Tradução Brasileira (2010) (TB)
7

O juízo temerário é proibido

71

7.1
Mt 7.1-5
Lc 6.37-38,41-42
Não julgueis, para que não sejais julgados; 2porque, com o juízo com que julgais, sereis julgados;
7.2
Mc 4.24
Lc 6.38
e a medida de que usais, dessa usarão convosco. 3Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que tens no teu? 4Ou como poderás dizer a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho do teu irmão.

Não deis o que é santo aos cães

6Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis as vossas pérolas diante dos porcos, para que não suceda que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem.

Jesus incita a orar. A regra áurea

7

7.7
Mt 7.7-11
Lc 11.9-13
Pedi, e
7.7
Mt 18.19
21.22
Jo 14.13
15.7,16
16.23Tg 1.51Jo 3.22
5.14Mc 11.24
dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 8Pois todo o que pede recebe; o que busca acha; e a quem bate, abrir-se-lhe-á. 9Qual de vós dará a seu filho uma pedra, se ele lhe pedir pão? 10Ou uma serpente, se pedir peixe? 11Ora, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem? 12Portanto,
7.12
Lc 6.31
tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também vós a eles; porque
7.12
Mt 22.40Gl 5.14
Rm 13.8
esta é a lei e os profetas.

As duas estradas

13

7.13
Lc 13.24
Entrai pela porta estreita (larga é a porta e espaçosa a estrada que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela), 14porque estreita é a porta, e apertada, a estrada que conduz à vida, e poucos são os que acertam com ela.

Os falsos profetas

15Guardai-vos dos

7.15
Mt 24.11,24
Mc 13.22
Lc 6.26
At 13.6
2Pe 2.1
1Jo 4.1
Ap 16.13
19.20
20.10
falsos profetas, que vêm a vós com vestes de ovelhas, mas por dentro são
7.15
Ez 22.27
At 20.29Jo 10.12
lobos vorazes. 16
7.16
Mt 7.20
12.33
Lc 6.44Tg 3.12
Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? 17Assim, toda árvore boa dá bons frutos, porém a árvore má dá maus frutos. 18Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. 19
7.19
Mt 3.10Lc 13.7
Toda árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo. 20Logo, pelo seus frutos os conhecereis. 21
7.21
Lc 6.46
Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22
7.22
vd.
Naquele dia,
7.22
cp.
muitos hão de dizer-me: Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? 23Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci;
7.23
Mt 25.41
Lc 13.27Sl 6.8
apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.

Os dois fundamentos

24

7.24
Mt 7.24-27
Lc 6.47-49Tg 1.22-25
Todo aquele, pois, que ouve essas minhas palavras e as observa será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. 25Desceu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela não caiu; pois estava edificada sobre a rocha. 26Mas todo aquele que ouve essas minhas palavras e não as observa será comparado a um homem néscio, que edificou a sua casa sobre a areia. 27Desceu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu: e foi grande a sua ruína.

Termina aqui o Sermão do Monte

28

7.28
Mt 11.1
13.53
19.1
26.1
Tendo terminado Jesus este discurso,
7.28
Mt 13.54
22.33
Mc 1.22
6.2
11.18
Lc 4.32
Jo 7.46
as turbas admiravam-se do seu ensino; 29porque ele as ensinava como quem tinha autoridade, e não como os escribas do povo.

8

A cura dum leproso

81Quando Jesus desceu do monte, acompanharam-no grandes multidões. 2

8.2
Mt 8.2-4
Mc 1.40-44
Lc 5.12-14
Aproximando-se um leproso,
8.2
Mt 9.18
15.25
18.26
20.20
Jo 9.38
At 10.25
adorava-o, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes tornar-me limpo. 3Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; fica limpo. No mesmo instante, ficou limpa a sua lepra. 4Disse-lhe Jesus:
8.4
Mt 9.30
12.16
17.9
Mc 1.44
3.12
5.43
7.36
8.30
9.9
Lc 4.41
8.56
9.21
Olha, não o digas a alguém, mas
8.4
Mc 1.44
Lc 5.14
17.14
Lv 13.49
14.2
vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho.

