Tradução Brasileira (2010) (TB)
6

Acerca da prática de boas obras

61Guardai-vos, não façais as vossas boas obras diante dos homens, para

6.1
Mt 6.5,16
23.5
serdes vistos por eles; de outra sorte, não tendes recompensa junto de vosso Pai, que está nos céus.

Como se deve dar esmolas

2Quando, pois, deres esmola, não faças tocar a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas,

6.2
Mt 6.5,16
23.5
para serem honrados dos homens;
6.2
Mt 6.5,16Lc 6.24
em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. 3Tu, porém, quando dás esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita, 4para que a tua esmola fique em secreto;
6.4
Mt 6.6,18
e teu Pai, que vê em secreto, te retribuirá.

Como se deve orar. A Oração Dominical

5Quando orardes, não sejais como os hipócritas; porque eles gostam de

6.5
Mc 11.25
Lc 18.11,13
orar em pé nas sinagogas e nos cantos das ruas,
6.5
Mt 6.2,16
23.5
para serem vistos dos homens;
6.5
Mt 6.2,16Lc 6.24
em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. 6Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, ora a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto,
6.6
Mt 6.4,18
te retribuirá. 7Quando orais, não useis de repetições desnecessárias, como os gentios; porque pensam que pelo seu
6.7
cp.
muito falar serão ouvidos. 8Não sejais, pois, como eles; porque
6.8
cp.
vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que lho peçais. 9Portanto,
6.9
Mt 6.9-13
Lc 11.2-4
orai vós deste modo: Pai nosso, que estás nos céus; santificado seja o teu nome; 10
6.10
cp.
venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. 11
6.11
Pv 30.8
O pão nosso de cada dia nos dá hoje; 12e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores; 13e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos
6.13
vd.
do mal. 14Pois,
6.14
Mc 11.25Mt 18.35
se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará; 15mas, se não perdoardes aos homens, tão pouco vosso Pai perdoará as vossas ofensas.

Como se deve jejuar

16

6.16
cp.
Quando jejuardes, não tomeis um ar triste, como os hipócritas; porque eles desfiguram os seus rostos, para fazer ver aos homens que estão jejuando;
6.16
Mt 6.2
em verdade vos digo que já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuas, unge a cabeça e lava o rosto, 18para não mostrar aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai, que está em secreto;
6.18
Mt 6.4,6
e teu Pai, que vê em secreto, te retribuirá.

Os tesouros no céu. A luz e as trevas. Os dois senhores. A ansiosa solicitude pela nossa vida

19Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os consomem e onde os ladrões penetram e roubam; 20mas ajuntai para vós

6.20
Mt 19.21
Lc 12.331Tm 6.19
tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem os consomem e onde os ladrões não penetram, nem roubam; 21porque
6.21
Lc 12.34
onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. 22A
6.22
Mt 6.22-23
Lc 11.34-35
candeia do corpo são os olhos. Se estes, pois, forem simples, todo o teu corpo será luminoso; 23mas,
6.23
cp.
se forem maus, todo o teu corpo ficará às escuras. Se, portanto, a luz que há em ti são trevas, quão densas são as trevas! 24
6.24
Lc 16.13
Ninguém pode servir a dois senhores; pois ou há de aborrecer a um e amar ao outro ou há de unir-se a um e desprezar ao outro. Não podeis servir a Deus e
6.24
Lc 16.9,11,13
às riquezas. 25
6.25
Mt 6.25-33
Lc 12.22-31
Por isso, vos digo: Não andeis
6.25
Mt 6.27-28,31,34
Lc 10.41
12.11,22
Fp 4.61Pe 5.7
cuidadosos da vossa vida, pelo que haveis de comer ou beber, nem do vosso corpo, pelo que haveis de vestir; não é a vida mais que o alimento, e o corpo, mais que o vestido? 26
6.26
Mt 10.29
Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros, e vosso Pai celestial as alimenta; não valeis vós muito mais do que elas? 27Qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode
6.27
cp.
acrescentar um cúbito à sua estatura? 28Por que andais ansiosos pelo que haveis de vestir? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam, 29contudo vos digo que nem
6.29
1Rs 10.4-7
Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. 30Se Deus, pois, assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós,
6.30
Mt 8.26
14.31
16.8
homens de pouca fé? 31Assim, não andeis ansiosos, dizendo: Que havemos de comer? Ou: Que havemos de beber? Ou: Com que nos havemos de vestir? 32(Pois os gentios é que procuram todas estas coisas); porque
6.32
cp.
vosso Pai celestial sabe que precisais de todas elas. 33Mas buscai primeiramente o seu reino e a sua justiça,
6.33
cp.
e todas essas coisas vos serão acrescentadas. 34Não andeis, pois, ansiosos pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã a si mesmo trará seu cuidado; ao dia bastam os seus próprios males.

