Tradução Brasileira (2010) (TB)
11

A oração dominical

111Estava Jesus orando em certo lugar e, quando acabou, disse-lhe um de seus discípulos:

11.1
Lc 7.13
Senhor, ensina-nos a orar, como João ensinou a seus discípulos. 2Ele lhes respondeu:
11.2
Lc 11.2-4
Mt 6.9-13
Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; 3o pão nosso
11.3
cp.
de cada dia dá-nos diariamente; 4e perdoa-nos os nossos pecados, porque nós também perdoamos a todo aquele
11.4
cp.
que nos deve; e não nos deixes cair em tentação.

A parábola do amigo importuno

5Disse-lhe mais: Se um de vós tiver um amigo, e for procurá-lo à meia-noite, e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, 6porque um amigo meu acaba de chegar à minha casa de uma viagem, e nada tenho para lhe oferecer; 7e, se do interior, o outro lhe responder: Não me incomodes; a porta já está fechada, e eu e meus filhos estamos deitados; não posso levantar-me para tos dar. 8Digo-vos: Embora não se levante para lhos dar por ser seu amigo, ao menos

11.8
cp.
por causa da sua importunação se levantará e lhe dará quantos pães precisar. 9Eu vos digo:
11.9
Lc 11.9-13
Mt 7.7-11
Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. 10Pois todo o que pede recebe; o que busca acha; e, ao que bate, abrir-se-lhe-á. 11Qual de vós é o pai que, se o filho pedir peixe, lhe dará, em vez de peixe, uma serpente? 12Ou, se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 13
11.13
cp.
Se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celestial dará o
11.13
cp.
Espírito Santo aos que lho pedirem.

A cura de um endemoninhado mudo. A blasfêmia dos fariseus

14

11.14
Lc 11.14-15
Mt 12.22,24Mt 9.32-34
Estava Jesus expelindo um demônio, e era este mudo. Tendo saído o demônio, falou o mudo, e maravilhou-se a multidão. 15Mas alguns deles disseram:
11.15
Mt 9.34
É por
11.15
Mt 10.25
Belzebu, príncipe dos demônios, que ele expele os demônios; 16outros, para o experimentarem,
11.16
Mt 12.38
lhe pediam um sinal do céu. 17
11.17
Lc 11.17-22
Mt 12.25-29
Mc 3.23-27
Ele, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse: Todo reino dividido contra si mesmo será desolado, e cairá uma casa sobre outra. 18Também se
11.18
Mt 4.10
Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Pois dizeis que eu expulso os demônios por Belzebu. 19Se eu expulso os demônios por Belzebu, por quem os expelem vossos filhos? Por isso, eles mesmos serão os vossos juízes. 20Mas, se pelo
11.20
Êx 8.19
dedo de Deus eu expulso os demônios,
11.20
Mt 3.2
logo, é chegado a vós o reino de Deus. 21Quando o homem valente, bem armado, guardar a sua casa, os seus bens estão seguros. 22Mas, quando sobrevier outro mais valente do que ele e o vencer, tira-lhe toda a armadura em que confiava e reparte os seus despojos. 23
11.23
Mt 12.30
Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha. 24
11.24
Lc 11.24-26
Mt 12.43-45
Quando o espírito imundo tiver saído do homem, anda por lugares áridos, procurando repouso; e, não o achando, diz: Voltarei para minha casa, donde saí; 25e, ao chegar, acha-a varrida e adornada. 26Depois, vai, e leva consigo mais sete espíritos piores do que ele, e ali entram e habitam; o último estado daquele homem fica sendo pior do que o primeiro.

A exclamação de uma mulher

27Enquanto assim falava, uma mulher, do meio da multidão, levantou a voz e disse-lhe:

11.27
cp.
Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos a que foste criado! 28Mas ele respondeu: Antes, bem-aventurados aqueles
11.28
Lc 8.21
que ouvem a palavra de Deus e a observam!

