Tradução Brasileira (2010) (TB)
12

A parábola dos lavradores maus

121

12.1
cp.
Depois, começou Jesus a falar-lhes por parábolas:
12.1
Mc 12.1-12
Mt 21.33-46
Lc 20.9-19
Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe,
12.1
Is 5.2
cavou ali um lagar, edificou uma torre, arrendou-a a uns lavradores e partiu para outro país. 2No tempo da colheita, enviou um servo aos lavradores, para receber deles do fruto da vinha; 3mas eles, agarrando-o, o açoitaram e mandaram embora sem coisa alguma. 4Tornou a enviar-lhes outro servo; e a este o feriram na cabeça e o carregaram de afrontas. 5Enviou ainda outro, e a este mataram; e enviou muitos outros, a alguns dos quais açoitaram e a outros mataram. 6Restava-lhe ainda um, o seu filho amado; a este enviou por último, dizendo: Terão respeito a meu filho. 7Mas aqueles lavradores disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e a herança será nossa. 8Agarrando-o, mataram-no e lançaram-no fora da vinha. 9Que fará o senhor da vinha? Virá, e exterminará os lavradores, e entregará a sua vinha a outros. 10Nunca lestes sequer esta passagem da Escritura:

12.10
Sl 118.22
A pedra que os edificadores rejeitaram,

esta foi posta como a pedra angular;

11isso foi feito pelo Senhor,

e é maravilhoso aos nossos olhos?

12
12.12
Mc 11.18
Procuravam prendê-lo (mas temeram o povo.), porque perceberam que contra eles proferia esta parábola.
12.12
Mt 22.22
Deixando-o, retiraram-se.

A questão do tributo

13

12.13
Mc 12.13-17
Mt 22.15-22
Lc 20.20-26
Depois, eles lhe enviaram alguns dos fariseus e
12.13
Mt 22.16
dos herodianos para o
12.13
Lc 11.54
apanhar em alguma palavra. 14Estes, vindo a ele, disseram: Mestre, sabemos que és verdadeiro e não se te dá de ninguém, porque não te deixas levar de respeitos humanos, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade; é lícito ou não pagar tributo a César? 15Pagaremos ou não pagaremos? Mas Jesus, percebendo a hipocrisia deles, respondeu-lhes: Por que me experimentais? Trazei-me um denárioUm denário valia 315 réis, moeda brasileira. para eu vê-lo. 16Eles lho trouxeram. Perguntou-lhes: De quem é esta efígie e inscrição? Responderam-lhe: De César. 17Disse-lhes Jesus:
12.17
Mt 22.21
Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. Admiravam-se muito dele.

Os saduceus e a ressurreição

18

12.18
Mc 12.18-27
Mt 22.23-33
Lc 20.27-38
Vieram ter com ele alguns saduceus, homens que dizem não haver ressurreição, e fizeram-lhe esta pergunta: 19Mestre,
12.19
Dt 25.5
Moisés nos deixou escrito que, se morrer o irmão de alguém, deixando mulher, e não tiver filhos, seu irmão casará com a viúva e dará sucessão ao falecido. 20Havia sete irmãos; o primeiro casou-se e morreu sem deixar sucessão; 21o segundo desposou a viúva e morreu, não deixando sucessão; 22e, do mesmo modo, o terceiro; assim, nenhum dos sete deixou sucessão. Depois de todos, morreu também a mulher. 23Na ressurreição, quando ressuscitarem, de qual deles será ela mulher? Pois os sete casaram com ela. 24Respondeu Jesus: Não provém o vosso erro de não saberdes as Escrituras, nem o poder de Deus? 25Pois, quando ressuscitarem dentre os mortos, nem os homens casam, nem as mulheres são dadas em casamento; porém são como os anjos nos céus. 26Quanto à ressurreição dos mortos, não tendes lido no livro de Moisés,
12.26
Lc 20.37
Êx 3.6Rm 11.2
na passagem concernente à sarça, como Deus lhe falou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? 27
12.27
Mt 22.32
Lc 20.38
Ele não é Deus de mortos, mas de vivos. Estais em grande erro.

O grande mandamento

28

12.28
Mc 12.28-34
Mt 22.34-40Lc 10.25-28
20.39
Chegou um dos escribas e, tendo ouvido a discussão e
12.28
Lc 20.39Mt 22.34
vendo que Jesus lhes havia respondido bem, fez-lhe esta pergunta: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? 29Respondeu Jesus: O primeiro é:
12.29
Dt 6.4Mc 12.31
Ouve, ó Israel, o Senhor é nosso Deus, o Senhor é um só! 30e: Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. 31O segundo é:
12.31
Lv 19.18
Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes. 32Disse-lhe o escriba: Na verdade, Mestre, disseste bem que ele é um,
12.32
Dt 4.35
e não há outro senão ele; 33e que o amá-lo de todo o coração, de todo o entendimento e de toda a força e o amar ao próximo como a si mesmo
12.33
1Sm 15.22
Os 6.6
Mq 6.6-8
Mt 9.13
12.7
excede a todos os holocaustos e sacrifícios. 34Vendo Jesus que ele havia falado sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus.
12.34
Mt 22.46
Ninguém ousava mais interrogá-lo.

O Cristo, Filho de Davi

35

12.35
Mc 12.35-37
Mt 22.41-46
Lc 20.41-44
Jesus,
12.35
Mt 26.55Mc 10.1
ensinando no templo, perguntou: Como dizem os escribas que o Cristo
12.35
Mt 9.27
é filho de Davi? 36O próprio Davi falou, movido pelo Espírito Santo:

12.36
Sl 110.1
Disse o Senhor ao meu Senhor:

Senta-te à minha mão direita,

até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.

37O próprio Davi chama-lhe Senhor; como é ele seu filho? A multidão ouvia-o com prazer.

Jesus censura os escribas

38

12.38
Mc 12.38-40
Mt 23.1-7
Lc 20.45-47
Dizia-lhes em seu ensino: Guardai-vos dos escribas, que gostam de andar com vestes compridas,
12.38
Lc 11.43
Mt 23.6
de ser saudados nas praças 39e de ocupar os primeiros assentos nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes; 40os
12.40
Lc 20.47
quais devoram as casas das viúvas e fazem por pretexto longas orações; estes hão de receber muito maior condenação.

A oferta da viúva pobre

41

12.41
Mc 12.41-44
Lc 21.1-4
Sentando-se Jesus em frente do
12.41
Jo 8.20
gazofilácio, observava como o povo
12.41
cp.
deitava ali o dinheiro. Ora, muitos ricos deitavam grandes quantias. 42mas, vindo uma pobre viúva, deitou duas pequenas moedas, que valem um quadranteUm quadrante valia 7 réis, moeda brasileira.. 43Chamando seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais no gazofilácio que todos os ofertantes, 44porque estes deram do que lhes sobrava; ela, porém, da sua pobreza, deu tudo o que possuía,
12.44
Lc 15.12,30
21.4
tudo o que tinha para o seu sustento.

13

O sermão profético. A destruição do templo

131

13.1
Mc 13.1-37
Mt 24
Lc 21.5-36
Ao sair Jesus do templo, disse-lhe um de seus discípulos: Olha, Mestre! Que pedras e que edifícios! 2Disse-lhe Jesus: Vês estes grandes edifícios?
13.2
Lc 19.44
Não ficará pedra que não seja derrubada.

O princípio das dores

3Estando ele sentado

13.3
Mt 21.1
no monte das Oliveiras, defronte do templo, perguntaram-lhe em particular
13.3
cp.
Pedro, Tiago, João e André: 4Dize-nos quando sucederão estas coisas, e que sinal haverá quando todas elas estiverem para se cumprir? 5Jesus começou a dizer-lhes: Vede que ninguém vos engane. 6Muitos virão em meu nome, dizendo:
13.6
Jo 8.24
Sou eu; e enganarão a muitos. 7Quando, porém, ouvirdes falar de guerras e rumores de guerras, não vos assusteis; porque é necessário que assim aconteça, mas não é ainda o fim. 8Pois se levantará nação contra nação, e reino, contra reino. Haverá terremotos em vários lugares, e haverá fomes; estas coisas são o princípio de dores.

9Estai vós de sobreaviso; pois vos hão de

13.9
Mt 10.17
entregar aos tribunais, e sereis açoitados
13.9
Mt 10.17
nas sinagogas e haveis de comparecer diante dos reis e governadores por minha causa, para lhes servir de testemunho. 10
13.10
cp.
Mas é necessário que primeiro o evangelho seja pregado a todas as nações. 11
13.11
Mc 13.11-13
Mt 10.19-22
Lc 21.12-17
Quando vos conduzirem para vos entregar, não vos preocupeis com o que haveis de dizer, mas falai o que vos for dado naquela hora; porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo. 12Um irmão entregará à morte a seu irmão, e um pai, a seu filho; os filhos se levantarão contra seus pais e os farão morrer. 13
13.13
Jo 15.21
Sereis também odiados de todos por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.

A grande tribulação

14

13.14
Mt 24.15
Quando, porém, virdes a abominação da desolação estar onde não deve (quem lê, entenda), então, os que estiverem na Judeia, fujam para os montes; 15o que se achar no eirado, não desça, nem entre para tirar as coisas de sua casa; 16e o que estiver no campo, não volte para tomar a sua capa. 17Mas ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! 18Rogai que não suceda isso no inverno; 19porque aqueles dias serão de tribulação, tal qual nunca houve
13.19
Mc 10.6
desde o princípio da criação por Deus feita até agora, nem haverá jamais. 20Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém seria salvo; mas, por causa dos eleitos, que ele escolheu, os abreviou. 21Então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! Ou: Ei-lo acolá!, não acrediteis; 22levantar-se-ão falsos Cristos e
13.22
Mt 7.15
falsos profetas e farão
13.22
Mt 24.24
Jo 4.48
milagres e prodígios, para enganar os eleitos, se possível fora. 23Estai vós de sobreaviso; de antemão vos tenho dito todas as coisas.

A vinda do Filho do Homem

24Mas, naqueles dias, depois daquela tribulação, o sol escurecerá, a lua não dará a sua claridade, 25as estrelas cairão do céu, e as potestades celestes serão abaladas. 26Então, será visto o Filho do Homem

13.26
Mt 16.27
Mc 8.38
vindo nas nuvens com grande poder e glória. 27Ele enviará os anjos e ajuntará os seus eleitos dos quatro ventos, da extremidade da terra à extremidade do céu.

A parábola da figueira

28Aprendei a parábola tirada da figueira: quando os seus ramos já estiverem tenros, e brotarem folhas, sabeis que está próximo o verão; 29assim também vós, quando virdes acontecer essas coisas, sabei que ele está próximo, às portas. 30Em verdade vos digo que não passará esta geração sem que todas essas coisas se cumpram. 31Passará o céu e a terra, mas não passarão as minhas palavras. 32

13.32
Mt 24.36At 1.7
Mas daquele dia ou daquela hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão só o Pai.

Exortação à vigilância

33Estai de sobreaviso,

13.33
Ef 6.18
Cl 4.2
vigiai; porque não sabeis quando será o tempo. 34É como se um homem em viagem num país estranho, tendo deixado a sua casa e tendo dado autoridade aos seus servos, a cada um o seu trabalho, tivesse mandado também ao porteiro que vigiasse. 35
13.35
Mc 13.37
Mt 24.42
Vigiai, pois; porque não sabeis quando virá o dono da casa: se de tarde, se à meia-noite,
13.35
cp.
se ao cantar do galo,
13.35
Mc 6.48Mt 14.25
se pela manhã; 36para que, vindo de repente, não vos ache
13.36
Rm 13.11
dormindo. 37O que digo a vós digo a todos: vigiai!