A cura do criado dum centurião

5

8.5
Mt 8.5-13
Lc 7.1-10
Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião e rogou-lhe: 6Senhor, o meu criado jaz em casa
8.6
vd.
paralítico, padecendo horrivelmente. 7Disse-lhe ele: Eu irei curá-lo. 8Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; porém dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar. 9Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a um: Vai ali, e ele vai; a outro: Vem cá, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. 10Jesus, ouvindo isso, admirou-se e disse aos que o acompanhavam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei tamanha fé. 11Digo-vos que
8.11
Lc 13.29Is 49.12
59.19
Ml 1.11
muitos virão do Oriente e do Ocidente e hão de sentar-se com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus; 12mas
8.12
cp.
os filhos do reino serão lançados nas
8.12
Mt 22.13
25.30
trevas exteriores;
8.12
Mt 13.42,50
22.13
24.51
25.30
Lc 13.28
ali haverá o choro e o ranger de dentes. 13Disse Jesus ao centurião: Vai-te, e,
8.13
Mt 9.299.22
como creste, assim te seja feito. Naquela mesma hora, sarou o criado.

A cura da sogra de Pedro. Muitos curados

14

8.14
Mt 8.14-16
Mc 1.29-34
Lc 4.38-41
Tendo entrado Jesus na casa de Pedro, viu que a sogra deste estava de cama e com febre; 15e, tocando-lhe a mão, a febre a deixou. Ela se levantou e o servia. 16À tarde, trouxeram-lhe muitos
8.16
vd.
endemoninhados; ele, com a sua palavra, expeliu os espíritos e curou todos os doentes; 17para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías:
8.17
Is 53.4
Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças.

Jesus põe à prova uns que iam segui-lo

18Vendo Jesus uma multidão ao redor de si,

8.18
Mc 4.35
Lc 8.22
mandou passar para a outra margem do lago. 19
8.19
Mt 8.19-22
Lc 9.57-60
Chegou um escriba e disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. 20Respondeu-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, pousos; mas
8.20
Mt 9.6
12.8,32,40
13.41
16.13,2717.9
10.28
26.64
Mc 8.38
Lc 12.8
18.8
21.36
Jo 1.51
3.136.27
12.34
At 7.56Dn 7.13
o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. 21Um outro discípulo disse-lhe: Senhor, deixa-me ir primeiro enterrar meu pai. 22Porém Jesus respondeu-lhe:
8.22
Mt 9.9
Mc 2.14
Lc 9.59
Jo 1.43
21.19
Segue-me e deixa que os mortos enterrem os seus mortos.

Jesus acalma uma tempestade

23

8.23
Mt 8.23-27
Mc 4.36-41
Lc 8.22-25
Entrando ele na barca, seus discípulos acompanharam-no. 24Eis que se levantou no mar tão grande tempestade, que as ondas cobriam a barca; mas Jesus dormia. 25Os discípulos, aproximando-se, acordaram-no, dizendo: Salva-nos, Senhor, que perecemos. 26Ele lhes disse: Por que temeis,
8.26
Mt 6.30
14.31
16.8
homens de pouca fé? Então, erguendo-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança. 27Todos se maravilharam, dizendo: Que homem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?