O sinal de Jonas

29Como afluíssem as multidões, começou a dizer:

11.29
Lc 11.29-32
Mt 12.39-42
Esta é uma geração perversa;
11.29
Lc 11.16
Mt 12.38
pede um sinal, e nenhum sinal se lhe dará, senão o de Jonas. 30Pois, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também o Filho do Homem o será para esta geração. 31A rainha do Sul se levantará, no juízo, juntamente com os homens desta geração e os condenará; pois veio dos confins da terra para ouvir a sabedoria de Salomão; e aqui está quem é maior do que Salomão. 32Os ninivitas se levantarão, no juízo, juntamente com esta geração e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas; e aqui está quem é maior do que Jonas.

A parábola da candeia

33

11.33
Lc 8.16
Mt 5.15
Mc 4.21
Ninguém, depois de acender uma candeia, a põe em um lugar escondido nem debaixo do módio, mas sobre o velador, a fim de que os que entram vejam a luz. 34A
11.34
Lc 11.34-35
Mt 6.22-23
candeia do corpo são os teus olhos. Quando estes forem simples, todo o teu corpo é luminoso; mas, quando forem maus, todo o teu corpo fica às escuras. 35Vê, então, se a luz que há em ti não são trevas. 36Pois, se todo o teu corpo for luminoso, sem ter parte alguma em trevas, será inteiramente luminoso, como quando uma candeia te alumiar com a sua luz.

Jesus censura os fariseus

37Tendo acabado de falar, um fariseu convidou-o para almoçar com ele; e Jesus, havendo entrado, pôs-se à mesa. 38Vendo isso o fariseu, estranhou não

11.38
cp.
se ter ele lavado antes de almoçar. 39
11.39
Lc 7.13
O Senhor, porém, disse-lhe: Agora,
11.39
Mt 23.25
vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e maldade. 40
11.40
Lc 12.20
1Co 15.36
Insensatos, porventura, quem fez o exterior não fez também o interior? 41
11.41
Lc 12.3316.9
Dai, porém, em esmolas o que está no copo e no prato, e eis que todas as coisas
11.41
cp.
vos são limpas.

Ai dos fariseus!

42

11.42
Mt 23.23
Mas ai de vós, fariseus! Porque
11.42
Lc 18.12
dais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças e desprezais a justiça e o amor de Deus; essas coisas, porém, devíeis fazer sem omitirdes aquelas. 43Ai de vós, fariseus! Porque
11.43
Mt 23.6Mc 12.38Lc 20.4614.7
gostais das primeiras cadeiras nas sinagogas e das saudações nas ruas. 44
11.44
Mt 23.27
Ai de vós! Porque sois semelhantes aos túmulos que não aparecem, sobre os quais andam os homens sem o saberem.

Ai dos doutores da lei!

45Então, lhe disse um dos

11.45
Lc 11.46,52
Mt 22.35
doutores da lei: Mestre, falando tu assim, a nós também nos insultas. 46Respondeu Jesus: Ai de vós também, doutores da lei! Porque
11.46
Mt 23.4
carregais os homens com fardos difíceis de suportar e vós, nem com um dedo vosso, os tocais. 47
11.47
Mt 23.29
Ai de vós! Porque erigis os túmulos dos profetas que vossos pais mataram. 48Assim dais testemunho e consentis nas obras de vossos pais, porque eles os mataram, e vós lhes erigis os túmulos. 49Por isso, também disse
11.49
cp.
a sabedoria de Deus:
11.49
Lc 11.49-51Mt 23.34-36
Enviar-lhes-ei profetas e apóstolos, e a alguns deles matarão e a outros perseguirão, 50para que a esta geração se peça contas do sangue de todos os profetas, derramado
11.50
Mt 25.34
desde a fundação do mundo, 51desde o sangue de Abel até o sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o santuário; sim, eu vos digo que se pedirá contas a esta geração. 52Ai de vós, doutores da lei! Porque tirastes a chave da ciência;
11.52
Mt 23.13
vós mesmos não entrastes e impedistes aos que entravam.

O plano para tirar a vida a Jesus

53Ao sair ele dali, os escribas e fariseus começaram a apertá-lo fortemente e a importuná-lo com perguntas sobre muitos assuntos, 54

11.54
At 23.21
Lc 20.20Mc 3.2
armando-lhe ciladas, a fim
11.54
Mc 12.13
de o apanhar em algumas das suas respostas.

12

O fermento dos fariseus. Algumas admoestações

121Entretanto, tendo-se ajuntado milhares de pessoas, de modo que uns a outros se atropelavam, começou Jesus a dizer, primeiro, a seus discípulos:

12.1
Mt 16.6,11Mc 8.15
Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2
12.2
Lc 12.2-9
Mt 10.26-33
Nada há
12.2
Lc 8.17
Mt 10.26
Mc 4.22
encoberto que se não venha a descobrir; nem oculto que se não venha a saber. 3Por isso, o que dissestes nas trevas à luz será ouvido; o que falastes ao ouvido no interior da casa será proclamado dos
12.3
Mt 10.27
Mt 24.17
eirados. 4Digo-vos,
12.4
Jo 15.13-15
amigos meus, não temais aos que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. 5Mas eu vos mostrarei a quem haveis de temer:
12.5
Hb 10.31
temei aquele que, depois de matar, tem poder de lançar-vos na
12.5
Mt 5.22
Geena. Sim, digo-vos: Temei a este. 6Não se vendem
12.6
cp.
cinco passarinhos por dois assesUm asse valia cerca de 30 réis, moeda brasileira.? E nem um deles está esquecido diante de Deus. 7
12.7
Mt 10.30
Mas até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais; de maior valia sois vós que muitos passarinhos. 8Digo-vos ainda: todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará
12.8
cp.
perante os anjos de Deus; 9mas
12.9
cp.
o que me negar diante dos homens será negado perante os anjos de Deus. 10
12.10
cp.
Todo aquele que proferir uma palavra contra o Filho do Homem, isso lhe será perdoado; mas o que blasfemar contra o Espírito Santo não lhe será perdoado. 11Quando vos levarem
12.11
cp.
perante as sinagogas, os magistrados e as autoridades,
12.11
Lc 12.22
Mt 6.25
10.19
Mc 13.11Lc 21.14
não cuideis como, ou o que haveis de responder, ou no que haveis de falar; 12porque
12.12
Mt 10.20Lc 21.15
o Espírito Santo vos ensinará, naquela hora, o que deveis dizer.

Jesus reprova a um avarento

13Um homem disse-lhe do meio da multidão: Mestre, manda a meu irmão que reparta comigo a herança. 14Mas ele lhe respondeu:

12.14
cp.
Homem, quem me constituiu juiz ou partidor entre vós? 15Disse ao povo:
12.15
cp.
Olhai e guardai-vos de toda avareza, porque a vida de um homem não consiste na abundância das coisas que possui. 16Então, lhes expôs uma parábola, dizendo: As terras de um homem rico produziram muito fruto. 17Ele discorria consigo: Que hei de fazer, pois não tenho onde recolher os meus frutos? 18Disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros, e os construirei maiores, e aí guardarei toda a colheita e os meus bens; 19e direi à minha alma: Minha alma,
12.19
cp.
tens muitos bens em depósito para largos anos; descansa, come, bebe, regala-te. 20Mas Deus disse-lhe:
12.20
Jr 17.11
Lc 11.40
Insensato, esta noite
12.20
Jó 27.8
te exigirão a tua alma; e
12.20
Sl 39.6
as coisas que ajuntaste, para quem serão? 21Assim é aquele que
12.21
cp.
entesoura para si e não é rico para com Deus.

A ansiosa solicitude pela vida

22

12.22
Lc 12.22-31
Mt 6.25-33
Jesus disse a seus discípulos: Portanto, vos digo: não andeis cuidadosos da vida, pelo que haveis de comer, nem do corpo, pelo que haveis de vestir. 23Pois a vida é mais que o alimento, e o corpo, mais que o vestido. 24Considerai
12.24
Jó 38.41
os corvos, que não semeiam, nem ceifam, não têm despensa nem
12.24
Lc 12.18
celeiro; contudo, Deus os alimenta. Quanto mais valeis vós do que as aves! 25Qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um
12.25
cp.
cúbito à sua estatura? 26Se, pois, não podeis fazer nem as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras? 27Considerai os lírios, como não trabalham, nem fiam; contudo, vos digo que nem
12.27
1Rs 10.4-7
Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. 28Pois, se Deus assim veste a erva no campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós,
12.28
Mt 6.30
homens de pouca fé! 29Não procureis o que haveis de comer ou beber,
12.29
cp.
nem andeis solícitos; 30porque os homens do mundo é que procuram todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que precisais delas. 31Buscai, antes, o seu reino,
12.31
Mt 6.33
e essas coisas vos serão acrescentadas. 32
12.32
Mt 14.27
Não temas,
12.32
cp.
pequeno rebanho; porque
12.32
cp.
é do agrado de vosso Pai dar-vos o reino. 33
12.33
Mt 19.21
Lc 18.2211.41
Vendei o que possuis e dai esmolas; fazei para vós bolsas que não envelheçam,
12.33
Mt 6.20Lc 12.21
um tesouro inexaurível nos céus, onde o ladrão não chega, nem a traça rói; 34
12.34
Mt 6.21
porque, onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.

A parábola do servo vigilante

35

12.35
Lc 12.35-36Mt 25.1
Estejam cingidas
12.35
cp.
as vossas cintas, e acesas, as vossas candeias; 36e sede vós semelhantes a homens que esperam pelo seu senhor, ao voltar ele das bodas; para que, quando vier e bater à porta, logo lha abram. 37Bem-aventurados aqueles servos a quem o senhor achar
12.37
Mt 24.42
vigiando, quando vier; em verdade vos digo
12.37
Lc 17.8
Jo 13.4
que ele se cingirá, os fará sentar à mesa e, chegando-se, os servirá. 38Quer ele venha na
12.38
Mt 24.43
segunda vigília, quer na terceira, bem-aventurados serão eles, se assim os achar. 39
12.39
Lc 12.39-40
Mt 24.43-44
Mas sabei que, se o dono da casa tivesse sabido a que hora havia de vir o ladrão, não o haveria deixado
12.39
Mt 6.19
arrombar a sua casa. 40
12.40
cp.
Estai vós também apercebidos, porque, à hora que não pensais, virá o Filho do Homem.

A parábola dos servos bons e maus

41Pedro perguntou-lhe: Senhor, diriges esta parábola a nós ou também

12.41
cp.
a todos? 42
12.42
Lc 7.13
Respondeu o Senhor:
12.42
Lc 12.42-46
Mt 24.45-51
Quem é, pois,
12.42
cp.
o despenseiro fiel e prudente, ao qual o seu senhor confiará a direção da sua casa, para que, em tempo devido, distribua o alimento? 43Bem-aventurado aquele
12.43
Lc 12.42
servo a quem o seu senhor, quando vier, achar assim fazendo. 44Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens. 45Mas, se aquele servo disser no seu coração: Meu senhor tarda em vir, e começar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber e a embriagar-se, 46virá o senhor daquele servo no dia em que não o espera e na hora que ele não sabe, e o cortará pelo meio, e lhe dará parte com os infiéis. 47Aquele servo, que soube a vontade do seu senhor e não se preparou, nem fez conforme a sua vontade será
12.47
Dt 25.2
castigado com muitos açoites; 48aquele, porém,
12.48
Lv 5.17
Nm 15.29
que não a soube, e fez coisas que mereciam castigos será punido com poucos açoites.
12.48
cp.
De todo aquele a quem muito é dado, muito será requerido; e daquele a quem muito é confiado, mais ainda lhe será exigido.

Jesus traz fogo e dissensão à terra

49Vim lançar fogo à terra e que mais quero, se ele já está aceso? 50Mas tenho de ser batizado

12.50
Mc 10.38
com um batismo e como me angustio até que ele se cumpra! 51
12.51
Lc 12.51-53
Mt 10.34-36
Pensais que vim trazer paz à terra? Não, eu vo-lo digo, mas divisão; 52porque, de ora em diante, haverá numa casa cinco pessoas divididas: três contra duas, e duas contra três; 53estarão divididas:
12.53
Mq 7.6
Mt 10.21
o pai contra seu filho, e o filho contra seu pai; a mãe contra sua filha, e a filha contra sua mãe; a sogra contra sua nora, e a nora contra sua sogra.

Os sinais dos tempos

54Disse também à multidão:

12.54
cp.
Quando virdes aparecer uma nuvem no poente, logo dizeis que vem chuva, e assim acontece; 55e, quando virdes soprar o vento sul, dizeis que haverá
12.55
cp.
calor, e assim acontece. 56Hipócritas,
12.56
Mt 16.3
sabeis distinguir o aspecto da terra e do céu; como, então, não distinguis este tempo? 57Porque não julgais também
12.57
cp.
por vós mesmos o que é justo. 58Quando, pois,
12.58
Lc 12.58-59
Mt 5.25-26
vais com o teu adversário ao magistrado, faze o possível para te livrar dele no caminho; para que não suceda que ele te arraste ao juiz, o juiz te entregará ao meirinho, e o meirinho te lançará na prisão. 59Digo-te que não sairás dali até pagares o último
12.59
Mc 12.42
centavo.

13

A morte dos galileus e a queda da torre de Siloé

131Nessa mesma ocasião, vieram alguns dar-lhe notícias dos galileus cujo sangue

13.1
Mt 27.2
Pilatos misturara com o dos sacrifícios que eles ofereciam. 2Disse-lhes Jesus:
13.2
cp.
Cuidais que estes foram maiores pecadores do que todos os outros galileus, por haverem sofrido essas coisas? 3Não, eu vo-lo digo; mas, se não vos arrependerdes, todos perecereis do mesmo modo. 4Ou cuidais que aqueles dezoito sobre os quais caiu a torre de
13.4
Is 8.6Ne 3.15
Jo 9.7,11
Siloé e os matou foram
13.4
cp.
mais culpados que todos os outros habitantes de Jerusalém? 5Não, eu vo-lo digo; mas, se não vos arrependerdes, todos perecereis semelhantemente.

A parábola da figueira estéril

6Narrou esta parábola: Um homem tinha

13.6
Mt 21.19
uma figueira plantada na sua vinha, e foi buscar fruto nela, e não o achou. 7Então, disse ao viticultor: Há três anos que venho procurar fruto nesta figueira e não o acho;
13.7
Mt 3.10
7.19
Lc 3.9
corta-a; para que está ela ainda ocupando a terra inutilmente? 8Respondeu-lhe: Senhor, deixa-a por mais este ano, até que eu cave em roda e lhe deite estrume; 9se der fruto no futuro, bem está; mas, se não, cortá-la-ás.

A cura de uma paralítica

10Jesus estava

13.10
Mt 4.23
ensinando em uma das sinagogas no sábado. 11Veio ali uma mulher possessa de um espírito que a
13.11
Lc 13.16
tinha enferma havia dezoito anos; andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se. 12Jesus, vendo-a, chamou-a e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade; 13
13.13
Mc 5.23
pôs sobre ela as mãos, e imediatamente ela se endireitou e
13.13
Mt 9.8
glorificava a Deus. 14
13.14
Mc 5.22
O chefe da sinagoga, indignado de ver que Jesus
13.14
cp.
curava no sábado, disse à multidão:
13.14
Êx 20.9
Dt 5.13
Seis dias há em que se deve trabalhar; vinde, pois, nesses dias, para serdes curados e não no sábado. 15
13.15
Lc 7.13
Respondeu-lhe, porém, o Senhor: Hipócritas,
13.15
Lc 14.5
não desprende cada um de vós o seu boi ou o seu jumento da manjedoura no sábado, para o levar a beber? 16Não devia ser solta desta prisão no sábado esta mulher que é
13.16
cp.
filha de Abraão e que, há dezoito anos,
13.16
Mt 4.10Lc 13.11
Satanás tinha presa? 17Dizendo ele isso, ficaram envergonhados todos os seus adversários, e se alegrava
13.17
Lc 18.43
toda a multidão de todas as coisas gloriosas que por ele eram feitas.

A parábola do grão de mostarda

18

13.18
Lc 13.18-19
Mt 13.31-32
Mc 4.30-32
Disse, pois:
13.18
Mt 13.24
Lc 13.20
A que é semelhante o reino de Deus, e a que o compararei? 19É semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e plantou na sua horta, e que cresceu e fez-se árvore; e as aves do céu pousaram nos seus ramos.

A parábola do fermento

20Disse-lhes mais:

13.20
Mt 13.24
Lc 13.20
A que compararei o reino de Deus? 21É
13.21
Lc 13.20-21
Mt 13.33
semelhante ao fermento que uma mulher tomou e escondeu
13.21
Mt 13.33
em três medidas de farinha, até ficar toda ela levedada.

A porta estreita

22Passava Jesus pelas cidades e aldeias, ensinando e

13.22
Lc 9.51
caminhando para Jerusalém. 23Um homem perguntou-lhe: Senhor, são poucos os que se salvam? 24Respondeu-lhes:
13.24
Mt 7.13
Porfiai em entrar pela porta estreita, porque vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão. 25Quando o dono da casa se tiver levantado
13.25
Mt 25.10
e houver fechado a porta, e vós, do lado de fora,
13.25
Lc 3.8
começardes a bater, dizendo:
13.25
Mt 25.117.22
Senhor, abre-nos a porta, e ele vos responder:
13.25
Lc 13.27
Mt 7.23
25.12
Não sei donde sois 26então, começareis a dizer: Nós comemos e bebemos na tua presença, e tu ensinaste nas nossas ruas. 27Ele vos dirá:
13.27
Lc 13.25
Não sei donde sois;
13.27
Mt 25.41
retirai-vos de mim, todos vós os que praticais a iniquidade. 28
13.28
Mt 8.12
Ali haverá o choro e o ranger de dentes, quando virdes, no reino de Deus, Abraão, Isaque, Jacó e todos os profetas e vós, excluídos dele. 29Muitos
13.29
Mt 8.11
virão do Oriente e do Ocidente, do Norte e do Sul e hão de sentar-se à mesa no reino de Deus. 30
13.30
Mt 19.30
Últimos há que serão primeiros, e primeiros que serão últimos.

Jesus envia uma mensagem a Herodes. Lamento sobre Jerusalém

31Naquela mesma hora, alguns fariseus vieram dizer-lhe: Retira-te e vai-te daqui, porque

13.31
Mt 14.1
Lc 3.1
9.7
23.7
Herodes quer tirar-te a vida. 32Respondeu-lhes Jesus: Ide dizer a esse raposo que, hoje e amanhã, expulso os demônios, e faço curas, e, no terceiro dia,
13.32
cp.
serei consumado. 33
13.33
cp.
Importa, contudo, caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém
13.33
Mt 21.11
que um profeta pereça fora de Jerusalém. 34
13.34
Lc 13.34-35
Mt 23.37-39Lc 19.41
Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar teus filhos
13.34
Mt 23.37
como uma galinha ajunta os do seu ninho debaixo das asas, e vós não o quisestes! 35Eis aí vos é deixada a vossa casa. Declaro-vos que não me vereis, até que venha o dia em que digais:
13.35
Sl 118.26
Mt 21.9
Lc 19.38
Bendito aquele que vem em nome do Senhor!