14

O plano para tirar a vida a Jesus

141

14.1
Mc 14.1-2
Mt 26.2-5
Lc 22.1-2
Dois dias depois, era a
14.1
Jo 11.55
13.1Mc 14.12
Páscoa e os Pães Asmos. Os principais sacerdotes e os escribas
14.1
Mt 12.14
procuravam algum meio de prender a Jesus à traição e tirar-lhe a vida. 2Pois diziam: Durante a festa, não, para que não haja tumulto entre o povo.

Jesus ungido em Betânia

3

14.3
Mc 14.3-9
Mt 26.6-13Lc 7.37-39
Jo 12.1-8
Estando Jesus em
14.3
Mt 21.17
Betânia, sentado à mesa na casa de Simão, o leproso, veio uma mulher trazendo um vaso de alabastro com
14.3
cp.
preciosíssimo perfume de nardo puro; e, quebrando o vaso, derramou-lhe o perfume sobre a cabeça. 4Alguns se indignavam entre si, dizendo: Para que se desperdiçou este perfume? 5Pois podia ser ele vendido por mais de trezentos denários e dado aos pobres; e murmuravam contra ela. 6Mas Jesus disse: Deixai-a; por que a molestais? Ela me fez uma boa obra. 7Pois
14.7
Mt 26.11
Jo 12.8
Dt 15.11
os pobres, sempre os tendes convosco e, quando quiserdes, podeis fazer-lhes bem; mas a mim nem sempre me tendes. 8Ela fez o que pode;
14.8
Jo 19.40
ungiu o meu corpo antecipadamente para a sepultura. 9Em verdade vos digo que
14.9
Mt 26.13
onde quer que for pregado em todo o mundo o evangelho, será também contado para memória sua o que ela fez.

O pacto da traição

10

14.10
Mc 14.10-11
Mt 26.14-16
Lc 22.3-6
Judas Iscariotes,
14.10
Jo 6.71
um dos doze, foi ter com os principais sacerdotes, para lhes entregar a Jesus. 11Eles, ouvindo-o, se alegraram e prometeram dar-lhe dinheiro; e ele buscava ocasião oportuna para o entregar.

Os discípulos preparam a Páscoa

12

14.12
Mc 14.12-16
Mt 26.17-19
Lc 22.7-13
No primeiro dia dos
14.12
Mt 26.17
Pães Asmos, quando
14.12
Lc 22.7
1Co 5.7
Dt 16.5Mc 14.1
sacrificavam a Páscoa, disseram-lhe seus discípulos: Onde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a Páscoa? 13Enviando ele dois de seus discípulos, disse-lhes: Ide à cidade, e vos sairá ao encontro um homem, trazendo um cântaro de água; 14segui-o e dizei ao dono da casa onde ele entrar que o Mestre pergunta: Onde é o meu
14.14
Lc 22.112.7
aposento, no qual hei de comer a Páscoa com meus discípulos? 15Ele vos mostrará um espaçoso cenáculo mobilado e pronto; ali fazei-nos os preparativos. 16Partindo os discípulos, foram à cidade; acharam tudo como ele lhes havia dito e prepararam a Páscoa.

O traidor é indicado

17

14.17
Mc 14.17-21
Mt 26.20-24
Lc 22.14,21-23Jo 13.18
À tarde, foi para ali com os doze. 18Quando estavam à mesa e comiam, disse Jesus: Em verdade vos digo que um de vós, que come comigo, me trairá. 19Começaram a entristecer-se e a perguntar-lhe um após outro: Porventura, sou eu? 20Respondeu-lhes: É um dos doze, aquele que põe comigo a mão no prato. 21Pois o Filho do Homem se vai, segundo está escrito a seu respeito; mas ai daquele por quem o Filho do Homem é traído! Melhor fora para esse homem se não houvesse nascido!

