Tradução Brasileira (2010) (TB)
7

A cura do servo de um centurião

71

7.1
cp.
Tendo Jesus concluído todos os seus discursos dirigidos ao povo, entrou
7.1
Lc 7.1-10
Mt 8.5-13
em Cafarnaum.

2Um servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. 3O centurião, tendo ouvido falar a respeito de Jesus,

7.3
cp.
enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. 4Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram: Ele é digno de que lhe faças isso; 5pois é amigo do nosso povo e ele mesmo edificou a nossa sinagoga. 6Jesus foi com eles. Quando ia chegando à casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. 7Por isso, eu mesmo não me julguei digno de vir a ti; mas dize uma palavra, e o meu criado ficará são. 8Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a um: Vai ali, e ele vai; e a outro: Vem cá, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. 9Jesus, ouvindo isso, admirou-se e, virando-se para a multidão que o acompanhava, disse: Eu vos afirmo
7.9
Mt 8.10Lc 7.50
que nem mesmo em Israel achei tamanha fé. 10Voltando para casa os que haviam sido enviados, encontraram o servo de perfeita saúde.

A ressurreição do filho da viúva de Naim

11Em dia subsequente, dirigia-se Jesus para uma cidade chamada Naim, e iam com ele seus discípulos e uma grande multidão. 12Ao aproximar-se ele da porta da cidade, eis que levavam para fora um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e vinha com ela muita gente da cidade. 13Logo que

7.13
Lc 7.19
Lc 10.1
11.1,39
12.42
13.15
17.5-6
18.6
19.8
22.61
24.34
Jo 4.1
6.23
11.2
o Senhor a viu, compadeceu-se dela e disse-lhe: Não chores! 14Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Moço, eu te mando: levanta-te! 15Aquele que havia estado morto sentou-se e começou a falar; e Jesus o entregou à mãe dele. 16Todos ficaram
7.16
Lc 5.26
cheios de medo
7.16
Mt 9.8
e glorificaram a Deus, dizendo: Um grande
7.16
Mt 21.11Lc 7.39
profeta levantou-se entre nós; e: Deus visitou ao seu povo. 17
7.17
Mt 9.26
A notícia disso se divulgou por toda a Judeia e por toda a circunvizinhança.

João envia mensageiros a Jesus

18

7.18
Lc 7.18-35
Mt 11.2-19
Todas essas coisas foram contadas a João pelos seus discípulos. 19João, chamando dois deles, enviou-os ao Senhor para perguntar: És tu aquele que há de vir ou havemos de esperar outro? 20Quando esses homens chegaram a Jesus, disseram: João Batista enviou-nos para te perguntar: És tu aquele que há de vir ou havemos de esperar outro? 21Na mesma hora,
7.21
Mt 4.23
curou Jesus a muitos de moléstias,
7.21
Mc 3.10
de flagelos e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. 22Então, lhes respondeu: Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, aos pobres anuncia-se-lhes o evangelho. 23E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.

Jesus dá testemunho de João

24Partidos que foram os mensageiros de João, começou Jesus a falar ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Uma cana agitada pelo vento? 25Mas que saístes a ver? um homem vestido de roupas finas? Os que se vestem ricamente e vivem no luxo, assistem nos palácios dos reis. 26Mas que saístes a ver? Um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta. 27Este é aquele de quem está escrito:

7.27
Ml 3.1
Mt 11.10
Mc 1.2
Eis aí envio eu ante a tua face o meu anjo,

que há de preparar o teu caminho diante de ti.

28Eu vos digo: entre os nascidos de mulher, não há nenhum maior do que João; mas o que é menor no reino de Deus é maior do que ele. 29Ao ouvir isso, todo o povo e até os publicanos
7.29
Lc 7.35
reconheceram a justiça de Deus,
7.29
Lc 3.12Mt 21.32
sendo batizados com
7.29
At 18.25
19.3
o batismo de João; 30mas os fariseus e os
7.30
Mt 22.35
doutores da lei frustraram o desígnio de Deus quanto a si mesmos, não sendo batizados por ele. 31A que, pois, compararei os homens desta geração, e a que são eles semelhantes? 32São semelhantes aos meninos que se assentam na praça e gritam uns para os outros: Nós vos tocamos flauta, e vós não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes. 33Pois veio João Batista,
7.33
Lc 1.15
não comendo pão, nem bebendo vinho, e dizeis: Ele tem demônio! 34Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis um homem glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores? 35Contudo a sabedoria
7.35
Lc 7.29
é justificada por todos os seus filhos.

A pecadora que ungiu os pés de Jesus

36Um dos fariseus convidou-o para jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. 37

7.37
Lc 7.37-39Mt 26.6-13
Mc 14.3-9
Jo 12.1-8
Havia na cidade uma mulher que era pecadora; ela, sabendo que ele estava jantando na casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com perfume; e, 38pondo-se-lhe aos pés, chorando, começou a regá-los com lágrimas, e os enxugava com os cabelos da sua cabeça, e beijava-lhe os pés, e ungia-os com o perfume. 39Ao ver isso, o fariseu que o convidara dizia consigo: Se este homem fosse
7.39
Lc 7.16
Jo 4.19
profeta, saberia quem é a que o toca e que sorte de mulher é, pois é uma pecadora. 40Disse Jesus ao fariseu: Simão, tenho uma coisa para te dizer. Ele respondeu: Dize-a, Mestre. 41Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos
7.41
Mt 18.28
Mc 6.37
denáriosUm denário valia 315 réis, moeda brasileira., e o outro, cinquenta. 42
7.42
Mt 18.25
Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou a dívida a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais? 43Respondeu Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe: Julgaste bem. 44Virando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa
7.44
Gn 18.4
19.2
43.24
Jz 19.21
1Tm 5.10
e não me deste água para os pés; mas esta mos regou com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. 45
7.45
2Sm 15.5
Não me deste ósculo; ela, porém, desde que entrei, não cessou de beijar-me os pés. 46
7.46
Sl 23.5
Ec 9.82Sm 12.20
Dn 10.3
Não ungiste a minha cabeça com óleo, mas esta com perfume ungiu os meus pés. 47Por isso, te digo: Perdoados lhe são os seus pecados, que são muitos, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa pouco ama. 48Disse à mulher:
7.48
Mt 9.2
Perdoados são os teus pecados. 49Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer consigo mesmos: Quem é este que até perdoa pecados? 50Mas Jesus disse à mulher:
7.50
cp.
A tua fé te salvou;
7.50
Lc 8.48
Mc 5.34
vai-te em paz.

8

As mulheres que serviram a Jesus

81Logo depois, andava Jesus pelas cidades e aldeias,

8.1
cp.
pregando e anunciando as boas-novas do reino de Deus, e iam com ele os doze 2
8.2
Mt 27.55Lc 23.49
e algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza,
8.3
cp.
procurador de
8.3
Mt 14.1
Herodes; Susana e muitas outras, as quais lhe assistiam com os seus bens.

A parábola do semeador

4

8.4
Lc 8.4-8
Mt 13.2-9
Mc 4.1-9
Afluindo uma grande multidão e vindo ter com ele gente de todas as cidades, disse Jesus em parábola: 5Saiu o semeador para semear a sua semente. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. 6Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou, porque não havia umidade. 7Outra caiu no meio dos espinhos com ela cresceram os espinhos, e sufocaram-na. 8Outra caiu na boa terra e, tendo crescido, deu fruto a cento por um. Dizendo isso, clamou:
8.8
Mt 11.15
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

A explicação da parábola

9

8.9
Lc 8.9-15
Mt 13.10-23
Mc 4.10-20
Seus discípulos perguntaram-lhe o que significava essa parábola. 10Respondeu-lhes Jesus:
8.10
Mt 13.11
A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros se lhes fala em parábolas,
8.10
Mt 13.14
para que, vendo, não vejam; e, ouvindo, não entendam. 11O sentido da parábola é este:
8.11
cp.
A semente é a palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são os que têm ouvido; então, vem o Diabo e tira a palavra dos seus corações, para que não suceda que, crendo, sejam salvos. 13Os que estão sobre a pedra são os que, depois de ouvirem, recebem a palavra com gozo; estes não têm raiz e creem por algum tempo, mas, na hora de provação, voltam atrás. 14A parte que caiu entre os espinhos, estes são os que ouviram e, indo seu caminho, são sufocados pelos cuidados, riquezas e deleites da vida, e o seu fruto não amadurece. 15A que caiu na boa terra, estes são os que, tendo ouvido a palavra com coração reto e bom, a retêm e dão fruto com perseverança.

A parábola da candeia

16

8.16
Mt 5.15
Mc 4.21
Lc 11.33
Ninguém, depois de acender uma candeia, a cobre com um vaso ou a põe debaixo duma cama; pelo contrário, coloca-a sobre um velador, a fim de que os que entram vejam a luz. 17
8.17
Lc 12.2
Mt 10.26
Mc 4.22
Pois não há coisa oculta, que não venha a ser manifesta; nem coisa secreta, que se não haja de saber e vir à luz. 18Vede, pois, como ouvis;
8.18
Mt 13.12Lc 19.26
porque ao que tiver, ser-lhe-á dado; e ao que não tiver, até aquilo que pensa ter ser-lhe-á tirado.

A família de Jesus

19

8.19
Lc 8.19-21
Mt 12.46-50
Mc 3.31-35
Vieram ter com ele sua mãe e seus irmãos e não podiam aproximar-se dele por causa da multidão. 20Foi-lhe dito: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e desejam ver-te. 21Ele, porém, respondeu: Minha mãe e meus irmãos são aqueles
8.21
Lc 11.28
que ouvem a palavra de Deus e a observam.

Jesus acalma uma tempestade

22

8.22
Lc 8.22-25
Mt 8.23-27
Mc 4.36-41
Num daqueles dias, entrou numa barca com seus discípulos e disse-lhes: Atravessemos
8.22
Lc 8.23,33
Lc 5.1
o lago; e partiram. 23Enquanto navegavam, adormeceu. Desceu uma tempestade de vento sobre o lago; a barca começou a encher-se, e eles estavam em perigo. 24Aproximando-se, despertaram-no, dizendo:
8.24
Lc 5.5
Mestre, Mestre, perecemos. Despertado,
8.24
Lc 4.39
repreendeu o vento e a fúria da água; eles cessaram, e houve bonança. 25Então, lhes perguntou: Onde está a vossa fé? Eles, aterrorizados, se maravilharam, dizendo uns aos outros: Quem, porventura, é este que manda aos ventos e à água, e eles lhe obedecem?

A cura do endemoninhado geraseno

26

8.26
Lc 8.26-37
Mt 8.28-34
Mc 5.1-17
Aportaram à terra dos gerasenos, que é fronteira à Galileia. 27Depois de haver ele desembarcado, veio da cidade ao seu encontro um homem possesso de demônios que havia muito tempo não vestia roupa e não habitava em casa alguma, mas nos túmulos. 28Ele, vendo a Jesus, gritou, caiu-lhe aos pés e disse em alta voz:
8.28
Mt 8.29
Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do
8.28
Mc 5.7
Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes. 29Pois Jesus ordenara ao espírito imundo que saísse do homem. Muitas vezes, se apoderara dele; o homem era posto sob guarda e preso com algemas e grilhões, mas ele, partindo as cadeias, era impelido pelo demônio para os desertos. 30Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu ele:
8.30
cp.
Legião, porque eram muitos os demônios que nele haviam entrado. 31Estes lhe suplicaram que não os mandasse ir para
8.31
Rm 10.7
Ap 9.1-2,11
11.7
17.8
20.1,3
o abismo. 32Havia ali uma grande manada de porcos pastando no monte; e pediram-lhe que lhes permitisse passar para eles. 33E foi-lhes permitido. Os demônios, tendo saído do homem, entraram nos porcos; a manada precipitou-se pelo declive
8.33
Lc 8.22-23
Lc 5.1
no lago e afogou-se. 34Quando os pastores viram o que havia acontecido, fugiram e foram contá-lo na cidade e nos campos. 35Então, saiu o povo para ver o que se tinha passado; e foram ter com Jesus,
8.35
cp.
a cujos pés encontraram, sentado, vestido e em perfeito juízo, o homem
8.35
Mt 4.24
do qual tinham saído os demônios; e ficaram com medo. 36Os que o haviam visto contaram-lhes de que modo se realizara a cura do endemoninhado. 37Todo o povo da terra dos gerasenos rogou-lhe que se retirasse deles, pois estavam possuídos de grande medo; Jesus entrou na barca e voltou. 38
8.38
Lc 8.38-39
Mc 5.18-20
Mas o homem de quem tinham saído os demônios, suplicava-lhe que o deixasse acompanhá-lo. Jesus, porém, despediu-o, dizendo: 39Volta para tua casa e conta tudo o que Deus te fez. O homem partiu, publicando por toda a cidade tudo o que lhe fizera Jesus.

O pedido de Jairo

40

8.40
cp.
Quando regressou, foi Jesus bem recebido pelo povo, pois todos o esperavam. 41
8.41
Lc 8.41-56
Mt 9.18-26
Mc 5.22-43
Veio um homem chamado Jairo, que era
8.41
Lc 8.49
Mc 5.22
chefe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, suplicou-lhe que chegasse à sua casa, 42porque tinha uma filha única, de cerca de doze anos, que estava à morte. Enquanto ele ia, a multidão o apertava.

A cura de uma mulher hemorrágica

43Uma mulher que, por doze anos, estava padecendo de uma hemorragia e a quem ninguém podia curar, 44chegando-se por detrás, tocou-lhe a fímbria da capa; e, imediatamente, cessou a sua hemorragia. 45Perguntou Jesus: Quem é o que me tocou? Negando-o todos, disse Pedro:

8.45
Lc 5.5
Mestre, a multidão te aperta e te oprime. 46Mas Jesus disse: Alguém me tocou, porque eu percebi que saíra de mim
8.46
Lc 5.17
uma virtude. 47A mulher, vendo-se percebida, veio, tremendo, prostrar-se diante dele e declarou, na presença de todo o povo, o motivo por que o havia tocado e como fora imediatamente curada. 48Ele lhe disse: Filha,
8.48
Mt 9.22
a tua fé te curou;
8.48
Lc 7.50
Mc 5.34
vai-te em paz.

A ressurreição da filha de Jairo

49Quando ele ainda falava, veio uma pessoa da casa do

8.49
Lc 8.41
chefe da sinagoga, dizendo a este: Tua filha morreu, não incomodes mais o Mestre. 50Ouvindo isso, disse-lhe Jesus:
8.50
Mc 5.36
Não temas; crê somente, e ela será salva. 51Tendo chegado à casa, não permitiu que ninguém entrasse com ele, senão Pedro, João, Tiago e o pai e a mãe da menina. 52Todos choravam
8.52
Lc 23.27
Mt 11.17
e a pranteavam. Mas ele disse: Não choreis; ela não está morta, mas
8.52
Jo 11.13
sim dormindo. 53Riam-se dele, porque sabiam que ela estava morta. 54Porém ele, tomando-a pela mão, disse em voz alta: Menina, levanta-te. 55Voltou o seu espírito, e ela se levantou imediatamente; e ele mandou que lhe dessem a ela de comer. 56Seus pais encheram-se de pasmo; e ele
8.56
Mt 8.4
lhes advertiu que a ninguém contassem o que havia acontecido.

9

A missão dos doze

91

9.1
Mt 10.5
Mc 6.7
Reunindo Jesus os doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curarem doenças; 2enviou-os a
9.2
cp.
pregar o reino de Deus e a fazer curas, 3dizendo-lhes:
9.3
Lc 9.3-5
Mt 10.9-15
Mc 6.8-11Lc 10.4-12
22.35
Nada leveis para o caminho:
9.3
Mt 10.10
Mc 6.8Lc 22.35
nem bordão, nem alforje, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas. 4Em qualquer casa em que entrardes, nela ficai e dali partireis. 5Em qualquer cidade em que vos não receberem, saindo dela,
9.5
At 13.51
Lc 10.11
sacudi o pó de vossos pés em testemunho contra eles. 6Tendo eles partido, percorreram as aldeias,
9.6
Lc 8.1
Mc 6.12
anunciando as boas-novas e fazendo curas em toda parte.

Herodes e João Batista

7

9.7
Lc 9.7-9
Mt 14.1-2Mc 6.14
Ora, o tetrarca
9.7
Mt 14.1Lc 3.1
13.31
23.7
Herodes soube de tudo o que se passava e ficou muito perplexo, porque uns diziam:
9.7
Mt 14.2
João ressuscitou dentre os mortos; 8outros:
9.8
Mt 16.14
Elias apareceu; e outros: Levantou-se um dos antigos profetas. 9Disse, porém, Herodes: Eu mandei degolar a João; mas quem é este de quem ouço tais coisas?
9.9
Lc 23.8
E procurava vê-lo.

A primeira multiplicação dos pães

10

9.10
Mc 6.30
Quando voltaram os
9.10
Mc 6.30
apóstolos, relataram-lhe tudo o que haviam feito.
9.10
Lc 9.10-17
Mt 14.13-21
Mc 6.32-44
Jo 6.5-13
Ele, levando-os consigo, retirou-se à parte para uma cidade chamada
9.10
Mt 11.21
Betsaida. 11Mas, ao saber isso, a multidão seguiu-o; Jesus, acolhendo-a, falava-lhe do reino de Deus e sarava os que necessitavam de cura. 12O dia começava a declinar e, aproximando-se de Jesus os doze, disseram: Despede a multidão, para que, indo às aldeias e sítios vizinhos, se hospedem e achem alimento; pois estamos aqui num lugar deserto. 13Ele, porém, lhes disse: Dai-lhes vós de comer. Responderam eles: Não temos mais do que cinco pães e dois peixes, a não ser que devamos ir comprar comida para todo este povo. 14Pois eram quase cinco mil homens. Então, disse a seus discípulos: Fazei-os sentar
9.14
Mc 6.39
em turmas de cerca de cinquenta cada uma. 15Assim o fizeram e mandaram a todos sentar-se. 16Tomou Jesus os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e partiu, e entregou aos discípulos, para que os distribuíssem pela multidão. 17Todos comeram e se fartaram; e foram levantados doze
9.17
Mt 14.20
cestos dos pedaços que lhes sobejaram.

A confissão de Pedro. Jesus prediz a sua morte, ressurreição e vinda

18

9.18
Lc 9.18-20
Mt 16.13-16
Mc 8.27-29
Estando ele sozinho
9.18
cp.
orando em particular, achavam-se com ele os discípulos; e fez-lhes esta pergunta: Quem dizem as multidões que sou eu? 19Responderam eles: João Batista, mas outros dizem que Elias, e outros ainda que ressuscitou um dos antigos profetas. 20Mas vós, perguntou ele, quem dizeis que sou eu? Respondeu Pedro:
9.20
cp.
O Cristo de Deus. 21Porém ele
9.21
Mt 16.20
Mc 8.30Mt 8.4
lhes advertiu energicamente que não contassem isso a ninguém, 22
9.22
Lc 9.22-27
Mt 16.21-28
Mc 8.31—9.1
dizendo:
9.22
Mt 16.21
Lc 9.44
É necessário que o Filho do Homem padeça muitas coisas e seja rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, que seja morto e ao terceiro dia seja ressuscitado. 23Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo,
9.23
Mt 10.38
tome cada dia a sua cruz e siga-me. 24Pois
9.24
Mt 10.39
quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará. 25Que aproveita a um homem, se ganhar o mundo inteiro, mas
9.25
Hb 10.34
perder-se ou causar dano a si mesmo? 26
9.26
cp.
Pois o que se envergonhar de mim e das minhas palavras, envergonhar-se-á dele o Filho do Homem, quando vier na sua glória, na do Pai e na dos santos anjos. 27Mas em verdade vos digo:
9.27
Mt 16.28
Alguns há dos que estão aqui que de modo algum morrerão, até que vejam o reino de Deus.

A transfiguração

28

9.28
Lc 9.28-36
Mt 17.1-8
Mc 9.2-8
Cerca de oito dias depois de haver assim falado, levou consigo a
9.28
Mt 17.1
Pedro, a João e a Tiago e
9.28
cp.
subiu ao monte para
9.28
Lc 3.21
5.16
6.12
Lc 9.18
orar. 29Enquanto orava, o aspecto do seu rosto
9.29
cp.
alterou-se, e as suas vestes tornaram-se brancas e resplandecentes. 30Eis que dois varões falavam com ele; estes eram Moisés e Elias, 31que apareceram em glória e falavam da
9.31
2Pe 1.15
sua retirada que ele estava para realizar em Jerusalém. 32Pedro e seus companheiros estavam
9.32
Mt 26.43
Mc 14.40
oprimidos de sono; mas, conservando-se acordados, viram a sua glória e os dois varões ao lado dele. 33Ao apartarem-se estes de Jesus, disse-lhe Pedro:
9.33
Lc 5.5
Lc 9.49
Mestre, bom é estarmos aqui,
9.33
cp.
e façamos três tabernáculos: um para ti, outro para Moisés e outro para Elias,
9.33
cp.
não sabendo o que dizia. 34Enquanto assim falava, veio uma nuvem que os envolvia; e encheram-se de temor ao entrar na nuvem. 35Dela saiu
9.35
2Pe 1.17
uma voz, dizendo:
9.35
Mt 3.17
Lc 3.22
Este é o meu Filho, o meu escolhido, ouvi-o. 36Tendo cessado a voz, viram só a Jesus.
9.36
Mt 17.9
Mc 9.9
Eles guardaram silêncio e, naqueles dias, a ninguém contaram coisa alguma do que haviam visto.

A cura de um epilético

37

9.37
Lc 9.37-42
Mt 17.14-18
Mc 9.14-27
No dia seguinte, quando desceram do monte, uma grande multidão foi encontrá-lo. 38Do meio da multidão um homem clamou: Mestre, suplico-te que ponhas os olhos em meu filho, porque é o único que tenho; 39um espírito apodera-se dele, fá-lo gritar subitamente, convulsiona-o até escumar e dificilmente o deixa, tirando-lhe todas as forças. 40Supliquei a teus discípulos que o expelissem, mas não puderam. 41Respondeu Jesus: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei convosco e vos sofrerei? Traze aqui teu filho. 42Quando se ia aproximando, o demônio atirou o menino no chão e convulsionou-o; mas Jesus repreendeu ao espírito imundo, curou o menino e o entregou ao pai. 43Maravilharam-se todos
9.43
2Pe 1.16
da grandeza de Deus.

De novo, Jesus prediz a sua morte

9.43
Lc 9.43-45
Mt 17.22Mc 9.30-32
Como todos se maravilhassem de tudo o que ele fazia, disse a seus discípulos: 44Dai ouvidos a estas palavras; pois
9.44
Lc 9.22
o Filho do Homem há de ser entregue às mãos dos homens. 45
9.45
Mc 9.32
Eles, porém, não entenderam isso, e foi-lhes encoberto para que o não compreendessem; e temiam interrogá-lo a esse respeito.

O maior no reino dos céus

46

9.46
Lc 9.46-48
Mt 18.1-5
Mc 9.33-37
Levantou-se uma discussão entre eles sobre qual deles seria o maior. 47Mas Jesus,
9.47
Mt 9.4
percebendo o pensamento dos seus corações, tomou um menino, pô-lo junto de si 48e disse-lhes:
9.48
Mt 10.40
Quem receber este menino em meu nome a mim me recebe; e quem receber a mim recebe aquele que me enviou;
9.48
Lc 22.26
pois aquele que dentre vós todos é o menor, esse é grande.

Jesus ensina a tolerância e caridade

49

9.49
Lc 9.49-50
Mc 9.38-40
Disse João:
9.49
Lc 5.5
Lc 9.33
Mestre, vimos um homem expelir demônios em teu nome e lho proibimos, porque não te segue conosco. 50Mas Jesus respondeu-lhe: Não lho proibais;
9.50
Mt 12.30Lc 11.23
pois quem não é contra vós é por vós.

Os samaritanos não recebem a Jesus

51Estando para se completarem os dias em que

9.51
Mc 16.19
devia ser recebido no céu, manifestou a firme resolução
9.51
cp.
de ir a Jerusalém e enviou mensageiros adiante de si. 52Indo eles, entraram numa aldeia dos
9.52
Mt 10.5Lc 10.33
17.16
Jo 4.4
samaritanos, para lhe arranjar pousada; 53o povo, porém, não o recebeu, porque
9.53
Jo 4.9
o seu rosto era como o de quem ia para Jerusalém. 54Vendo isso os discípulos
9.54
cp.
Tiago e João, perguntaram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir? 55Mas ele, virando-se para eles, os repreendeu. 56E foram para outra aldeia.

Jesus põe à prova os que queriam segui-lo

57

9.57
Lc 9.51
Enquanto estavam no caminho, disse-lhe
9.57
Lc 9.57-60
Mt 8.19-22
um homem: Seguir-te-ei para onde quer que fores. 58Jesus respondeu-lhe: As raposas têm covis, e as aves do céu, pousos; mas
9.58
Mt 8.20
o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça. 59A um outro disse Jesus:
9.59
Mt 8.22
Segue-me! Ele, porém, respondeu: Deixa-me ir primeiro enterrar meu pai. 60Replicou-lhe Jesus: Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; tu, porém, vai e
9.60
Mt 4.23
anuncia o reino de Deus. 61Disse-lhe ainda um outro: Seguir-te-ei, Senhor; mas
9.61
cp.
deixa-me primeiro despedir-me dos que estão em minha casa. 62Respondeu-lhe Jesus:
9.62
cp.
Ninguém, tendo posto a mão ao arado e olhando para trás, é apto para o reino de Deus.