Tradução Brasileira (2010) (TB)
18

O maior no reino dos céus

181

18.1
Mt 18.1-5
Mc 9.33-37
Lc 9.46-48
Naquela hora, chegaram-se os discípulos a Jesus e perguntaram: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? 2Jesus, chamando para junto de si um menino, pô-lo no meio deles 3e disse: Em verdade vos digo que, se
18.3
Mt 19.14
Mc 10.15
Lc 18.171Co 14.20
1Pe 2.2
não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. 4Quem, pois, se tornar humilde como este menino, esse será o maior no reino dos céus. 5Aquele que receber um menino, tal como este, em meu nome a mim é que recebe; 6mas
18.6
Mc 9.42
Lc 17.21Co 8.12
quem puser
18.6
vd.
uma pedra de tropeço no caminho de um destes pequeninos que creem em mim, melhor seria que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho e que fosse lançado no fundo do mar.

Os tropeços. A parábola da ovelha perdida

7Ai do mundo por causa dos tropeços! Porque

18.7
Lc 17.1
1Co 11.19
1Tm 4.1
é necessário que apareçam tropeços; mas ai do homem por quem vem o tropeço! 8
18.8
Mt 5.30
Mc 9.43Mt 17.27
Se a tua mão ou o teu pé te serve de pedra de tropeço, corta-o e lança-o de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. 9
18.9
Mt 5.29
Mc 9.47Mt 17.27
Se o teu olho te serve de pedra de tropeço, arranca-o e lança-o de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado na
18.9
vd.
Geena de fogo. 10Vede, não desprezeis um destes pequeninos; porque vos digo que
18.10
cp.
os seus anjos nos céus veem incessantemente a face de meu Pai celestialAlguns manuscritos inserem o v. 11: Porque o Filho do homem veio salvar o que havia perecido.. 11[Porque o Filho do homem veio salvar o que havia perecido.] 12Que vos parece?
18.12
Mt 18.12-14Lc 15.4-7
Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixa as noventa e nove e vai aos montes procurar a que se extraviou? 13Se acontecer achá-la, em verdade vos digo que se regozija mais por causa desta do que pelas noventa e nove que não se extraviaram. 14Assim, não é da vontade de vosso Pai, que está nos céus, que pereça um destes pequeninos.

Como se deve tratar a um irmão que peca

15

18.15
Lc 17.3Gl 6.1
2Ts 3.15
Tg 5.19
Lv 19.17
Se teu irmão pecar, vai repreendê-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhado terás teu irmão; 16mas, se não te ouvir, leva ainda contigo uma ou duas pessoas, para
18.16
Dt 19.15
Jo 8.17
2Co 13.1
1Tm 5.19
Hb 10.28
que, por boca de duas ou três testemunhas, toda questão fique decidida. 17Se ele recusar ouvi-los,
18.17
cp.
dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja,
18.17
cp.
considera-o como gentio e publicano. 18Em verdade vos digo:
18.18
Mt 16.19
Jo 20.23
Tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu; e tudo o que desligardes sobre a terra será desligado no céu. 19Ainda vos digo mais que, se dois de vós sobre a terra concordarem em pedir alguma coisa,
18.19
vd.
ser-lhes-á feita por meu Pai, que está nos céus. 20Pois, onde dois ou três estão congregados em meu nome, ali estou eu no meio deles.

Quantas vezes se deve perdoar a um irmão. A parábola do credor incompassivo

21Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor,

18.21
Mt 18.15
quantas vezes pecará meu irmão contra mim, que lhe hei de perdoar? Será até
18.21
Lc 17.4
sete vezes? 22Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até
18.22
cp.
setenta vezes sete. 23Por isso, o
18.23
vd.
reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu
18.23
Mt 25.19
ajustar contas com os seus servos. 24Tendo começado a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentosUm talento valia 1:890 $ moeda brasileira.. 25
18.25
Lc 7.42
Não tendo, porém, o servo com que pagar, ordenou o seu senhor
18.25
cp.
que fossem vendidos — ele, sua mulher, seus filhos e tudo quanto possuía, e que se pagasse a dívida. 26O servo, pois, prostrando-se,
18.26
vd.
o reverenciava, dizendo: Tem paciência comigo, que te pagarei tudo. 27O senhor teve compaixão daquele servo, deixou-o ir e perdoou-lhe a dívida. 28Tendo saído, porém, aquele servo, encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários; e, segurando-o, o sufocava, dizendo-lhe: Paga o que me deves. 29Este, caindo-lhe aos pés, implorava: Tem paciência comigo, que te pagarei. 30Ele, porém, não o atendeu; mas foi-se embora e mandou conservá-lo preso, até que pagasse a dívida. 31Vendo, pois, os seus companheiros o que se tinha passado, ficaram muitíssimo tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido. 32Então, o seu senhor, chamando-o, disse-lhe: Servo malvado, eu te perdoei toda aquela dívida, porque me pediste; 33não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive de ti? 34Irou-se o seu senhor e o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. 35
18.35
vd.
Assim também meu Pai celestial vos fará, se cada um de vós, do íntimo do coração, não perdoar a seu irmão.