Tradução Brasileira (2010) (TB)
6

Jesus é senhor do sábado

61

6.1
Lc 6.1-5
Mt 12.1-8
Mc 2.23-28
Em um sábado, passando Jesus pelas searas, seus discípulos
6.1
Dt 23.25
colhiam espigas e, debulhando-as com as mãos, comiam-nas. 2Perguntaram alguns dos fariseus: Por que fazeis o que não é lícito no sábado? 3Respondeu-lhes Jesus: Nem ao menos tendes lido
6.3
1Sm 21.6
o que fez Davi, quando teve fome, ele e seus companheiros? 4Como entrou na Casa de Deus, tomou, e comeu os pães da proposição, que somente aos sacerdotes era lícito comer, e os deu também aos que com ele estavam? 5E acrescentou: O Filho do Homem é senhor do sábado.

A cura de um homem que tinha seca a mão direita

6

6.6
Lc 6.6-11
Mt 12.9-14
Mc 3.1-6
Em
6.6
Lc 6.1
outro sábado, entrou
6.6
Mt 4.23
na sinagoga e começou a ensinar. Ali se achava um homem que tinha seca a mão direita. 7Os escribas e os fariseus
6.7
Mc 3.2
observaram-no para ver se ele curava nesse dia, a fim de acharem pretexto para o acusar. 8Mas ele,
6.8
Mt 9.4
conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem que tinha seca a mão: Levanta-te e fica no meio de nós; e ele, levantando-se, ficou em pé. 9Disse-lhes Jesus: Pergunto-vos: É lícito no sábado fazer o bem ou o mal, salvar a vida ou tirá-la? 10Depois de
6.10
Mc 3.5
olhar para todos os que o rodeavam, disse ao homem: Estende a mão. Ele a estendeu, e a mão lhe foi restabelecida. 11Mas eles se encheram de furor e falavam uns com os outros, para ver o que fariam a Jesus.

A escolha dos doze apóstolos. Os seus nomes

12Naqueles dias, retirou-se para

6.12
Mt 5.1
o monte
6.12
Mt 14.23
Lc 9.289.18
5.16
a orar e passou a noite orando a Deus. 13Depois de amanhecer,
6.13
Lc 6.13-16
Mt 10.2-4
Mc 3.16-19
At 1.13
chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de
6.13
Mc 6.30
apóstolos, 14a saber: Simão, a quem deu ainda o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15
6.15
Mt 9.9
Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado zelote; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor; 17e,
6.17
cp.
descendo com eles, parou num lugar plano, onde se achava
6.17
Mt 4.25
Mc 3.7-8
grande número de seus discípulos e muito povo de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de
6.17
Mt 11.21
Tiro e de Sidom, que vieram para ouvi-lo e ser curados das suas enfermidades. 18Os que eram atormentados por espíritos imundos, ficavam sãos. 19Todo o povo procurava
6.19
Mc 3.10Mt 9.21
14.36
tocá-lo, porque saía dele
6.19
Lc 5.17
uma virtude que os curava a todos.

As bem-aventuranças e os ais

20Olhando para seus discípulos, começou a dizer:

6.20
Lc 6.20-23Mt 5.3-12
Bem-aventurados vós os pobres, porque
6.20
Mt 5.3
vosso é o reino de Deus. 21Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós que agora chorais, porque vos rireis. 22Bem-aventurados sois quando os homens vos odiarem e quando vos
6.22
cp.
expulsarem da sua companhia, vos ultrajarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem. 23Regozijai-vos naquele dia e
6.23
Ml 4.2
exultai, porque grande é o vosso galardão no céu; pois assim seus pais trataram aos profetas. 24Mas ai de vós
6.24
Tg 5.1Lc 16.25
que sois ricos! Porque
6.24
cp.
já recebestes a vossa consolação. 25Ai de vós, os que agora estais fartos! Porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides! Porque haveis de lamentar e chorar. 26Ai de vós, quando todos vos louvarem! porque assim seus pais trataram aos
6.26
Mt 7.15
falsos profetas.

