Tradução Brasileira (2010) (TB)
15

Jesus e a tradição dos anciãos. O que contamina o homem

151

15.1
Mt 15.1-20
Mc 7.1-23
Então, vieram
15.1
Mc 3.22
7.1Jo 1.19
At 25.7
de Jerusalém a Jesus alguns fariseus e escribas e perguntaram-lhe: 2Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois
15.2
cp.
não lavam as mãos quando comem pão. 3Respondeu-lhes: E vós, por que transgredis o mandamento de Deus por causa da vossa tradição? 4Pois Deus disse:
15.4
Êx 20.12
Dt 5.16
Honra a teu pai e a tua mãe; e também:
15.4
Êx 21.17
Lv 20.9
Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe, seja morto; mas vós ensinais: 5Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que eu te poderia dar já ofereci a Deus 6o tal não precisará mais honrar a seu pai, nem a sua mãe. Assim, invalidais a palavra de Deus por causa da vossa tradição. 7Hipócritas, bem profetizou de vós Isaías:

8

15.8
Is 29.13
Este povo honra-me com os lábios,

mas o seu coração está longe de mim;

9Adoram-me, porém, em vão,

15.9
Cl 2.22
ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

10Chamando a si a multidão, disse-lhe: Ouvi e entendei: 11
15.11
cp.
Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, é isso o que o contamina. 12Então, os discípulos, aproximando-se de Jesus, perguntaram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo o que disseste, ficaram escandalizados? 13Mas ele respondeu:
15.13
cp.
Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada pela raiz. 14Deixai-os;
15.14
Mt 23.16,24
são cegos, guias de cegos.
15.14
Lc 6.39
Se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco. 15Disse-lhe Pedro:
15.15
cp.
Explica-nos a parábola. 16Respondeu Jesus: Também vós não entendeis ainda? 17Não sabeis que tudo o que entra pela boca desce ao ventre e é lançado em lugar escuso? 18Mas
15.18
Mc 7.20Mt 12.34
tudo o que sai da boca vem do coração, e isso contamina o homem. 19
15.19
cp.
Pois do coração procedem maus pensamentos, homicídios, adultérios, fornicações, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. 20Estas coisas são as que contaminam o homem; porém o comer sem lavar as mãos não o contamina.

A mulher cananeia

21

15.21
Mt 15.21-28
Mc 7.24-30
Tendo saído Jesus dali, retirou-se para os lados de
15.21
vd.
Tiro e de Sidom. 22Uma mulher cananeia, que tinha vindo daquelas regiões, clamava: Senhor,
15.22
vd.
filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente
15.22
cp.
endemoninhada. 23Todavia, ele não lhe respondeu palavra. Chegando seus discípulos, rogaram-lhe: Despede-a, porque vem clamando atrás de nós. 24Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão
15.24
Mt 10.6
às ovelhas perdidas da casa de Israel. 25Contudo, ela, aproximando-se,
15.25
vd.
o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me! 26Ele respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. 27Ela, porém, replicou: Assim é, Senhor; mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos. 28Então lhe disse Jesus: Ó mulher,
15.28
cp.
grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E desde aquela hora sua filha ficou sã.

Jesus volta para a Galileia e cura muitos enfermos

29

15.29
Mt 15.29-31Mc 7.31-37
Partiu Jesus daquele lugar e voltou ao
15.29
vd.
mar da Galileia; e, tendo subido ao monte, ali se assentou. 30Veio a ele uma grande multidão, trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos e outros muitos, e puseram-lhos aos pés;
15.30
vd.
ele os curou, 31de modo que a multidão se maravilhou, ao ver mudos falar, aleijados ficar sãos, coxos andar, cegos ver; e
15.31
vd.
glorificaram ao Deus de Israel.

A segunda multiplicação dos pães

32

15.32
Mt 15.32-39
Mc 8.1-10Mt 14.13-21
Chamando Jesus a seus discípulos, disse:
15.32
vd.
Tenho compaixão deste povo, porque há três dias que estão sempre comigo e nada têm o que comer. Não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam no caminho. 33Disseram-lhe os discípulos: Onde encontraremos neste deserto tantos pães para fartar tão grande multidão? 34Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? Responderam: Sete e alguns peixinhos. 35Tendo mandado ao povo que se assentasse no chão, 36tomou os sete pães e os peixes, e,
15.36
cp.
dando graças, partiu-os, e entregou aos discípulos, e os discípulos entregaram-nos ao povo. 37Todos comeram e se fartaram; e do que sobejou levantaram sete
15.37
Mt 16.10
Mc 8.8,20At 9.25
alcofas cheias de pedaços. 38Ora, os que comeram foram quatro mil homens, além de mulheres e crianças. 39Despedido o povo, Jesus entrou
15.39
cp.
na barca e foi para os confins de
15.39
cp.
Magadã.

16

Os fariseus e saduceus pedem um sinal do céu

161

16.1
Mt 16.1-12
Mc 8.11-21
Chegaram os
16.1
Mt 16.6,11-12Mt 3.7
fariseus e saduceus e, para experimentar a Jesus,
16.1
vd.
pediram que lhes mostrasse um sinal do céu. 2Mas ele respondeu:
16.2
cp.
À tarde dizeis: Teremos bom tempo, porque o céu está avermelhado; 3e pela manhã: Hoje teremos tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos? 4
16.4
Mt 12.39
Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o de Jonas. Deixando-os, retirou-se.

O fermento dos fariseus e dos saduceus

5Quando os discípulos passaram para o outro lado, esqueceram-se de levar pão. 6Disse-lhes Jesus: Olhai e

16.6
Mt 16.11
Mc 8.15
Lc 12.1
guardai-vos do fermento dos
16.6
Mt 16.1,11-12Mt 3.7
fariseus e dos saduceus. 7Eles, porém, discorriam entre si, dizendo: É porque não trouxemos pão. 8Jesus, percebendo-o, prosseguiu: Por que estais discorrendo entre vós, por não terdes pão,
16.8
Mt 6.30
8.26
14.31
homens de pouca fé? 9Não compreendeis ainda, nem vos lembrais
16.9
Mt 14.17-21
dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos
16.9
vd.
cestos levantastes? 10Nem dos
16.10
Mt 15.34-38
sete pães para quatro mil e de quantas
16.10
vd.
alcofas levantastes? 11Como não compreendeis que não vos falei a respeito de pão? Mas eu vos disse: Guardai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus. 12Então, entenderam que lhes não dissera que se guardassem do fermento dos pães, mas sim da doutrina dos fariseus e dos saduceus.

A confissão de Pedro

13

16.13
Mt 16.13-16
Mc 8.27-29
Lc 9.18-20
Indo Jesus para as bandas de
16.13
Mc 8.27
Cesareia de Filipe, perguntou a seus discípulos: Quem diz o povo ser o
16.13
vd.
filho do homem? 14Responderam: Uns dizem:
16.14
vd.
João Batista; outros:
16.14
Mc 6.15
Lc 9.8Mt 17.10
Jo 1.21
Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas. 15Mas vós, continuou ele, quem dizeis que sou eu? 16Respondeu Simão Pedro: Tu és
16.16
Mt 16.20
Jo 11.27Mt 1.16
o Cristo,
16.16
vd.
o Filho do
16.16
Sl 42.2
Mt 26.63
At 14.15
Rm 9.26
2Co 3.3
6.16
1Ts 1.9
1Tm 3.15
4.10
Hb 3.12
9.14
10.31
12.22
Ap 7.2
Deus vivo. 17Disse-lhe Jesus: Bem-aventurado és,
16.17
Jo 1.42
21.15-17
Simão Bar-Jonas, porque não
16.17
1Co 15.50
Gl 1.16
Ef 6.12
Hb 2.14
foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. 18Também eu te digo que tu és
16.18
vd.
Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; e as portas do
16.18
vd.
Hades não prevalecerão contra ela. 19Dar-te-ei as
16.19
cp.
chaves do reino dos céus:
16.19
Mt 18.18Jo 20.23
o que ligares sobre a terra, será ligado nos céus e o que desligares sobre a terra será desligado nos céus. 20
16.20
Mc 8.30
Lc 9.21Mt 8.4
Então, ordenou a seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era
16.20
Mt 16.16
Jo 11.27Mt 1.16
o Cristo.

Jesus prediz a sua morte, ressurreição e vinda

21

16.21
Mt 16.21-28
Mc 8.31—9.1
Lc 9.22-27
Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar a seus discípulos que lhe era necessário ir a Jerusalém
16.21
Mt 17.9,12,2220.1827.63
Mc 9.12,31
Lc 17.25
18.32
24.7Mt 12.40
Jo 2.19
e padecer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. 22Pedro, chamando-o à parte, começou a admoestá-lo, dizendo: Deus tal não permita, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. 23Mas ele, voltando-se, disse a Pedro: Sai de diante de mim,
16.23
vd.
Satanás; tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não cuidas das coisas de Deus, mas sim das dos homens. 24Então, disse Jesus a seus discípulos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo,
16.24
vd.
tome a sua cruz e siga-me. 25
16.25
vd.
Pois o que quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e o que perder a sua vida por minha causa achá-la-á. 26Que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? Ou que dará o homem em troca da sua vida? 27Pois o
16.27
vd.
Filho do Homem
16.27
Mt 10.23
24.3,27,37,39
26.64
Mc 8.3813.26
Lc 21.27
At 1.11
1Co 15.23
1Ts 1.10
4.16
2Ts 1.7,10
2.1,8
Tg 5.72Pe 1.16
3.4,12
1Jo 2.28
Ap 1.7Jo 21.22
há de vir na glória de seu Pai com os seus anjos
16.27
Sl 62.12
Pv 24.12
Rm 2.6
14.12
2Co 5.10
Ef 6.8
Cl 3.25
Ap 2.23
20.12
22.121Co 3.13
e, então, retribuirá a cada um segundo as suas obras. 28Em verdade vos digo que alguns dos que estão aqui de modo algum morrerão até que vejam o
16.28
vd.
Filho do Homem vir no seu reino.

