-lhes Jesus: Viestes armados de espadas e varapaus, para me prender, como se eu fora salteador. 49Todos os dias eu estava convosco
14.49
Mc 12.35
no templo ensinando, e não me prendestes; mas isso é para se cumprir as Escrituras. 50Todos o deixaram e fugiram.

Jesus seguido por um moço

51Seguia-o um moço, coberto unicamenteGr. sobre o corpo nu. com um lençol, e o agarraram; 52mas ele, largando o lençol, fugiu nu.

Jesus perante o Sinédrio

53

14.53
Mc 14.53-65
Mt 26.57-68
Jo 18.12-13,19-24
Levaram Jesus à casa do sumo sacerdote, e reuniram-se todos os principais sacerdotes, os anciãos e os escribas. 54Pedro seguira-o de longe
14.54
cp.
até dentro do
14.54
Mt 26.3
pátio da casa do sumo sacerdote e estava sentado com os oficiais de justiça,
14.54
Mc 14.67
Jo 18.18
aquentando-se ao fogo. 55Os principais sacerdotes e todo o
14.55
Mt 5.22
Sinédrio buscavam testemunho contra Jesus, para o entregar à morte, e não o achavam; 56pois muitos depunham falsamente contra ele, mas os seus depoimentos não eram coerentes. 57Depois, levantando-se alguns, davam falso testemunho contra ele, dizendo: 58Nós lhe ouvimos dizer:
14.58
Mc 15.29
Mt 26.61
Eu destruirei este santuário feito por mãos de homens e, em três dias, construirei outro não feito por mãos de homens. 59Nem assim era coerente o seu testemunho. 60Levantando-se o sumo sacerdote no meio do Sinédrio, assim interrogou a Jesus: Nada respondes? Que depõem estes contra ti? 61
14.61
Mt 26.63
Mas ele conservou-se calado e nada respondeu.
14.61
Mc 14.61-63
Mt 26.63Lc 22.67-71
Tornou a perguntar-lhe o sumo sacerdote: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? 62Respondeu-lhe Jesus: Eu o sou; e vereis o Filho do Homem sentado à mão direita do Todo-Poderoso
14.62
Mc 13.26
e vindo com as nuvens do céu. 63O sumo sacerdote,
14.63
Mt 26.65
At 14.14
Nm 14.6
rasgando as suas vestes, disse: Que necessidade temos ainda de testemunhas? 64Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? Todos o julgaram réu de morte; 65alguns começaram a
14.65
Mc 10.34
Mt 26.67
cuspir nele,
14.65
Et 7.8
a tapar-lhe o rosto, a dar-lhe punhadas e a dizer-lhe:
14.65
Mt 26.68
Lc 22.64
Adivinha! E os oficiais de justiça receberam-no a bofetadas.

Pedro nega a Jesus

66

14.66
Mc 14.66-72
Mt 26.69-75
Lc 22.56-62
Jo 18.16-18,25-27
Estando Pedro embaixo no
14.66
Mc 14.54
pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote e, 67vendo a Pedro
14.67
Mc 14.54
aquentando-se, encarou-o e disse: Tu também estavas com
14.67
Mc 1.24
o Nazareno, esse Jesus. 68Mas ele o negou, dizendo: Não sei, nem compreendo o que dizes.
14.68
Mc 14.54
Ele saiu para o alpendre; 69e, vendo-o a criada, tornou a dizer aos que ali estavam: Este é um deles. 70
14.70
Mc 14.68
Mas, de novo, o negou. Pouco depois, os que ali estavam disseram novamente a Pedro: Certamente, tu és um deles,
14.70
Mt 26.73
Lc 22.59
pois também és galileu. 71Porém ele começou a praguejar e a jurar: Não conheço o homem de quem falais! 72Imediatamente, cantou o galo pela segunda vez. Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe proferira:
14.72
Mc 14.30
Antes de cantar o galo duas vezes, três vezes me negarás. Caindo em si, pôs-se a chorar.

15

Jesus perante Pilatos

151

15.1
Mt 27.1
Logo pela manhã, entraram em conselho os principais sacerdotes com os anciãos, escribas e todo o
15.1
Mt 5.22
Sinédrio e, maniatando a Jesus, levaram-no, e entregaram-no a Pilatos. 2
15.2
Mc 15.2-5
Mt 27.11-14
Lc 23.2-3
Jo 18.29-38
Pilatos perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Tu o dizes. 3Os principais sacerdotes fizeram-lhe muitas acusações. 4Pilatos tornou a perguntar-lhe: Nada respondes? Vê quantas acusações te fazem. 5Mas Jesus
15.5
Mt 27.12
nada mais respondeu, de modo que Pilatos se admirava.

Barrabás é preferido

6

15.6
Mc 15.6-15
Mt 27.15-26
Lc 23.18-25
Jo 18.39—19.16
Por ocasião da festa, o governador soltava um preso, a pedido do povo. 7Havia um chamado Barrabás, preso com outros sediciosos, os quais, em um motim, haviam feito uma morte. 8Chegando o povo, começou a pedir a graça que lhe costumava fazer. 9Disse-lhe Pilatos: Quereis que eu vos solte o rei dos judeus? 10Pois ele percebia que, por inveja, os principais sacerdotes o haviam entregado. 11Mas estes instigaram a multidão,
15.11
At 3.14
para que Pilatos lhes soltasse antes a Barrabás. 12Pilatos tornou a dizer-lhes: Que farei, então, daquele a quem chamais o rei dos judeus? 13Eles clamaram de novo: Crucifica-o! 14Disse-lhes Pilatos: Pois que mal fez ele? Mas clamaram cada vez mais: Crucifica-o! 15Pilatos, querendo contentar a multidão, soltou-lhe a Barrabás e, depois de mandar
15.15
Mt 27.26
açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.

Jesus entregue aos soldados

16

15.16
Mc 15.16-20
Mt 27.27-31
Os soldados levaram-no
15.16
Mt 27.2726.3
ao pátio, que é o Pretório, e reuniram toda a
15.16
At 10.1
coorte. 17Vestiram-no de púrpura, e puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos, que haviam tecido, 18e começaram a saudá-lo: Salve, rei dos judeus! 19Davam-lhe com uma cana na cabeça, cuspiam nele e, ajoelhando-se, prestaram-lhe homenagem. 20Depois de o terem escarnecido, despiram-lhe a púrpura e puseram-lhe as vestes. Então, o levaram para fora, a fim de o crucificar.

Simão leva a cruz de Jesus

21

15.21
Mc 15.21
Mt 27.32
Lc 23.26
Obrigaram a Simão, cireneu, pai de Alexandre e de Rufo, que passava, vindo do campo, a carregar a cruz de Jesus.

A crucificação

22

15.22
Mc 15.22-32
Mt 27.33-44
Lc 23.33-43
Jo 19.17-24
Levaram-no para o
15.22
Jo 19.17Lc 23.33
Gólgota, que quer dizer Lugar da Caveira. 23Deram-lhe
15.23
cp.
vinho misturado com mirra, mas ele não o tomou. 24Crucificaram-no e repartiram entre si as vestes dele,
15.24
Jo 19.24
deitando sortes sobre elas, para ver o que cada um havia de levar. 25Era a
15.25
cp.
hora terceira, quando o crucificaram. 26O título da sua acusação estava escrito em cima:
15.26
Mt 27.37
O REI DOS JUDEUS. 27Com ele crucificaram dois salteadores, um à sua direita, e outro à sua esquerdaAlguns manuscritos inserem v. 28: E cumpriu-se a Escritura que diz: E com os malfeitores foi contado. Is 53.12; Lc 22.37.. 28[E cumpriu-se a Escritura que diz: E com os malfeitores foi contado.] 29Os que iam passando blasfemavam dele,
15.29
Mt 27.39
meneando as cabeças e dizendo: Oh! Tu que
15.29
Mc 14.58
destróis o santuário e o reedificas em três dias, 30desce da cruz e salva-te a ti mesmo. 31Do mesmo modo, os principais sacerdotes com os escribas, escarnecendo-o, entre si diziam:
15.31
Mt 27.42
Lc 23.35
Ele salvou aos outros, a si mesmo não se pode salvar; 32desça agora da cruz o Cristo,
15.32
Mt 27.42Mc 15.26
o rei de Israel, para que vejamos e creiamos.
15.32
Mc 15.27Mt 27.44
Lc 23.39-43
Também os que foram crucificados com ele dirigiam-lhe impropérios.

A morte de Jesus

33

15.33
Mc 15.33-41
Mt 27.45-56
Lc 23.44-49
Chegada a hora sexta, houve trevas sobre toda a terra até à
15.33
Mt 27.45Lc 23.44Mc 15.25
hora nona. 34À hora nona, bradou Jesus em alta voz:
15.34
cp.
Eloí, Eloí, lamá sabactâni? Que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? 35Alguns que ali estavam, ouvindo isso, disseram: Ele chama por Elias. 36Um deles, correndo, ensopou uma esponja em vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lhe de beber, dizendo: Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo. 37
15.37
Mt 27.50
Lc 23.46
Jo 19.30
Jesus, dando um grande brado, expirou. 38
15.38
Mt 27.51
Lc 23.45
O véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. 39O
15.39
Mt 27.54
Lc 23.47
Mc 15.45
centurião que estava em frente de Jesus, vendo-o assim expirar, disse: Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus. 40
15.40
Mc 15.40-41
Mt 27.55Lc 23.49
Jo 19.25
Estavam ali também algumas mulheres observando de longe; entre elas, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago,
15.40
cp.
o menor, e de José,
15.40
Mc 15.1
e Salomé; 41as quais, quando Jesus estava na Galileia, o acompanhavam e
15.41
Mt 27.55
serviam; e além, destas, muitas outras que tinham subido com ele a Jerusalém.

O enterro de Jesus

42

15.42
Mc 15.42-47
Mt 27.57-61
Lc 23.50-56
Jo 19.38-42
Sendo já tarde, como era a
15.42
Mt 27.62
Parasceve (que é véspera do sábado), 43veio José de Arimateia,
15.43
cp.
ilustre membro do Sinédrio, que também
15.43
At 13.50
17.12Mt 27.57
esperava o reino de Deus, e,
15.43
Lc 23.51
2.25,38Mt 27.57
Jo 19.38
cobrando ânimo, foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. 44Pilatos admirou-se de que já tivesse morrido. Chamando o
15.44
cp.
centurião, perguntou-lhe se, com efeito, estava morto; 45e, depois que o soube do
15.45
Mc 15.39
centurião, deu o corpo a José. 46Este, tirando-o da cruz, o envolveu em um pano de linho que havia comprado, e o depositou em um túmulo que tinha sido aberto em rocha, e rolou uma pedra para a entrada do túmulo. 47
15.47
Mc 16.1
Mc 15.40
Mt 27.56
Maria Madalena e Maria, mãe de José, observaram onde ele foi posto.