Tradução Brasileira (2010) (TB)
6

Jó descreve a sua miséria

61Então, Jó respondeu:

2

6.2
Jó 31.6
Oxalá que, de fato, se pesasse a minha insubmissão,

e juntamente, na balança, se pusesse a minha calamidade!

3Pois, agora, seria esta

6.3
Jó 23.2
mais pesada do que a areia dos mares.

Portanto, as minhas palavras foram temerárias.

4Porque

6.4
Jó 16.13
Sl 38.2
as setas do Todo-Poderoso estão em mim cravadas,

e o meu espírito suga

6.4
Jó 20.16
21.20
o veneno delas.

6.4
Jó 30.15
Os terrores de Deus se arregimentam contra mim.

5Zurrará

6.5
Jó 39.5-8
o asno montês quando tiver erva?

Ou mugirá o boi junto ao seu pasto?

6Pode comer-se sem sal o que é insípido?

Ou há gosto na clara do ovo?

7Isto! … A minha alma

6.7
Jó 3.24
33.20
recusa tocá-lo,

é para mim como comida repugnante.

8Quem dera que se cumprisse o meu rogo,

e que Deus me concedesse o que anelo!

9Que fosse

6.9
Jó 7.16
9.21
10.1
Nm 11.15
1Rs 19.4
do agrado de Deus esmagar-me,

que estendesse a sua mão, e me exterminasse!

10Então, eu acharia ainda conforto

e exultaria na dor que não poupa;

porque

6.10
Jó 22.22
23.11-12
não tenho negado as palavras do Santo.

11Pois que força é a minha, para que eu espere?

Ou qual é o meu fim, para me

6.11
Jó 21.4
portar com paciência?

12É a minha força a força de pedras?

Ou é de cobre a minha carne?

13Não é verdade que

6.13
Jó 26.2
não há socorro em mim,

e que o ser bem sucedido me é vedado?

14Ao que está prestes

6.14
Jó 4.5
a sucumbir deve o amigo mostrar compaixão,

mesmo ao que

6.14
Jó 1.5
15.4
abandona o temor do Todo-Poderoso.

15Meus irmãos houveram-se

6.15
Jr 15.18
aleivosamente como uma torrente,

como o canal de torrentes que desaparecem;

16as quais se turvam com o gelo,

e nelas se esconde a neve.

17No tempo em

6.17
Jó 24.19
que ficam quentes, desvanecem;

quando vem o calor, se fazem secas.

18As caravanas que acompanham o seu curso se desviam;

sobem ao deserto e perecem.

19As caravanas de

6.19
Gn 25.15
Is 21.14
Jr 25.23
Tema viram,

e os viandantes de

6.19
Jó 1.15
Sabá por elas esperaram.

20

6.20
Jr 14.3
Ficaram desapontados por terem esperado,

chegaram ali e ficaram confundidos.

21Assim, pois, vos assemelhais à torrente;

vedes em mim um terror e tendes medo.

22Acaso, disse eu: Dai-me um presente?

Ou: Fazei-me uma oferta da vossa fazenda?

23Ou: Livrai-me da mão do adversário?

Ou: Redimi-me do poder dos opressores?

24Ensinai-me, e eu me calarei;

e fazei-me entender em que tenho errado.

25Quão persuasivas são palavras de justiça!

Mas que é o que a vossa arguição reprova?

26Acaso, pensais em reprovardes palavras,

sendo que

6.26
Jó 8.2
15.2
16.3
os ditos do homem desesperado são proferidos ao vento?

27Até quereis

6.27
Jl 3.3
Na 3.10
deitar sorte sobre
6.27
Jó 22.9
24.3,9
o órfão

6.27
2Pe 2.3
e fazer mercadoria do vosso amigo.

28Agora, pois, tende a bondade de olhar para mim,

porque, certamente, à vossa face,

6.28
Jó 27.4
33.3
36.4
não mentirei.

29Mudai de parecer, vos peço, não haja injustiça;

Sim, mudai de parecer;

6.29
Jó 13.18
19.6
23.10
27.5-6
34.5
42.1-6
a minha causa é justa.

30Há injustiça na minha língua?

Não pode

6.30
Jó 12.11
o meu paladar discernir coisas perniciosas?