17

A transfiguração

171

17.1
Mt 17.1-8
Mc 9.2-8
Lc 9.28-36
Seis dias depois, tomou Jesus consigo a
17.1
Mt 26.37
Mc 5.37Mt 13.3
Pedro e aos irmãos, Tiago e João, e levou-os a sós a um alto monte. 2Foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz. 3Eis que lhes apareceram Moisés e Elias falando com ele. 4Pedro
17.4
vd.
disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres,
17.4
cp.
farei aqui três tabernáculos: um para ti, outro para Moisés e outro para Elias. 5Falava ele ainda, quando uma nuvem luminosa os envolveu; e da nuvem saiu
17.5
2Pe 1.17
uma voz, dizendo:
17.5
vd.
Este é o meu Filho dileto, em quem me agrado; ouvi-o. 6Os discípulos, ouvindo-a, caíram de bruços e ficaram com muito medo. 7Aproximando-se Jesus, tocou-os e disse: Levantai-vos e
17.7
vd.
não temais. 8Eles, erguendo os olhos, a ninguém viram mais, senão só a Jesus.

A vinda de Elias

9

17.9
Mt 17.9-13
Mc 9.9-13
Enquanto desciam do monte, ordenou-lhes Jesus:
17.9
vd.
A ninguém conteis esta visão, até que
17.9
Mt 17.12,22Mt 8.20
o Filho do Homem
17.9
vd.
ressuscite dentre os mortos. 10Perguntaram-lhe os discípulos: Por que dizem, então, os escribas que
17.10
vd.
Elias deve vir primeiro? 11Respondeu ele: Na verdade, Elias há de vir e restaurará todas as coisas; 12declaro-vos, porém, que Elias já veio, e não o conheceram; antes, fizeram-lhe tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer às suas mãos. 13Então. os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista.

A cura de um epilético

14

17.14
Mt 17.14-19
Mc 9.14-28
Mt 5.14-18
Lc 9.37-42
Quando chegaram à multidão, procurou a Jesus um homem que, ajoelhando-se diante dele, disse: 15Senhor, compadece-te de meu filho! Porque é
17.15
Mt 4.24
epilético e vai mal; pois muitas vezes cai no fogo e, muitas outras, na água. 16Eu o trouxe a teus discípulos, e eles não puderam curá-lo. 17Jesus exclamou: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui o menino. 18Jesus ameaçou o demônio, o qual saiu do menino; e, desde aquela hora, ficou o menino curado.

O poder da fé

19Então se chegaram os discípulos a Jesus em particular e perguntaram: Por que não pudemos nós expulsá-lo? 20Respondeu-lhes: Por causa da vossa pouca fé. Pois em verdade vos digo que,

17.20
Mt 21.21Mc 11.23Lc 17.6
se tiverdes fé como
17.20
Mt 13.31
Lc 17.6
um grão de mostarda, direis a
17.20
Mt 17.91Co 13.2
este monte: Passa daqui para acolá, e ele passará.
17.20
cp.
Nada vos será impossívelAlguns manuscritos inserem o v. 21: Mas esta casta de demônios não se expele senão à força de oração e de jejum.. 21[Mas esta casta de demônios não se expele senão à força de oração e de jejum.]

De novo prediz Jesus a sua morte e ressurreição

22

17.22
Mt 17.22-23
Mc 9.30-32
Lc 9.44-45
Enquanto eles se reuniam na Galileia, disse-lhes Jesus: O Filho do homem há de ser entregue às mãos dos homens. 23
17.23
Mt 17.9
16.21
Tirar-lhe-ão a vida, e ele, ao terceiro dia, ressuscitará. Os discípulos entristeceram-se em extremo.

Jesus paga o tributo

24Tendo chegado a Cafarnaum, dirigiram-se a Pedro os que cobravam

17.24
Êx 30.13
38.26
as duas dracmasUma dracma valia 315 réis, moeda brasileira. e perguntaram: Não paga vosso Mestre as duas dracmas? 25Respondeu ele: Paga. Ao entrar Pedro em casa, antes que falasse, perguntou-lhe Jesus: Que te parece, Simão? De quem recebem os reis da terra
17.25
Mt 22.17,19
tributo ou
17.25
Rm 13.7
imposto? De seus filhos ou dos estranhos? 26Respondendo ele: Dos estranhos, concluiu Jesus: Logo, são isentos os filhos. 27Mas, para que
17.27
Mt 5.29-30
18.6,8,9
Mc 9.42-43,45,47
Lc 17.2
Jo 6.61
1Co 8.13
os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, e o primeiro peixe que subir, tira-o; e, abrindo-lhe a boca, acharás um estáterMoeda que valia 4 dracmas.. Toma-o e entrega-lhes por mim e por ti.