7

O juízo temerário é proibido

71

7.1
Mt 7.1-5
Lc 6.37-38,41-42
Não julgueis, para que não sejais julgados; 2porque, com o juízo com que julgais, sereis julgados;
7.2
Mc 4.24
Lc 6.38
e a medida de que usais, dessa usarão convosco. 3Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que tens no teu? 4Ou como poderás dizer a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho do teu irmão.

Não deis o que é santo aos cães

6Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis as vossas pérolas diante dos porcos, para que não suceda que as calquem aos pés e, voltando-se, vos despedacem.

Jesus incita a orar. A regra áurea

7

7.7
Mt 7.7-11
Lc 11.9-13
Pedi, e
7.7
Mt 18.19
21.22
Jo 14.13
15.7,16
16.23Tg 1.51Jo 3.22
5.14Mc 11.24
dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 8Pois todo o que pede recebe; o que busca acha; e a quem bate, abrir-se-lhe-á. 9Qual de vós dará a seu filho uma pedra, se ele lhe pedir pão? 10Ou uma serpente, se pedir peixe? 11Ora, se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhas pedirem? 12Portanto,
7.12
Lc 6.31
tudo o que quiserdes que os homens vos façam, fazei-o assim também vós a eles; porque
7.12
Mt 22.40Gl 5.14
Rm 13.8
esta é a lei e os profetas.

As duas estradas

13

7.13
Lc 13.24
Entrai pela porta estreita (larga é a porta e espaçosa a estrada que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela), 14porque estreita é a porta, e apertada, a estrada que conduz à vida, e poucos são os que acertam com ela.

Os falsos profetas

15Guardai-vos dos

7.15
Mt 24.11,24
Mc 13.22
Lc 6.26
At 13.6
2Pe 2.1
1Jo 4.1
Ap 16.13
19.20
20.10
falsos profetas, que vêm a vós com vestes de ovelhas, mas por dentro são
7.15
Ez 22.27
At 20.29Jo 10.12
lobos vorazes. 16
7.16
Mt 7.20
12.33
Lc 6.44Tg 3.12
Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? 17Assim, toda árvore boa dá bons frutos, porém a árvore má dá maus frutos. 18Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. 19
7.19
Mt 3.10Lc 13.7
Toda árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo. 20Logo, pelo seus frutos os conhecereis. 21
7.21
Lc 6.46
Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. 22
7.22
vd.
Naquele dia,
7.22
cp.
muitos hão de dizer-me: Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? 23Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci;
7.23
Mt 25.41
Lc 13.27Sl 6.8
apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade.

Os dois fundamentos

24

7.24
Mt 7.24-27
Lc 6.47-49Tg 1.22-25
Todo aquele, pois, que ouve essas minhas palavras e as observa será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha. 25Desceu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela não caiu; pois estava edificada sobre a rocha. 26Mas todo aquele que ouve essas minhas palavras e não as observa será comparado a um homem néscio, que edificou a sua casa sobre a areia. 27Desceu a chuva, vieram as torrentes, sopraram os ventos e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu: e foi grande a sua ruína.

Termina aqui o Sermão do Monte

28

7.28
Mt 11.1
13.53
19.1
26.1
Tendo terminado Jesus este discurso,
7.28
Mt 13.54
22.33
Mc 1.22
6.2
11.18
Lc 4.32
Jo 7.46
as turbas admiravam-se do seu ensino; 29porque ele as ensinava como quem tinha autoridade, e não como os escribas do povo.

8

A cura dum leproso

81Quando Jesus desceu do monte, acompanharam-no grandes multidões. 2

8.2
Mt 8.2-4
Mc 1.40-44
Lc 5.12-14
Aproximando-se um leproso,
8.2
Mt 9.18
15.25
18.26
20.20
Jo 9.38
At 10.25
adorava-o, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes tornar-me limpo. 3Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; fica limpo. No mesmo instante, ficou limpa a sua lepra. 4Disse-lhe Jesus:
8.4
Mt 9.30
12.16
17.9
Mc 1.44
3.12
5.43
7.36
8.30
9.9
Lc 4.41
8.56
9.21
Olha, não o digas a alguém, mas
8.4
Mc 1.44
Lc 5.14
17.14
Lv 13.49
14.2
vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho.

