Tradução Brasileira (2010) (TB)
5

A pesca maravilhosa

51

5.1
Lc 5.1-11Mt 4.18-22
Mc 1.16-20
Jo 1.40-42
Apertado pela multidão que ouvia a palavra de Deus, achava-se Jesus na praia do
5.1
Nm 34.11
Dt 3.17
Js 12.3
13.27
Mt 4.18
lago de Genesaré; 2e viu duas barcas junto à terra; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. 3
5.3
cp.
Entrando em uma das barcas, que era de Simão, pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e, sentando-se na barca, dali ensinava a multidão. 4Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo,
5.4
cp.
e lançai as vossas redes para a pesca. 5Disse Simão:
5.5
Lc 8.24-25
9.33,49
17.13
Senhor, tendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; porém, sobre a tua palavra, lançarei as redes. 6Feito isso, apanharam uma grande quantidade de peixe; e as redes rompiam-se. 7Acenaram aos seus companheiros que estavam na outra barca, para virem ajudá-los; eles vieram e encheram ambas as barcas, a ponto de começarem elas a afundar. 8Mas, vendo isso, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus, dizendo: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador. 9Pois, à vista da pesca que haviam feito, a admiração apoderou-se de Pedro e de todos os seus companheiros, 10bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão. Disse Jesus a Simão:
5.10
Mt 14.27
Não temas; de ora em diante, serás
5.10
cp.
pescador de homens. 11Eles, levadas as barcas para a terra,
5.11
Mt 4.20,22
Mc 1.18,20
Lc 5.28Mt 19.29
deixando tudo, seguiram-no.

A cura dum leproso

12

5.12
Lc 5.12-14
Mt 8.2-4
Mc 1.40-44
Quando ele estava numa das cidades, apareceu um homem cheio de lepra; vendo a Jesus, prostrou-se com o rosto em terra e rogou-lhe: Senhor, se quiseres, bem podes tornar-me limpo. 13Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; fica limpo! No mesmo instante, desapareceu-lhe a lepra. 14Ordenou-lhe Jesus que não contasse isto a ninguém; mas, disse ele, vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta pela tua purificação, conforme Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho. 15Porém
5.15
Lv 13.49
14.22
a sua fama cada vez mais se divulgava, e grandes multidões afluíam para ouvir e ser curadas de suas enfermidades; 16mas ele costumava retirar-se para os lugares desertos e
5.16
Mt 14.23
Mc 1.35
Lc 6.12
orar.

A cura dum paralítico em Cafarnaum

17Um dia em que ele estava ensinando, achavam-se assentados perto dele

5.17
cp.
fariseus e
5.17
cp.
doutores da lei,
5.17
cp.
vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém;
5.17
Mc 5.30
Lc 6.19
8.46
e o poder do Senhor estava com ele para curar. 18
5.18
Lc 5.18-26
Mt 9.2-8
Mc 2.3-12
Vieram uns homens, trazendo um paralítico em um leito; e procuravam introduzi-lo e pô-lo diante de Jesus. 19Não achando por onde introduzi-lo, por causa da multidão, subiram ao
5.19
Mt 24.17
eirado e, por
5.19
cp.
entre os ladrilhos, o desceram no colchão para o meio de todos, diante de Jesus. 20Vendo este a fé que eles tinham, disse: Homem,
5.20
Mt 9.2
são perdoados os teus pecados. 21
5.21
Lc 3.8
Começaram os escribas e os fariseus a discorrer, dizendo:
5.21
Is 43.25
Quem é este que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus? 22Mas Jesus, percebendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Que discorreis nos vossos corações? 23Qual é mais fácil? Dizer: Perdoados são os teus pecados; ou dizer: Levanta-te e anda? 24Para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse ao
5.24
Mt 4.24
paralítico: A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. 25Imediatamente, se levantou diante deles, tomou o leito em que jazia e partiu para sua casa,
5.25
Mt 9.8
glorificando a Deus. 26Todos ficaram atônitos, glorificaram a Deus e encheram-se
5.26
Lc 7.161.65
de temor, dizendo: Hoje, vimos coisas extraordinárias.

A vocação de Levi

27

5.27
Lc 5.27-39
Mt 9.9-17
Mc 2.14-22
Depois disso, saiu, e viu um publicano, chamado
5.27
Mt 9.9
Levi, sentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! 28Ele,
5.28
Lc 5.11
deixando tudo, se levantou e o seguiu.

Jesus come com pecadores

29Levi deu-lhe um grande banquete em sua casa; e era grande o número de

5.29
cp.
publicanos e outras pessoas que estavam com eles à mesa. 30Os fariseus e
5.30
cp.
seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? 31Respondeu-lhes Jesus:
5.31
Mt 9.12-13
Mc 2.17
Os sãos não necessitam de médico, mas sim os enfermos. 32Não vim chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento.

A questão do jejum

33Disseram-lhe eles:

5.33
cp.
Os discípulos de João jejuam frequentemente e fazem orações; assim também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem. 34Jesus disse-lhes: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? 35
5.35
cp.
Dias, porém, virão, dias em que lhes será tirado o noivo; nesses dias, hão de jejuar. 36Propôs-lhes também uma parábola: Ninguém tira remendo de vestido novo e o põe em vestido velho; de outra forma, rasgará o novo, e o remendo do novo não condirá com o velho. 37Outrossim, ninguém põe vinho novo em odres velhos; de outra forma, o vinho novo arrebentará os odres, e ele se derramará, e estragar-se-ão os odres. 38Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos. 39Ninguém que já bebeu vinho velho quer o novo; porque diz: O velho é bom.

6

Jesus é senhor do sábado

61

6.1
Lc 6.1-5
Mt 12.1-8
Mc 2.23-28
Em um sábado, passando Jesus pelas searas, seus discípulos
6.1
Dt 23.25
colhiam espigas e, debulhando-as com as mãos, comiam-nas. 2Perguntaram alguns dos fariseus: Por que fazeis o que não é lícito no sábado? 3Respondeu-lhes Jesus: Nem ao menos tendes lido
6.3
1Sm 21.6
o que fez Davi, quando teve fome, ele e seus companheiros? 4Como entrou na Casa de Deus, tomou, e comeu os pães da proposição, que somente aos sacerdotes era lícito comer, e os deu também aos que com ele estavam? 5E acrescentou: O Filho do Homem é senhor do sábado.

A cura de um homem que tinha seca a mão direita

6

6.6
Lc 6.6-11
Mt 12.9-14
Mc 3.1-6
Em
6.6
Lc 6.1
outro sábado, entrou
6.6
Mt 4.23
na sinagoga e começou a ensinar. Ali se achava um homem que tinha seca a mão direita. 7Os escribas e os fariseus
6.7
Mc 3.2
observaram-no para ver se ele curava nesse dia, a fim de acharem pretexto para o acusar. 8Mas ele,
6.8
Mt 9.4
conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem que tinha seca a mão: Levanta-te e fica no meio de nós; e ele, levantando-se, ficou em pé. 9Disse-lhes Jesus: Pergunto-vos: É lícito no sábado fazer o bem ou o mal, salvar a vida ou tirá-la? 10Depois de
6.10
Mc 3.5
olhar para todos os que o rodeavam, disse ao homem: Estende a mão. Ele a estendeu, e a mão lhe foi restabelecida. 11Mas eles se encheram de furor e falavam uns com os outros, para ver o que fariam a Jesus.

A escolha dos doze apóstolos. Os seus nomes

12Naqueles dias, retirou-se para

6.12
Mt 5.1
o monte
6.12
Mt 14.23
Lc 9.289.18
5.16
a orar e passou a noite orando a Deus. 13Depois de amanhecer,
6.13
Lc 6.13-16
Mt 10.2-4
Mc 3.16-19
At 1.13
chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de
6.13
Mc 6.30
apóstolos, 14a saber: Simão, a quem deu ainda o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15
6.15
Mt 9.9
Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado zelote; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor; 17e,
6.17
cp.
descendo com eles, parou num lugar plano, onde se achava
6.17
Mt 4.25
Mc 3.7-8
grande número de seus discípulos e muito povo de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de
6.17
Mt 11.21
Tiro e de Sidom, que vieram para ouvi-lo e ser curados das suas enfermidades. 18Os que eram atormentados por espíritos imundos, ficavam sãos. 19Todo o povo procurava
6.19
Mc 3.10Mt 9.21
14.36
tocá-lo, porque saía dele
6.19
Lc 5.17
uma virtude que os curava a todos.

As bem-aventuranças e os ais

20Olhando para seus discípulos, começou a dizer:

6.20
Lc 6.20-23Mt 5.3-12
Bem-aventurados vós os pobres, porque
6.20
Mt 5.3
vosso é o reino de Deus. 21Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós que agora chorais, porque vos rireis. 22Bem-aventurados sois quando os homens vos odiarem e quando vos
6.22
cp.
expulsarem da sua companhia, vos ultrajarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem. 23Regozijai-vos naquele dia e
6.23
Ml 4.2
exultai, porque grande é o vosso galardão no céu; pois assim seus pais trataram aos profetas. 24Mas ai de vós
6.24
Tg 5.1Lc 16.25
que sois ricos! Porque
6.24
cp.
já recebestes a vossa consolação. 25Ai de vós, os que agora estais fartos! Porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides! Porque haveis de lamentar e chorar. 26Ai de vós, quando todos vos louvarem! porque assim seus pais trataram aos
6.26
Mt 7.15
falsos profetas.

A nova lei de amor

27Digo, porém, a vós que me ouvis:

6.27
Mt 5.44
Lc 6.35
Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, 28bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos insultam. 29
6.29
Lc 6.29-30
Mt 5.39-42
Ao que te bate numa face, oferece-lhe também a outra; e, ao que te tira a capa, não lhe negues a túnica. 30Dá a todo o que te pede; e, ao que tira o que é teu, não lho reclames. 31
6.31
Mt 7.12
Assim como quereis que vos façam os homens, assim fazei vós também a eles. 32Se
6.32
Mt 5.46
amais aqueles que vos amam, que mereceis? Pois também os pecadores amam aos que os amam. 33Se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, que mereceis? Até os pecadores fazem isso. 34
6.34
Mt 5.42
Se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mereceis? até os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. 35
6.35
Lc 6.27
Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, nunca desanimando; será grande a vossa recompensa, e sereis
6.35
cp.
filhos do
6.35
Lc 1.32
Altíssimo. Pois ele é benigno para com os ingratos e maus. 36Sede misericordiosos, como é misericordioso vosso Pai. 37
6.37
Lc 6.37-42
Mt 7.1-5
Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados;
6.37
Lc 23.16
At 3.13Mt 6.14
perdoai e sereis perdoados; 38dai, e dar-se-vos-á;
6.38
Mc 4.24
boa medida, recalcada, sacudida, trasbordando, vos porão no
6.38
Sl 79.12
Is 65.6-7
Jr 32.18
regaço; porque a medida de que usais, dessa tornarão a usar convosco.

A parábola do cego que guia a outro cego

39Propôs-lhes também uma parábola: Porventura,

6.39
Mt 15.14
pode um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no barranco? 40
6.40
Mt 10.24
O discípulo não é mais que seu mestre; mas todo discípulo, quando for bem instruído, será como seu mestre. 41Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu? 42Como poderás dizer a teu irmão: Deixa, irmão, que eu tire o argueiro do teu olho não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás claramente para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão. 43
6.43
Lc 6.43-44
Mt 7.16,18,20
Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. 44
6.44
Mt 7.16
Pois cada árvore se conhece pelo seu fruto. Os homens não colhem figos dos espinheiros, nem dos abrolhos vindimam uvas. 45
6.45
Mt 12.35
O homem bom do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau do mau tesouro tira o mal; porque
6.45
Mt 12.34
a sua boca fala o de que está cheio o coração.

Os dois fundamentos

46

6.46
Mt 7.21Ml 1.6
Por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? 47
6.47
Lc 6.47-49
Mt 7.24-27
Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante. 48É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo uma enchente, deu a torrente com ímpeto naquela casa e não a pôde abalar, porque tinha sido bem edificada. 49Mas aquele que as ouve e não as observa é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces, na qual a torrente deu com ímpeto, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.

7

A cura do servo de um centurião

71

7.1
cp.
Tendo Jesus concluído todos os seus discursos dirigidos ao povo, entrou
7.1
Lc 7.1-10
Mt 8.5-13
em Cafarnaum.

2Um servo de um centurião, a quem este muito estimava, estava doente, quase à morte. 3O centurião, tendo ouvido falar a respeito de Jesus,

7.3
cp.
enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, pedindo-lhe que viesse curar o seu servo. 4Estes, chegando-se a Jesus, com instância lhe suplicaram: Ele é digno de que lhe faças isso; 5pois é amigo do nosso povo e ele mesmo edificou a nossa sinagoga. 6Jesus foi com eles. Quando ia chegando à casa, o centurião enviou-lhe amigos para lhe dizer: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres em minha casa. 7Por isso, eu mesmo não me julguei digno de vir a ti; mas dize uma palavra, e o meu criado ficará são. 8Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens, e digo a um: Vai ali, e ele vai; e a outro: Vem cá, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz. 9Jesus, ouvindo isso, admirou-se e, virando-se para a multidão que o acompanhava, disse: Eu vos afirmo
7.9
Mt 8.10Lc 7.50
que nem mesmo em Israel achei tamanha fé. 10Voltando para casa os que haviam sido enviados, encontraram o servo de perfeita saúde.

A ressurreição do filho da viúva de Naim

11Em dia subsequente, dirigia-se Jesus para uma cidade chamada Naim, e iam com ele seus discípulos e uma grande multidão. 12Ao aproximar-se ele da porta da cidade, eis que levavam para fora um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e vinha com ela muita gente da cidade. 13Logo que

7.13
Lc 7.19
Lc 10.1
11.1,39
12.42
13.15
17.5-6
18.6
19.8
22.61
24.34
Jo 4.1
6.23
11.2
o Senhor a viu, compadeceu-se dela e disse-lhe: Não chores! 14Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Moço, eu te mando: levanta-te! 15Aquele que havia estado morto sentou-se e começou a falar; e Jesus o entregou à mãe dele. 16Todos ficaram
7.16
Lc 5.26
cheios de medo
7.16
Mt 9.8
e glorificaram a Deus, dizendo: Um grande
7.16
Mt 21.11Lc 7.39
profeta levantou-se entre nós; e: Deus visitou ao seu povo. 17
7.17
Mt 9.26
A notícia disso se divulgou por toda a Judeia e por toda a circunvizinhança.

João envia mensageiros a Jesus

18

7.18
Lc 7.18-35
Mt 11.2-19
Todas essas coisas foram contadas a João pelos seus discípulos. 19João, chamando dois deles, enviou-os ao Senhor para perguntar: És tu aquele que há de vir ou havemos de esperar outro? 20Quando esses homens chegaram a Jesus, disseram: João Batista enviou-nos para te perguntar: És tu aquele que há de vir ou havemos de esperar outro? 21Na mesma hora,
7.21
Mt 4.23
curou Jesus a muitos de moléstias,
7.21
Mc 3.10
de flagelos e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos. 22Então, lhes respondeu: Ide contar a João o que vistes e ouvistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, aos pobres anuncia-se-lhes o evangelho. 23E bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.

Jesus dá testemunho de João

24Partidos que foram os mensageiros de João, começou Jesus a falar ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Uma cana agitada pelo vento? 25Mas que saístes a ver? um homem vestido de roupas finas? Os que se vestem ricamente e vivem no luxo, assistem nos palácios dos reis. 26Mas que saístes a ver? Um profeta? Sim, vos digo, e muito mais do que profeta. 27Este é aquele de quem está escrito:

7.27
Ml 3.1
Mt 11.10
Mc 1.2
Eis aí envio eu ante a tua face o meu anjo,

que há de preparar o teu caminho diante de ti.

28Eu vos digo: entre os nascidos de mulher, não há nenhum maior do que João; mas o que é menor no reino de Deus é maior do que ele. 29Ao ouvir isso, todo o povo e até os publicanos
7.29
Lc 7.35
reconheceram a justiça de Deus,
7.29
Lc 3.12Mt 21.32
sendo batizados com
7.29
At 18.25
19.3
o batismo de João; 30mas os fariseus e os
7.30
Mt 22.35
doutores da lei frustraram o desígnio de Deus quanto a si mesmos, não sendo batizados por ele. 31A que, pois, compararei os homens desta geração, e a que são eles semelhantes? 32São semelhantes aos meninos que se assentam na praça e gritam uns para os outros: Nós vos tocamos flauta, e vós não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes. 33Pois veio João Batista,
7.33
Lc 1.15
não comendo pão, nem bebendo vinho, e dizeis: Ele tem demônio! 34Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis um homem glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores? 35Contudo a sabedoria
7.35
Lc 7.29
é justificada por todos os seus filhos.

A pecadora que ungiu os pés de Jesus

36Um dos fariseus convidou-o para jantar com ele. Jesus, entrando na casa do fariseu, tomou lugar à mesa. 37

7.37
Lc 7.37-39Mt 26.6-13
Mc 14.3-9
Jo 12.1-8
Havia na cidade uma mulher que era pecadora; ela, sabendo que ele estava jantando na casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com perfume; e, 38pondo-se-lhe aos pés, chorando, começou a regá-los com lágrimas, e os enxugava com os cabelos da sua cabeça, e beijava-lhe os pés, e ungia-os com o perfume. 39Ao ver isso, o fariseu que o convidara dizia consigo: Se este homem fosse
7.39
Lc 7.16
Jo 4.19
profeta, saberia quem é a que o toca e que sorte de mulher é, pois é uma pecadora. 40Disse Jesus ao fariseu: Simão, tenho uma coisa para te dizer. Ele respondeu: Dize-a, Mestre. 41Certo credor tinha dois devedores: um lhe devia quinhentos
7.41
Mt 18.28
Mc 6.37
denáriosUm denário valia 315 réis, moeda brasileira., e o outro, cinquenta. 42
7.42
Mt 18.25
Não tendo nenhum dos dois com que pagar, perdoou a dívida a ambos. Qual deles, portanto, o amará mais? 43Respondeu Simão: Suponho que aquele a quem mais perdoou. Replicou-lhe: Julgaste bem. 44Virando-se para a mulher, disse a Simão: Vês esta mulher? Entrei em tua casa
7.44
Gn 18.4
19.2
43.24
Jz 19.21
1Tm 5.10
e não me deste água para os pés; mas esta mos regou com lágrimas e os enxugou com os seus cabelos. 45
7.45
2Sm 15.5
Não me deste ósculo; ela, porém, desde que entrei, não cessou de beijar-me os pés. 46
7.46
Sl 23.5
Ec 9.82Sm 12.20
Dn 10.3
Não ungiste a minha cabeça com óleo, mas esta com perfume ungiu os meus pés. 47Por isso, te digo: Perdoados lhe são os seus pecados, que são muitos, porque ela muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa pouco ama. 48Disse à mulher:
7.48
Mt 9.2
Perdoados são os teus pecados. 49Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer consigo mesmos: Quem é este que até perdoa pecados? 50Mas Jesus disse à mulher:
7.50
cp.
A tua fé te salvou;
7.50
Lc 8.48
Mc 5.34
vai-te em paz.