Tradução Brasileira (2010) (TB)
5

Elifaz exorta a Jó a que busque a Deus

51Chama, agora; há alguém que te responda?

A qual dos

5.1
Jó 15.15
entes santos te dirigirás?

2Pois a

5.2
Pv 12.16
27.3
insubmissão mata o fátuo,

e o apaixonamento tira a vida ao parvo.

3Eu vi o

5.3
Jr 12.2
fátuo criando raízes;

mas, de repente,

5.3
Jó 24.18
31.30
declarei maldita a sua habitação.

4Seus

5.4
Jó 4.11
filhos estão longe da segurança,

são espezinhados na porta,

e não há quem os livre.

5A sua messe é devorada pelo faminto,

que a arrebata até dentre os espinhos,

e o

5.5
Jó 18.8-10
22.10
laço abre as fauces para a fazenda deles.

6Pois

5.6
Jó 15.35
a iniquidade não procede do pó,

nem da terra brota a aflição;

7Mas

5.7
Jó 14.1
o homem nasce para a aflição,

tão certamente como as faíscas voam para cima.

8Porém, quanto a mim, eu

5.8
Jó 13.2-3
buscaria a Deus

e a Deus entregaria a minha causa.

9O qual

5.9
Jó 9.10
37.14,16
42.3
faz coisas grandes e inescrutáveis,

maravilhas sem número.

10Ele

5.10
Jó 36.27-29
37.6-11
38.26
faz chover sobre a terra

e envia águas sobre os campos,

11de modo que

5.11
Jó 22.29
36.7
põe os abatidos num lugar alto;

e os que choram são exaltados à segurança.

12Ele

5.12
Sl 33.10
frustra as maquinações dos astutos,

de maneira que as suas mãos não possam acabar o seu empreendimento.

13Ele

5.13
Jó 37.24
1Co 3.19
apanha os sábios na sua astúcia,

e o conselho dos perversos é precipitado.

14De dia,

5.14
Jó 12.25
15.30
18.18
20.26
24.13
se acham em trevas

e, ao meio-dia, andam às apalpadelas, como de noite.

15Porém Deus salva da

5.15
Jó 4.10-11
Sl 35.10
espada que sai da boca deles;

ele salva o

5.15
Jó 29.17
34.28
36.6,15
38.15
necessitado da mão do poderoso.

16Assim há esperança para o pobre,

e a

5.16
Sl 107.42
iniquidade tapa a boca.

As bênçãos do castigo

17Eis que

5.17
Sl 94.12
feliz é o homem a quem Deus reprova.

Portanto, não desprezes a

5.17
Jó 36.15-16
Pv 3.11
Hb 12.5-11
correção do Todo-Poderoso.

18Pois

5.18
Dt 32.39
1Sm 2.6
Is 30.26
Os 6.1
ele faz a ferida e a ata.

Ele fere, e as suas mãos curam.

19Em seis tribulações, ele te livrará,

e, em sete, o mal não te tocará.

20

5.20
Sl 33.19
37.19
Na fome, ele te redimirá da morte

5.20
Sl 144.10
e, na guerra, do poder da espada.

21Estarás

5.21
Jó 5.15
Sl 31.20
escondido do açoite da língua

5.21
Sl 91.5-6
e não terás medo da assolação, quando chegar.

22Da assolação e da penúria,

5.22
Jó 8.21
te rirás

5.22
Sl 91.13
Ez 34.25
Os 2.18
e não terás medo das feras da terra.

23Pois terás aliança com as pedras do campo,

5.23
Is 11.6-9
65.25
e as feras do campo estarão em paz contigo.

24Saberás que

5.24
Jó 8.6
a tua tenda está em paz,

visitarás o teu rebanho, e nada te faltará.

25Também saberás que

5.25
Sl 112.2
se multiplicará a tua descendência,

5.25
Is 44.3-4
48.19
e a tua posteridade, como a erva da terra.

26

5.26
Jó 42.16
Em boa velhice, entrarás na sepultura,

como se recolhe a meda de trigo a seu tempo.

27Eis que isso nós o temos provado, assim o é;

ouve-o e conhece-o tu para o teu bem.

6

Jó descreve a sua miséria

61Então, Jó respondeu:

2

6.2
Jó 31.6
Oxalá que, de fato, se pesasse a minha insubmissão,

e juntamente, na balança, se pusesse a minha calamidade!

3Pois, agora, seria esta

6.3
Jó 23.2
mais pesada do que a areia dos mares.

Portanto, as minhas palavras foram temerárias.

4Porque

6.4
Jó 16.13
Sl 38.2
as setas do Todo-Poderoso estão em mim cravadas,

e o meu espírito suga

6.4
Jó 20.16
21.20
o veneno delas.

6.4
Jó 30.15
Os terrores de Deus se arregimentam contra mim.

5Zurrará

6.5
Jó 39.5-8
o asno montês quando tiver erva?

Ou mugirá o boi junto ao seu pasto?

6Pode comer-se sem sal o que é insípido?

Ou há gosto na clara do ovo?

7Isto! … A minha alma

6.7
Jó 3.24
33.20
recusa tocá-lo,

é para mim como comida repugnante.

8Quem dera que se cumprisse o meu rogo,

e que Deus me concedesse o que anelo!

9Que fosse

6.9
Jó 7.16
9.21
10.1
Nm 11.15
1Rs 19.4
do agrado de Deus esmagar-me,

que estendesse a sua mão, e me exterminasse!

10Então, eu acharia ainda conforto

e exultaria na dor que não poupa;

porque

6.10
Jó 22.22
23.11-12
não tenho negado as palavras do Santo.

11Pois que força é a minha, para que eu espere?

Ou qual é o meu fim, para me

6.11
Jó 21.4
portar com paciência?

12É a minha força a força de pedras?

Ou é de cobre a minha carne?

13Não é verdade que

6.13
Jó 26.2
não há socorro em mim,

e que o ser bem sucedido me é vedado?

14Ao que está prestes

6.14
Jó 4.5
a sucumbir deve o amigo mostrar compaixão,

mesmo ao que

6.14
Jó 1.5
15.4
abandona o temor do Todo-Poderoso.

15Meus irmãos houveram-se

6.15
Jr 15.18
aleivosamente como uma torrente,

como o canal de torrentes que desaparecem;

16as quais se turvam com o gelo,

e nelas se esconde a neve.

17No tempo em

6.17
Jó 24.19
que ficam quentes, desvanecem;

quando vem o calor, se fazem secas.

18As caravanas que acompanham o seu curso se desviam;

sobem ao deserto e perecem.

19As caravanas de

6.19
Gn 25.15
Is 21.14
Jr 25.23
Tema viram,

e os viandantes de

6.19
Jó 1.15
Sabá por elas esperaram.

20

6.20
Jr 14.3
Ficaram desapontados por terem esperado,

chegaram ali e ficaram confundidos.

21Assim, pois, vos assemelhais à torrente;

vedes em mim um terror e tendes medo.

22Acaso, disse eu: Dai-me um presente?

Ou: Fazei-me uma oferta da vossa fazenda?

23Ou: Livrai-me da mão do adversário?

Ou: Redimi-me do poder dos opressores?

24Ensinai-me, e eu me calarei;

e fazei-me entender em que tenho errado.

25Quão persuasivas são palavras de justiça!

Mas que é o que a vossa arguição reprova?

26Acaso, pensais em reprovardes palavras,

sendo que

6.26
Jó 8.2
15.2
16.3
os ditos do homem desesperado são proferidos ao vento?

27Até quereis

6.27
Jl 3.3
Na 3.10
deitar sorte sobre
6.27
Jó 22.9
24.3,9
o órfão

6.27
2Pe 2.3
e fazer mercadoria do vosso amigo.

28Agora, pois, tende a bondade de olhar para mim,

porque, certamente, à vossa face,

6.28
Jó 27.4
33.3
36.4
não mentirei.

29Mudai de parecer, vos peço, não haja injustiça;

Sim, mudai de parecer;

6.29
Jó 13.18
19.6
23.10
27.5-6
34.5
42.1-6
a minha causa é justa.

30Há injustiça na minha língua?

Não pode

6.30
Jó 12.11
o meu paladar discernir coisas perniciosas?

7

71Não é a sorte do homem sobre a terra

7.1
Jó 5.7
10.17
14.1,14
a dum soldado?

Não são os seus dias como os dum

7.1
Jó 14.6
jornaleiro?

2Como o escravo que suspira pela sombra

e como o jornaleiro que espera pela sua paga,

3assim se me fez passar meses de vaidade,

7.3
Jó 16.7
e noites trabalhosas me são apontadas.

4

7.4
Jó 7.13-14
Dt 28.67
Ao deitar-me, digo:

Quando me levantarei? Mas comprida é a noite;

estou farto de me revolver até o romper da alva.

5

7.5
Jó 2.7
A minha carne está vestida de vermes e de crostas terrosas;

a minha pele solda-se e, de novo, rebenta.

6Os meus dias são

7.6
Jó 9.25
mais velozes do que a lançadeira do tecelão

e gastam-se

7.6
Jó 13.15
14.19
17.15-16
19.10
sem esperança.

7Lembra-te de que a minha vida é

7.7
Jó 7.16
vento;

os meus olhos

7.7
Jó 9.25
não tornarão a ver a felicidade.

8

7.8
Jó 8.18
20.9
Os olhos do que me vê não me contemplarão mais;

os teus olhos estarão sobre mim, porém

7.8
Jó 7.21
não serei mais.

9Assim como a

7.9
Jó 30.15
nuvem se desfaz e passa,

assim

7.9
Jó 3.13-19
aquele que desce ao
7.9
Jó 11.8
14.13
17.13,16
Sheol não subirá mais.

10Nunca mais tornará à sua casa,

nem

7.10
Jó 8.18
20.9
27.21,23
o lugar onde habita o conhecerá jamais.

11Portanto,

7.11
Jó 10.1
21.4
23.2
eu não reprimirei a minha boca,

falarei na angústia do meu espírito

e queixar-me-ei na amargura da minha alma.

12Sou eu o mar ou

7.12
Ez 32.2-3
monstro do mar,

para que me ponhas guarda?

13Dizendo eu:

7.13
Jó 7.4
Sl 6.6
Consolar-me-á o meu leito,

a minha cama aliviará a minha queixa;

14então, me assustas com sonhos,

e, com visões, me atemorizas;

15de sorte que a minha alma escolhe a sufocação

e a morte antes do que estes meus ossos.

16

7.16
Jó 6.9
9.21
10.1
Abomino a minha vida; não quero viver para sempre.

Deixa-me, pois, porque

7.16
Jó 7.7
os meus dias são vaidade.

17

7.17
Jó 22.2
Sl 8.4
144.3
Hb 2.6
Que é o homem, para tu o engrandeceres,

e pores nele o teu coração,

18

7.18
Jó 14.3
e o visitares todos os dias,

e o experimentares a todo o momento?

19Até quando

7.19
Jó 9.18
10.20
14.6
não apartará de mim a tua vista,

até quando não me darás tempo de engolir a minha saliva?

20

7.20
Jó 35.3,6
Se pequei, que é o que te pude fazer, ó vigia dos homens?

Por que

7.20
Jó 10.14
16.12
me puseste como tropeço a ti,

de sorte que me tornei pesado a mim mesmo?

21Por que

7.21
Jó 9.28
10.14
não perdoas a minha transgressão

e não tiras a minha iniquidade?

Pois, agora,

7.21
Jó 10.9
me deitarei no pó;

tu me buscarás com empenho,

7.21
Jó 8.8
porém eu não serei mais.