Tradução Brasileira (2010) (TB)
8

As mulheres que serviram a Jesus

81Logo depois, andava Jesus pelas cidades e aldeias,

8.1
cp.
pregando e anunciando as boas-novas do reino de Deus, e iam com ele os doze 2
8.2
Mt 27.55Lc 23.49
e algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza,
8.3
cp.
procurador de
8.3
Mt 14.1
Herodes; Susana e muitas outras, as quais lhe assistiam com os seus bens.

A parábola do semeador

4

8.4
Lc 8.4-8
Mt 13.2-9
Mc 4.1-9
Afluindo uma grande multidão e vindo ter com ele gente de todas as cidades, disse Jesus em parábola: 5Saiu o semeador para semear a sua semente. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. 6Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou, porque não havia umidade. 7Outra caiu no meio dos espinhos com ela cresceram os espinhos, e sufocaram-na. 8Outra caiu na boa terra e, tendo crescido, deu fruto a cento por um. Dizendo isso, clamou:
8.8
Mt 11.15
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

A explicação da parábola

9

8.9
Lc 8.9-15
Mt 13.10-23
Mc 4.10-20
Seus discípulos perguntaram-lhe o que significava essa parábola. 10Respondeu-lhes Jesus:
8.10
Mt 13.11
A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros se lhes fala em parábolas,
8.10
Mt 13.14
para que, vendo, não vejam; e, ouvindo, não entendam. 11O sentido da parábola é este:
8.11
cp.
A semente é a palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são os que têm ouvido; então, vem o Diabo e tira a palavra dos seus corações, para que não suceda que, crendo, sejam salvos. 13Os que estão sobre a pedra são os que, depois de ouvirem, recebem a palavra com gozo; estes não têm raiz e creem por algum tempo, mas, na hora de provação, voltam atrás. 14A parte que caiu entre os espinhos, estes são os que ouviram e, indo seu caminho, são sufocados pelos cuidados, riquezas e deleites da vida, e o seu fruto não amadurece. 15A que caiu na boa terra, estes são os que, tendo ouvido a palavra com coração reto e bom, a retêm e dão fruto com perseverança.

A parábola da candeia

16

8.16
Mt 5.15
Mc 4.21
Lc 11.33
Ninguém, depois de acender uma candeia, a cobre com um vaso ou a põe debaixo duma cama; pelo contrário, coloca-a sobre um velador, a fim de que os que entram vejam a luz. 17
8.17
Lc 12.2
Mt 10.26
Mc 4.22
Pois não há coisa oculta, que não venha a ser manifesta; nem coisa secreta, que se não haja de saber e vir à luz. 18Vede, pois, como ouvis;
8.18
Mt 13.12Lc 19.26
porque ao que tiver, ser-lhe-á dado; e ao que não tiver, até aquilo que pensa ter ser-lhe-á tirado.

A família de Jesus

19

8.19
Lc 8.19-21
Mt 12.46-50
Mc 3.31-35
Vieram ter com ele sua mãe e seus irmãos e não podiam aproximar-se dele por causa da multidão. 20Foi-lhe dito: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e desejam ver-te. 21Ele, porém, respondeu: Minha mãe e meus irmãos são aqueles
8.21
Lc 11.28
que ouvem a palavra de Deus e a observam.

Jesus acalma uma tempestade

22

8.22
Lc 8.22-25
Mt 8.23-27
Mc 4.36-41
Num daqueles dias, entrou numa barca com seus discípulos e disse-lhes: Atravessemos
8.22
Lc 8.23,33
Lc 5.1
o lago; e partiram. 23Enquanto navegavam, adormeceu. Desceu uma tempestade de vento sobre o lago; a barca começou a encher-se, e eles estavam em perigo. 24Aproximando-se, despertaram-no, dizendo:
8.24
Lc 5.5
Mestre, Mestre, perecemos. Despertado,
8.24
Lc 4.39
repreendeu o vento e a fúria da água; eles cessaram, e houve bonança. 25Então, lhes perguntou: Onde está a vossa fé? Eles, aterrorizados, se maravilharam, dizendo uns aos outros: Quem, porventura, é este que manda aos ventos e à água, e eles lhe obedecem?

