Tradução Brasileira (2010) (TB)
25

A parábola das dez virgens

251Então,

25.1
vd.
o reino dos céus será semelhante a dez virgens que, tomando as suas
25.1
Jo 18.3
At 20.8
Ap 4.5
8.10
lâmpadas, saíram ao encontro do noivo. 2Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes. 3As néscias, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; 4mas as
25.4
Mt 7.24
10.16
24.45
prudentes levaram azeite em suas vasilhas, juntamente com as lâmpadas. 5Tardando o noivo, toscanejaram todas e adormeceram. 6Mas, à meia-noite, ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saí ao seu encontro! 7Então se levantaram todas aquelas virgens e prepararam as suas lâmpadas. 8Disseram as néscias às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando. 9Porém
25.9
Mt 7.24
10.16
24.45
as prudentes responderam: Talvez não haja bastante para nós e para vós; ide, antes, aos que o vendem e comprai-o para vós. 10Enquanto foram comprá-lo, veio o noivo; as que estavam
25.10
cp.
apercebidas entraram com ele para
25.10
cp.
as bodas,
25.10
Lc 13.25Mt 7.21
e fechou-se a porta. 11Depois, vieram as outras virgens e disseram: Senhor, senhor, abre-nos a porta! 12Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço. 13Portanto, vigiai, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

A parábola dos talentos

14

25.14
Mt 25.14-30Lc 19.12-27
Pois é assim como um homem que,
25.14
Mt 21.33
partindo para outro país, chamou os seus servos e lhes entregou os seus bens: 15a um deu cinco
25.15
Mt 18.24Lc 19.13
talentos, a outro, dois e a outro, um, a cada qual segundo a sua capacidade; e seguiu viagem. 16O que recebera cinco talentos foi imediatamente, negociar com eles e ganhou outros cinco; 17do mesmo modo, o que recebera dois ganhou outros dois. 18Mas o que tinha recebido um só foi-se, e fez uma cova no chão, e escondeu o dinheiro do seu senhor. 19Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e
25.19
Mt 18.23
ajustou contas com eles. 20Chegando o que recebera cinco talentos, apresentou-lhe outros cinco, dizendo: Senhor, entregaste-me cinco talentos; aqui estão outros cinco que ganhei. 21Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom
25.21
Mt 25.23Mt 24.45,47
e fiel, já que foste fiel no pouco, confiar-te-ei o muito; entra no gozo do teu senhor. 22Chegou também o que recebera dois talentos, e disse: Senhor, entregaste-me dois talentos; aqui estão outros dois que ganhei. 23Disse-lhe o seu senhor: Muito bem, servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, confiar-te-ei o muito; entra no gozo do teu senhor. 24Chegou, por fim, o que havia recebido um só talento, dizendo: Senhor, eu soube que és um homem severo, ceifas onde não semeaste e recolhes onde não joeiraste; 25e, atemorizado, fui esconder o teu talento na terra; aqui tens o que é teu. 26Porém o seu senhor respondeu: Servo mau e preguiçoso, sabias que ceifo onde não semeei e que recolho onde não joeirei? 27Devias, então, ter entregado o meu dinheiro aos banqueiros, e, vindo eu, teria recebido o que é meu com juros. 28Tirai-lhe, pois, o talento e dai-o ao que tem os dez talentos; 29
25.29
vd.
porque a todo o que tem, dar-se-lhe-á e terá em abundância; mas ao que não tem, até o que tem, ser-lhe-á tirado. 30Ao servo inútil, porém, lançai-o nas
25.30
vd.
trevas exteriores; ali haverá o choro e o ranger de dentes.