A cura do criado dum centurião

5

8.5
Mt 8.5-13
Lc 7.1-10
Tendo Jesus entrado em Cafarnaum, chegou-se a ele um centurião e rogou-lhe: 6Senhor, o meu criado jaz em casa
8.6
vd.
paralítico, padecendo horrivelmente. 7Disse-lhe ele: Eu irei curá-lo. 8Mas o centurião respondeu: Senhor, não sou digno de que entres em minha casa; porém dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar. 9Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a um: Vai ali, e ele vai; a outro: Vem cá, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. 10Jesus, ouvindo isso, admirou-se e disse aos que o acompanhavam: Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei tamanha fé. 11Digo-vos que
8.11
Lc 13.29Is 49.12
59.19
Ml 1.11
muitos virão do Oriente e do Ocidente e hão de sentar-se com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus; 12mas
8.12
cp.
os filhos do reino serão lançados nas
8.12
Mt 22.13
25.30
trevas exteriores;
8.12
Mt 13.42,50
22.13
24.51
25.30
Lc 13.28
ali haverá o choro e o ranger de dentes. 13Disse Jesus ao centurião: Vai-te, e,
8.13
Mt 9.299.22
como creste, assim te seja feito. Naquela mesma hora, sarou o criado.

A cura da sogra de Pedro. Muitos curados

14

8.14
Mt 8.14-16
Mc 1.29-34
Lc 4.38-41
Tendo entrado Jesus na casa de Pedro, viu que a sogra deste estava de cama e com febre; 15e, tocando-lhe a mão, a febre a deixou. Ela se levantou e o servia. 16À tarde, trouxeram-lhe muitos
8.16
vd.
endemoninhados; ele, com a sua palavra, expeliu os espíritos e curou todos os doentes; 17para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías:
8.17
Is 53.4
Ele mesmo tomou as nossas enfermidades e carregou com as nossas doenças.

Jesus põe à prova uns que iam segui-lo

18Vendo Jesus uma multidão ao redor de si,

8.18
Mc 4.35
Lc 8.22
mandou passar para a outra margem do lago. 19
8.19
Mt 8.19-22
Lc 9.57-60
Chegou um escriba e disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. 20Respondeu-lhe Jesus: As raposas têm covis, e as aves do céu, pousos; mas
8.20
Mt 9.6
12.8,32,40
13.41
16.13,2717.9
10.28
26.64
Mc 8.38
Lc 12.8
18.8
21.36
Jo 1.51
3.136.27
12.34
At 7.56Dn 7.13
o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. 21Um outro discípulo disse-lhe: Senhor, deixa-me ir primeiro enterrar meu pai. 22Porém Jesus respondeu-lhe:
8.22
Mt 9.9
Mc 2.14
Lc 9.59
Jo 1.43
21.19
Segue-me e deixa que os mortos enterrem os seus mortos.

Jesus acalma uma tempestade

23

8.23
Mt 8.23-27
Mc 4.36-41
Lc 8.22-25
Entrando ele na barca, seus discípulos acompanharam-no. 24Eis que se levantou no mar tão grande tempestade, que as ondas cobriam a barca; mas Jesus dormia. 25Os discípulos, aproximando-se, acordaram-no, dizendo: Salva-nos, Senhor, que perecemos. 26Ele lhes disse: Por que temeis,
8.26
Mt 6.30
14.31
16.8
homens de pouca fé? Então, erguendo-se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança. 27Todos se maravilharam, dizendo: Que homem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?

A cura de dois endemoninhados gadarenos

28

8.28
Mt 8.28-34
Mc 5.1-17
Lc 8.26-37
Tendo ele chegado à outra banda, à terra dos gadarenos, dois endemoninhados, em extremo furiosos, de modo que ninguém podia passar por aquele caminho, saindo dos túmulos, vieram-lhe ao encontro. 29Eles gritaram:
8.29
Jz 11.12
2Sm 16.10
19.22
1Rs 17.18
2Rs 3.13
2Cr 35.21
Mc 1.24
5.7
Lc 4.34
8.28
Jo 2.4
Que temos nós contigo, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? 30Ora, a alguma distância deles pastava uma grande manada de porcos. 31Os demônios rogavam-lhe: Se nos expeles, envia-nos para a manada de porcos. 32Disse-lhes Jesus: Ide. Tendo eles saído, passaram para os porcos; toda a manada precipitou-se pelo declive no mar, e ali se afogaram. 33Os pastores fugiram, foram à cidade, contaram todas essas coisas e o que tinha acontecido aos
8.33
vd.
endemoninhados. 34Então, a cidade toda saiu ao encontro de Jesus; e, ao verem-no, rogaram-lhe que se retirasse daqueles termos.