Tradução Brasileira (2010) (TB)
13

A morte dos galileus e a queda da torre de Siloé

131Nessa mesma ocasião, vieram alguns dar-lhe notícias dos galileus cujo sangue

13.1
Mt 27.2
Pilatos misturara com o dos sacrifícios que eles ofereciam. 2Disse-lhes Jesus:
13.2
cp.
Cuidais que estes foram maiores pecadores do que todos os outros galileus, por haverem sofrido essas coisas? 3Não, eu vo-lo digo; mas, se não vos arrependerdes, todos perecereis do mesmo modo. 4Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais caiu a torre de
13.4
Is 8.6Ne 3.15
Jo 9.7,11
Siloé e os matou foram
13.4
cp.
mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? 5Não, eu vo-lo digo; mas, se não vos arrependerdes, todos perecereis semelhantemente.

A parábola da figueira estéril

6Narrou esta parábola: Um homem tinha

13.6
Mt 21.19
uma figueira plantada na sua vinha, e foi buscar fruto nela, e não o achou. 7Então, disse ao viticultor: Há três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não o acho;
13.7
Mt 3.10
7.19
Lc 3.9
corta-a; para que está ela ainda ocupando a terra inutilmente? 8Respondeu-lhe: Senhor, deixa-a por mais este ano, até que eu cave em roda e lhe deite estrume; 9se der fruto no futuro, bem está; mas, se não, cortá-la-ás.

A cura de uma paralítica

10Jesus estava

13.10
Mt 4.23
ensinando em uma das sinagogas no sábado. 11Veio ali uma mulher possessa de um espírito que a
13.11
Lc 13.16
tinha enferma havia dezoito anos; andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se. 12Jesus, vendo-a, chamou-a e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; 13
13.13
Mc 5.23
pôs sobre ela as mãos, e imediatamente ela se endireitou e
13.13
Mt 9.8
glorificava a Deus. 14
13.14
Mc 5.22
O chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus
13.14
cp.
curava no sábado, disse à multidão:
13.14
Êx 20.9
Dt 5.13
Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, nesses dias, para serdes curados e não no sábado. 15
13.15
Lc 7.13
Respondeu-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas,
13.15
Lc 14.5
não desprende cada um de vós o seu boi ou o seu jumento da manjedoura no sábado, para o levar a beber? 16Não devia ser solta desta prisão no sábado esta mulher que é
13.16
cp.
filha de Abraão e que, há dezoito anos,
13.16
Mt 4.10Lc 13.11
Satanás tinha presa? 17Dizendo ele isso, ficaram envergonhados todos os seus adversários, e se alegrava
13.17
Lc 18.43
toda a multidão de todas as coisas gloriosas que por ele eram feitas.

A parábola do grão de mostarda

18

13.18
Lc 13.18-19
Mt 13.31-32
Mc 4.30-32
Disse, pois:
13.18
Mt 13.24
Lc 13.20
A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei? 19É semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e plantou na sua horta, e que cresceu e fez-se árvore; e as aves do céu pousaram nos seus ramos.

A parábola do fermento

20Disse-lhes mais:

13.20
Mt 13.24
Lc 13.20
A que compararei o reino de Deus? 21É
13.21
Lc 13.20-21
Mt 13.33
semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu
13.21
Mt 13.33
em três medidas de farinha, até ficar toda ela levedada.

A porta estreita

22Passava Jesus pelas cidades e aldeias, ensinando e

13.22
Lc 9.51
caminhando para Jerusalém. 23Um homem perguntou-lhe: Senhor, são poucos os que se salvam? 24Respondeu-lhes:
13.24
Mt 7.13
Porfiai em entrar pela porta estreita, porque vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão. 25Quando o dono da casa se tiver levantado
13.25
Mt 25.10
e houver fechado a porta, e vós, do lado de fora,
13.25
Lc 3.8
começardes a bater, dizendo:
13.25
Mt 25.117.22
Senhor, abre-nos a porta, e ele vos responder:
13.25
Lc 13.27
Mt 7.23
25.12
Não sei donde sois 26então, começareis a dizer: Nós comemos e bebemos na tua presença, e tu ensinaste nas nossas ruas. 27Ele vos dirá:
13.27
Lc 13.25
Não sei donde sois;
13.27
Mt 25.41
retirai-vos de mim, todos vós os que praticais a iniquidade. 28
13.28
Mt 8.12
Ali haverá o choro e o ranger de dentes, quando virdes, no reino de Deus, Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas e vós, excluídos dele. 29Muitos
13.29
Mt 8.11
virão do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul e hão de sentar-se à mesa no reino de Deus. 30
13.30
Mt 19.30
Últimos há que serão primeiros, e primeiros que serão últimos.

Jesus envia uma mensagem a Herodes. Lamento sobre Jerusalém

31Naquela mesma hora, alguns fariseus vieram dizer-lhe: Retira-te e vai-te daqui, porque

13.31
Mt 14.1
Lc 3.1
9.7
23.7
Herodes quer tirar-te a vida. 32Respondeu-lhes Jesus: Ide dizer a esse raposo que, hoje e amanhã, expulso os demônios, e faço curas, e, no terceiro dia,
13.32
cp.
serei consumado. 33
13.33
cp.
Importa, contudo, caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém
13.33
Mt 21.11
que um profeta pereça fora de Jerusalém. 34
13.34
Lc 13.34-35
Mt 23.37-39Lc 19.41
Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar teus filhos
13.34
Mt 23.37
como uma galinha ajunta os do seu ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes! 35Eis aí vos é deixada a vossa casa. Declaro-vos que não me vereis, até que venha o dia em que digais:
13.35
Sl 118.26
Mt 21.9
Lc 19.38
Bendito aquele que vem em nome do Senhor!

14

A cura de um hidrópico

141Tendo Jesus entrado um sábado na casa de um dos chefes dos fariseus para comer,

14.1
Mc 3.2
eles o estavam observando. 2Achava-se diante dele um homem hidrópico. 3Jesus,
14.3
Mt 22.35
dirigindo-se aos
14.3
At 3.12
doutores da lei e aos fariseus, perguntou:
14.3
cp.
É lícito ou não curar no sábado? 4Mas eles ficaram calados. Então, pegando no homem, curou-o e despediu-o. 5Depois, lhes perguntou:
14.5
Lc 13.15
Qual de vós, se um filho ou um boi cair num poço, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado? 6
14.6
Mt 22.46Lc 20.40
A isso não puderam responder.

Os primeiros lugares

7Ao notar como os convidados

14.7
Mt 23.6
escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes esta parábola: 8Quando fores por alguém convidado para um casamento,
14.8
cp.
não te sentes no primeiro lugar; para não suceder que seja por ele convidada uma pessoa mais considerada do que tu, e, 9vindo o que te convidou a ti e a ele, te diga: Dá o lugar a este. Então, irás,
14.9
Lc 3.8
envergonhado, ocupar o último lugar. 10Pelo contrário quando fores convidado, vai tomar o último lugar; para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Então, isto será para ti uma honra diante de todos os mais convivas. 11
14.11
Lc 18.14
Mt 23.12
Pois todo o que se exalta será humilhado; mas todo o que se humilha será exaltado.

Os convidados

12Disse também ao que o havia convidado: Quando deres algum almoço ou ceia, não convides nem teus amigos, nem teus irmãos, nem teus parentes, nem os vizinhos ricos; para não suceder que eles, por sua vez, te convidem, e sejas recompensado. 13Pelo contrário, quando deres um festim, convida os pobres, os aleijados, os coxos e os cegos; 14e serás bem-aventurado, por não terem eles com que te recompensar, pois serás recompensado na

14.14
cp.
ressurreição dos justos.

A parábola da grande ceia

15Ao ouvir essas palavras, disse-lhe um dos convivas:

14.15
cp.
Bem-aventurado aquele que comer pão no reino de Deus! 16Mas Jesus disse-lhe:
14.16
Lc 14.16-24Mt 22.2-14
Um homem deu uma grande ceia e convidou a muitos; 17e, à hora da ceia, enviou o seu servo para dizer aos convidados: Vinde, porque tudo já está preparado. 18Começaram todos, à uma, a escusar-se. Comprei um campo, disse um, e preciso ir vê-lo; rogo-te que me dês por escusado. 19Comprei cinco juntas de bois, disse outro, e vou experimentá-las; rogo-te que me dês por escusado. 20
14.20
Dt 24.51Co 7.33
Casei-me, disse outro ainda e por isso não posso ir. 21O servo voltou e contou isso ao seu senhor. Então, irado, o dono da casa disse ao seu servo: Sai depressa para as ruas e becos da cidade e traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. 22Disse o servo: Senhor, feito está o que ordenaste, e ainda há lugar. 23Respondeu-lhe o senhor: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga a todos a entrar, para que se encha minha casa; 24porque vos declaro que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia.

O serviço de Cristo exige abnegação

25Uma grande multidão o acompanhava, e, virando-se Jesus para ela, lhe disse: 26

14.26
Mt 10.37
Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não
14.27
Mt 10.38
carrega a sua cruz e não me segue não pode ser meu discípulo. 28Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que a acabar? 29Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, 30dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar. 31Ou qual é o rei que, indo entrar em guerra contra outro rei, não se assenta primeiro e consulta se, com dez mil homens, poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? 32Se não, enquanto o outro ainda está longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo-lhe condições de paz. 33Assim, pois, todo aquele que, dentre vós,
14.33
cp.
não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo. 34O sal, na verdade, é bom;
14.34
Mt 5.13
Mc 9.50
mas, se o sal se tiver tornado insípido, como se poderá restaurar-lhe o sabor? 35Não é mais útil nem para a terra nem para o estrume; é lançado fora.
14.35
Mt 11.15
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.

15

Jesus recebe pecadores

151Aproximavam-se de Jesus todos os

15.1
cp.
publicanos e pecadores para o ouvir. 2Os fariseus e os escribas murmuravam: Este recebe pecadores e
15.2
Mt 9.11
come com eles.

A parábola da ovelha perdida

3Jesus propôs-lhes esta parábola: 4

15.4
Lc 15.4-7Mt 18.12-14
Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e não vai em busca da que se havia perdido, até achá-la? 5Quando a tiver achado, põe-na, cheio de júbilo, sobre os seus ombros; 6e, chegando à casa, reúne os seus amigos e vizinhos e diz-lhes: Regozijai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que se havia perdido. 7Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

A parábola da dracma perdida

8Ou qual é a mulher que, tenho dez dracmasUma dracma valia 315 réis, moeda brasileira. e perdendo uma, não acende a candeia, não varre a casa e não a procura diligentemente, até achá-la? 9Quando a tiver achado, reúne as suas amigas e vizinhas, dizendo: Regozijai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido. 10Assim, digo-vos, há júbilo

15.10
cp.
na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.

A parábola do filho pródigo

11Continuou: Um homem tinha dois filhos. 12Disse o mais moço a seu pai: Meu pai, dá-me

15.12
Dt 21.17
a parte dos bens que me toca. Ele repartiu
15.12
Mc 12.44
Lc 15.30
os seus haveres entre ambos. 13Poucos dias depois, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para um país longínquo e lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente. 14Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidades. 15Foi encostar-se a um dos cidadãos daquele país, e este o mandou para os seus campos guardar porcos. 16Ali, desejava ele fartar-se das alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. 17Caindo, porém, em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui estou morrendo de fome! 18Levantar-me-ei, irei a meu pai e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; 19já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros. 20Levantando-se, foi para seu pai. Estando ele ainda longe, seu pai viu-o, e teve compaixão dele, e, correndo,
15.20
Gn 45.14
46.29
At 20.37
o abraçou, e beijou. 21Disse-lhe o filho: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho. 22O pai, porém, disse aos seus servos: Trazei-me depressa
15.22
cp.
a melhor roupa, e vesti-lha, e
15.22
cp.
ponde-lhe um anel no dedo e sandálias nos pés; 23trazei também o novilho cevado, matai-o; comamos e regozijemo-nos, 24porque este meu filho era
15.24
Lc 15.32
Mt 8.22
Lc 9.60
1Tm 5.6
Ef 2.1,5
5.14
Cl 2.13Rm 11.15
morto e reviveu, estava perdido e se achou. E começaram a regozijar-se. 25Seu filho mais velho estava no campo; quando voltou e foi chegando à casa, ouviu a música e a dança; 26e, chamando um dos criados, perguntou-lhe que era aquilo. 27Este lhe respondeu: Chegou teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque o recuperou com saúde. 28Ele se indignou e não queria entrar; e, saindo seu pai, procurava conciliá-lo. 29Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo, sem jamais transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com os meus amigos; 30mas, quando veio este teu filho, que gastou
15.30
Lc 15.12Pv 29.3
os teus bens com meretrizes, tu mandaste matar para ele o novilho cevado. 31Replicou-lhe o pai: Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu; 32entretanto, cumpria regozijarmo-nos e alegrarmo-nos, porque este teu irmão era
15.32
Lc 15.24
morto e reviveu, estava perdido e se achou.