O juízo final

31Quando vier

25.31
vd.
o Filho do Homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então
25.31
Mt 19.28
se assentará no trono de sua glória. 32Todas as nações serão reunidas diante dele, e separará uns dos outros,
25.32
cp.
como o pastor separa as ovelhas dos cabritos; 33porá as ovelhas
25.33
cp.
à sua direita, mas os cabritos,
25.33
cp.
à esquerda. 34Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai,
25.34
Lc 12.32
1Co 6.9
15.50
Gl 5.21
Tg 2.5Mt 5.3
19.29
possuí como herança o reino que vos está destinado
25.34
Lc 11.50
Hb 4.3
9.26
Ap 13.8
17.8Jo 17.24
Ef 1.4
1Pe 1.20Mt 13.35
desde a fundação do mundo. 35
25.35
Is 58.7
Ez 18.7,16
Tg 2.15-16
Pois tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber;
25.35
Jó 31.32
Hb 13.2
era forasteiro, e recolhestes-me; 36estava nu, e vestistes-me; enfermo, e
25.36
Tg 1.27
visitastes-me;
25.36
2Tm 1.16
preso, e viestes ver-me. 37Então, perguntarão os justos: Senhor, quando te vimos faminto e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? 38Quando te vimos forasteiro e te recolhemos? Ou nu e te vestimos? 39Quando te vimos enfermo ou preso e fomos visitar-te? 40
25.40
Mt 25.34
Lc 19.38
Ap 17.14
19.16
O Rei responderá: Em verdade vos digo que,
25.40
cp.
quantas vezes o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes. 41Dirá também aos que estiverem à sua esquerda:
25.41
Mt 7.23
Apartai-vos de mim, malditos, para
25.41
Mc 9.48
Lc 16.24
Jd 7
o fogo eterno, destinado ao
25.41
Ap 12.9Mt 4.10
Diabo e seus anjos. 42Pois tive fome, e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; 43era forasteiro, e não me recolhestes; estava nu, e não me vestistes; enfermo e preso, e não me visitastes. 44Também eles perguntarão: Senhor, quando te vimos faminto, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não te servimos? 45Então lhes responderá: Em verdade vos digo que, quantas vezes o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer. 46Irão estes para o
25.46
cp.
suplício eterno, porém os justos, para
25.46
Mt 19.29
Jo 3.15-16,36
5.24
6.27,40,47,54
17.2At 13.46,48
Rm 2.7
5.21
6.23
Gl 6.8
1Jo 5.11
a vida eterna.

26

O plano para tirar a vida a Jesus

261

26.1
vd.
Tendo Jesus acabado todo esse discurso, disse a seus discípulos: 2
26.2
Mt 26.2-5
Mc 14.1-2
Lc 22.1-2
Sabeis que, de hoje a dois dias, celebrar-se-á
26.2
Jo 11.55
13.1
a Páscoa; e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado. 3
26.3
Jo 11.47
Depois, se reuniram os principais sacerdotes e os anciãos do povo no
26.3
Mt 26.58,69
Mc 14.54,66
15.16
Lc 11.21
22.55
Jo 18.15Mt 27.27
pátio da casa do sumo sacerdote, chamado
26.3
Mt 26.57
Lc 3.2
Jo 11.49
18.13-14,24,28
At 4.6
Caifás, 4e
26.4
vd.
deliberaram prender a Jesus à traição e tirar-lhe a vida. 5Mas diziam: Durante a festa, não,
26.5
Mt 27.24
para que não haja tumulto entre o povo.

Jesus ungido em Betânia

6

26.6
Mt 26.6-13
Mc 14.3-9Jo 12.1-8
Lc 7.37-39
Estando Jesus em
26.6
vd.
Betânia, na casa de Simão, o leproso, 7chegou-se a ele uma mulher que trazia um vaso de alabastro com precioso perfume e lho derramou sobre a cabeça, quando ele estava à mesa. 8Vendo isso, seus discípulos indignaram-se e disseram: 9Para que este desperdício? Pois o perfume podia ser vendido por muito dinheiro e ser este dado aos pobres. 10Mas Jesus, percebendo isso, disse-lhes: Por que molestais essa mulher? Ela me fez uma boa obra. 11Pois
26.11
Mc 14.7
Jo 12.8
Dt 15.11
os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes; 12derramando ela este perfume sobre o meu corpo, fê-lo
26.12
vd.
para a minha sepultura. 13Em verdade vos digo
26.13
Mc 14.9
que, onde quer que for pregado em todo o mundo este evangelho, será também contado para memória sua o que ela fez.

O pacto da traição

14

26.14
Mt 26.14-16
Mc 14.10-11
Lc 22.3-6
Então, um dos doze, chamado
26.14
Mt 10.4
26.25,47
Mt 27.3
Jo 6.71
12.4
13.26
At 1.16
Judas Iscariotes, procurou os principais sacerdotes 15e lhes disse: Que me quereis dar, e eu vo-lo entregarei?
26.15
cp.
Eles lhe pesaram trinta moedas de prata. 16Desde então, Judas buscava oportunidade para o entregar.