A ceia do Senhor

22

14.22
Mc 14.22-25
Mt 26.26-29
Lc 22.17-20
1Co 11.23-2510.16
Estando eles comendo, tomou Jesus o pão, e,
14.22
Mt 14.19
tendo dado graças, partiu-o, e deu-lhes, dizendo: Tomai; este é o meu corpo. 23Tomando o cálice, rendeu graças e deu-lho; e todos beberam dele. 24Disse-lhes: Este é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por muitos. 25Em verdade vos digo que nunca mais beberei do fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, no reino de Deus.

26

14.26
Mt 26.30
Tendo cantado um hino, saíram para o
14.26
Mt 21.1
monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

27

14.27
Mc 14.27-31
Mt 26.31-35
Disse-lhes Jesus: A todos vós serei pedra de tropeço; pois está escrito:
14.27
Zc 13.7
Ferirei o pastor, e as ovelhas ficarão dispersas. 28Mas, depois que eu ressuscitar, irei adiante de vós para a Galileia. 29Disse-lhe Pedro: Ainda que sejas para todos uma pedra de tropeço, nunca o serás para mim. 30Declarou-lhe Jesus: Em verdade te digo que tu, hoje, nesta noite, antes de
14.30
cp.
cantar o galo duas vezes, três vezes me negarás. 31Mas ele repetia com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo algum te negarei. Assim também diziam todos.

Jesus em Getsêmani

32

14.32
Mc 14.32-42
Mt 26.36-46
Lc 22.40-46
Chegaram a um lugar chamado Getsêmani, e disse Jesus a seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu oro. 33Levando consigo a Pedro, a Tiago e a João, começou
14.33
Mc 9.15
16.5-6
a ter pavor e a angustiar-se. 34Disse-lhes:
14.34
Mt 26.38
Jo 12.27
A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai. 35Adiantando-se um pouco, prostrou-se em terra e começou a orar que, se fosse possível,
14.35
Mc 14.41
Mt 26.45
passasse dele aquela hora; 36e disse:
14.36
Rm 8.15
Gl 4.6
Aba, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice;
14.36
Mt 26.39
todavia, não seja o que eu quero, mas o que tu queres. 37Voltando, encontrou-os dormindo e disse a Pedro: Dormes, Simão? Não pudeste vigiar nem uma hora? 38
14.38
Mt 26.41
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. 39De novo, se retirou e fez a mesma oração. 40Voltando, encontrou-os dormindo, porque estavam com os olhos pesados; e não sabiam o que lhe responder. 41Veio pela terceira vez e disse-lhes: Dormi agora e descansai! Basta!
14.41
Mc 14.35
É chegada a hora; o Filho do Homem está sendo traído nas mãos de pecadores. 42Levantai-vos, vamo-nos! Pois se aproxima aquele que me trai.

Jesus é preso

43

14.43
Mc 14.43-50
Mt 26.47-56
Lc 22.47-53
Jo 18.3-11
No mesmo instante, enquanto ainda falava, chegou Judas, um dos doze, e, com ele uma multidão, armada de espadas e varapaus, enviada pelos principais sacerdotes, pelos escribas e pelos anciãos. 44O traidor lhes havia dado um sinal, dizendo: Aquele a quem eu beijar, este é que é; prendei-o e levai-o com segurança. 45Havendo chegado, aproximou-se logo de Jesus e disse:
14.45
Mt 23.7
Mestre! E o beijou. 46Eles puseram-lhe as mãos e prenderam-no. 47Mas um dos que ali estavam puxou da espada e, dando um golpe no servo do sumo sacerdote, decepou-lhe uma orelha. 48Disse-lhes Jesus: Viestes armados de espadas e varapaus, para me prender, como se eu fora salteador. 49Todos os dias eu estava convosco
14.49
Mc 12.35
no templo ensinando, e não me prendestes; mas isso é para se cumprir as Escrituras. 50Todos o deixaram e fugiram.

Jesus seguido por um moço

51Seguia-o um moço, coberto unicamenteGr. sobre o corpo nu. com um lençol, e o agarraram; 52mas ele, largando o lençol, fugiu nu.

Jesus perante o Sinédrio

53

14.53
Mc 14.53-65
Mt 26.57-68
Jo 18.12-13,19-24
Levaram Jesus à casa do sumo sacerdote, e reuniram-se todos os principais sacerdotes, os anciãos e os escribas. 54Pedro seguira-o de longe
14.54
cp.
até dentro do
14.54
Mt 26.3
pátio da casa do sumo sacerdote e estava sentado com os oficiais de justiça,
14.54
Mc 14.67
Jo 18.18
aquentando-se ao fogo. 55Os principais sacerdotes e todo o
14.55
Mt 5.22
Sinédrio buscavam testemunho contra Jesus, para o entregar à morte, e não o achavam; 56pois muitos depunham falsamente contra ele, mas os seus depoimentos não eram coerentes. 57Depois, levantando-se alguns, davam falso testemunho contra ele, dizendo: 58Nós lhe ouvimos dizer:
14.58
Mc 15.29
Mt 26.61
Eu destruirei este santuário feito por mãos de homens e, em três dias, construirei outro não feito por mãos de homens. 59Nem assim era coerente o seu testemunho. 60Levantando-se o sumo sacerdote no meio do Sinédrio, assim interrogou a Jesus: Nada respondes? Que depõem estes contra ti? 61
14.61
Mt 26.63
Mas ele conservou-se calado e nada respondeu.
14.61
Mc 14.61-63
Mt 26.63Lc 22.67-71
Tornou a perguntar-lhe o sumo sacerdote: És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito? 62Respondeu-lhe Jesus: Eu o sou; e vereis o Filho do Homem sentado à mão direita do Todo-Poderoso
14.62
Mc 13.26
e vindo com as nuvens do céu. 63O sumo sacerdote,
14.63
Mt 26.65
At 14.14
Nm 14.6
rasgando as suas vestes, disse: Que necessidade temos ainda de testemunhas? 64Ouvistes a blasfêmia; que vos parece? Todos o julgaram réu de morte; 65alguns começaram a
14.65
Mc 10.34
Mt 26.67
cuspir nele,
14.65
Et 7.8
a tapar-lhe o rosto, a dar-lhe punhadas e a dizer-lhe:
14.65
Mt 26.68
Lc 22.64
Adivinha! E os oficiais de justiça receberam-no a bofetadas.

Pedro nega a Jesus

66

14.66
Mc 14.66-72
Mt 26.69-75
Lc 22.56-62
Jo 18.16-18,25-27
Estando Pedro embaixo no
14.66
Mc 14.54
pátio, veio uma das criadas do sumo sacerdote e, 67vendo a Pedro
14.67
Mc 14.54
aquentando-se, encarou-o e disse: Tu também estavas com
14.67
Mc 1.24
o Nazareno, esse Jesus. 68Mas ele o negou, dizendo: Não sei, nem compreendo o que dizes.
14.68
Mc 14.54
Ele saiu para o alpendre; 69e, vendo-o a criada, tornou a dizer aos que ali estavam: Este é um deles. 70
14.70
Mc 14.68
Mas, de novo, o negou. Pouco depois, os que ali estavam disseram novamente a Pedro: Certamente, tu és um deles,
14.70
Mt 26.73
Lc 22.59
pois também és galileu. 71Porém ele começou a praguejar e a jurar: Não conheço o homem de quem falais! 72Imediatamente, cantou o galo pela segunda vez. Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe proferira:
14.72
Mc 14.30
Antes de cantar o galo duas vezes, três vezes me negarás. Caindo em si, pôs-se a chorar.