A cura de dois endemoninhados gadarenos

28

8.28
Mt 8.28-34
Mc 5.1-17
Lc 8.26-37
Tendo ele chegado à outra banda, à terra dos gadarenos, dois endemoninhados, em extremo furiosos, de modo que ninguém podia passar por aquele caminho, saindo dos túmulos, vieram-lhe ao encontro. 29Eles gritaram:
8.29
Jz 11.12
2Sm 16.10
19.22
1Rs 17.18
2Rs 3.13
2Cr 35.21
Mc 1.24
5.7
Lc 4.34
8.28
Jo 2.4
Que temos nós contigo, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? 30Ora, a alguma distância deles pastava uma grande manada de porcos. 31Os demônios rogavam-lhe: Se nos expeles, envia-nos para a manada de porcos. 32Disse-lhes Jesus: Ide. Tendo eles saído, passaram para os porcos; toda a manada precipitou-se pelo declive no mar, e ali se afogaram. 33Os pastores fugiram, foram à cidade, contaram todas essas coisas e o que tinha acontecido aos
8.33
vd.
endemoninhados. 34Então, a cidade toda saiu ao encontro de Jesus; e, ao verem-no, rogaram-lhe que se retirasse daqueles termos.

9

A cura dum paralítico em Cafarnaum

91Jesus entrou numa barca, atravessou para o outro lado e foi

9.1
Mt 4.13Mc 5.21
à sua cidade. 2
9.2
Mt 9.2-8
Mc 2.3-12
Lc 5.18-26
Trouxeram-lhe um
9.2
vd.
paralítico, deitado em um leito. Vendo Jesus a fé que eles tinham, disse ao paralítico:
9.2
Mt 9.22
14.27
Mc 6.50
10.49
Jo 16.33
At 23.11
Tem ânimo, filho;
9.2
Mc 2.5,9
Lc 5.20,23
7.48
perdoados são os teus pecados. 3Alguns escribas disseram consigo: Este homem blasfema. 4Mas Jesus,
9.4
Mt 12.25
Lc 6.8
9.47
conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Por que pensais mal nos vossos corações? 5Pois qual é mais fácil? Dizer:
9.5
Mc 2.5,9
Lc 5.20,23
7.48
Perdoados são os teus pecados, ou dizer: Levanta-te e anda? 6Para que saibais que
9.6
vd.
o Filho do homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse então ao
9.6
Mt 4.24
5.2
paralítico: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. 7Ele se levantou e foi para sua casa. 8Vendo isso as multidões, temeram e
9.8
Mt 5.16
15.31
Mc 2.12
Lc 2.20
5.25-26
7.16
13.13
17.15
23.47
Jo 15.8
At 4.21
11.18
21.20
2Co 9.13
Gl 1.24
glorificaram a Deus, que dera tal autoridade aos homens.

A vocação de Mateus

9

9.9
Mt 9.9-17
Mc 2.14-22
Lc 5.27-38
Jesus, partindo dali, viu um homem chamado
9.9
Mt 10.3
Mc 3.18
Lc 6.15
At 1.13Mc 2.14
Mateus sentado na coletoria e disse-lhe:
9.9
vd.
Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.

Jesus come com pecadores

10Estando ele à mesa em casa, vieram muitos publicanos e pecadores e sentaram-se com Jesus e com seus discípulos. 11Os fariseus, vendo isso, perguntavam aos discípulos:

9.11
Mt 11.19
Mc 2.16
Lc 5.30
15.2
Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? 12Mas Jesus, ouvindo-o, disse:
9.12
Mc 2.17
Lc 5.31
Os sãos não precisam de médico, mas sim os enfermos. 13Porém ide
9.13
Mt 12.7
Os 6.6
aprender o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos;
9.13
Mc 2.17
Lc 5.321Tm 1.15
pois não vim chamar os justos, mas os pecadores.

A questão do jejum

14Depois, o procuraram os discípulos de João e lhe perguntaram: Por que é que nós e

9.14
Lc 18.12
os fariseus jejuamos, mas teus discípulos não jejuam? 15Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura, estar tristes os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Porém dias virão, em que lhes será tirado o noivo, e nesses dias jejuarão. 16Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho; porque o remendo tira parte do vestido, e fica maior a rotura. 17Nem se põe vinho novo em odres velhos; de outro modo, arrebentam os odres, e derrama-se o vinho, e estragam-se os odres. Mas vinho novo é posto em odres novos, e ambos se conservam.