Os discípulos preparam a Páscoa

17

26.17
Mt 26.17-19
Mc 14.12-16
Lc 22.7-13
No primeiro dia dos
26.17
Êx 12.18-20
Pães Asmos, vieram os discípulos a Jesus perguntar-lhe: Onde queres que façamos os preparativos para comeres a Páscoa? 18Respondeu-lhes: Ide à cidade ter com
26.18
Mc 14.13
Lc 22.10
certo homem e dizei-lhe que o Mestre diz:
26.18
cp.
O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com meus discípulos. 19Eles fizeram como Jesus lhes havia ordenado, e prepararam a Páscoa.

O traidor é indicado

20

26.20
Mt 26.20-24
Mc 14.17-21
À tarde, estava ele sentado à mesa com os doze discípulos. 21Enquanto comiam, declarou Jesus:
26.21
Lc 22.21-23
Jo 13.21
Em verdade vos digo que um de vós me trairá. 22Eles, muitíssimo contristados, começaram um por um a perguntar-lhe: Porventura sou eu, Senhor? 23Ele respondeu:
26.23
Jo 13.26Mt 18
O que põe comigo a mão no prato, este é o que me trairá. 24O Filho do Homem vai-se,
26.24
Mt 26.31,54,56
Mc 9.12
Lc 24.25-27,46
At 17.226.221Co 15.3
1Pe 1.10
segundo está escrito a seu respeito, mas ai daquele por quem o Filho do Homem é traído!
26.24
Mc 14.21Mt 18.7
Melhor fora para esse homem se não houvesse nascido. 25
26.25
Mt 26.14
Judas, que o traiu, perguntou: Porventura sou eu,
26.25
vd.
Mestre? Respondeu-lhe Jesus:
26.25
Mt 26.64
Mt 27.11
Lc 22.70
Tu o disseste.

A ceia do Senhor

26

26.26
Mt 26.26-29
Mc 14.22-25
Lc 22.17-20
1Co 11.23-251Co 10.16
Estando eles comendo, tomou Jesus o pão e,
26.26
vd.
tendo dado graças, partiu-o e deu aos discípulos, dizendo: Tomai e comei; este é o meu corpo. 27Tomando o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; 28porque
26.28
cp.
este é o meu sangue, o sangue da aliança, que é derramado por
26.28
vd.
muitos para remissão de pecados. 29Mas digo-vos que, desta hora em diante, não beberei deste fruto da videira, até aquele dia em que o hei de beber, novo, convosco no reino de meu Pai.

30

26.30
Mt 26.30-35
Mc 14.26,31
Lc 22.31-34
Tendo cantado um hino, saíram para o
26.30
vd.
monte das Oliveiras.

Pedro é avisado

31Então lhes disse Jesus: A todos vós

26.31
vd.
serei esta noite uma pedra de tropeço, pois está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas do rebanho
26.31
cp.
ficarão dispersas; 32mas, depois que eu ressuscitar,
26.32
Mt 28.7,10,16
Mc 16.7
irei adiante de vós para a Galileia. 33Disse-lhe Pedro: Ainda que sejas para todos uma pedra de tropeço, nunca o serás para mim. 34Declarou-lhe Jesus:
26.34
Jo 13.38
Mt 26.75
Em verdade te digo que
26.34
cp.
esta noite, antes de cantar o galo, três vezes me negarás. 35Replicou-lhe Pedro:
26.35
Jo 13.37
Ainda que me seja necessário morrer contigo, de nenhum modo te negarei. Todos os discípulos disseram o mesmo.

