Tradução Brasileira (2010) (TB)
12

Jesus é senhor do sábado

121

12.1
Mt 12.1-8
Mc 2.23-28
Lc 6.1-5
Naquele tempo, em um sábado, passou Jesus pelas searas; e seus discípulos, tendo fome, começaram a
12.1
Dt 23.25
colher espigas e a comer. 2Os fariseus, vendo isso, disseram-lhe: Teus discípulos estão fazendo o que
12.2
cp.
não é lícito fazer nos sábados. 3Ele, porém, lhes disse:
12.3
1Sm 21.6
Não lestes o que fez Davi, quando ele e seus companheiros tiveram fome? 4Como entrou na Casa de Deus, e como eles comeram os pães da proposição, os quais não lhe era lícito comer, nem aos seus companheiros, mas somente aos sacerdotes? 5
12.5
Nm 28.9-10
Ou não lestes na Lei que aos sábados os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? 6Digo-vos, porém: Aqui está o que é
12.6
Mt 12.41-42
maior que o templo. 7
12.7
Os 6.6
Mas, se vós tivésseis conhecido o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado os inocentes. 8Pois
12.8
vd.
o Filho do Homem é senhor do sábado.

A cura de um homem que tinha seca uma das mãos. Trama contra a vida de Jesus

9

12.9
Mt 12.9-14
Mc 3.1-6
Lc 6.6-11
Tendo Jesus partido daquele lugar, entrou na sinagoga deles. 10Achava-se ali um homem que tinha seca uma das mãos. Para poderem acusar a Jesus, perguntaram-lhe:
12.10
cp.
É lícito curar nos sábados? 11Ele respondeu: Qual de vós, tendo uma ovelha, se ela, ao sábado, cair em uma cova, não lançará mão dela para tirá-la? 12
12.12
cp.
Ora, quanto mais vale um homem que uma ovelha? Logo, é lícito fazer o bem nos sábados. 13Então, disse ao homem: Estende a mão. Ele a estendeu, e a mão ficou sã como a outra. 14Mas os fariseus saíram dali
12.14
Mt 26.4
Mc 14.1
Lc 22.2Jo 7.30,44
8.59
10.31,39
11.53
e tramaram o modo de tirar-lhe a vida.

Jesus retira-se

15Jesus, sabendo isso, retirou-se daquele lugar. Muitos o acompanharam; 16e ele

12.16
vd.
curou a todos,
12.16
vd.
advertindo-lhes que não o dessem a conhecer;

17para se cumprir o que foi dito, pelo profeta Isaías:

18

12.18
Is 42.1
Eis aqui o meu servo que escolhi,

12.18
Mt 3.17
17.5
o meu amado em quem a minha alma se agrada

12.18
Lc 4.18
Jo 3.34
Sobre ele porei o meu Espírito,

e ele anunciará o juízo aos gentios.

19Não contenderá, nem clamará,

nem ouvirá alguém a sua voz nas ruas.

20Não esmagará a cana quebrada,

nem apagará a torcida que fumega,

até que faça triunfar o juízo.

21

12.21
Rm 15.12
Em seu nome, esperarão os gentios.

A cura de um endemoninhado, cego e mudo. A blasfêmia dos fariseus. Jesus defende-se

22

12.22
Mt 12.22,24
Lc 11.14-15Mt 9.32,34
Então lhe trouxeram um
12.22
vd.
endemoninhado, cego e mudo; e ele o curou, de modo que o mudo falava e via. 23Toda a multidão, admirada, dizia: É este, porventura,
12.23
vd.
o filho de Davi? 24Mas os fariseus, ouvindo isso, disseram: Este não expele os demônios senão
12.24
vd.
por
12.24
vd.
Belzebu, chefe dos demônios. 25
12.25
Mt 12.25-29
Mc 3.23-27
Lc 11.17-22
Jesus,
12.25
vd.
porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo será desolado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá. 26
12.26
vd.
Se Satanás expele a Satanás, está dividido contra si mesmo; como, então, subsistirá o seu reino? 27Se eu expulso os demônios
12.27
vd.
por
12.27
vd.
Belzebu,
12.27
cp.
por quem os expelem vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. 28Mas, se pelo Espírito de Deus eu expulso os demônios, logo é chegado a vós o reino de Deus. 29Como pode alguém entrar na casa do valente e roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo? E então lhe saqueará a casa. 30
12.30
Lc 11.23Mc 9.40
Lc 9.50
Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha. 31
12.31
Mt 12.31-32Mc 3.28-30
Lc 12.10
Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não lhes será perdoada. 32Ao que disser alguma palavra contra o Filho do Homem, isso lhe será perdoado; porém ao que falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem
12.32
Mc 10.30
Lc 16.8
18.30
20.34-35
Ef 1.21
1Tm 6.17
2Tm 4.10
Tt 2.12
Hb 6.5Mt 13.22,39
neste mundo, nem no vindouro. 33Reconhecei que a árvore é boa, e o seu fruto, bom ou que a árvore é má, e o seu fruto, mau; porque
12.33
vd.
pelo fruto se conhece a árvore. 34
12.34
Mt 3.7
23.33
Raça de víboras, como podeis falar coisas boas, sendo maus?
12.34
Mt 12.34-35Lc 6.45
Mt 15.18
Ef 4.29
Tg 3.2-12
1Sm 24.13
Porque a boca fala o de que está cheio o coração. 35O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau tira más coisas do seu mau tesouro. 36Digo-vos que de toda palavra ociosa que falarem os homens, dela darão conta
12.36
vd.
no dia de juízo; 37porque pelas tuas palavras serás justificado e pelas tuas palavras serás condenado.