A cura do endemoninhado geraseno

26

8.26
Lc 8.26-37
Mt 8.28-34
Mc 5.1-17
Aportaram à terra dos gerasenos, que é fronteira à Galileia. 27Depois de haver ele desembarcado, veio da cidade ao seu encontro um homem possesso de demônios que havia muito tempo não vestia roupa e não habitava em casa alguma, mas nos túmulos. 28Ele, vendo a Jesus, gritou, caiu-lhe aos pés e disse em alta voz:
8.28
Mt 8.29
Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do
8.28
Mc 5.7
Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes. 29Pois Jesus ordenara ao espírito imundo que saísse do homem. Muitas vezes, se apoderara dele; o homem era posto sob guarda e preso com algemas e grilhões, mas ele, partindo as cadeias, era impelido pelo demônio para os desertos. 30Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu ele:
8.30
cp.
Legião, porque eram muitos os demônios que nele haviam entrado. 31Estes lhe suplicaram que não os mandasse ir para
8.31
Rm 10.7
Ap 9.1-2,11
11.7
17.8
20.1,3
o abismo. 32Havia ali uma grande manada de porcos pastando no monte; e pediram-lhe que lhes permitisse passar para eles. 33E foi-lhes permitido. Os demônios, tendo saído do homem, entraram nos porcos; a manada precipitou-se pelo declive
8.33
Lc 8.22-23
Lc 5.1
no lago e afogou-se. 34Quando os pastores viram o que havia acontecido, fugiram e foram contá-lo na cidade e nos campos. 35Então, saiu o povo para ver o que se tinha passado; e foram ter com Jesus,
8.35
cp.
a cujos pés encontraram, sentado, vestido e em perfeito juízo, o homem
8.35
Mt 4.24
do qual tinham saído os demônios; e ficaram com medo. 36Os que o haviam visto contaram-lhes de que modo se realizara a cura do endemoninhado. 37Todo o povo da terra dos gerasenos rogou-lhe que se retirasse deles, pois estavam possuídos de grande medo; Jesus entrou na barca e voltou. 38
8.38
Lc 8.38-39
Mc 5.18-20
Mas o homem de quem tinham saído os demônios, suplicava-lhe que o deixasse acompanhá-lo. Jesus, porém, despediu-o, dizendo: 39Volta para tua casa e conta tudo o que Deus te fez. O homem partiu, publicando por toda a cidade tudo o que lhe fizera Jesus.

O pedido de Jairo

40

8.40
cp.
Quando regressou, foi Jesus bem recebido pelo povo, pois todos o esperavam. 41
8.41
Lc 8.41-56
Mt 9.18-26
Mc 5.22-43
Veio um homem chamado Jairo, que era
8.41
Lc 8.49
Mc 5.22
chefe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, suplicou-lhe que chegasse à sua casa, 42porque tinha uma filha única, de cerca de doze anos, que estava à morte. Enquanto ele ia, a multidão o apertava.

A cura de uma mulher hemorrágica

43Uma mulher que, por doze anos, estava padecendo de uma hemorragia e a quem ninguém podia curar, 44chegando-se por detrás, tocou-lhe a fímbria da capa; e, imediatamente, cessou a sua hemorragia. 45Perguntou Jesus: Quem é o que me tocou? Negando-o todos, disse Pedro:

8.45
Lc 5.5
Mestre, a multidão te aperta e te oprime. 46Mas Jesus disse: Alguém me tocou, porque eu percebi que saíra de mim
8.46
Lc 5.17
uma virtude. 47A mulher, vendo-se percebida, veio, tremendo, prostrar-se diante dele e declarou, na presença de todo o povo, o motivo por que o havia tocado e como fora imediatamente curada. 48Ele lhe disse: Filha,
8.48
Mt 9.22
a tua fé te curou;
8.48
Lc 7.50
Mc 5.34
vai-te em paz.

A ressurreição da filha de Jairo

49Quando ele ainda falava, veio uma pessoa da casa do

8.49
Lc 8.41
chefe da sinagoga, dizendo a este: Tua filha morreu, não incomodes mais o Mestre. 50Ouvindo isso, disse-lhe Jesus:
8.50
Mc 5.36
Não temas; crê somente, e ela será salva. 51Tendo chegado à casa, não permitiu que ninguém entrasse com ele, senão Pedro, João, Tiago e o pai e a mãe da menina. 52Todos choravam
8.52
Lc 23.27
Mt 11.17
e a pranteavam. Mas ele disse: Não choreis; ela não está morta, mas
8.52
Jo 11.13
sim dormindo. 53Riam-se dele, porque sabiam que ela estava morta. 54Porém ele, tomando-a pela mão, disse em voz alta: Menina, levanta-te. 55Voltou o seu espírito, e ela se levantou imediatamente; e ele mandou que lhe dessem a ela de comer. 56Seus pais encheram-se de pasmo; e ele
8.56
Mt 8.4
lhes advertiu que a ninguém contassem o que havia acontecido.