Jesus em Getsêmani

36

26.36
Mt 26.36-46
Mc 14.32-42
Lc 22.40-46
Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado
26.36
Mc 14.32Lc 22.39
Jo 18.1
Getsêmani e disse a seus discípulos: Sentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar. 37Levando consigo a
26.37
Mt 17.1
Mc 5.37Mt 4.21
Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e angustiar-se. 38Então lhes disse:
26.38
Jo 12.27
A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e
26.38
Mt 26.40-41
vigiai comigo. 39Adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou: Pai meu, se é possível, passe de mim
26.39
vd.
este cálice;
26.39
Mt 26.42
Mc 14.36
Lc 22.42
Jo 6.38
todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. 40Depois, voltou para seus discípulos e, encontrando-os dormindo, perguntou a Pedro: Nem ao menos
26.40
Mt 26.38
uma hora pudestes vigiar comigo? 41Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o
26.41
Mc 14.38
espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. 42Tornando a retirar-se, orou: Pai meu, se este cálice não pode passar sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. 43Voltando outra vez, encontrou-os dormindo, porque estavam com os olhos pesados. 44Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. 45Então, voltou para os discípulos, dizendo-lhes: Agora, dormi e descansai;
26.45
Mc 14.41
Jo 12.27
13.1
está próxima a hora, e o Filho do Homem está sendo traído nas mãos de pecadores. 46Levantai-vos, vamo-nos! Pois o que me trai se aproxima.

Jesus é preso

47

26.47
Mt 26.47-56
Mc 14.43-50
Lc 22.47-53
Jo 18.3-11
Enquanto ele ainda falava, chegou
26.47
Mt 26.14
Judas, um dos doze, e, com ele, uma grande multidão armada de espadas e varapaus, enviada pelos principais sacerdotes e pelos anciãos do povo. 48O traidor lhes havia dado um sinal, dizendo: Aquele a quem eu beijar, esse é que é; prendei-o. 49No mesmo instante, chegou-se a Jesus e disse: Salve,
26.49
vd.
Mestre! E o beijou. 50Jesus perguntou-lhe:
26.50
Mt 20.13
22.12
Amigo, a que vieste? Nisto se aproximou a escolta e, pondo as mãos em Jesus, prendeu-o. 51
26.51
cp.
Um dos que estavam com Jesus estendeu a mão, puxou da
26.51
Lc 22.38
espada e, dando um golpe no servo do sumo sacerdote, decepou-lhe uma orelha. 52Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada
26.52
cp.
pois todos os que tomam a espada morrerão à espada. 53Acaso pensas que não posso rogar a meu Pai, e que ele não me mandará neste momento mais de doze
26.53
cp.
legiões de
26.53
cp.
anjos? 54Como, pois,
26.54
Mt 26.24
se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim deve acontecer? 55Naquela hora, disse Jesus à multidão: Viestes armados de espadas e varapaus para me prender, como se eu fora salteador? Todos os dias,
26.55
cp.
sentado no templo, eu ensinava, e não me prendestes. 56Mas tudo isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras dos profetas. Então, todos os discípulos o deixaram e fugiram.

Jesus perante o Sinédrio

57

26.57
Mt 26.57-68
Mc 14.53-65
Jo 18.12-13,19-24
Aqueles que tinham prendido a Jesus levaram-no à casa
26.57
Mt 26.3
de Caifás, sumo sacerdote, onde se haviam reunido os escribas e os anciãos. 58
26.58
cp.
Pedro, porém, o ia seguindo de longe até
26.58
Mt 26.3
o pátio da casa do sumo sacerdote e, entrando, sentou-se entre
26.58
Mt 5.25
Jo 7.32,4518.319.6
At 5.22,26
os oficiais de justiça para ver o fim. 59Os principais sacerdotes e todo o
26.59
vd.
Sinédrio buscavam algum falso testemunho contra Jesus, para o entregarem à morte; 60e não o acharam, não obstante se terem apresentado muitas testemunhas falsas. Mas, afinal, compareceram
26.60
Dt 19.15
duas, afirmando: 61Ele disse:
26.61
Mt 27.40
Mc 14.53
15.29
Jo 2.19At 6.14
Posso destruir o santuário de Deus e reedificá-lo em três dias. 62Levantando-se o sumo sacerdote, perguntou: Nada respondes? Que é o que estes depõem contra ti? 63Jesus, porém,
26.63
Mt 27.12,14
Jo 19.9
conservou-se calado.
26.63
Mt 26.63-66Lc 22.67-71
O sumo sacerdote disse-lhe:
26.63
Lv 5.1
Eu te conjuro
26.63
vd.
pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo,
26.63
vd.
o Filho de Deus. 64Respondeu Jesus:
26.64
Mt 26.25
Tu o disseste; contudo, vos declaro que vereis mais tarde o Filho do Homem sentado à direita do Todo-Poderoso e
26.64
vd.
vindo sobre as nuvens do céu. 65Então, o sumo sacerdote
26.65
Mc 14.63
Nm 14.6
At 14.14
rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou! Acabais de ouvir agora mesmo a blasfêmia. 66Que vos parece? Responderam eles:
26.66
Lv 24.16
Jo 19.7
É réu de morte. 67
26.67
Mt 26.67-68Lc 22.63-65
Jo 18.22
Então, uns lhe
26.67
Mt 27.30
Mc 10.34
cuspiram no rosto e lhe deram punhadas, e outros o esbofetearam, 68dizendo:
26.68
Mc 14.65
Lc 22.64
Adivinha-nos, ó Cristo, quem é o que te deu?

Pedro nega a Jesus

69

26.69
Mt 26.69-75
Mc 14.66-72
Lc 22.55-62
Jo 18.16-18,25-27
Entretanto, Pedro estava sentado fora
26.69
Mt 26.3
no pátio; e uma criada, aproximando-se, disse-lhe: Também tu estavas com Jesus, o galileu. 70Mas ele o negou diante de todos, exclamando: Não sei o que dizes. 71Saindo para o alpendre, uma outra viu-o e disse aos que ali se achavam: Este também estava com Jesus, o nazareno. 72Outra vez, Pedro o negou com juramento: Não conheço esse homem. 73Logo depois, se aproximaram de Pedro os que ali estavam e disseram-lhe: Também tu és, certamente, um deles, pois até
26.73
Mc 14.70
Lc 22.59Jo 18.26
a tua fala o revela. 74Então, começou a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem. Imediatamente, cantou o galo. 75Pedro lembrou-se das palavras que Jesus proferira:
26.75
Mt 26.34
Antes de cantar o galo, três vezes me negarás; e, saindo dali, chorou amargamente.

27

Jesus entregue a Pilatos

271

27.1
Mc 15.1
Lc 22.66
Jo 18.28
Pela manhã, todos os principais sacerdotes e os anciãos do povo entraram em conselho contra Jesus, para o entregarem à morte; 2e, tendo-o maniatado, levaram-no e
27.2
vd.
entregaram ao
27.2
Lc 3.1
13.1
23.12
At 3.13
4.27
1Tm 6.13
governador Pilatos.

O suicídio de Judas

3Então,

27.3
vd.
Judas, que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorso, tornou a levar as
27.3
Mt 26.15
trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos 4e disse: Pequei, traindo sangue inocente. Mas eles responderam: Que nos importa?
27.4
Mt 27.24
Isso é lá contigo. 5Judas, depois de arremessar as moedas de prata
27.5
Lc 1.9,21Mt 26.61
no santuário,
27.5
cp.
retirou-se e foi enforcar-se. 6Os principais sacerdotes, tomando as moedas, disseram: Não é lícito deitá-las no tesouro sagrado, porque é preço de sangue. 7Depois de deliberarem em conselho, compraram com elas o Campo do Oleiro, a fim de servir de cemitério para os forasteiros. 8
27.8
cp.
Por isso, aquele campo tem sido chamado até o dia de hoje Campo de Sangue. 9Assim, se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: E tomaram
27.9
Zc 11.12-13
as trinta moedas de prata, preço daquele que foi avaliado, a quem alguns dos filhos de Israel apreçaram; 10e deram-nas pelo Campo do Oleiro, assim como me ordenou o Senhor.