Os escribas e fariseus pedem um sinal

38Então, alguns escribas e fariseus disseram: Mestre,

12.38
Mt 16.1
Mc 8.11-12
Lc 11.16
Jo 2.18
6.301Co 1.22
queremos ver algum milagre feito por ti. 39Ele, porém, replicou:
12.39
Mt 12.39-42
Lc 11.29-32Mt 16.4
Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal se lhe dará, senão o do profeta Jonas. 40Pois assim como
12.40
Jn 1.17
Jonas esteve três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim
12.40
vd.
o Filho do Homem estará
12.40
vd.
três dias e três noites no coração da terra. 41Os
12.41
Jn 1.2
ninivitas se levantarão no juízo juntamente com esta geração e a condenarão, porque
12.41
Jn 3.5
se arrependeram com a pregação de Jonas; e aqui está quem é
12.41
Mt 12.6,42
maior do que Jonas. 42A
12.42
1Rs 10.1
2Cr 9.1
rainha do Sul se levantará no juízo juntamente com esta geração e a condenará, porque veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e aqui está quem é
12.42
Mt 12.6,41
maior do que Salomão. 43
12.43
Mt 12.43-45
Lc 11.24-26
Mas, quando o espírito imundo tiver saído de um homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não o acha. 44Então, diz: Voltarei para minha casa donde saí; e, ao chegar, acha-a desocupada, varrida e ornada. 45Depois, vai e leva consigo mais sete espíritos piores do que ele, e ali entram e habitam;
12.45
2Pe 2.20
e o último estado daquele homem fica sendo pior do que o primeiro. Assim também acontecerá a esta geração perversa.

A família de Jesus

46

12.46
Mt 12.46-50
Mc 3.31-35
Lc 8.19-21
Enquanto ele ainda falava à multidão, achavam-se da parte de fora
12.46
Mt 1.18
2.1113.55
Lc 1.43
2.33-34,48,51
Jo 2.1,5,12
19.25At 1.14
sua mãe e
12.46
Mt 13.55
Mc 6.3
Jo 2.12
7.3,5,10
At 1.14
1Co 9.5Gl 1.19
seus irmãos, procurando falar-lhe. 47Alguém lhe disse: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e procuram falar-te. 48Mas ele respondeu ao que lhe falava: Quem é minha mãe e quem são meus irmãos? 49Estendendo a mão para seus discípulos, exclamou: Eis minha mãe e meus irmãos! 50Pois aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe.

13

Uma série de parábolas. A parábola do semeador

131Naquele dia, saindo Jesus de

13.1
Mt 13.36
9.28Mc 3.19
casa, sentou-se
13.1
Mt 13.1-15
Mc 4.1-12
Lc 8.4-10
junto ao mar; 2chegaram-se a ele grandes multidões, de modo que
13.2
cp.
entrou numa barca e se assentou; e todo o povo ficou em pé na praia. 3Muitas coisas lhes falou
13.3
cp.
em parábolas, dizendo: O semeador saiu a semear. 4Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram-na. 5Outra parte caiu nos lugares pedregosos, onde não havia muita terra; logo nasceu, porque a terra não era profunda; 6e, tendo saído o sol, queimou-se; e porque não tinha raiz, secou-se. 7Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. 8Outra caiu na boa terra e dava fruto, havendo grãos que rendiam
13.8
Mt 13.23
Gn 26.12
cem, outros, sessenta, outros, trinta por um. 9
13.9
vd.
Quem tem ouvidos, ouça.

