Tradução Brasileira (2010) (TB)
16

Os fariseus e saduceus pedem um sinal do céu

161

16.1
Mt 16.1-12
Mc 8.11-21
Chegaram os
16.1
Mt 16.6,11-12Mt 3.7
fariseus e saduceus e, para experimentar a Jesus,
16.1
vd.
pediram que lhes mostrasse um sinal do céu. 2Mas ele respondeu:
16.2
cp.
À tarde dizeis: Teremos bom tempo, porque o céu está avermelhado; 3e pela manhã: Hoje teremos tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos? 4
16.4
Mt 12.39
Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o de Jonas. Deixando-os, retirou-se.

O fermento dos fariseus e dos saduceus

5Quando os discípulos passaram para o outro lado, esqueceram-se de levar pão. 6Disse-lhes Jesus: Olhai e

16.6
Mt 16.11
Mc 8.15
Lc 12.1
guardai-vos do fermento dos
16.6
Mt 16.1,11-12Mt 3.7
fariseus e dos saduceus. 7Eles, porém, discorriam entre si, dizendo: É porque não trouxemos pão. 8Jesus, percebendo-o, prosseguiu: Por que estais discorrendo entre vós, por não terdes pão,
16.8
Mt 6.30
8.26
14.31
homens de pouca fé? 9Não compreendeis ainda, nem vos lembrais
16.9
Mt 14.17-21
dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos
16.9
vd.
cestos levantastes? 10Nem dos
16.10
Mt 15.34-38
sete pães para quatro mil e de quantas
16.10
vd.
alcofas levantastes? 11Como não compreendeis que não vos falei a respeito de pão? Mas eu vos disse: Guardai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus. 12Então, entenderam que lhes não dissera que se guardassem do fermento dos pães, mas sim da doutrina dos fariseus e dos saduceus.

A confissão de Pedro

13

16.13
Mt 16.13-16
Mc 8.27-29
Lc 9.18-20
Indo Jesus para as bandas de
16.13
Mc 8.27
Cesareia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o
16.13
vd.
filho do homem? 14Responderam: Uns dizem:
16.14
vd.
João Batista; outros:
16.14
Mc 6.15
Lc 9.8Mt 17.10
Jo 1.21
Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas. 15Mas vós, continuou ele, quem dizeis que sou eu? 16Respondeu Simão Pedro: Tu és
16.16
Mt 16.20
Jo 11.27Mt 1.16
o Cristo,
16.16
vd.
o Filho do
16.16
Sl 42.2
Mt 26.63
At 14.15
Rm 9.26
2Co 3.3
6.16
1Ts 1.9
1Tm 3.15
4.10
Hb 3.12
9.14
10.31
12.22
Ap 7.2
Deus vivo. 17Disse-lhe Jesus: Bem-aventurado és,
16.17
Jo 1.42
21.15-17
Simão Bar-Jonas, porque não
16.17
1Co 15.50
Gl 1.16
Ef 6.12
Hb 2.14
foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. 18Também eu te digo que tu és
16.18
vd.
Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; e as portas do
16.18
vd.
Hades não prevalecerão contra ela. 19Dar-te-ei as
16.19
cp.
chaves do reino dos céus:
16.19
Mt 18.18Jo 20.23
o que ligares sobre a terra, será ligado nos céus e o que desligares sobre a terra será desligado nos céus. 20
16.20
Mc 8.30
Lc 9.21Mt 8.4
Então, ordenou a seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era
16.20
Mt 16.16
Jo 11.27Mt 1.16
o Cristo.

Jesus prediz a sua morte, ressurreição e vinda

21

16.21
Mt 16.21-28
Mc 8.31—9.1
Lc 9.22-27
Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário ir a Jerusalém
16.21
Mt 17.9,12,2220.1827.63
Mc 9.12,31
Lc 17.25
18.32
24.7Mt 12.40
Jo 2.19
e padecer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. 22Pedro, chamando-o à parte, começou a admoestá-lo, dizendo: Deus tal não permita, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. 23Mas ele, voltando-se, disse a Pedro: Sai de diante de mim,
16.23
vd.
Satanás; tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não cuidas das coisas de Deus, mas sim das dos homens. 24Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo,
16.24
vd.
tome a sua cruz e siga-me. 25
16.25
vd.
Pois o que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e o que perder a sua vida por minha causa achá-la-á. 26Que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? Ou que dará o homem em troca da sua vida? 27Pois o
16.27
vd.
Filho do Homem
16.27
Mt 10.23
24.3,27,37,39
26.64
Mc 8.3813.26
Lc 21.27
At 1.11
1Co 15.23
1Ts 1.10
4.16
2Ts 1.7,10
2.1,8
Tg 5.72Pe 1.16
3.4,12
1Jo 2.28
Ap 1.7Jo 21.22
há de vir na glória de seu Pai com os seus anjos
16.27
Sl 62.12
Pv 24.12
Rm 2.6
14.12
2Co 5.10
Ef 6.8
Cl 3.25
Ap 2.23
20.12
22.121Co 3.13
e, então, retribuirá a cada um segundo as suas obras. 28Em verdade vos digo que alguns dos que estão aqui de modo algum morrerão até que vejam o
16.28
vd.
Filho do Homem vir no seu reino.

