Tradução Brasileira (2010) (TB)
13

Uma série de parábolas. A parábola do semeador

131Naquele dia, saindo Jesus de

13.1
Mt 13.36
9.28Mc 3.19
casa, sentou-se
13.1
Mt 13.1-15
Mc 4.1-12
Lc 8.4-10
junto ao mar; 2chegaram-se a ele grandes multidões, de modo que
13.2
cp.
entrou numa barca e se assentou; e todo o povo ficou em pé na praia. 3Muitas coisas lhes falou
13.3
cp.
em parábolas, dizendo: O semeador saiu a semear. 4Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram-na. 5Outra parte caiu nos lugares pedregosos, onde não havia muita terra; logo nasceu, porque a terra não era profunda; 6e, tendo saído o sol, queimou-se; e porque não tinha raiz, secou-se. 7Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. 8Outra caiu na boa terra e dava fruto, havendo grãos que rendiam
13.8
Mt 13.23
Gn 26.12
cem, outros, sessenta, outros, trinta por um. 9
13.9
vd.
Quem tem ouvidos, ouça.

Porque usou de parábolas. A explicação da parábola do semeador

10Chegando-se a ele os discípulos, perguntaram: Por que lhes falas em parábolas? 11Respondeu-lhes:

13.11
Mt 19.11
20.23Jo 6.65
1Co 2.10
Cl 1.27
1Jo 2.20,27
Porque a vós vos é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é isso dado. 12
13.12
Mt 25.29
Mc 4.25
Lc 8.18
19.26
Pois ao que tem dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem até aquilo que tem, ser-lhe-á tirado. 13Por isso, lhes falo em parábolas, porque,
13.13
Jr 5.21
Ez 12.2Is 42.19-20
Dt 29.4
vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem. 14Neles se está cumprindo a profecia de Isaías, que diz:

13.14
Is 6.9-10
Mc 4.12
Lc 8.10
Jo 12.40
At 28.26-27Rm 10.16
11.8
Certamente, ouvireis e de nenhum modo entendereis;

certamente, vereis e de nenhum modo percebereis.

15Pois o coração deste povo se fez pesado,

e os seus ouvidos se fizeram tardos,

e eles fecharam os olhos;

para não suceder que, vendo com os olhos

e ouvindo com os ouvidos,

entendam no coração e se convertam,

e eu os sare.

16Mas
13.16
Mt 13.16-17
Lc 10.23-24
ditosos são os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. 17Pois em verdade vos digo que
13.17
cp.
muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis, e não no ouviram. 18
13.18
Mt 13.18-23
Mc 4.13-20
Lc 8.11-15
Ouvi, pois, vós a parábola do semeador. 19Quando alguém ouve
13.19
cp.
a palavra do reino e não a entende, vem
13.19
vd.
o Maligno e tira o que tem sido semeado no seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20O que foi semeado nos lugares pedregosos, é quem ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21mas não tem em si raiz; antes, é de pouca duração; e, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo
13.21
vd.
se escandaliza. 22O que foi semeado entre os espinhos é quem ouve a palavra, mas os cuidados do
13.22
Mc 4.19
Rm 12.2
1Co 1.20
2.6,8
3.18
2Co 4.4
Gl 1.4
Ef 2.2Mt 12.32
13.39
mundo e
13.22
cp.
a sedução das riquezas abafam a palavra, e ela fica infrutífera. 23O que foi semeado na boa terra é quem ouve a palavra e a entende, e verdadeiramente dá fruto, produzindo
13.23
Mt 13.8
a cento, a sessenta e a trinta por um.

A parábola do joio

24Jesus lhes propôs outra parábola:

13.24
Mt 13.31,33,45,47
18.23
20.1
22.2
25.1
Mc 4.30
Lc 13.18,20
O reino dos céus é semelhante a um
13.24
cp.
homem que semeou boa semente no seu campo. 25Mas, enquanto os homens dormiam, veio um inimigo dele, semeou joio no meio do trigo e retirou-se. 26Porém, quando a erva cresceu e deu fruto, então apareceu também o joio. 27Chegando os servos do dono do campo, disseram-lhe: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Pois donde vem o joio? 28Respondeu-lhes: Homem inimigo é quem fez isso. Os servos continuaram: Queres, então, que vamos arrancá-lo? 29Não, respondeu ele, para que não suceda que, tirando o joio, arranqueis juntamente com ele também o trigo. 30Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e no tempo da ceifa direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar, mas
13.30
Mt 3.12
recolhei o trigo no meu celeiro.

A parábola do grão de mostarda

31Mais outra parábola lhes propôs,

13.31
Mt 13.31-32
Mc 4.30-32
Lc 13.18-19
dizendo: O
13.31
vd.
reino dos céus é semelhante a
13.31
Mt 17.20
Lc 17.6
um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; 32o qual grão é, na verdade, a menor de todas as sementes, mas, depois de crescido, é a maior das hortaliças e faz-se árvore, de tal modo que
13.32
cp.
as aves do céu vêm pousar nos seus ramos.

A parábola do fermento

33Ainda outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em

13.33
Gn 18.6Jz 6.19
1Sm 1.24
três medidasSaton, medida de 13 litros. de farinha, até ficar toda ela levedada.

Por que falou em parábolas

34Todas essas coisas falou Jesus ao povo em parábolas e nada lhes falava

13.34
Mc 4.34Jo 10.6
16.25
sem parábolas; 35para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta:

13.35
Sl 78.2
Abrirei em parábolas a minha boca

e publicarei coisas escondidas desde a criação.

A explicação da parábola do joio

36Então, tendo deixado as turbas, entrou Jesus em

13.36
Mt 13.1
casa. Chegando-se a ele seus discípulos, disseram:
13.36
cp.
Explica-nos a parábola do joio do campo. 37Ele respondeu: O que semeia a boa semente é
13.37
vd.
o Filho do Homem; 38o campo é o mundo; a boa semente são
13.38
cp.
os filhos do reino; o joio são
13.38
Jo 8.44
At 13.10
1Jo 3.10
os filhos do
13.38
vd.
Maligno; 39o inimigo que o semeou é o Diabo; a ceifa é
13.39
Mt 13.40,49
24.3
28.20
1Co 10.11
Hb 9.26Mt 12.32
13.22
o fim do mundo, e os ceifeiros são anjos. 40Pois, assim como o joio é ajuntado e queimado
13.40
Mt 13.39,49
24.3
28.20
1Co 10.11
Hb 9.26Mt 12.32
13.22
no fogo, assim será no fim do mundo. 41
13.41
vd.
O Filho do Homem
13.41
Mt 24.31
enviará os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino tudo o que serve de pedra de tropeço e os que praticam a iniquidade 42e
13.42
Mt 13.50
lançá-los-ão na fornalha de fogo;
13.42
vd.
ali, haverá o choro e o ranger de dentes. 43Então, os justos brilharão como o sol no reino de seu Pai.
13.43
vd.
Quem tem ouvidos, ouça.

A parábola do tesouro escondido

44

13.44
vd.
O reino dos céus é semelhante a um tesouro que, oculto no campo, foi achado e escondido por um homem, o qual, movido de gozo,
13.44
Mt 13.46
foi vender tudo o que possuía e comprou aquele campo.

A parábola da pérola

45O reino dos céus é também semelhante a um negociante que buscava boas pérolas; 46e, tendo achado uma de grande valor, foi vender tudo o que possuía e a comprou.

A parábola da rede

47Finalmente,

13.47
Mt 13.44
o reino dos céus é semelhante a uma rede que foi lançada no mar e apanhou peixes de toda espécie. 48Depois de cheia, os pescadores puxaram-na para a praia; e, sentados, puseram os bons em cestos, mas deitaram fora os ruins. 49Assim será
13.49
vd.
no fim do mundo: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, 50e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá o choro e o ranger de dentes.

Coisas novas e velhas

51Entendestes vós todas essas coisas? Responderam-lhe: Entendemos. 52Então, acrescentou: Por isso, todo escriba instruído no reino dos céus é semelhante a um pai de família que do seu tesouro tira coisas novas e velhas.

53Tendo

13.53
vd.
Jesus concluído essas parábolas, partiu dali.

Jesus prega na sinagoga de Nazaré. É rejeitado pelos seus

54

13.54
Mt 13.54-58
Mc 6.1-6
Chegando à sua terra,
13.54
vd.
ensinava o povo na sinagoga, de modo que muitos
13.54
vd.
se admiravam e diziam: Donde lhe vêm esta sabedoria e estes milagres? 55Não é este o filho do carpinteiro?
13.55
vd.
Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56Não vivem entre nós todas
13.56
Mc 6.3
as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isso? 57Ele lhes servia
13.57
vd.
de pedra de tropeço. Mas disse-lhes Jesus:
13.57
Mc 6.4
Lc 4.24
Jo 4.44
Um profeta não deixa de receber honra, senão na sua terra e na sua casa. 58Não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade do povo.

14

A morte de João Batista

141

14.1
Mt 14.1-12
Mc 6.14-29
Mt 5.1-2
Lc 9.7-9
Naquele tempo, o tetrarca
14.1
vd.
Herodes soube da fama de Jesus 2e disse aos seus familiares:
14.2
Mt 16.14
Mc 6.14
Lc 9.7
Este é João Batista; ele ressuscitou dos mortos, e por isso nele operam virtudes sobrenaturais. 3Pois Herodes havia mandado prender a João, atá-lo e pô-lo
14.3
vd.
no cárcere, por causa de
14.3
Mc 6.17,19,22
Lc 3.19
Herodias, mulher de seu irmão Filipe; 4porque João lhe havia dito:
14.4
Lv 18.16
20.21
Não te é lícito tê-la por esposa. 5Herodes, embora quisesse matá-lo, temia ao povo, porque este o tinha como
14.5
vd.
profeta. 6Chegado, porém, o dia natalício de Herodes, a filha de Herodias dançou diante de todos e agradou a Herodes, 7pelo que este prometeu, sob juramento, dar-lhe o que ela pedisse. 8Ela, instigada por sua mãe, disse: Dá-me, num prato, a cabeça de João Batista. 9O rei, embora entristecido, contudo, por causa dos seus juramentos e também dos convivas, mandou dar-lha 10e ordenou que degolassem a João no cárcere. 11Foi trazida a sua cabeça num prato, e dada à moça; e ela a levou à sua mãe. 12Vieram os discípulos de João, levaram o corpo e sepultaram-no; e foram dar a notícia a Jesus.

A primeira multiplicação dos pães

13

14.13
Mt 14.13-21
Mc 6.32-44
Lc 9.10-17
Jo 6.1-13Mt 15.32-38
Jesus, ouvindo isso, retirou-se dali numa barca para um lugar deserto, à parte; quando as multidões o souberam, seguiram-no das cidades por terra. 14Ele, ao desembarcar,
14.14
vd.
viu uma grande multidão, compadeceu-se dela e
14.14
vd.
curou os seus enfermos. 15À tarde, aproximaram-se dele os discípulos, dizendo: Este lugar é deserto, e a hora é já passada; despede, pois, as multidões, para que, indo às aldeias, comprem alguma coisa para comer. 16Mas Jesus lhes disse: Não precisam ir; dai-lhes vós de comer. 17Replicaram-lhe: Não temos aqui senão
14.17
Mt 16.9
cinco pães e dois peixes. 18Disse-lhes ele: Trazei-mos cá. 19Tendo mandado à multidão que se assentasse sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu,
14.19
1Sm 9.13
Mt 15.36
26.26
Mc 6.41
8.7
14.22
Lc 24.30
At 27.35Rm 14.6
deu graças e, partindo os pães, entregou-os aos discípulos, e os discípulos entregaram-nos à multidão. 20Todos comeram e se fartaram; e do que sobejou levantaram
14.20
Mt 16.9
Mc 6.43
8.19
Lc 9.17
Jo 6.13
doze cestos cheios de pedaços. 21Ora, os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.

Jesus anda sobre o mar

22

14.22
Mt 14.22-33
Mc 6.45-51
Jo 6.15-21
Em seguida, obrigou os discípulos a embarcar e passar primeiro do que ele para o outro lado, enquanto ele despedia o povo. 23Depois de despedi-lo,
14.23
Mc 6.46
Lc 6.12
9.28Jo 6.15
subiu só ao monte para orar. À tardinha, achava-se ali só. 24Entretanto, a barca já estava a muitos estádios da terra, açoitada pelas ondas; porque o vento era contrário. 25À
14.25
cp.
quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar. 26Os discípulos, vendo-o andar sobre o mar, perturbaram-se e exclamaram: É um
14.26
cp.
fantasma! E, de medo, gritaram. 27Mas Jesus imediatamente lhes falou:
14.27
vd.
Tende ânimo, sou eu;
14.27
Mt 17.7
28.10
Mc 6.50
Lc 5.10
12.32
Jo 6.20
Ap 1.17Mt 28.5
Lc 1.13,30
2.10
não temais. 28Disse Pedro: Se és tu, Senhor, ordena que eu vá por cima das águas até onde estás. 29Ele disse: Vem! E Pedro, saindo da barca, andou sobre as águas e foi para Jesus. 30Quando, porém, sentiu o vento, teve medo e, começando a submergir-se, gritou: Salva-me, Senhor! 31No mesmo instante, Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Por que duvidaste,
14.31
Mt 6.30
8.26
16.8
homem de pouca fé? 32Entrando ambos na barca, cessou o vento. 33Os que estavam na barca, adoraram-no, dizendo: Verdadeiramente és
14.33
vd.
Filho de Deus.

Jesus em Genesaré

34

14.34
Mt 14.34-36
Mc 6.53-56Jo 6.24-25
Tendo passado para o outro lado, desembarcaram em
14.34
Mc 6.53
Lc 5.1
Genesaré. 35Os homens daquele lugar, conhecendo-o, enviaram mensageiros a toda a circunvizinhança e trouxeram-lhe todos os que se achavam doentes; 36e lhe rogavam que os deixasse tocar somente na
14.36
vd.
fímbria da sua capa. Os que nela
14.36
cp.
tocaram ficaram sãos.

15

Jesus e a tradição dos anciãos. O que contamina o homem

151

15.1
Mt 15.1-20
Mc 7.1-23
Então, vieram
15.1
Mc 3.22
7.1Jo 1.19
At 25.7
de Jerusalém a Jesus alguns fariseus e escribas e perguntaram-lhe: 2Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois
15.2
cp.
não lavam as mãos quando comem pão. 3Respondeu-lhes: E vós, por que transgredis o mandamento de Deus por causa da vossa tradição? 4Pois Deus disse:
15.4
Êx 20.12
Dt 5.16
Honra a teu pai e a tua mãe; e também:
15.4
Êx 21.17
Lv 20.9
Quem maldisser a seu pai ou a sua mãe, seja morto; mas vós ensinais: 5Se alguém disser a seu pai ou a sua mãe: Aquilo que eu te poderia dar já ofereci a Deus 6o tal não precisará mais honrar a seu pai, nem a sua mãe. Assim, invalidais a palavra de Deus por causa da vossa tradição. 7Hipócritas, bem profetizou de vós Isaías:

8

15.8
Is 29.13
Este povo honra-me com os lábios,

mas o seu coração está longe de mim;

9Adoram-me, porém, em vão,

15.9
Cl 2.22
ensinando doutrinas que são preceitos de homens.

10Chamando a si a multidão, disse-lhe: Ouvi e entendei: 11
15.11
cp.
Não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, é isso o que o contamina. 12Então, os discípulos, aproximando-se de Jesus, perguntaram-lhe: Sabes que os fariseus, ouvindo o que disseste, ficaram escandalizados? 13Mas ele respondeu:
15.13
cp.
Toda planta que meu Pai celestial não plantou será arrancada pela raiz. 14Deixai-os;
15.14
Mt 23.16,24
são cegos, guias de cegos.
15.14
Lc 6.39
Se um cego guiar outro cego, cairão ambos no barranco. 15Disse-lhe Pedro:
15.15
cp.
Explica-nos a parábola. 16Respondeu Jesus: Também vós não entendeis ainda? 17Não sabeis que tudo o que entra pela boca desce ao ventre e é lançado em lugar escuso? 18Mas
15.18
Mc 7.20Mt 12.34
tudo o que sai da boca vem do coração, e isso contamina o homem. 19
15.19
cp.
Pois do coração procedem maus pensamentos, homicídios, adultérios, fornicações, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. 20Estas coisas são as que contaminam o homem; porém o comer sem lavar as mãos não o contamina.

A mulher cananeia

21

15.21
Mt 15.21-28
Mc 7.24-30
Tendo saído Jesus dali, retirou-se para os lados de
15.21
vd.
Tiro e de Sidom. 22Uma mulher cananeia, que tinha vindo daquelas regiões, clamava: Senhor,
15.22
vd.
filho de Davi, tem compaixão de mim! Minha filha está horrivelmente
15.22
cp.
endemoninhada. 23Todavia, ele não lhe respondeu palavra. Chegando seus discípulos, rogaram-lhe: Despede-a, porque vem clamando atrás de nós. 24Mas Jesus respondeu: Não fui enviado senão
15.24
Mt 10.6
às ovelhas perdidas da casa de Israel. 25Contudo, ela, aproximando-se,
15.25
vd.
o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me! 26Ele respondeu: Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. 27Ela, porém, replicou: Assim é, Senhor; mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos. 28Então lhe disse Jesus: Ó mulher,
15.28
cp.
grande é a tua fé! Faça-se contigo como queres. E desde aquela hora sua filha ficou sã.

Jesus volta para a Galileia e cura muitos enfermos

29

15.29
Mt 15.29-31Mc 7.31-37
Partiu Jesus daquele lugar e voltou ao
15.29
vd.
mar da Galileia; e, tendo subido ao monte, ali se assentou. 30Veio a ele uma grande multidão, trazendo consigo coxos, aleijados, cegos, mudos e outros muitos, e puseram-lhos aos pés;
15.30
vd.
ele os curou, 31de modo que a multidão se maravilhou, ao ver mudos falar, aleijados ficar sãos, coxos andar, cegos ver; e
15.31
vd.
glorificaram ao Deus de Israel.

A segunda multiplicação dos pães

32

15.32
Mt 15.32-39
Mc 8.1-10Mt 14.13-21
Chamando Jesus a seus discípulos, disse:
15.32
vd.
Tenho compaixão deste povo, porque há três dias que estão sempre comigo e nada têm o que comer. Não quero despedi-los em jejum, para que não desfaleçam no caminho. 33Disseram-lhe os discípulos: Onde encontraremos neste deserto tantos pães para fartar tão grande multidão? 34Perguntou-lhes Jesus: Quantos pães tendes? Responderam: Sete e alguns peixinhos. 35Tendo mandado ao povo que se assentasse no chão, 36tomou os sete pães e os peixes, e,
15.36
cp.
dando graças, partiu-os, e entregou aos discípulos, e os discípulos entregaram-nos ao povo. 37Todos comeram e se fartaram; e do que sobejou levantaram sete
15.37
Mt 16.10
Mc 8.8,20At 9.25
alcofas cheias de pedaços. 38Ora, os que comeram foram quatro mil homens, além de mulheres e crianças. 39Despedido o povo, Jesus entrou
15.39
cp.
na barca e foi para os confins de
15.39
cp.
Magadã.