Jesus perante Pilatos

11

27.11
Mt 27.11-14
Mc 15.2-5
Lc 23.2-3
Jo 18.29-38
Jesus estava em pé perante o governador; e este assim o interrogou: És tu
27.11
vd.
o Rei dos Judeus? Respondeu-lhe Jesus:
27.11
vd.
Tu o dizes. 12Mas, enquanto os principais sacerdotes e os anciãos o acusavam,
27.12
Mt 26.63
Jo 19.9
ele nada disse. 13Então lhe perguntou Pilatos: Não ouves quantas acusações te fazem? 14Jesus
27.14
Mt 27.12
Mc 15.5
Jo 19.9Lc 23.9
não respondeu sequer uma palavra, de modo que Pilatos muito se maravilhou. 15
27.15
Mt 27.15-26
Mc 15.6-15
Lc 23.17-25Jo 18.39—19.16
Por ocasião da festa, costumava o governador dar liberdade a um preso, à vontade do povo. 16Naquela ocasião, tinham eles um preso famoso, chamado Barrabás. 17Estando, pois, o povo reunido, perguntou-lhe Pilatos: Qual dos dois quereis que eu vos solte, Barrabás ou Jesus,
27.17
vd.
chamado Cristo? 18Pois sabia que, por inveja, lho tinham entregado. 19
27.19
Jo 19.13
At 12.21
18.12,1625.6,10,17
Estava Pilatos sentado no tribunal, quando sua esposa mandou dizer-lhe: Não te envolvas na questão deste
27.19
Mt 27.24
justo; porque hoje,
27.19
cp.
em sonhos, muito padeci por causa dele. 20Os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão
27.20
At 3.14
que escolhesse a Barrabás e fizesse morrer a Jesus. 21O governador perguntou: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam eles: Barrabás. 22Replicou-lhes Pilatos: Que hei de fazer, então, de Jesus, a quem chamam Cristo? Bradaram todos: Seja crucificado! 23Pilatos continuou: Pois que mal fez ele? Mas eles clamavam cada vez mais: Seja crucificado! 24Vendo Pilatos que nada conseguia e que, ao contrário,
27.24
Mt 26.5
o tumulto aumentava, mandando vir água,
27.24
Dt 21.6-8
lavou as mãos diante da multidão e declarou: Sou inocente
27.24
Mt 27.19
deste sangue;
27.24
Mt 27.4
isso é lá convosco! 25Todo o povo disse:
27.25
cp.
O sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos! 26Então, Pilatos soltou a Barrabás; e, mandando
27.26
Mc 15.15
Jo 19.1Lc 23.16
açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.

Jesus entregue aos soldados

27

27.27
Mt 27.27-31
Mc 15.16-20
Depois, os soldados do governador, conduzindo Jesus
27.27
Jo 18.28,33
19.9Mt 26.3
ao Pretório, reuniram em torno dele toda a
27.27
vd.
coorte.A décima parte duma legião, ou 600 soldados. 28Despindo-o,
27.28
Mc 15.17
Jo 19.2
vestiram-lhe um manto carmesim. 29Em seguida, tecendo uma coroa de espinhos, puseram-lha na cabeça e uma cana na mão direita; e, ajoelhando-se diante dele, escarneciam-no, dizendo:
27.29
Mc 15.18
Jo 19.1
Salve, rei dos judeus! 30E,
27.30
Mt 26.67
Mc 10.34
14.65
15.19
cuspindo nele, tomaram a cana e davam-lhe com ela na cabeça. 31
27.31
Mc 15.20
Depois de o terem escarnecido, tiraram-lhe o manto, vestiram-lhe as vestes e levaram-no para ser crucificado.

Simão leva a cruz de Jesus

32

27.32
Mt 27.32
Mc 15.21
Lc 23.26Jo 19.17
Ao saírem, encontraram um homem
27.32
At 2.10
6.9
11.20
13.1
cireneu, chamado Simão, a quem obrigaram a levar a cruz de Jesus.

A crucificação

33

27.33
Mt 27.33-44
Mc 15.22-32
Lc 23.33-43
Jo 19.17-24
Chegados a um lugar chamado
27.33
Jo 19.17Lc 23.33
Gólgota, que quer dizer Lugar da Caveira, 34deram-lhe
27.34
cp.
a beber vinho com fel; e ele, tendo-o provado, não o quis beber. 35Depois de o crucificarem, repartiram entre si as vestes dele, deitando sortesAlguns manuscritos inserem: para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica deitaram sortes.; 36e, sentados,
27.36
Mt 27.54
ali o guardavam. 37Puseram-lhe sobre a cabeça a sua acusação escrita:
27.37
cp.
ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS. 38Então, foram crucificados com ele dois salteadores, um à sua direita e outro à sua esquerda. 39Os que iam passando blasfemavam dele,
27.39
Mc 15.29
Jó 16.4
Sl 22.7
109.25
Lm 2.15
meneando a cabeça 40e dizendo:
27.40
Mt 26.61
Ó tu que destróis o santuário e em três dias o reedificas, salva-te a ti mesmo;
27.40
Mt 27.42
se és Filho de Deus, desce da cruz. 41Do mesmo modo, os principais sacerdotes, com os escribas e anciãos, escarnecendo, diziam: 42
27.42
Mc 15.31
Lc 23.35
Ele salvou aos outros, a si mesmo não se pode salvar;
27.42
Jo 1.49
12.13Mt 27.37
Lc 23.37
rei de Israel é ele! Desça agora da cruz, e creremos nele. 43
27.43
Sl 22.8
Confia em Deus; Deus que o livre agora, se lhe quer bem; pois disse: Sou Filho de Deus. 44Também
27.44
cp.
os salteadores que foram crucificados com ele dirigiram-lhe os mesmos impropérios.

