Tradução Brasileira (2010) (TB)
14

A morte de João Batista

141

14.1
Mt 14.1-12
Mc 6.14-29
Mt 5.1-2
Lc 9.7-9
Naquele tempo, o tetrarca
14.1
vd.
Herodes soube da fama de Jesus 2e disse aos seus familiares:
14.2
Mt 16.14
Mc 6.14
Lc 9.7
Este é João Batista; ele ressuscitou dos mortos, e por isso nele operam virtudes sobrenaturais. 3Pois Herodes havia mandado prender a João, atá-lo e pô-lo
14.3
vd.
no cárcere, por causa de
14.3
Mc 6.17,19,22
Lc 3.19
Herodias, mulher de seu irmão Filipe; 4porque João lhe havia dito:
14.4
Lv 18.16
20.21
Não te é lícito tê-la por esposa. 5Herodes, embora quisesse matá-lo, temia ao povo, porque este o tinha como
14.5
vd.
profeta. 6Chegado, porém, o dia natalício de Herodes, a filha de Herodias dançou diante de todos e agradou a Herodes, 7pelo que este prometeu, sob juramento, dar-lhe o que ela pedisse. 8Ela, instigada por sua mãe, disse: Dá-me, num prato, a cabeça de João Batista. 9O rei, embora entristecido, contudo, por causa dos seus juramentos e também dos convivas, mandou dar-lha 10e ordenou que degolassem a João no cárcere. 11Foi trazida a sua cabeça num prato, e dada à moça; e ela a levou à sua mãe. 12Vieram os discípulos de João, levaram o corpo e sepultaram-no; e foram dar a notícia a Jesus.

A primeira multiplicação dos pães

13

14.13
Mt 14.13-21
Mc 6.32-44
Lc 9.10-17
Jo 6.1-13Mt 15.32-38
Jesus, ouvindo isso, retirou-se dali numa barca para um lugar deserto, à parte; quando as multidões o souberam, seguiram-no das cidades por terra. 14Ele, ao desembarcar,
14.14
vd.
viu uma grande multidão, compadeceu-se dela e
14.14
vd.
curou os seus enfermos. 15À tarde, aproximaram-se dele os discípulos, dizendo: Este lugar é deserto, e a hora é já passada; despede, pois, as multidões, para que, indo às aldeias, comprem alguma coisa para comer. 16Mas Jesus lhes disse: Não precisam ir; dai-lhes vós de comer. 17Replicaram-lhe: Não temos aqui senão
14.17
Mt 16.9
cinco pães e dois peixes. 18Disse-lhes ele: Trazei-mos cá. 19Tendo mandado à multidão que se assentasse sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu,
14.19
1Sm 9.13
Mt 15.36
26.26
Mc 6.41
8.7
14.22
Lc 24.30
At 27.35Rm 14.6
deu graças e, partindo os pães, entregou-os aos discípulos, e os discípulos entregaram-nos à multidão. 20Todos comeram e se fartaram; e do que sobejou levantaram
14.20
Mt 16.9
Mc 6.43
8.19
Lc 9.17
Jo 6.13
doze cestos cheios de pedaços. 21Ora, os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.

Jesus anda sobre o mar

22

14.22
Mt 14.22-33
Mc 6.45-51
Jo 6.15-21
Em seguida, obrigou os discípulos a embarcar e passar primeiro do que ele para o outro lado, enquanto ele despedia o povo. 23Depois de despedi-lo,
14.23
Mc 6.46
Lc 6.12
9.28Jo 6.15
subiu só ao monte para orar. À tardinha, achava-se ali só. 24Entretanto, a barca já estava a muitos estádios da terra, açoitada pelas ondas; porque o vento era contrário. 25À
14.25
cp.
quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar. 26Os discípulos, vendo-o andar sobre o mar, perturbaram-se e exclamaram: É um
14.26
cp.
fantasma! E, de medo, gritaram. 27Mas Jesus imediatamente lhes falou:
14.27
vd.
Tende ânimo, sou eu;
14.27
Mt 17.7
28.10
Mc 6.50
Lc 5.10
12.32
Jo 6.20
Ap 1.17Mt 28.5
Lc 1.13,30
2.10
não temais. 28Disse Pedro: Se és tu, Senhor, ordena que eu vá por cima das águas até onde estás. 29Ele disse: Vem! E Pedro, saindo da barca, andou sobre as águas e foi para Jesus. 30Quando, porém, sentiu o vento, teve medo e, começando a submergir-se, gritou: Salva-me, Senhor! 31No mesmo instante, Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Por que duvidaste,
14.31
Mt 6.30
8.26
16.8
homem de pouca fé? 32Entrando ambos na barca, cessou o vento. 33Os que estavam na barca, adoraram-no, dizendo: Verdadeiramente és
14.33
vd.
Filho de Deus.

Jesus em Genesaré

34

14.34
Mt 14.34-36
Mc 6.53-56Jo 6.24-25
Tendo passado para o outro lado, desembarcaram em
14.34
Mc 6.53
Lc 5.1
Genesaré. 35Os homens daquele lugar, conhecendo-o, enviaram mensageiros a toda a circunvizinhança e trouxeram-lhe todos os que se achavam doentes; 36e lhe rogavam que os deixasse tocar somente na
14.36
vd.
fímbria da sua capa. Os que nela
14.36
cp.
tocaram ficaram sãos.