O pedido de Jairo. A cura de uma mulher hemorrágica. A ressurreição da filha de Jairo

18

9.18
Mt 9.18-26
Mc 5.22-43
Lc 8.41-56
Enquanto assim lhes falava, veio um chefe da sinagoga e
9.18
vd.
adorava-o, dizendo: Neste momento, acaba de expirar minha filha; mas vem, põe a tua mão sobre ela, e viverá. 19Jesus, levantando-se, o foi seguindo com seus discípulos. 20Uma mulher, padecendo há doze anos de uma hemorragia, veio por detrás dele e tocou-lhe
9.20
Nm 15.38
Dt 22.12
Mt 14.36
23.5
a fímbria da capa; 21porque dizia consigo: Se eu lhe
9.21
cp.
tocar somente a capa, ficarei curada. 22Jesus, voltando-se e vendo-a, disse:
9.22
vd.
Tem ânimo, filha;
9.22
Mc 5.34
10.52
Lc 7.50
8.48
17.19
18.42Mt 5.29
15.28
a tua fé te sarou. Desde aquela hora, a mulher ficou sã. 23Quando Jesus chegou à casa do chefe da sinagoga, vendo os
9.23
cp.
tocadores de flauta e a multidão em alvoroço, 24disse: Retirai-vos; pois a menina
9.24
Jo 11.13At 20.10
não está morta, mas sim dormindo. Riam-se dele. 25Mas, retirada a multidão, entrou Jesus, tomou a menina pela mão, e ela se levantou. 26A
9.26
Mt 9.31
4.24
14.1
Mc 1.28,45
Lc 4.14,37
5.15
7.17
fama desse fato correu por toda aquela terra.

A cura de dois cegos

27Saindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, clamando: Tem compaixão de nós,

9.27
Mt 12.23
15.22
20.30-31
21.9,15
22.42
Mc 10.47-48
12.35
Lc 18.38-39
20.41Mt 1.1
filho de Davi! 28Tendo ele entrado em casa, vieram a ele os cegos; Jesus perguntou-lhes: Credes que posso fazer isso? Responderam eles: Cremos, Senhor. 29Então lhes tocou os olhos, dizendo:
9.29
cp.
Faça-se-vos conforme a vossa fé. 30Abriram-se-lhes os olhos. Jesus
9.30
vd.
advertiu-lhes com energia, dizendo: Vede que ninguém o saiba. 31Eles, porém, saíram e lhe
9.31
Mt 4.24
9.26
14.1
Mc 1.28,45
Lc 4.14,37
5.15
7.17
divulgaram a fama por toda aquela terra.

A cura de um mudo endemoninhado. A blasfêmia dos fariseus

32Quando se retiravam,

9.32
cp.
foi-lhe trazido um mudo
9.32
vd.
endemoninhado. 33Expulso o demônio, falou o mudo; e a multidão maravilhou-se, dizendo:
9.33
Mc 2.12
Nunca tal se viu em Israel! 34Mas os fariseus afirmavam: É pelo
9.34
Mt 12.24
Mc 3.22
Lc 11.15Jo 7.20
príncipe dos demônios que ele expele os demônios.

Jesus ia por toda a parte fazendo o bem. A seara e os trabalhadores

35Jesus percorria todas as cidades e aldeias,

9.35
vd.
ensinando nas sinagogas,
9.35
vd.
pregando o evangelho do reino
9.35
vd.
e curando todas as doenças e enfermidades. 36
9.36
vd.
Vendo ele as turbas, compadeceu-se delas,
9.36
Mc 6.34
Nm 27.17
Ez 34.5
Zc 10.2
porque estavam aflitas e exaustas como ovelhas sem pastor. 37Então, disse a seus discípulos:
9.37
Lc 10.2
A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos; 38rogai, pois, ao Senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara.