Tradução Brasileira (2010) (TB)
18

A parábola do juiz iníquo

181Propôs-lhes Jesus uma parábola para mostrar que

18.1
cp.
deviam orar sempre e
18.1
2Co 4.1
nunca desanimar, dizendo: 2Havia, em certa cidade, um juiz que não temia a Deus, nem
18.2
Lc 18.4Lc 20.13
Hb 12.9
respeitava os homens. 3Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha constantemente ter com ele, dizendo: Defende-me do meu adversário. 4Ele, por algum tempo, não a queria atender; mas, depois, disse consigo: Se bem que eu não tema a Deus, nem respeite os homens; 5todavia,
18.5
cp.
como esta viúva me incomoda, julgarei a sua causa, para que ela não continue
18.5
1Co 9.27
a molestar-me com as suas visitas. 6Ouvi, acrescentou
18.6
Lc 7.13
o Senhor, o que disse esse juiz injusto. 7Não
18.7
Ap 6.10
fará Deus justiça aos seus
18.7
Mt 24.22
Rm 8.33
Cl 3.12
2Tm 2.10
Tt 1.1
escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora seja
18.7
2Pe 3.9
demorado em defendê-los? 8Digo-vos que, bem depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem,
18.8
cp.
achará, porventura, fé na terra?

A parábola do fariseu e do publicano

9Propôs também a seguinte parábola a alguns que

18.9
cp.
confiavam na sua própria justiça e
18.9
cp.
desprezavam aos outros: 10
18.10
At 3.1
2Rs 20.5,81Rs 10.5
Subiram dois homens ao templo para orar: um fariseu, e outro publicano. 11O fariseu,
18.11
Mt 6.5
Mc 11.25Lc 22.41
posto em pé, orava dentro de si desta forma: Ó Deus, graças te dou que não sou como os demais homens, que são ladrões, injustos, adúlteros, nem ainda como este publicano; 12
18.12
Mt 9.14
jejuo duas vezes por semana e
18.12
Lc 11.42
dou o dízimo de tudo quanto ganho. 13O publicano, porém, estando a alguma distância,
18.13
Ed 9.6
não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu,
18.13
Lc 23.48
mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim pecador. 14Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele;
18.14
Lc 14.11
Mt 23.12
porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.

Jesus abençoa as crianças

15

18.15
Lc 18.15-17
Mt 19.13-15
Mc 10.13-16
Traziam-lhe também as crianças, para que as tocasse; e os discípulos, vendo isso, repreendiam aos que as traziam. 16Mas Jesus, chamando-as para junto de si, disse: Deixai vir a mim os meninos, e não os impeçais; pois dos tais é o reino de Deus. 17Em verdade vos digo:
18.17
Mt 18.3
19.14
Mc 10.151Co 14.20
1Pe 2.2
aquele que não receber o reino de Deus como um menino de maneira alguma entrará nele.

O perigo das riquezas

18

18.18
Lc 18.18-30
Mt 19.16-29
Mc 10.17-30Lc 10.25-28
Um homem de posição perguntou-lhe: Bom Mestre, que devo eu fazer para herdar a vida eterna? 19Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? ninguém é bom, senão só um, que é Deus. 20Sabes os mandamentos:
18.20
Êx 20.12-16
Dt 5.16-20
Não adulterarás, não matarás, não furtarás, nãos dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe. 21Replicou ele: Todas essas coisas tenho guardado desde a minha mocidade. 22Jesus, ouvindo isso, disse-lhe: Ainda uma coisa te falta:
18.22
Lc 12.33
Mt 19.21
Mt 6.20
vende tudo o que tens, e reparte-o pelos pobres, e terás um tesouro nos céus; e vem seguir-me. 23Quando ouviu essas palavras, ficou cheio de tristeza porque era muito rico. 24Jesus, olhando-o, disse:
18.24
Mt 19.23
Mc 10.23
Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! 25Pois
18.25
Mt 19.24
Mc 10.25
mais fácil é passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus. 26Disseram os ouvintes: Quem, então, pode ser salvo? 27Respondeu Jesus:
18.27
Mt 19.26
O que é impossível aos homens é possível a Deus. 28Disse Pedro:
18.28
cp.
Nós deixamos as nossas casas e te seguimos. 29Respondeu-lhes Jesus: Em verdade vos digo:
18.29
Mt 19.29
Mc 10.29Mt 6.33
Ninguém há que tenha deixado casa, ou mulher, ou irmãos, ou pais, ou filhos, por amor do reino de Deus, 30que não receba, no presente, muito mais e,
18.30
Mt 12.32
no mundo vindouro, a vida eterna.

Jesus anuncia a sua morte e ressurreição

31

18.31
Lc 18.31-33
Mt 20.17-19
Mc 10.32-34
Tomando à parte os doze, disse-lhes: Eis que
18.31
Lc 9.51
subimos a Jerusalém,
18.31
Sl 22
Is 53
e tudo quanto os profetas escreveram a respeito do Filho do Homem, se cumprirá; 32
18.32
Mt 16.21
pois será entregue aos gentios, escarnecido, ultrajado e cuspido; 33e, depois de o açoitarem, tirar-lhe-ão a vida, e, ao terceiro dia, ressurgirá. 34
18.34
Mc 9.32
Lc 9.45
Eles, porém, nada disso entenderam; e o sentido dessas palavras era-lhes oculto, e não percebiam o que ele dizia.

A cura do cego de Jericó

35

18.35
Lc 18.35-43
Mt 20.29-34
Mc 10.46-52
Ao
18.35
cp.
aproximar-se ele de Jericó, um cego estava sentado à beira do caminho, mendigando. 36Ouvindo passar a multidão, perguntava ele o que era aquilo. 37Responderam-lhe: É Jesus, o Nazareno, que vai passando. 38Então, clamou: Jesus,
18.38
Lc 18.39
Mt 9.27
Filho de Davi, tem compaixão de mim! 39Os que iam adiante mandavam que se calasse, mas ele clamava ainda mais:
18.39
Lc 18.38
Filho de Davi, tem compaixão de mim! 40Parando Jesus, mandou que lho trouxessem. Tendo ele chegado, perguntou-lhe: 41Que queres que eu te faça? Respondeu ele: Senhor, que eu tenha vista. 42Disse-lhe Jesus: Vê;
18.42
Mt 9.22
a tua fé te curou. 43Imediatamente, viu e seguiu a Jesus,
18.43
Mt 9.8
glorificando a Deus.
18.43
Lc 13.17Lc 9.43
19.37
Todo o povo, vendo isso, deu louvor a Deus.

19

Zaqueu, o publicano

191Tendo Jesus

19.1
Lc 18.35
entrado em Jericó, atravessava a cidade. 2Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos publicanos e rico; 3este procurava ver quem era Jesus, porém não o podia conseguir por causa da multidão, porque era de baixa estatura. 4Correndo adiante, subiu a um
19.4
1Rs 10.27
1Cr 27.28
2Cr 1.15
9.27
Sl 78.47
Is 9.10Lc 17.6
sicômoro, a fim de vê-lo, porque estava para passar por ali. 5Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa; porque importa que eu fique hoje em tua casa. 6Ele desceu a toda a pressa e o recebeu com alegria. 7Vendo isso, todos murmuravam, dizendo que ele tinha ido hospedar-se em casa de um pecador. 8Zaqueu, levantando-se, disse a Jesus:
19.8
Lc 7.13
Senhor, vou dar a metade dos meus bens aos pobres e, se em alguma coisa
19.8
Lc 3.14
defraudei a alguém, lho restituirei
19.8
cp.
quadruplicado. 9Disse-lhe Jesus: Hoje, entrou a salvação nesta casa, porquanto este também é
19.9
cp.
filho de Abraão; 10porque
19.10
Mt 18.11
o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

A parábola das dez minas

11Ouvindo eles isso, prosseguiu Jesus e propôs uma parábola, visto estar

19.11
Lc 9.51
ele perto de Jerusalém e pensarem eles que
19.11
Lc 17.20
o reino de Deus havia de manifestar-se imediatamente. 12Disse, pois:
19.12
Lc 19.12-27Mt 25.14-30
Certo homem ilustre foi para um país longínquo, a fim de obter para si o governo e voltar. 13Chamou dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: Negociai até eu voltar. 14Mas os seus concidadãos o odiavam e enviaram após ele uma embaixada, dizendo: Não queremos que este homem nos governe. 15Quando ele voltou, depois de haver tomado posse do governo, mandou chamar os servos a quem dera o dinheiro, a fim de saber como cada um havia negociado. 16Apresentou-se o primeiro e disse: Senhor, a tua mina rendeu dez. 17Respondeu-lhe o senhor: Muito bem, servo bom, porque foste
19.17
Lc 16.10
fiel no mínimo, terás autoridade sobre dez cidades. 18Veio o segundo, dizendo: Senhor, a tua mina rendeu cinco. 19A este respondeu: Sê tu também sobre cinco cidades. 20Veio outro, dizendo: Senhor, eis a tua mina, que tive guardada em um lenço; 21pois eu tinha medo de ti, porque és homem severo, tiras o que não puseste e ceifas o que não semeaste. 22Respondeu-lhe: Servo mau, pela tua boca eu te julgarei. Sabias que sou homem severo, que tiro o que não pus e ceifo o que não semeei; 23por que, pois, não puseste o meu dinheiro no banco? E, então, na minha vinda, o teria exigido com juros. 24Disse aos que estavam presentes: Tirai-lhe a mina e dai-a ao que tem as dez. 25Responderam-lhe: Senhor, este já tem dez. 26
19.26
Mt 13.12
Lc 8.18
Declaro-vos que a todo o que tem dar-se-lhe-á; mas ao que não tem até aquilo que tem, lhe será tirado. 27Quanto, porém,
19.27
Lc 19.14
a esses meus inimigos, que não quiseram que eu os governasse, trazei-os aqui e
19.27
cp.
matai-os diante de mim.

Jesus vai a Jerusalém

28Depois de ter Jesus assim falado,

19.28
Mc 10.32
ia adiante deles,
19.28
Lc 9.51
subindo para Jerusalém.

A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém

29

19.29
Lc 19.29-38
Mt 21.1-9
Mc 11.1-10
Ao aproximar-se de Betfagé e de
19.29
Mt 21.17
Betânia, junto ao monte chamado
19.29
Lc 21.37
At 1.12
Olival, enviou dois de seus discípulos, 30dizendo-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós e, ao entrar ali, achareis preso um jumentinho que nunca foi montado; desprendei-o e trazei-o. 31Se alguém vos perguntar: Por que o desprendeis? Respondereis assim: O Senhor precisa dele. 32Partiram os que tinham sido enviados e acharam conforme lhes dissera Jesus. 33Enquanto desprendiam o jumentinho, perguntaram-lhes os seus donos: Por que desprendeis o jumentinho? 34Responderam: O Senhor precisa dele. 35Trouxeram-no a Jesus e,
19.35
Lc 19.35-38
Jo 12.12-15
lançando as suas capas sobre o jumentinho, fizeram-no montar. 36Enquanto ele caminhava, muitos estendiam as suas capas na estrada. 37Quando ele já ia chegando à descida do
19.37
Mt 21.1Lc 19.29
monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos começou, jubilosa,
19.37
Lc 18.43
a louvar a Deus em altas vozes por todos os milagres que tinha visto, 38dizendo:
19.38
Sl 118.26
Bendito é o
19.38
Mt 2.225.34
Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e
19.38
Lc 2.14Mt 21.9
glória nas maiores alturas! 39
19.39
cp.
Alguns dos fariseus dentre a multidão lhe disseram: Mestre, repreende os teus discípulos. 40Respondeu-lhes: Declaro-vos que, se estes se calarem,
19.40
cp.
as pedras clamarão.

Jesus chora sobre Jerusalém

41Quando Jesus já estava perto, ao ver a cidade,

19.41
cp.
chorou sobre ela, 42dizendo: Ah! Se tu conheceras ainda hoje o que te pode trazer a paz! Mas isso está agora oculto aos teus olhos. 43Pois sobre ti virão dias, em que os teus inimigos
19.43
cp.
levantarão trincheiras em redor de ti,
19.43
Lc 21.20
te cercarão e te apertarão de todos os lados 44e te derribarão a ti bem como a teus filhos que estiverem dentro de ti;
19.44
Mt 24.2
Mc 13.2
Lc 21.6
e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste
19.44
1Pe 2.12
o tempo da tua visitação.

A purificação do templo

45

19.45
Lc 19.45-46
Mt 21.12-16
Mc 11.15-18Jo 2.13-16
Tendo entrado no templo, começou a expulsar os que ali vendiam, 46dizendo-lhes: Está escrito:
19.46
Is 56.7
Mt 21.13
Mc 11.17
A minha casa será casa de oração, mas vós a fizestes um
19.46
Jr 7.11
covil de salteadores.

Jesus ensina no templo

47

19.47
Mt 26.55
Todos os dias ensinava no templo; mas os principais sacerdotes, os escribas e os principais entre o povo
19.47
Lc 20.19
procuravam tirar-lhe a vida 48e não sabiam o que haviam de fazer; pois todo o povo o escutava com muita atenção.

20

Acerca da autoridade de Jesus. O batismo de João

201

20.1
Lc 20.1-8
Mt 21.23-27
Mc 11.27-33
Em um dos dias em que Jesus
20.1
Mt 26.55
Lc 19.47
ensinava ao povo no templo e
20.1
Lc 8.1
anunciava o evangelho,
20.1
At 4.1
6.12
sobrevieram os principais sacerdotes e os escribas, juntamente com os anciãos, 2e falaram-lhe nestes termos: Dize-nos: Com que autoridade fazes essas coisas ou quem é o que te deu esta autoridade? 3Respondeu-lhes: Também eu vos farei uma pergunta; respondei-me: 4O batismo de João era do céu ou dos homens? 5Eles, consultando entre si, diziam: Se dissermos que era do céu, ele dirá: Por que, então, não lhe destes crédito? 6Mas, se dissermos que era dos homens, todo o povo nos apedrejará, porque está convencido de que João era
20.6
Mt 11.9Lc 7.29-30
profeta. 7Responderam, por fim, que não sabiam donde era. 8Replicou-lhes Jesus: Nem eu vos digo com que autoridade faço essas coisas.

A parábola dos lavradores maus

9

20.9
Lc 20.9-19
Mt 21.33-46
Mc 12.1-12
Começou a propor ao povo esta parábola: Um homem plantou uma vinha, arrendou-a a alguns lavradores e partiu para outro país, onde se demorou muito. 10No tempo próprio, mandou um servo aos lavradores, para que lhe dessem do fruto da vinha; os lavradores, porém, depois de o espancarem, mandaram-no embora sem coisa alguma. 11Tornou a enviar outro servo; e a este, depois de o espancarem e ultrajarem, despediram vazio. 12Enviou ainda outro, e feriram também a este e enxotaram-no. 13Então, disse o dono da vinha: Que farei? Enviarei meu filho amado; a ele talvez
20.13
Lc 18.2
respeitarão. 14Mas, quando os lavradores o viram, discorreram entre si, dizendo: Este é o herdeiro; matemo-lo para que a herança seja nossa. 15Lançaram-no fora da vinha e o mataram. Que lhes fará, pois, o dono da vinha? 16Virá, e
20.16
cp.
exterminará esses lavradores, e dará a vinha a outros. Ao ouvirem isso, disseram:
20.16
Rm 3.4,6,31
6.2,15
7.7,13
9.14
11.1,11
1Co 6.15
Gl 2.17
3.21
6.14
Tal não aconteça! 17Mas Jesus, olhando para eles, disse: Que quer, então, dizer o que está escrito:

20.17
Sl 118.22
A pedra que os edificadores rejeitaram,

esta foi posta como

20.17
cp.
a pedra angular?

18
20.18
Mt 21.44
Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; mas aquele sobre quem ela cair será reduzido a pó.

A questão do tributo

19Naquela mesma hora, os escribas e os principais sacerdotes

20.19
Lc 19.47
procuraram pôr-lhe as mãos, mas temeram o povo; pois perceberam que, em referência a eles, havia dito esta parábola. 20
20.20
Lc 20.20-26
Mt 22.15-22
Mc 12.13-17
Observando-o,
20.20
Mc 3.2
enviaram-lhe emissários que se fingiram justos,
20.20
Lc 11.54
Lc 20.26
para o apanhar em alguma palavra, de modo que o pudessem entregar à jurisdição e à autoridade do
20.20
Mt 27.2
governador. 21E perguntaram-lhe: Mestre, sabemos que falas, e ensinas retamente, e não te deixas levar de respeitos humanos, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade; 22é-nos lícito ou não
20.22
Lc 23.2
Mt 17.25
pagar tributo a César? 23Mas Jesus, percebendo a astúcia deles, disse-lhes: 24Mostrai-me um denárioUm denário valia 315 réis, moeda brasileira.. De quem é a efígie e a inscrição que ele tem? Responderam: De César. 25Disse-lhes Jesus: Dai,
20.25
Mt 22.21
Mc 12.17
pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus. 26Não puderam apanhá-lo em palavra alguma diante do povo; e, maravilhados da sua resposta, calaram-se.

Os saduceus e a ressurreição

27

20.27
Lc 20.27-40
Mt 22.23-33
Mc 12.18-27
Chegando alguns dos saduceus, homens que negam a ressurreição, 28perguntaram-lhe: Mestre,
20.28
Dt 25.5
Moisés nos deixou escrito que, se morrer um homem casado e não deixar filhos, seu irmão case com a viúva e dê sucessão ao falecido. 29Havia, pois, sete irmãos: o primeiro casou e morreu sem filhos; 30o segundo 31e o terceiro casaram com a viúva; e, assim, os sete e morreram sem deixarem filhos. 32Por fim, morreu também a mulher. 33De qual deles, pois, será a mulher na ressurreição? Porque os sete casaram com ela. 34Respondeu-lhes Jesus: Os filhos
20.34
Mt 12.32
Lc 16.8
deste mundo casam-se e dão-se em casamento; 35mas aqueles que são julgados dignos de alcançar o mundo vindouro e a ressurreição dentre os mortos não se casam, nem se dão em casamento. 36Pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos e são
20.36
cp.
filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição. 37Mas que os mortos ressuscitam, Moisés o indicou
20.37
Êx 3.6
Mc 12.26
na passagem a respeito da sarça, onde se diz que o Senhor é o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó. 38
20.38
Mt 22.32
Mc 12.27
Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; pois
20.38
cp.
todos vivem para ele. 39Alguns dos escribas disseram: Mestre, respondeste bem. 40
20.40
Mt 22.46Lc 14.6
Não ousaram mais perguntar-lhe coisa alguma.

O Cristo, filho de Davi

41

20.41
Lc 20.41-44
Mt 22.41-46
Mc 12.35-37
Perguntou-lhes Jesus: Como dizem que o Cristo
20.41
Mt 9.27
é filho de Davi? 42Porque o próprio Davi disse no livro dos Salmos:

20.42
Sl 110.1
Disse o Senhor ao meu Senhor:

Senta-te à minha mão direita,

43até que eu ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés.

44Assim, pois, Davi lhe chama Senhor e como é ele seu filho?

Jesus censura os escribas

45

20.45
Lc 20.45-47
Mt 23.1-7
Mc 12.38-40
Ouvindo-o todo o povo, disse Jesus a seus discípulos: 46Guardai-vos dos escribas,
20.46
Lc 11.4314.7
que querem andar com vestes compridas, gostam das saudações nas praças, dos primeiros assentos nas sinagogas e dos primeiros lugares nos banquetes; 47os quais devoram as casas das viúvas e fazem, por pretexto, longas orações; estes hão de receber muito maior condenação.