A morte de Jesus

45

27.45
Mt 27.45-56
Mc 15.33-41
Lc 23.44-49
Desde a hora sexta até a hora nona, houve trevas sobre toda a terra. 46Cerca da hora nona, deu Jesus um alto brado: Eli, Eli, lamá sabactâni? Que quer dizer:
27.46
Sl 22.1
Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? 47Alguns daqueles que estavam presentes, ouvindo isso, disseram: Ele chama por Elias. 48
27.48
Mc 15.36
Lc 23.36
Jo 19.29
No mesmo instante, um deles correu, tomou uma esponja, ensopou-a em vinagre e, pondo-a numa cana, deu-lhe de beber. 49Mas os outros disseram: Deixa, vejamos se Elias vem salvá-lo. 50De novo,
27.50
Mc 15.37
Lc 23.46Jo 19.30
dando Jesus um alto brado, expirou. 51
27.51
Mt 27.51-56
Mc 15.38-41Lc 23.47-49
O
27.51
Mc 15.38
Lc 23.45Êx 26.31Hb 9.3
véu do santuário rasgou-se em duas partes de alto a baixo,
27.51
Mt 27.54
tremeu a terra, fenderam-se as rochas, 52abriram-se os túmulos e muitos corpos de santos,
27.52
vd.
já falecidos, foram ressuscitados; 53e, saindo dos túmulos depois da ressurreição de Jesus, entraram
27.53
vd.
na Cidade Santa e apareceram a muitos. 54
27.54
Mc 15.39
Lc 23.47
O centurião e os que com ele
27.54
Mt 27.36
guardavam a Jesus, vendo o
27.54
Mt 27.51
terremoto e o que se passara, tiveram muito medo e disseram: Verdadeiramente, este era
27.54
vd.
Filho de Deus. 55
27.55
Mc 15.40Lc 23.49
Jo 19.25
Estavam ali muitas mulheres, observando de longe, as quais desde a Galileia tinham seguido a Jesus
27.55
Lc 8.2-3Mc 15.41
para o servir; 56entre elas se achavam
27.56
Mt 28.1
Mc 15.40,47
16.9
Lc 8.2
Jo 19.25
20.1,18
Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José,
27.56
Mt 20.20
e a mulher de Zebedeu.

O enterro de Jesus

57À

27.57
Mt 27.57-61
Mc 15.42-47
Lc 23.50-56
Jo 19.38-42
tarde, veio um homem rico de Arimateia, chamado José, que era também discípulo de Jesus; 58ele foi a Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que lho entregassem. 59José levou o corpo, envolveu-o em pano limpo de linho 60e depositou-o no seu túmulo novo, que fizera abrir na rocha; e, pondo uma
27.60
Mc 16.4
Mt 27.66
Mt 28.2
grande pedra à entrada do túmulo, retirou-se. 61Achavam-se ali Maria Madalena e a outra Maria, sentadas em frente do sepulcro.

O sepulcro guardado

62No outro dia, que era o seguinte a

27.62
Mc 15.42
Lc 23.54
Jo 19.14,31,42
Parasceve, reunidos os principais sacerdotes e os fariseus, dirigiram-se a Pilatos 63e disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, ainda em vida, afirmou:
27.63
vd.
Depois de três dias, ressuscitarei. 64Ordena, pois, que se faça seguro o sepulcro até o terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o furtem e, depois, digam ao povo que ele ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro. 65Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma
27.65
Mt 27.66
Mt 28.11
guarda; ide segurá-lo, como entendeis. 66Partiram eles e tornaram seguro o sepulcro,
27.66
Dn 6.17
selando a
27.66
Mc 16.4
Mt 27.60
Mt 28.2
pedra e deixando ali a guarda.