17

A transfiguração

171

17.1
Mt 17.1-8
Mc 9.2-8
Lc 9.28-36
Seis dias depois, tomou Jesus consigo a
17.1
Mt 26.37
Mc 5.37Mt 13.3
Pedro e aos irmãos, Tiago e João, e levou-os a sós a um alto monte. 2Foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. 3Eis que lhes apareceram Moisés e Elias falando com ele. 4Pedro
17.4
vd.
disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres,
17.4
cp.
farei aqui três tabernáculos: um para ti, outro para Moisés e outro para Elias. 5Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e da nuvem saiu
17.5
2Pe 1.17
uma voz, dizendo:
17.5
vd.
Este é o meu Filho dileto, em quem me agrado; ouvi-o. 6Os discípulos, ouvindo-a, caíram de bruços e ficaram com muito medo. 7Aproximando-se Jesus, tocou-os e disse: Levantai-vos e
17.7
vd.
não temais. 8Eles, erguendo os olhos, a ninguém viram mais, senão só a Jesus.

A vinda de Elias

9

17.9
Mt 17.9-13
Mc 9.9-13
Enquanto desciam do monte, ordenou-lhes Jesus:
17.9
vd.
A ninguém conteis esta visão, até que
17.9
Mt 17.12,22Mt 8.20
o Filho do Homem
17.9
vd.
ressuscite dentre os mortos. 10Perguntaram-lhe os discípulos: Por que dizem, então, os escribas que
17.10
vd.
Elias deve vir primeiro? 11Respondeu ele: Na verdade, Elias há de vir e restaurará todas as coisas; 12declaro-vos, porém, que Elias já veio, e não o conheceram; antes, fizeram-lhe tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer às suas mãos. 13Então. os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista.

A cura de um epilético

14

17.14
Mt 17.14-19
Mc 9.14-28
Mt 5.14-18
Lc 9.37-42
Quando chegaram à multidão, procurou a Jesus um homem que, ajoelhando-se diante dele, disse: 15Senhor, compadece-te de meu filho! Porque é
17.15
Mt 4.24
epilético e vai mal; pois muitas vezes cai no fogo e, muitas outras, na água. 16Eu o trouxe a teus discípulos, e eles não puderam curá-lo. 17Jesus exclamou: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino. 18Jesus ameaçou o demônio, o qual saiu do menino; e, desde aquela hora, ficou o menino curado.

O poder da fé

19Então se chegaram os discípulos a Jesus em particular e perguntaram: Por que não pudemos nós expulsá-lo? 20Respondeu-lhes: Por causa da vossa pouca fé. Pois em verdade vos digo que,

17.20
Mt 21.21Mc 11.23Lc 17.6
se tiverdes fé como
17.20
Mt 13.31
Lc 17.6
um grão de mostarda, direis a
17.20
Mt 17.91Co 13.2
este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará.
17.20
cp.
Nada vos será impossívelAlguns manuscritos inserem o v. 21: Mas esta casta de demônios não se expele senão à força de oração e de jejum.. 21[Mas esta casta de demônios não se expele senão à força de oração e de jejum.]

De novo prediz Jesus a sua morte e ressurreição

22

17.22
Mt 17.22-23
Mc 9.30-32
Lc 9.44-45
Enquanto eles se reuniam na Galileia, disse-lhes Jesus: O Filho do homem há de ser entregue às mãos dos homens. 23
17.23
Mt 17.9
16.21
Tirar-lhe-ão a vida, e ele, ao terceiro dia, ressuscitará. Os discípulos entristeceram-se em extremo.

Jesus paga o tributo

24Tendo chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam

17.24
Êx 30.13
38.26
as duas dracmasUma dracma valia 315 réis, moeda brasileira. e perguntaram: Não paga vosso Mestre as duas dracmas? 25Respondeu ele: Paga. Ao entrar Pedro em casa, antes que falasse, perguntou-lhe Jesus: Que te parece, Simão? De quem recebem os reis da terra
17.25
Mt 22.17,19
tributo ou
17.25
Rm 13.7
imposto? De seus filhos ou dos estranhos? 26Respondendo ele: Dos estranhos, concluiu Jesus: Logo, são isentos os filhos. 27Mas, para que
17.27
Mt 5.29-30
18.6,8,9
Mc 9.42-43,45,47
Lc 17.2
Jo 6.61
1Co 8.13
os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que subir, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáterMoeda que valia 4 dracmas.. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti.

18

O maior no reino dos céus

181

18.1
Mt 18.1-5
Mc 9.33-37
Lc 9.46-48
Naquela hora, chegaram-se os discípulos a Jesus e perguntaram: Quem é, porventura, o maior no reino dos céus? 2Jesus, chamando para junto de si um menino, pô-lo no meio deles 3e disse: Em verdade vos digo que, se
18.3
Mt 19.14
Mc 10.15
Lc 18.171Co 14.20
1Pe 2.2
não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. 4Quem, pois, se tornar humilde como este menino, esse será o maior no reino dos céus. 5Aquele que receber um menino, tal como este, em meu nome a mim é que recebe; 6mas
18.6
Mc 9.42
Lc 17.21Co 8.12
quem puser
18.6
vd.
uma pedra de tropeço no caminho de um destes pequeninos que creem em mim, melhor seria que se lhe pendurasse ao pescoço uma grande pedra de moinho e que fosse lançado no fundo do mar.

Os tropeços. A parábola da ovelha perdida

7Ai do mundo por causa dos tropeços! Porque

18.7
Lc 17.1
1Co 11.19
1Tm 4.1
é necessário que apareçam tropeços; mas ai do homem por quem vem o tropeço! 8
18.8
Mt 5.30
Mc 9.43Mt 17.27
Se a tua mão ou o teu pé te serve de pedra de tropeço, corta-o e lança-o de ti; melhor é entrares na vida manco ou aleijado do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno. 9
18.9
Mt 5.29
Mc 9.47Mt 17.27
Se o teu olho te serve de pedra de tropeço, arranca-o e lança-o de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado na
18.9
vd.
Geena de fogo. 10Vede, não desprezeis um destes pequeninos; porque vos digo que
18.10
cp.
os seus anjos nos céus veem incessantemente a face de meu Pai celestialAlguns manuscritos inserem o v. 11: Porque o Filho do homem veio salvar o que havia perecido.. 11[Porque o Filho do homem veio salvar o que havia perecido.] 12Que vos parece?
18.12
Mt 18.12-14Lc 15.4-7
Se um homem tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixa as noventa e nove e vai aos montes procurar a que se extraviou? 13Se acontecer achá-la, em verdade vos digo que se regozija mais por causa desta do que pelas noventa e nove que não se extraviaram. 14Assim, não é da vontade de vosso Pai, que está nos céus, que pereça um destes pequeninos.

Como se deve tratar a um irmão que peca

15

18.15
Lc 17.3Gl 6.1
2Ts 3.15
Tg 5.19
Lv 19.17
Se teu irmão pecar, vai repreendê-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhado terás teu irmão; 16mas, se não te ouvir, leva ainda contigo uma ou duas pessoas, para
18.16
Dt 19.15
Jo 8.17
2Co 13.1
1Tm 5.19
Hb 10.28
que, por boca de duas ou três testemunhas, toda questão fique decidida. 17Se ele recusar ouvi-los,
18.17
cp.
dize-o à igreja; e, se também recusar ouvir a igreja,
18.17
cp.
considera-o como gentio e publicano. 18Em verdade vos digo:
18.18
Mt 16.19
Jo 20.23
Tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu; e tudo o que desligardes sobre a terra será desligado no céu. 19Ainda vos digo mais que, se dois de vós sobre a terra concordarem em pedir alguma coisa,
18.19
vd.
ser-lhes-á feita por meu Pai, que está nos céus. 20Pois, onde dois ou três estão congregados em meu nome, ali estou eu no meio deles.

Quantas vezes se deve perdoar a um irmão. A parábola do credor incompassivo

21Então, Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor,

18.21
Mt 18.15
quantas vezes pecará meu irmão contra mim, que lhe hei de perdoar? Será até
18.21
Lc 17.4
sete vezes? 22Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até
18.22
cp.
setenta vezes sete. 23Por isso, o
18.23
vd.
reino dos céus é semelhante a um rei que resolveu
18.23
Mt 25.19
ajustar contas com os seus servos. 24Tendo começado a ajustá-las, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentosUm talento valia 1:890 $ moeda brasileira.. 25
18.25
Lc 7.42
Não tendo, porém, o servo com que pagar, ordenou o seu senhor
18.25
cp.
que fossem vendidos — ele, sua mulher, seus filhos e tudo quanto possuía, e que se pagasse a dívida. 26O servo, pois, prostrando-se,
18.26
vd.
o reverenciava, dizendo: Tem paciência comigo, que te pagarei tudo. 27O senhor teve compaixão daquele servo, deixou-o ir e perdoou-lhe a dívida. 28Tendo saído, porém, aquele servo, encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários; e, segurando-o, o sufocava, dizendo-lhe: Paga o que me deves. 29Este, caindo-lhe aos pés, implorava: Tem paciência comigo, que te pagarei. 30Ele, porém, não o atendeu; mas foi-se embora e mandou conservá-lo preso, até que pagasse a dívida. 31Vendo, pois, os seus companheiros o que se tinha passado, ficaram muitíssimo tristes e foram contar ao seu senhor tudo o que havia acontecido. 32Então, o seu senhor, chamando-o, disse-lhe: Servo malvado, eu te perdoei toda aquela dívida, porque me pediste; 33não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive de ti? 34Irou-se o seu senhor e o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. 35
18.35
vd.
Assim também meu Pai celestial vos fará, se cada um de vós, do íntimo do coração, não perdoar a seu irmão.