Porque usou de parábolas. A explicação da parábola do semeador

10Chegando-se a ele os discípulos, perguntaram: Por que lhes falas em parábolas? 11Respondeu-lhes:

13.11
Mt 19.11
20.23Jo 6.65
1Co 2.10
Cl 1.27
1Jo 2.20,27
Porque a vós vos é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é isso dado. 12
13.12
Mt 25.29
Mc 4.25
Lc 8.18
19.26
Pois ao que tem dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem até aquilo que tem, ser-lhe-á tirado. 13Por isso, lhes falo em parábolas, porque,
13.13
Jr 5.21
Ez 12.2Is 42.19-20
Dt 29.4
vendo, não veem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem. 14Neles se está cumprindo a profecia de Isaías, que diz:

13.14
Is 6.9-10
Mc 4.12
Lc 8.10
Jo 12.40
At 28.26-27Rm 10.16
11.8
Certamente, ouvireis e de nenhum modo entendereis;

certamente, vereis e de nenhum modo percebereis.

15Pois o coração deste povo se fez pesado,

e os seus ouvidos se fizeram tardos,

e eles fecharam os olhos;

para não suceder que, vendo com os olhos

e ouvindo com os ouvidos,

entendam no coração e se convertam,

e eu os sare.

16Mas
13.16
Mt 13.16-17
Lc 10.23-24
ditosos são os vossos olhos, porque veem; e os vossos ouvidos, porque ouvem. 17Pois em verdade vos digo que
13.17
cp.
muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis, e não no ouviram. 18
13.18
Mt 13.18-23
Mc 4.13-20
Lc 8.11-15
Ouvi, pois, vós a parábola do semeador. 19Quando alguém ouve
13.19
cp.
a palavra do reino e não a entende, vem
13.19
vd.
o Maligno e tira o que tem sido semeado no seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20O que foi semeado nos lugares pedregosos, é quem ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21mas não tem em si raiz; antes, é de pouca duração; e, sobrevindo tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo
13.21
vd.
se escandaliza. 22O que foi semeado entre os espinhos é quem ouve a palavra, mas os cuidados do
13.22
Mc 4.19
Rm 12.2
1Co 1.20
2.6,8
3.18
2Co 4.4
Gl 1.4
Ef 2.2Mt 12.32
13.39
mundo e
13.22
cp.
a sedução das riquezas abafam a palavra, e ela fica infrutífera. 23O que foi semeado na boa terra é quem ouve a palavra e a entende, e verdadeiramente dá fruto, produzindo
13.23
Mt 13.8
a cento, a sessenta e a trinta por um.

A parábola do joio

24Jesus lhes propôs outra parábola:

13.24
Mt 13.31,33,45,47
18.23
20.1
22.2
25.1
Mc 4.30
Lc 13.18,20
O reino dos céus é semelhante a um
13.24
cp.
homem que semeou boa semente no seu campo. 25Mas, enquanto os homens dormiam, veio um inimigo dele, semeou joio no meio do trigo e retirou-se. 26Porém, quando a erva cresceu e deu fruto, então apareceu também o joio. 27Chegando os servos do dono do campo, disseram-lhe: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Pois donde vem o joio? 28Respondeu-lhes: Homem inimigo é quem fez isso. Os servos continuaram: Queres, então, que vamos arrancá-lo? 29Não, respondeu ele, para que não suceda que, tirando o joio, arranqueis juntamente com ele também o trigo. 30Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e no tempo da ceifa direi aos ceifeiros: ajuntai primeiro o joio e atai-o em feixes para o queimar, mas
13.30
Mt 3.12
recolhei o trigo no meu celeiro.

A parábola do grão de mostarda

31Mais outra parábola lhes propôs,

13.31
Mt 13.31-32
Mc 4.30-32
Lc 13.18-19
dizendo: O
13.31
vd.
reino dos céus é semelhante a
13.31
Mt 17.20
Lc 17.6
um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; 32o qual grão é, na verdade, a menor de todas as sementes, mas, depois de crescido, é a maior das hortaliças e faz-se árvore, de tal modo que
13.32
cp.
as aves do céu vêm pousar nos seus ramos.

A parábola do fermento

33Ainda outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu em

13.33
Gn 18.6Jz 6.19
1Sm 1.24
três medidasSaton, medida de 13 litros. de farinha, até ficar toda ela levedada.

Por que falou em parábolas

34Todas essas coisas falou Jesus ao povo em parábolas e nada lhes falava

13.34
Mc 4.34Jo 10.6
16.25
sem parábolas; 35para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta:

13.35
Sl 78.2
Abrirei em parábolas a minha boca

e publicarei coisas escondidas desde a criação.

A explicação da parábola do joio

36Então, tendo deixado as turbas, entrou Jesus em

13.36
Mt 13.1
casa. Chegando-se a ele seus discípulos, disseram:
13.36
cp.
Explica-nos a parábola do joio do campo. 37Ele respondeu: O que semeia a boa semente é
13.37
vd.
o Filho do Homem; 38o campo é o mundo; a boa semente são
13.38
cp.
os filhos do reino; o joio são
13.38
Jo 8.44
At 13.10
1Jo 3.10
os filhos do
13.38
vd.
Maligno; 39o inimigo que o semeou é o Diabo; a ceifa é
13.39
Mt 13.40,49
24.3
28.20
1Co 10.11
Hb 9.26Mt 12.32
13.22
o fim do mundo, e os ceifeiros são anjos. 40Pois, assim como o joio é ajuntado e queimado
13.40
Mt 13.39,49
24.3
28.20
1Co 10.11
Hb 9.26Mt 12.32
13.22
no fogo, assim será no fim do mundo. 41
13.41
vd.
O Filho do Homem
13.41
Mt 24.31
enviará os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino tudo o que serve de pedra de tropeço e os que praticam a iniquidade 42e
13.42
Mt 13.50
lançá-los-ão na fornalha de fogo;
13.42
vd.
ali, haverá o choro e o ranger de dentes. 43Então, os justos brilharão como o sol no reino de seu Pai.
13.43
vd.
Quem tem ouvidos, ouça.

A parábola do tesouro escondido

44

13.44
vd.
O reino dos céus é semelhante a um tesouro que, oculto no campo, foi achado e escondido por um homem, o qual, movido de gozo,
13.44
Mt 13.46
foi vender tudo o que possuía e comprou aquele campo.

A parábola da pérola

45O reino dos céus é também semelhante a um negociante que buscava boas pérolas; 46e, tendo achado uma de grande valor, foi vender tudo o que possuía e a comprou.

A parábola da rede

47Finalmente,

13.47
Mt 13.44
o reino dos céus é semelhante a uma rede que foi lançada no mar e apanhou peixes de toda espécie. 48Depois de cheia, os pescadores puxaram-na para a praia; e, sentados, puseram os bons em cestos, mas deitaram fora os ruins. 49Assim será
13.49
vd.
no fim do mundo: sairão os anjos, e separarão os maus dentre os justos, 50e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá o choro e o ranger de dentes.

Coisas novas e velhas

51Entendestes vós todas essas coisas? Responderam-lhe: Entendemos. 52Então, acrescentou: Por isso, todo escriba instruído no reino dos céus é semelhante a um pai de família que do seu tesouro tira coisas novas e velhas.

53Tendo

13.53
vd.
Jesus concluído essas parábolas, partiu dali.

Jesus prega na sinagoga de Nazaré. É rejeitado pelos seus

54

13.54
Mt 13.54-58
Mc 6.1-6
Chegando à sua terra,
13.54
vd.
ensinava o povo na sinagoga, de modo que muitos
13.54
vd.
se admiravam e diziam: Donde lhe vêm esta sabedoria e estes milagres? 55Não é este o filho do carpinteiro?
13.55
vd.
Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? 56Não vivem entre nós todas
13.56
Mc 6.3
as suas irmãs? Donde lhe vem, pois, tudo isso? 57Ele lhes servia
13.57
vd.
de pedra de tropeço. Mas disse-lhes Jesus:
13.57
Mc 6.4
Lc 4.24
Jo 4.44
Um profeta não deixa de receber honra, senão na sua terra e na sua casa. 58Não fez ali muitos milagres, por causa da incredulidade do povo.

14

A morte de João Batista

141

14.1
Mt 14.1-12
Mc 6.14-29
Mt 5.1-2
Lc 9.7-9
Naquele tempo, o tetrarca
14.1
vd.
Herodes soube da fama de Jesus 2e disse aos seus familiares:
14.2
Mt 16.14
Mc 6.14
Lc 9.7
Este é João Batista; ele ressuscitou dos mortos, e por isso nele operam virtudes sobrenaturais. 3Pois Herodes havia mandado prender a João, atá-lo e pô-lo
14.3
vd.
no cárcere, por causa de
14.3
Mc 6.17,19,22
Lc 3.19
Herodias, mulher de seu irmão Filipe; 4porque João lhe havia dito:
14.4
Lv 18.16
20.21
Não te é lícito tê-la por esposa. 5Herodes, embora quisesse matá-lo, temia ao povo, porque este o tinha como
14.5
vd.
profeta. 6Chegado, porém, o dia natalício de Herodes, a filha de Herodias dançou diante de todos e agradou a Herodes, 7pelo que este prometeu, sob juramento, dar-lhe o que ela pedisse. 8Ela, instigada por sua mãe, disse: Dá-me, num prato, a cabeça de João Batista. 9O rei, embora entristecido, contudo, por causa dos seus juramentos e também dos convivas, mandou dar-lha 10e ordenou que degolassem a João no cárcere. 11Foi trazida a sua cabeça num prato, e dada à moça; e ela a levou à sua mãe. 12Vieram os discípulos de João, levaram o corpo e sepultaram-no; e foram dar a notícia a Jesus.

A primeira multiplicação dos pães

13

14.13
Mt 14.13-21
Mc 6.32-44
Lc 9.10-17
Jo 6.1-13Mt 15.32-38
Jesus, ouvindo isso, retirou-se dali numa barca para um lugar deserto, à parte; quando as multidões o souberam, seguiram-no das cidades por terra. 14Ele, ao desembarcar,
14.14
vd.
viu uma grande multidão, compadeceu-se dela e
14.14
vd.
curou os seus enfermos. 15À tarde, aproximaram-se dele os discípulos, dizendo: Este lugar é deserto, e a hora é já passada; despede, pois, as multidões, para que, indo às aldeias, comprem alguma coisa para comer. 16Mas Jesus lhes disse: Não precisam ir; dai-lhes vós de comer. 17Replicaram-lhe: Não temos aqui senão
14.17
Mt 16.9
cinco pães e dois peixes. 18Disse-lhes ele: Trazei-mos cá. 19Tendo mandado à multidão que se assentasse sobre a relva, tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu,
14.19
1Sm 9.13
Mt 15.36
26.26
Mc 6.41
8.7
14.22
Lc 24.30
At 27.35Rm 14.6
deu graças e, partindo os pães, entregou-os aos discípulos, e os discípulos entregaram-nos à multidão. 20Todos comeram e se fartaram; e do que sobejou levantaram
14.20
Mt 16.9
Mc 6.43
8.19
Lc 9.17
Jo 6.13
doze cestos cheios de pedaços. 21Ora, os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.

Jesus anda sobre o mar

22

14.22
Mt 14.22-33
Mc 6.45-51
Jo 6.15-21
Em seguida, obrigou os discípulos a embarcar e passar primeiro do que ele para o outro lado, enquanto ele despedia o povo. 23Depois de despedi-lo,
14.23
Mc 6.46
Lc 6.12
9.28Jo 6.15
subiu só ao monte para orar. À tardinha, achava-se ali só. 24Entretanto, a barca já estava a muitos estádios da terra, açoitada pelas ondas; porque o vento era contrário. 25À
14.25
cp.
quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando sobre o mar. 26Os discípulos, vendo-o andar sobre o mar, perturbaram-se e exclamaram: É um
14.26
cp.
fantasma! E, de medo, gritaram. 27Mas Jesus imediatamente lhes falou:
14.27
vd.
Tende ânimo, sou eu;
14.27
Mt 17.7
28.10
Mc 6.50
Lc 5.10
12.32
Jo 6.20
Ap 1.17Mt 28.5
Lc 1.13,30
2.10
não temais. 28Disse Pedro: Se és tu, Senhor, ordena que eu vá por cima das águas até onde estás. 29Ele disse: Vem! E Pedro, saindo da barca, andou sobre as águas e foi para Jesus. 30Quando, porém, sentiu o vento, teve medo e, começando a submergir-se, gritou: Salva-me, Senhor! 31No mesmo instante, Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Por que duvidaste,
14.31
Mt 6.30
8.26
16.8
homem de pouca fé? 32Entrando ambos na barca, cessou o vento. 33Os que estavam na barca, adoraram-no, dizendo: Verdadeiramente és
14.33
vd.
Filho de Deus.

Jesus em Genesaré

34

14.34
Mt 14.34-36
Mc 6.53-56Jo 6.24-25
Tendo passado para o outro lado, desembarcaram em
14.34
Mc 6.53
Lc 5.1
Genesaré. 35Os homens daquele lugar, conhecendo-o, enviaram mensageiros a toda a circunvizinhança e trouxeram-lhe todos os que se achavam doentes; 36e lhe rogavam que os deixasse tocar somente na
14.36
vd.
fímbria da sua capa. Os que nela
14.36
cp.
tocaram ficaram sãos.