A nova lei de amor

27Digo, porém, a vós que me ouvis:

6.27
Mt 5.44
Lc 6.35
Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, 28bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos insultam. 29
6.29
Lc 6.29-30
Mt 5.39-42
Ao que te bate numa face, oferece-lhe também a outra; e, ao que te tira a capa, não lhe negues a túnica. 30Dá a todo o que te pede; e, ao que tira o que é teu, não lho reclames. 31
6.31
Mt 7.12
Assim como quereis que vos façam os homens, assim fazei vós também a eles. 32Se
6.32
Mt 5.46
amais aqueles que vos amam, que mereceis? Pois também os pecadores amam aos que os amam. 33Se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, que mereceis? Até os pecadores fazem isso. 34
6.34
Mt 5.42
Se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mereceis? até os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. 35
6.35
Lc 6.27
Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, nunca desanimando; será grande a vossa recompensa, e sereis
6.35
cp.
filhos do
6.35
Lc 1.32
Altíssimo. Pois ele é benigno para com os ingratos e maus. 36Sede misericordiosos, como é misericordioso vosso Pai. 37
6.37
Lc 6.37-42
Mt 7.1-5
Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados;
6.37
Lc 23.16
At 3.13Mt 6.14
perdoai e sereis perdoados; 38dai, e dar-se-vos-á;
6.38
Mc 4.24
boa medida, recalcada, sacudida, trasbordando, vos porão no
6.38
Sl 79.12
Is 65.6-7
Jr 32.18
regaço; porque a medida de que usais, dessa tornarão a usar convosco.

A parábola do cego que guia a outro cego

39Propôs-lhes também uma parábola: Porventura,

6.39
Mt 15.14
pode um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no barranco? 40
6.40
Mt 10.24
O discípulo não é mais que seu mestre; mas todo discípulo, quando for bem instruído, será como seu mestre. 41Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu? 42Como poderás dizer a teu irmão: Deixa, irmão, que eu tire o argueiro do teu olho não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás claramente para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão. 43
6.43
Lc 6.43-44
Mt 7.16,18,20
Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. 44
6.44
Mt 7.16
Pois cada árvore se conhece pelo seu fruto. Os homens não colhem figos dos espinheiros, nem dos abrolhos vindimam uvas. 45
6.45
Mt 12.35
O homem bom do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau do mau tesouro tira o mal; porque
6.45
Mt 12.34
a sua boca fala o de que está cheio o coração.

Os dois fundamentos

46

6.46
Mt 7.21Ml 1.6
Por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? 47
6.47
Lc 6.47-49
Mt 7.24-27
Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante. 48É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo uma enchente, deu a torrente com ímpeto naquela casa e não a pôde abalar, porque tinha sido bem edificada. 49Mas aquele que as ouve e não as observa é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces, na qual a torrente deu com ímpeto, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.

7

A cura do servo de um centurião

71

7.1
cp.
Tendo Jesus concluído todos os seus discursos dirigidos ao povo, entrou
7.1
Lc 7.1-10
Mt 8.5-13
em Cafarnaum.

2Um servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. 3O centurião, tendo ouvido falar a respeito de Jesus,

7.3
cp.
enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. 4Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram: Ele é digno de que lhe faças isso; 5pois é amigo do nosso povo e ele mesmo edificou a nossa sinagoga. 6Jesus foi com eles. Quando ia chegando à casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. 7Por isso, eu mesmo não me julguei digno de vir a ti; mas dize uma palavra, e o meu criado ficará são. 8Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a um: Vai ali, e ele vai; e a outro: Vem cá, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. 9Jesus, ouvindo isso, admirou-se e, virando-se para a multidão que o acompanhava, disse: Eu vos afirmo
7.9
Mt 8.10Lc 7.50
que nem mesmo em Israel achei tamanha fé. 10Voltando para casa os que haviam sido enviados, encontraram o servo de perfeita saúde.

A ressurreição do filho da viúva de Naim

11Em dia subsequente, dirigia-se Jesus para uma cidade chamada Naim, e iam com ele seus discípulos e uma grande multidão. 12Ao aproximar-se ele da porta da cidade, eis que levavam para fora um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e vinha com ela muita gente da cidade. 13Logo que

7.13
Lc 7.19
Lc 10.1
11.1,39
12.42
13.15
17.5-6
18.6
19.8
22.61
24.34
Jo 4.1
6.23
11.2
o Senhor a viu, compadeceu-se dela e disse-lhe: Não chores! 14Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Moço, eu te mando: levanta-te! 15Aquele que havia estado morto sentou-se e começou a falar; e Jesus o entregou à mãe dele. 16Todos ficaram
7.16
Lc 5.26
cheios de medo
7.16
Mt 9.8
e glorificaram a Deus, dizendo: Um grande
7.16
Mt 21.11Lc 7.39
profeta levantou-se entre nós; e: Deus visitou ao seu povo. 17
7.17
Mt 9.26
A notícia disso se divulgou por toda a Judeia e por toda a circunvizinhança.

João envia mensageiros a Jesus

18

7.18
Lc 7.18-35
Mt 11.2-19
Todas essas coisas foram contadas a João pelos seus discípulos. 19João, chamando dois deles, enviou-os ao Senhor para perguntar: És tu aquele que há de vir ou havemos de esperar outro? 20Quando esses homens chegaram a Jesus, disseram: João Batista enviou-nos para te perguntar: És tu aquele que há de vir ou havemos de esperar outro? 21Na mesma hora,
7.21
Mt 4.23
curou Jesus a muitos de moléstias,
7.21
Mc 3.10
de flagelos e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. 22Então, lhes respondeu: Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, aos pobres anuncia-se-lhes o evangelho. 23E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.

Jesus dá testemunho de João

24Partidos que foram os mensageiros de João, começou Jesus a falar ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Uma cana agitada pelo vento? 25Mas que saístes a ver? um homem vestido de roupas finas? Os que se vestem ricamente e vivem no luxo, assistem nos palácios dos reis. 26Mas que saístes a ver? Um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta. 27Este é aquele de quem está escrito:

7.27
Ml 3.1
Mt 11.10
Mc 1.2
Eis aí envio eu ante a tua face o meu anjo,

que há de preparar o teu caminho diante de ti.

28Eu vos digo: entre os nascidos de mulher, não há nenhum maior do que João; mas o que é menor no reino de Deus é maior do que ele. 29Ao ouvir isso, todo o povo e até os publicanos
7.29
Lc 7.35
reconheceram a justiça de Deus,
7.29
Lc 3.12Mt 21.32
sendo batizados com
7.29
At 18.25
19.3
o batismo de João; 30mas os fariseus e os
7.30
Mt 22.35
doutores da lei frustraram o desígnio de Deus quanto a si mesmos, não sendo batizados por ele. 31A que, pois, compararei os homens desta geração, e a que são eles semelhantes? 32São semelhantes aos meninos que se assentam na praça e gritam uns para os outros: Nós vos tocamos flauta, e vós não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes. 33Pois veio João Batista,
7.33
Lc 1.15
não comendo pão, nem bebendo vinho, e dizeis: Ele tem demônio! 34Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis um homem glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores? 35Contudo a sabedoria
7.35
Lc 7.29
é justificada por todos os seus filhos.

A pecadora que ungiu os pés de Jesus

36Um dos fariseus convidou-o para jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. 37

7.37
Lc 7.37-39Mt 26.6-13
Mc 14.3-9
Jo 12.1-8
Havia na cidade uma mulher que era pecadora; ela, sabendo que ele estava jantando na casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com perfume; e, 38pondo-se-lhe aos pés, chorando, começou a regá-los com lágrimas, e os enxugava com os cabelos da sua cabeça, e beijava-lhe os pés, e ungia-os com o perfume. 39Ao ver isso, o fariseu que o convidara dizia consigo: Se este homem fosse
7.39
Lc 7.16
Jo 4.19
profeta, saberia quem é a que o toca e que sorte de mulher é, pois é uma pecadora. 40Disse Jesus ao fariseu: Simão, tenho uma coisa para te dizer. Ele respondeu: Dize-a, Mestre. 41Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos
7.41
Mt 18.28
Mc 6.37
denáriosUm denário valia 315 réis, moeda brasileira., e o outro, cinquenta. 42
7.42
Mt 18.25
Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou a dívida a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais? 43Respondeu Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe: Julgaste bem. 44Virando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa
7.44
Gn 18.4
19.2
43.24
Jz 19.21
1Tm 5.10
e não me deste água para os pés; mas esta mos regou com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. 45
7.45
2Sm 15.5
Não me deste ósculo; ela, porém, desde que entrei, não cessou de beijar-me os pés. 46
7.46
Sl 23.5
Ec 9.82Sm 12.20
Dn 10.3
Não ungiste a minha cabeça com óleo, mas esta com perfume ungiu os meus pés. 47Por isso, te digo: Perdoados lhe são os seus pecados, que são muitos, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa pouco ama. 48Disse à mulher:
7.48
Mt 9.2
Perdoados são os teus pecados. 49Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer consigo mesmos: Quem é este que até perdoa pecados? 50Mas Jesus disse à mulher:
7.50
cp.
A tua fé te salvou;
7.50
Lc 8.48
Mc 5.34
vai-te em paz.

8

As mulheres que serviram a Jesus

81Logo depois, andava Jesus pelas cidades e aldeias,

8.1
cp.
pregando e anunciando as boas-novas do reino de Deus, e iam com ele os doze 2
8.2
Mt 27.55Lc 23.49
e algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3Joana, mulher de Cuza,
8.3
cp.
procurador de
8.3
Mt 14.1
Herodes; Susana e muitas outras, as quais lhe assistiam com os seus bens.

A parábola do semeador

4

8.4
Lc 8.4-8
Mt 13.2-9
Mc 4.1-9
Afluindo uma grande multidão e vindo ter com ele gente de todas as cidades, disse Jesus em parábola: 5Saiu o semeador para semear a sua semente. Quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. 6Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou, porque não havia umidade. 7Outra caiu no meio dos espinhos com ela cresceram os espinhos, e sufocaram-na. 8Outra caiu na boa terra e, tendo crescido, deu fruto a cento por um. Dizendo isso, clamou:
8.8
Mt 11.15
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

A explicação da parábola

9

8.9
Lc 8.9-15
Mt 13.10-23
Mc 4.10-20
Seus discípulos perguntaram-lhe o que significava essa parábola. 10Respondeu-lhes Jesus:
8.10
Mt 13.11
A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros se lhes fala em parábolas,
8.10
Mt 13.14
para que, vendo, não vejam; e, ouvindo, não entendam. 11O sentido da parábola é este:
8.11
cp.
A semente é a palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são os que têm ouvido; então, vem o Diabo e tira a palavra dos seus corações, para que não suceda que, crendo, sejam salvos. 13Os que estão sobre a pedra são os que, depois de ouvirem, recebem a palavra com gozo; estes não têm raiz e creem por algum tempo, mas, na hora de provação, voltam atrás. 14A parte que caiu entre os espinhos, estes são os que ouviram e, indo seu caminho, são sufocados pelos cuidados, riquezas e deleites da vida, e o seu fruto não amadurece. 15A que caiu na boa terra, estes são os que, tendo ouvido a palavra com coração reto e bom, a retêm e dão fruto com perseverança.

A parábola da candeia

16

8.16
Mt 5.15
Mc 4.21
Lc 11.33
Ninguém, depois de acender uma candeia, a cobre com um vaso ou a põe debaixo duma cama; pelo contrário, coloca-a sobre um velador, a fim de que os que entram vejam a luz. 17
8.17
Lc 12.2
Mt 10.26
Mc 4.22
Pois não há coisa oculta, que não venha a ser manifesta; nem coisa secreta, que se não haja de saber e vir à luz. 18Vede, pois, como ouvis;
8.18
Mt 13.12Lc 19.26
porque ao que tiver, ser-lhe-á dado; e ao que não tiver, até aquilo que pensa ter ser-lhe-á tirado.

A família de Jesus

19

8.19
Lc 8.19-21
Mt 12.46-50
Mc 3.31-35
Vieram ter com ele sua mãe e seus irmãos e não podiam aproximar-se dele por causa da multidão. 20Foi-lhe dito: Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e desejam ver-te. 21Ele, porém, respondeu: Minha mãe e meus irmãos são aqueles
8.21
Lc 11.28
que ouvem a palavra de Deus e a observam.

Jesus acalma uma tempestade

22

8.22
Lc 8.22-25
Mt 8.23-27
Mc 4.36-41
Num daqueles dias, entrou numa barca com seus discípulos e disse-lhes: Atravessemos
8.22
Lc 8.23,33
Lc 5.1
o lago; e partiram. 23Enquanto navegavam, adormeceu. Desceu uma tempestade de vento sobre o lago; a barca começou a encher-se, e eles estavam em perigo. 24Aproximando-se, despertaram-no, dizendo:
8.24
Lc 5.5
Mestre, Mestre, perecemos. Despertado,
8.24
Lc 4.39
repreendeu o vento e a fúria da água; eles cessaram, e houve bonança. 25Então, lhes perguntou: Onde está a vossa fé? Eles, aterrorizados, se maravilharam, dizendo uns aos outros: Quem, porventura, é este que manda aos ventos e à água, e eles lhe obedecem?

A cura do endemoninhado geraseno

26

8.26
Lc 8.26-37
Mt 8.28-34
Mc 5.1-17
Aportaram à terra dos gerasenos, que é fronteira à Galileia. 27Depois de haver ele desembarcado, veio da cidade ao seu encontro um homem possesso de demônios que havia muito tempo não vestia roupa e não habitava em casa alguma, mas nos túmulos. 28Ele, vendo a Jesus, gritou, caiu-lhe aos pés e disse em alta voz:
8.28
Mt 8.29
Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do
8.28
Mc 5.7
Deus Altíssimo? Rogo-te que não me atormentes. 29Pois Jesus ordenara ao espírito imundo que saísse do homem. Muitas vezes, se apoderara dele; o homem era posto sob guarda e preso com algemas e grilhões, mas ele, partindo as cadeias, era impelido pelo demônio para os desertos. 30Perguntou-lhe Jesus: Qual é o teu nome? Respondeu ele:
8.30
cp.
Legião, porque eram muitos os demônios que nele haviam entrado. 31Estes lhe suplicaram que não os mandasse ir para
8.31
Rm 10.7
Ap 9.1-2,11
11.7
17.8
20.1,3
o abismo. 32Havia ali uma grande manada de porcos pastando no monte; e pediram-lhe que lhes permitisse passar para eles. 33E foi-lhes permitido. Os demônios, tendo saído do homem, entraram nos porcos; a manada precipitou-se pelo declive
8.33
Lc 8.22-23
Lc 5.1
no lago e afogou-se. 34Quando os pastores viram o que havia acontecido, fugiram e foram contá-lo na cidade e nos campos. 35Então, saiu o povo para ver o que se tinha passado; e foram ter com Jesus,
8.35
cp.
a cujos pés encontraram, sentado, vestido e em perfeito juízo, o homem
8.35
Mt 4.24
do qual tinham saído os demônios; e ficaram com medo. 36Os que o haviam visto contaram-lhes de que modo se realizara a cura do endemoninhado. 37Todo o povo da terra dos gerasenos rogou-lhe que se retirasse deles, pois estavam possuídos de grande medo; Jesus entrou na barca e voltou. 38
8.38
Lc 8.38-39
Mc 5.18-20
Mas o homem de quem tinham saído os demônios, suplicava-lhe que o deixasse acompanhá-lo. Jesus, porém, despediu-o, dizendo: 39Volta para tua casa e conta tudo o que Deus te fez. O homem partiu, publicando por toda a cidade tudo o que lhe fizera Jesus.

O pedido de Jairo

40

8.40
cp.
Quando regressou, foi Jesus bem recebido pelo povo, pois todos o esperavam. 41
8.41
Lc 8.41-56
Mt 9.18-26
Mc 5.22-43
Veio um homem chamado Jairo, que era
8.41
Lc 8.49
Mc 5.22
chefe da sinagoga, e, prostrando-se aos pés de Jesus, suplicou-lhe que chegasse à sua casa, 42porque tinha uma filha única, de cerca de doze anos, que estava à morte. Enquanto ele ia, a multidão o apertava.

A cura de uma mulher hemorrágica

43Uma mulher que, por doze anos, estava padecendo de uma hemorragia e a quem ninguém podia curar, 44chegando-se por detrás, tocou-lhe a fímbria da capa; e, imediatamente, cessou a sua hemorragia. 45Perguntou Jesus: Quem é o que me tocou? Negando-o todos, disse Pedro:

8.45
Lc 5.5
Mestre, a multidão te aperta e te oprime. 46Mas Jesus disse: Alguém me tocou, porque eu percebi que saíra de mim
8.46
Lc 5.17
uma virtude. 47A mulher, vendo-se percebida, veio, tremendo, prostrar-se diante dele e declarou, na presença de todo o povo, o motivo por que o havia tocado e como fora imediatamente curada. 48Ele lhe disse: Filha,
8.48
Mt 9.22
a tua fé te curou;
8.48
Lc 7.50
Mc 5.34
vai-te em paz.

A ressurreição da filha de Jairo

49Quando ele ainda falava, veio uma pessoa da casa do

8.49
Lc 8.41
chefe da sinagoga, dizendo a este: Tua filha morreu, não incomodes mais o Mestre. 50Ouvindo isso, disse-lhe Jesus:
8.50
Mc 5.36
Não temas; crê somente, e ela será salva. 51Tendo chegado à casa, não permitiu que ninguém entrasse com ele, senão Pedro, João, Tiago e o pai e a mãe da menina. 52Todos choravam
8.52
Lc 23.27
Mt 11.17
e a pranteavam. Mas ele disse: Não choreis; ela não está morta, mas
8.52
Jo 11.13
sim dormindo. 53Riam-se dele, porque sabiam que ela estava morta. 54Porém ele, tomando-a pela mão, disse em voz alta: Menina, levanta-te. 55Voltou o seu espírito, e ela se levantou imediatamente; e ele mandou que lhe dessem a ela de comer. 56Seus pais encheram-se de pasmo; e ele
8.56
Mt 8.4
lhes advertiu que a ninguém contassem o que havia acontecido.