A missão dos doze

91

9.1
Mt 10.5
Mc 6.7
Reunindo Jesus os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curarem doenças; 2enviou-os a
9.2
cp.
pregar o reino de Deus e a fazer curas, 3dizendo-lhes:
9.3
Lc 9.3-5
Mt 10.9-15
Mc 6.8-11Lc 10.4-12
22.35
Nada leveis para o caminho:
9.3
Mt 10.10
Mc 6.8Lc 22.35
nem bordão, nem alforje, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas. 4Em qualquer casa em que entrardes, nela ficai e dali partireis. 5Em qualquer cidade em que vos não receberem, saindo dela,
9.5
At 13.51
Lc 10.11
sacudi o pó de vossos pés em testemunho contra eles. 6Tendo eles partido, percorreram as aldeias,
9.6
Lc 8.1
Mc 6.12
anunciando as boas-novas e fazendo curas em toda parte.

Herodes e João Batista

7

9.7
Lc 9.7-9
Mt 14.1-2Mc 6.14
Ora, o tetrarca
9.7
Mt 14.1Lc 3.1
13.31
23.7
Herodes soube de tudo o que se passava e ficou muito perplexo, porque uns diziam:
9.7
Mt 14.2
João ressuscitou dentre os mortos; 8outros:
9.8
Mt 16.14
Elias apareceu; e outros: Levantou-se um dos antigos profetas. 9Disse, porém, Herodes: Eu mandei degolar a João; mas quem é este de quem ouço tais coisas?
9.9
Lc 23.8
E procurava vê-lo.

A primeira multiplicação dos pães

10

9.10
Mc 6.30
Quando voltaram os
9.10
Mc 6.30
apóstolos, relataram-lhe tudo o que haviam feito.
9.10
Lc 9.10-17
Mt 14.13-21
Mc 6.32-44
Jo 6.5-13
Ele, levando-os consigo, retirou-se à parte para uma cidade chamada
9.10
Mt 11.21
Betsaida. 11Mas, ao saber isso, a multidão seguiu-o; Jesus, acolhendo-a, falava-lhe do reino de Deus e sarava os que necessitavam de cura. 12O dia começava a declinar e, aproximando-se de Jesus os doze, disseram: Despede a multidão, para que, indo às aldeias e sítios vizinhos, se hospedem e achem alimento; pois estamos aqui num lugar deserto. 13Ele, porém, lhes disse: Dai-lhes vós de comer. Responderam eles: Não temos mais do que cinco pães e dois peixes, a não ser que devamos ir comprar comida para todo este povo. 14Pois eram quase cinco mil homens. Então, disse a seus discípulos: Fazei-os sentar
9.14
Mc 6.39
em turmas de cerca de cinquenta cada uma. 15Assim o fizeram e mandaram a todos sentar-se. 16Tomou Jesus os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e partiu, e entregou aos discípulos, para que os distribuíssem pela multidão. 17Todos comeram e se fartaram; e foram levantados doze
9.17
Mt 14.20
cestos dos pedaços que lhes sobejaram.

A confissão de Pedro. Jesus prediz a sua morte, ressurreição e vinda

18

9.18
Lc 9.18-20
Mt 16.13-16
Mc 8.27-29
Estando ele sozinho
9.18
cp.
orando em particular, achavam-se com ele os discípulos; e fez-lhes esta pergunta: Quem dizem as multidões que sou eu? 19Responderam eles: João Batista, mas outros dizem que Elias, e outros ainda que ressuscitou um dos antigos profetas. 20Mas vós, perguntou ele, quem dizeis que sou eu? Respondeu Pedro:
9.20
cp.
O Cristo de Deus. 21Porém ele
9.21
Mt 16.20
Mc 8.30Mt 8.4
lhes advertiu energicamente que não contassem isso a ninguém, 22
9.22
Lc 9.22-27
Mt 16.21-28
Mc 8.31—9.1
dizendo:
9.22
Mt 16.21
Lc 9.44
É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas e seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, que seja morto e ao terceiro dia seja ressuscitado. 23Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo,
9.23
Mt 10.38
tome cada dia a sua cruz e siga-me. 24Pois
9.24
Mt 10.39
quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará. 25Que aproveita a um homem, se ganhar o mundo inteiro, mas
9.25
Hb 10.34
perder-se ou causar dano a si mesmo? 26
9.26
cp.
Pois o que se envergonhar de mim e das minhas palavras, envergonhar-se-á dele o Filho do Homem, quando vier na sua glória, na do Pai e na dos santos anjos. 27Mas em verdade vos digo:
9.27
Mt 16.28
Alguns há dos que estão aqui que de modo algum morrerão, até que vejam o reino de Deus.

A transfiguração

28

9.28
Lc 9.28-36
Mt 17.1-8
Mc 9.2-8
Cerca de oito dias depois de haver assim falado, levou consigo a
9.28
Mt 17.1
Pedro, a João e a Tiago e
9.28
cp.
subiu ao monte para
9.28
Lc 3.21
5.16
6.12
Lc 9.18
orar. 29Enquanto orava, o aspecto do seu rosto
9.29
cp.
alterou-se, e as suas vestes tornaram-se brancas e resplandecentes. 30Eis que dois varões falavam com ele; estes eram Moisés e Elias, 31que apareceram em glória e falavam da
9.31
2Pe 1.15
sua retirada que ele estava para realizar em Jerusalém. 32Pedro e seus companheiros estavam
9.32
Mt 26.43
Mc 14.40
oprimidos de sono; mas, conservando-se acordados, viram a sua glória e os dois varões ao lado dele. 33Ao apartarem-se estes de Jesus, disse-lhe Pedro:
9.33
Lc 5.5
Lc 9.49
Mestre, bom é estarmos aqui,
9.33
cp.
e façamos três tabernáculos: um para ti, outro para Moisés e outro para Elias,
9.33
cp.
não sabendo o que dizia. 34Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os envolvia; e encheram-se de temor ao entrar na nuvem. 35Dela saiu
9.35
2Pe 1.17
uma voz, dizendo:
9.35
Mt 3.17
Lc 3.22
Este é o meu Filho, o meu escolhido, ouvi-o. 36Tendo cessado a voz, viram só a Jesus.
9.36
Mt 17.9
Mc 9.9
Eles guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram coisa alguma do que haviam visto.

A cura de um epilético

37

9.37
Lc 9.37-42
Mt 17.14-18
Mc 9.14-27
No dia seguinte, quando desceram do monte, uma grande multidão foi encontrá-lo. 38Do meio da multidão um homem clamou: Mestre, suplico-te que ponhas os olhos em meu filho, porque é o único que tenho; 39um espírito apodera-se dele, fá-lo gritar subitamente, convulsiona-o até escumar e dificilmente o deixa, tirando-lhe todas as forças. 40Supliquei a teus discípulos que o expelissem, mas não puderam. 41Respondeu Jesus: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco e vos sofrerei? Traze aqui teu filho. 42Quando se ia aproximando, o demônio atirou o menino no chão e convulsionou-o; mas Jesus repreendeu ao espírito imundo, curou o menino e o entregou ao pai. 43Maravilharam-se todos
9.43
2Pe 1.16
da grandeza de Deus.

De novo, Jesus prediz a sua morte

9.43
Lc 9.43-45
Mt 17.22Mc 9.30-32
Como todos se maravilhassem de tudo o que ele fazia, disse a seus discípulos: 44Dai ouvidos a estas palavras; pois
9.44
Lc 9.22
o Filho do Homem há de ser entregue às mãos dos homens. 45
9.45
Mc 9.32
Eles, porém, não entenderam isso, e foi-lhes encoberto para que o não compreendessem; e temiam interrogá-lo a esse respeito.

O maior no reino dos céus

46

9.46
Lc 9.46-48
Mt 18.1-5
Mc 9.33-37
Levantou-se uma discussão entre eles sobre qual deles seria o maior. 47Mas Jesus,
9.47
Mt 9.4
percebendo o pensamento dos seus corações, tomou um menino, pô-lo junto de si 48e disse-lhes:
9.48
Mt 10.40
Quem receber este menino em meu nome a mim me recebe; e quem receber a mim recebe aquele que me enviou;
9.48
Lc 22.26
pois aquele que dentre vós todos é o menor, esse é grande.

Jesus ensina a tolerância e caridade

49

9.49
Lc 9.49-50
Mc 9.38-40
Disse João:
9.49
Lc 5.5
Lc 9.33
Mestre, vimos um homem expelir demônios em teu nome e lho proibimos, porque não te segue conosco. 50Mas Jesus respondeu-lhe: Não lho proibais;
9.50
Mt 12.30Lc 11.23
pois quem não é contra vós é por vós.

Os samaritanos não recebem a Jesus

51Estando para se completarem os dias em que

9.51
Mc 16.19
devia ser recebido no céu, manifestou a firme resolução
9.51
cp.
de ir a Jerusalém e enviou mensageiros adiante de si. 52Indo eles, entraram numa aldeia dos
9.52
Mt 10.5Lc 10.33
17.16
Jo 4.4
samaritanos, para lhe arranjar pousada; 53o povo, porém, não o recebeu, porque
9.53
Jo 4.9
o seu rosto era como o de quem ia para Jerusalém. 54Vendo isso os discípulos
9.54
cp.
Tiago e João, perguntaram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir? 55Mas ele, virando-se para eles, os repreendeu. 56E foram para outra aldeia.

Jesus põe à prova os que queriam segui-lo

57

9.57
Lc 9.51
Enquanto estavam no caminho, disse-lhe
9.57
Lc 9.57-60
Mt 8.19-22
um homem: Seguir-te-ei para onde quer que fores. 58Jesus respondeu-lhe: As raposas têm covis, e as aves do céu, pousos; mas
9.58
Mt 8.20
o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. 59A um outro disse Jesus:
9.59
Mt 8.22
Segue-me! Ele, porém, respondeu: Deixa-me ir primeiro enterrar meu pai. 60Replicou-lhe Jesus: Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; tu, porém, vai e
9.60
Mt 4.23
anuncia o reino de Deus. 61Disse-lhe ainda um outro: Seguir-te-ei, Senhor; mas
9.61
cp.
deixa-me primeiro despedir-me dos que estão em minha casa. 62Respondeu-lhe Jesus:
9.62
cp.
Ninguém, tendo posto a mão ao arado e olhando para trás, é apto para o reino de Deus.

10

A missão dos setenta

101Depois disso,

10.1
Lc 7.13
o Senhor designou
10.1
cp.
outros setenta e enviou-os de
10.1
Mc 6.7
dois em dois adiante de si a todas as cidades e lugares aonde ele estava para ir. 2Disse-lhes:
10.2
Mt 9.37-38Jo 4.35
A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos; rogai, pois, ao senhor da seara que envie trabalhadores para a sua seara. 3Ide;
10.3
Mt 10.16
eu vos envio como cordeiros no meio de lobos. 4
10.4
Lc 10.4-12Mt 10.9-14
Mc 6.8-11
Lc 9.3-5
Não leveis bolsa, nem alforje, nem sandálias; e a ninguém saudeis pelo caminho. 5Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: Paz seja nesta casa! 6Se ali houver algum filho da paz, repousará sobre ele a vossa paz; e, se não houver, ela tornará para vós. 7Permanecei naquela mesma casa, comendo e bebendo o que vos oferecerem; pois digno é o
10.7
Mt 10.10
1Co 9.14
1Tm 5.18
trabalhador do seu salário. Não vos mudeis de casa em casa. 8Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem,
10.8
cp.
comei o que vos oferecerem; 9curai os enfermos que nela houver e dizei: Está próximo a vós
10.9
cp.
o reino de Deus. 10Mas, na cidade em que entrardes e não vos receberem, saindo pelas suas ruas, dizei: 11
10.11
Mt 10.14
Mc 6.11
Lc 9.5
Até o pó que da vossa cidade se nos pegou aos pés sacudimos contra vós; todavia, sabei que está próximo o reino de Deus. 12Digo-vos que,
10.12
Mt 10.15
11.24
naquele dia, haverá menos rigor para
10.12
Mt 10.15
Sodoma do que para aquela cidade. 13
10.13
Lc 10.13-15
Mt 11.21-23
Ai de ti,
10.13
Mt 11.21
Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito, sentadas em
10.13
Ap 11.3
saco e em cinza, elas se teriam arrependido. 14Contudo, haverá menos rigor para Tiro e para Sidom no dia do juízo, do que para vós. 15Tu,
10.15
Mt 4.13
Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até o céu? Descerás até
10.15
Mt 11.23
o Hades. 16
10.16
Mt 10.40
Jo 13.20Gl 4.14
Quem vos ouve a mim me ouve;
10.16
cp.
quem vos rejeita a mim me rejeita; e quem me rejeita rejeita aquele que me enviou.

O regresso dos setenta

17Voltaram os setenta, cheios de alegria, dizendo: Senhor, até

10.17
Mc 16.17
os demônios se nos submetem em teu nome. 18Respondeu-lhes Jesus: Eu via
10.18
Mt 4.10
a Satanás cair do céu como relâmpago. 19Eis aí vos dei autoridade para
10.19
cp.
pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada de modo algum vos fará mal. 20Mas não vos regozijeis em que os espíritos se vos submetem; antes, regozijai-vos em que os
10.20
Êx 32.32
Sl 69.28
Is 4.3
Ez 13.9
Dn 12.1
Fp 4.3
Hb 12.23
Ap 3.5
13.8
17.8
20.12,15
21.27
vossos nomes estão escritos no céu.

A cegueira da sabedoria humana

21

10.21
Lc 10.21-22
Mt 11.25-27
Naquela hora, exultou Jesus no Espírito Santo e exclamou: Graças te dou a ti, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos! Assim é, Pai, porque assim foi do teu agrado. 22Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém sabe quem é o Filho, senão o Pai; nem quem é o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 23
10.23
Lc 10.23-24
Mt 13.16-17
Virando-se para seus discípulos, disse-lhes em particular: Ditosos os olhos que veem o que vós vedes. 24Pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vedes e não no viram; e ouvir o que ouvis e não no ouviram.

A parábola do bom samaritano

25

10.25
Lc 10.25-28
Mt 22.34-40
Mc 12.28-31Mt 19.16-19
Levantando-se um
10.25
Mt 22.35
doutor da lei, experimentou-o, dizendo: Mestre, que farei para herdar a vida eterna? 26Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? Como lês tu? 27Respondeu ele:
10.27
Dt 6.5
Lv 19.18
Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de toda a tua força e de todo o teu entendimento, e o teu próximo como a ti mesmo. 28Replicou-lhe Jesus: Respondeste bem;
10.28
Mt 19.17
faze isso e viverás. 29Ele, porém, querendo
10.29
Lc 16.15
justificar-se, perguntou a Jesus: E quem é o meu próximo? 30Prosseguindo Jesus, disse: Um homem
10.30
cp.
descia de Jerusalém a Jericó e caiu nas mãos de salteadores, que, depois de o despirem e espancarem, se retiraram, deixando-o meio morto. 31Por uma coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote; quando o viu, passou de largo. 32Do mesmo modo, também um levita, chegando ao lugar e vendo-o, passou de largo. 33Um
10.33
Mt 10.5
Lc 9.52
samaritano, porém, que ia de viagem, aproximou-se do homem e, vendo-o, teve compaixão dele. 34Chegando-se, atou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho; e, pondo-o sobre o seu animal, levou-o para uma hospedaria e tratou-o. 35No dia seguinte, tirou dois denários, deu-os ao hospedeiro e disse: Trata-o e quanto gastares de mais, na volta eu to pagarei. 36Qual desses três te parece ter sido o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? 37Respondeu o doutor da lei: Aquele que usou de misericórdia para com ele. Disse-lhe Jesus: Vai-te e faze tu o mesmo.

Marta e Maria

38Quando iam de caminho, entrou ele em uma aldeia; e uma mulher chamada

10.38
Lc 10.40Jo 11.1,5,19-28,30,39
12.2
Marta hospedou-o. 39Esta tinha uma irmã chamada
10.39
Lc 10.42
Jo 11.1-2,19-20,28,31-32,45
12.3
Maria, a qual,
10.39
cp.
sentada aos pés do Senhor, ouvia o seu ensino. 40Marta, porém, andava preocupada com muito serviço; e, chegando-se, disse: Senhor, a ti não se te dá que minha irmã me tenha deixado só a servir? Manda-lhe, pois, que me ajude. 41Mas respondeu-lhe o Senhor: Marta, Marta, estás
10.41
Mt 6.25
ansiosa e te ocupas com muitas coisas. 42
10.42
cp.
Entretanto, poucas são necessárias ou, antes, uma só. Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada.