Tradução Brasileira (2010) (TB)
4

A tentação de Jesus

41

4.1
Lc 4.1-13
Mt 4.1-11
Mt 1.12-13
Cheio do Espírito Santo,
4.1
Lc 3.3,21
voltou Jesus do Jordão e foi guiado pelo Espírito, no deserto, 2durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu nesses dias; mas, passados eles, teve fome. 3Então, lhe disse o Diabo: Se és Filho de Deus, manda que esta pedra se torne em pão. 4Respondeu-lhe Jesus:
4.4
Dt 8.3
Está escrito que não só de pão viverá o homem. 5
4.5
Mt 4.8-10
Levando-o a uma altura, mostrou-lhe, num relance, todos os reinos do
4.5
Mt 24.14
mundo. 6Disse-lhe o Diabo: Dar-te-ei toda esta autoridade e a glória destes reinos,
4.6
cp.
porque ela me tem sido entregue, e a dou a quem eu quiser; 7se tu, pois, me adorares, tudo será teu. 8Respondeu-lhe Jesus: Está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele darás culto. 9
4.9
Mt 4.5-7
Então o levou a Jerusalém, o colocou sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; 10porque está escrito:

4.10
Sl 91.11-12
Aos seus anjos ordenará a teu respeito para te guardarem,

11e:

Eles te susterão nas suas mãos,

Para não tropeçares em alguma pedra.

12Respondeu-lhe Jesus:
4.12
Dt 6.16
Dito está que não tentarás o Senhor teu Deus.

13Tendo o Diabo acabado toda a sorte de tentação, apartou-se dele até ocasião oportuna.

Jesus volta para a Galileia, e principia a sua missão

14

4.14
Mt 4.12
Regressou Jesus para a Galileia no poder do Espírito, e
4.14
Lc 4.37
Mt 9.26
a sua fama correu por toda a circunvizinhança. 15Ele
4.15
Mt 4.23
ensinava nas sinagogas, sendo glorificado por todos.

Jesus prega na sinagoga de Nazaré

16Indo a

4.16
Lc 2.39,51
Nazaré, onde se criara, ao sábado
4.16
cp.
entrou na sinagoga segundo o seu costume,
4.16
cp.
e levantou-se para ler. 17Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías e, abrindo-o, achou o lugar em que estava escrito:

18

4.18
Is 61.1Mt 12.1811.5
Jo 3.34
O Espírito do Senhor está sobre mim,

Pelo que me ungiu para anunciar boas novas aos pobres;

Enviou-me para proclamar libertação aos cativos,

E restauração da vista aos cegos,

Para pôr em liberdade os oprimidos,

19E

4.19
Lv 25.10
proclamar o ano aceitável do Senhor.

20Tendo
4.20
Lc 4.17
fechado o livro, o entregou ao assistente
4.20
Mt 26.55
e sentou-se; e todos na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21Então começou Jesus a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta Escritura nos vossos ouvidos. 22Todos lhe davam testemunho e se maravilhavam das palavras cheias de graça que saíam da sua boca, e perguntavam:
4.22
cp.
Não é este o filho de José? 23Disse-lhes Jesus: Sem dúvida citar-me-eis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; tudo o que soubemos que fizeste em
4.23
Mt 4.13
Mc 1.212.1Jo 4.46Lc 4.35
Cafarnaum, faze-o também aqui na tua
4.23
Lc 4.16
Lc 2.39,51
Mc 6.1
terra. 24Prosseguiu: Em verdade vos afirmo que
4.24
Mt 13.57
Mc 6.4
Jo 4.44
nenhum profeta é aceito na sua terra. 25Porém, com certeza, vos digo que muitas viúvas havia em Israel nos
4.25
1Rs 17.1
18.1
Tg 5.17
dias de Elias, quando se fechou o céu por três anos e seis meses, de modo que houve uma grande fome em toda a terra; 26e a nenhuma delas foi Elias enviado,
4.26
1Rs 17.9
senão a uma viúva de Sarepta
4.26
cp.
de Sidom. 27Havia também muitos leprosos em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles ficou limpo,
4.27
2Rs 5.1-14
senão Naamã, o siro. 28Todos na sinagoga se encheram de ira, ao ouvir essas coisas; 29e, levantando-se,
4.29
cp.
expulsaram-no da cidade e o levaram até o cume do monte sobre o qual estava edificada a cidade, para o precipitarem. 30Mas Jesus,
4.30
cp.
passando por meio deles, seguiu o seu caminho.

A cura de um endemoninhado em Cafarnaum

31

4.31
Lc 4.31-37
Mc 1.21-28
Desceu
4.31
Mt 4.13Lc 4.23
a Cafarnaum, cidade da Galileia. Ele os ensinava no sábado. 32
4.32
Mt 7.28
E admiravam-se da
4.32
Lc 4.36Jo 7.46
sua doutrina, porque a sua palavra era com autoridade. 33Estava na sinagoga um homem possesso do espírito de um demônio imundo, e bradou em alta voz: 34Deixa-nos!
4.34
Mt 8.29
Que temos nós contigo, Jesus,
4.34
Mc 1.24
Nazareno? Vieste a perder-nos? Bem sei quem és; és o
4.34
Mc 1.24
Santo de Deus. 35Jesus
4.35
Lc 4.39,41
Mt 8.26
Mc 4.39
Lc 8.24
repreendeu-o, dizendo: Cala-te e sai deste homem. O demônio, depois de o ter lançado por terra no meio de todos, saiu dele sem tê-lo ofendido. 36Todos ficaram admirados e perguntavam uns aos outros: Que palavra é esta, pois,
4.36
Lc 4.32
com autoridade e poder, ordena aos espíritos imundos, e eles saem? 37E por
4.37
Lc 4.14
todos os lugares da circunvizinhança divulgava-se a sua fama.

A cura da sogra de Pedro

38

4.38
Lc 4.38-39
Mt 8.14-15
Mc 1.29-31
Tendo saído da sinagoga, entrou na casa de Simão. A sogra deste estava com
4.38
Mt 4.24
uma febre violenta, e pediram-lhe a favor dela. 39Ele, inclinando-se para ela,
4.39
Lc 4.35,41
repreendeu a febre; a febre a deixou, e logo se levantou e os servia.

Muitos outros curados

40

4.40
Lc 4.40-41
Mt 8.16-17
Mc 1.32-34
Ao
4.40
cp.
pôr do sol, todos os que tinham enfermos de várias moléstias lhos trouxeram; e ele,
4.40
Mc 5.23
pondo as mãos sobre cada um deles,
4.40
Mt 4.23
os curou. 41Também de muitos saíram os demônios, gritando: Tu és
4.41
Mt 4.3
o Filho de Deus. Ele,
4.41
Lc 4.35
repreendendo-os,
4.41
Mc 1.34Mt 8.4
não lhes permitiu que falassem, porque sabiam que ele era o Cristo.

Jesus vai a um lugar deserto

42

4.42
Lc 4.42-43
Mc 1.35-38
Sendo já dia, saiu e foi a um lugar deserto; as multidões procuravam-no e, encontrando-o, queriam detê-lo, para que não as deixasse. 43Mas ele lhes disse: É necessário que eu anuncie o evangelho do reino de Deus também às outras cidades, pois
4.43
cp.
para isso é que fui enviado.

Jesus prega na Judeia

44

4.44
Mt 4.23
E pregava nas sinagogas da Judeia.

5

A pesca maravilhosa

51

5.1
Lc 5.1-11Mt 4.18-22
Mc 1.16-20
Jo 1.40-42
Apertado pela multidão que ouvia a palavra de Deus, achava-se Jesus na praia do
5.1
Nm 34.11
Dt 3.17
Js 12.3
13.27
Mt 4.18
lago de Genesaré; 2e viu duas barcas junto à terra; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. 3
5.3
cp.
Entrando em uma das barcas, que era de Simão, pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e, sentando-se na barca, dali ensinava a multidão. 4Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo,
5.4
cp.
e lançai as vossas redes para a pesca. 5Disse Simão:
5.5
Lc 8.24-25
9.33,49
17.13
Senhor, tendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; porém, sobre a tua palavra, lançarei as redes. 6Feito isso, apanharam uma grande quantidade de peixe; e as redes rompiam-se. 7Acenaram aos seus companheiros que estavam na outra barca, para virem ajudá-los; eles vieram e encheram ambas as barcas, a ponto de começarem elas a afundar. 8Mas, vendo isso, Simão Pedro caiu aos pés de Jesus, dizendo: Retira-te de mim, Senhor, porque sou um homem pecador. 9Pois, à vista da pesca que haviam feito, a admiração apoderou-se de Pedro e de todos os seus companheiros, 10bem como de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão. Disse Jesus a Simão:
5.10
Mt 14.27
Não temas; de ora em diante, serás
5.10
cp.
pescador de homens. 11Eles, levadas as barcas para a terra,
5.11
Mt 4.20,22
Mc 1.18,20
Lc 5.28Mt 19.29
deixando tudo, seguiram-no.

A cura dum leproso

12

5.12
Lc 5.12-14
Mt 8.2-4
Mc 1.40-44
Quando ele estava numa das cidades, apareceu um homem cheio de lepra; vendo a Jesus, prostrou-se com o rosto em terra e rogou-lhe: Senhor, se quiseres, bem podes tornar-me limpo. 13Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; fica limpo! No mesmo instante, desapareceu-lhe a lepra. 14Ordenou-lhe Jesus que não contasse isto a ninguém; mas, disse ele, vai mostrar-te ao sacerdote e fazer a oferta pela tua purificação, conforme Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho. 15Porém
5.15
Lv 13.49
14.22
a sua fama cada vez mais se divulgava, e grandes multidões afluíam para ouvir e ser curadas de suas enfermidades; 16mas ele costumava retirar-se para os lugares desertos e
5.16
Mt 14.23
Mc 1.35
Lc 6.12
orar.

A cura dum paralítico em Cafarnaum

17Um dia em que ele estava ensinando, achavam-se assentados perto dele

5.17
cp.
fariseus e
5.17
cp.
doutores da lei,
5.17
cp.
vindos de todas as aldeias da Galileia, da Judeia e de Jerusalém;
5.17
Mc 5.30
Lc 6.19
8.46
e o poder do Senhor estava com ele para curar. 18
5.18
Lc 5.18-26
Mt 9.2-8
Mc 2.3-12
Vieram uns homens, trazendo um paralítico em um leito; e procuravam introduzi-lo e pô-lo diante de Jesus. 19Não achando por onde introduzi-lo, por causa da multidão, subiram ao
5.19
Mt 24.17
eirado e, por
5.19
cp.
entre os ladrilhos, o desceram no colchão para o meio de todos, diante de Jesus. 20Vendo este a fé que eles tinham, disse: Homem,
5.20
Mt 9.2
são perdoados os teus pecados. 21
5.21
Lc 3.8
Começaram os escribas e os fariseus a discorrer, dizendo:
5.21
Is 43.25
Quem é este que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus? 22Mas Jesus, percebendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Que discorreis nos vossos corações? 23Qual é mais fácil? Dizer: Perdoados são os teus pecados; ou dizer: Levanta-te e anda? 24Para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse ao
5.24
Mt 4.24
paralítico: A ti te digo: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. 25Imediatamente, se levantou diante deles, tomou o leito em que jazia e partiu para sua casa,
5.25
Mt 9.8
glorificando a Deus. 26Todos ficaram atônitos, glorificaram a Deus e encheram-se
5.26
Lc 7.161.65
de temor, dizendo: Hoje, vimos coisas extraordinárias.

A vocação de Levi

27

5.27
Lc 5.27-39
Mt 9.9-17
Mc 2.14-22
Depois disso, saiu, e viu um publicano, chamado
5.27
Mt 9.9
Levi, sentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! 28Ele,
5.28
Lc 5.11
deixando tudo, se levantou e o seguiu.

Jesus come com pecadores

29Levi deu-lhe um grande banquete em sua casa; e era grande o número de

5.29
cp.
publicanos e outras pessoas que estavam com eles à mesa. 30Os fariseus e
5.30
cp.
seus escribas murmuravam contra os discípulos de Jesus, perguntando: Por que comeis e bebeis com os publicanos e pecadores? 31Respondeu-lhes Jesus:
5.31
Mt 9.12-13
Mc 2.17
Os sãos não necessitam de médico, mas sim os enfermos. 32Não vim chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento.

A questão do jejum

33Disseram-lhe eles:

5.33
cp.
Os discípulos de João jejuam frequentemente e fazem orações; assim também os dos fariseus, mas os teus comem e bebem. 34Jesus disse-lhes: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? 35
5.35
cp.
Dias, porém, virão, dias em que lhes será tirado o noivo; nesses dias, hão de jejuar. 36Propôs-lhes também uma parábola: Ninguém tira remendo de vestido novo e o põe em vestido velho; de outra forma, rasgará o novo, e o remendo do novo não condirá com o velho. 37Outrossim, ninguém põe vinho novo em odres velhos; de outra forma, o vinho novo arrebentará os odres, e ele se derramará, e estragar-se-ão os odres. 38Pelo contrário, vinho novo deve ser posto em odres novos. 39Ninguém que já bebeu vinho velho quer o novo; porque diz: O velho é bom.

6

Jesus é senhor do sábado

61

6.1
Lc 6.1-5
Mt 12.1-8
Mc 2.23-28
Em um sábado, passando Jesus pelas searas, seus discípulos
6.1
Dt 23.25
colhiam espigas e, debulhando-as com as mãos, comiam-nas. 2Perguntaram alguns dos fariseus: Por que fazeis o que não é lícito no sábado? 3Respondeu-lhes Jesus: Nem ao menos tendes lido
6.3
1Sm 21.6
o que fez Davi, quando teve fome, ele e seus companheiros? 4Como entrou na Casa de Deus, tomou, e comeu os pães da proposição, que somente aos sacerdotes era lícito comer, e os deu também aos que com ele estavam? 5E acrescentou: O Filho do Homem é senhor do sábado.

A cura de um homem que tinha seca a mão direita

6

6.6
Lc 6.6-11
Mt 12.9-14
Mc 3.1-6
Em
6.6
Lc 6.1
outro sábado, entrou
6.6
Mt 4.23
na sinagoga e começou a ensinar. Ali se achava um homem que tinha seca a mão direita. 7Os escribas e os fariseus
6.7
Mc 3.2
observaram-no para ver se ele curava nesse dia, a fim de acharem pretexto para o acusar. 8Mas ele,
6.8
Mt 9.4
conhecendo-lhes os pensamentos, disse ao homem que tinha seca a mão: Levanta-te e fica no meio de nós; e ele, levantando-se, ficou em pé. 9Disse-lhes Jesus: Pergunto-vos: É lícito no sábado fazer o bem ou o mal, salvar a vida ou tirá-la? 10Depois de
6.10
Mc 3.5
olhar para todos os que o rodeavam, disse ao homem: Estende a mão. Ele a estendeu, e a mão lhe foi restabelecida. 11Mas eles se encheram de furor e falavam uns com os outros, para ver o que fariam a Jesus.

A escolha dos doze apóstolos. Os seus nomes

12Naqueles dias, retirou-se para

6.12
Mt 5.1
o monte
6.12
Mt 14.23
Lc 9.289.18
5.16
a orar e passou a noite orando a Deus. 13Depois de amanhecer,
6.13
Lc 6.13-16
Mt 10.2-4
Mc 3.16-19
At 1.13
chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu também o nome de
6.13
Mc 6.30
apóstolos, 14a saber: Simão, a quem deu ainda o nome de Pedro, e André, seu irmão; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15
6.15
Mt 9.9
Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado zelote; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, que se tornou traidor; 17e,
6.17
cp.
descendo com eles, parou num lugar plano, onde se achava
6.17
Mt 4.25
Mc 3.7-8
grande número de seus discípulos e muito povo de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de
6.17
Mt 11.21
Tiro e de Sidom, que vieram para ouvi-lo e ser curados das suas enfermidades. 18Os que eram atormentados por espíritos imundos, ficavam sãos. 19Todo o povo procurava
6.19
Mc 3.10Mt 9.21
14.36
tocá-lo, porque saía dele
6.19
Lc 5.17
uma virtude que os curava a todos.

As bem-aventuranças e os ais

20Olhando para seus discípulos, começou a dizer:

6.20
Lc 6.20-23Mt 5.3-12
Bem-aventurados vós os pobres, porque
6.20
Mt 5.3
vosso é o reino de Deus. 21Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis fartos. Bem-aventurados vós que agora chorais, porque vos rireis. 22Bem-aventurados sois quando os homens vos odiarem e quando vos
6.22
cp.
expulsarem da sua companhia, vos ultrajarem e rejeitarem o vosso nome como indigno, por causa do Filho do Homem. 23Regozijai-vos naquele dia e
6.23
Ml 4.2
exultai, porque grande é o vosso galardão no céu; pois assim seus pais trataram aos profetas. 24Mas ai de vós
6.24
Tg 5.1Lc 16.25
que sois ricos! Porque
6.24
cp.
já recebestes a vossa consolação. 25Ai de vós, os que agora estais fartos! Porque tereis fome. Ai de vós, os que agora rides! Porque haveis de lamentar e chorar. 26Ai de vós, quando todos vos louvarem! porque assim seus pais trataram aos
6.26
Mt 7.15
falsos profetas.

A nova lei de amor

27Digo, porém, a vós que me ouvis:

6.27
Mt 5.44
Lc 6.35
Amai os vossos inimigos, fazei o bem aos que vos odeiam, 28bendizei aos que vos maldizem, orai pelos que vos insultam. 29
6.29
Lc 6.29-30
Mt 5.39-42
Ao que te bate numa face, oferece-lhe também a outra; e, ao que te tira a capa, não lhe negues a túnica. 30Dá a todo o que te pede; e, ao que tira o que é teu, não lho reclames. 31
6.31
Mt 7.12
Assim como quereis que vos façam os homens, assim fazei vós também a eles. 32Se
6.32
Mt 5.46
amais aqueles que vos amam, que mereceis? Pois também os pecadores amam aos que os amam. 33Se fizerdes o bem aos que vos fazem o bem, que mereceis? Até os pecadores fazem isso. 34
6.34
Mt 5.42
Se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mereceis? até os pecadores emprestam aos pecadores, para receberem outro tanto. 35
6.35
Lc 6.27
Amai, porém, os vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, nunca desanimando; será grande a vossa recompensa, e sereis
6.35
cp.
filhos do
6.35
Lc 1.32
Altíssimo. Pois ele é benigno para com os ingratos e maus. 36Sede misericordiosos, como é misericordioso vosso Pai. 37
6.37
Lc 6.37-42
Mt 7.1-5
Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados;
6.37
Lc 23.16
At 3.13Mt 6.14
perdoai e sereis perdoados; 38dai, e dar-se-vos-á;
6.38
Mc 4.24
boa medida, recalcada, sacudida, trasbordando, vos porão no
6.38
Sl 79.12
Is 65.6-7
Jr 32.18
regaço; porque a medida de que usais, dessa tornarão a usar convosco.

A parábola do cego que guia a outro cego

39Propôs-lhes também uma parábola: Porventura,

6.39
Mt 15.14
pode um cego guiar outro cego? Não cairão ambos no barranco? 40
6.40
Mt 10.24
O discípulo não é mais que seu mestre; mas todo discípulo, quando for bem instruído, será como seu mestre. 41Por que vês o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu? 42Como poderás dizer a teu irmão: Deixa, irmão, que eu tire o argueiro do teu olho não vendo tu mesmo a trave que está no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então verás claramente para tirar o argueiro que está no olho de teu irmão. 43
6.43
Lc 6.43-44
Mt 7.16,18,20
Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. 44
6.44
Mt 7.16
Pois cada árvore se conhece pelo seu fruto. Os homens não colhem figos dos espinheiros, nem dos abrolhos vindimam uvas. 45
6.45
Mt 12.35
O homem bom do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau do mau tesouro tira o mal; porque
6.45
Mt 12.34
a sua boca fala o de que está cheio o coração.

Os dois fundamentos

46

6.46
Mt 7.21Ml 1.6
Por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? 47
6.47
Lc 6.47-49
Mt 7.24-27
Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as observa, eu vos mostrarei a quem é semelhante. 48É semelhante a um homem que, edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e pôs os alicerces sobre a rocha; e, vindo uma enchente, deu a torrente com ímpeto naquela casa e não a pôde abalar, porque tinha sido bem edificada. 49Mas aquele que as ouve e não as observa é semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces, na qual a torrente deu com ímpeto, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa.