Tradução Brasileira (2010) (TB)
4

Elifaz repreende a Jó

41Então, respondeu Elifaz, temanita:

2Se alguém intentar falar-te, enfadar-te-ás?

Mas

4.2
Jó 32.18-20
quem poderá conter as palavras?

3Eis

4.3
Jó 4.3-4
29.15-16,21,25
que tens ensinado a muitos

e tens fortalecido as mãos fracas.

4As tuas palavras têm sustentado aos que estavam caindo,

e tens fortalecido os joelhos trêmulos.

5Porém, agora, que se trata de ti, te

4.5
Jó 6.14
enfadas;

agora,

4.5
Jó 19.21
que és atingido, te perturbas.

6

4.6
Jó 1.1
O teu temor de Deus não é a tua confiança,

e a tua esperança, a integridade dos teus caminhos?

7Lembra-te, pois,

4.7
Jó 8.20
36.6-7
Sl 37.25
quem, sendo inocente, jamais pereceu?

E onde foram os retos exterminados?

8Conforme tenho visto,

4.8
Jó 15.31,35
Pv 22.8
Os 10.13
Gl 6.7
os que cultivam iniquidade

e semeiam aflição as segam.

9Pelo

4.9
Jó 15.30
Is 11.4
30.33
2Ts 2.8
assopro de Deus, perecem

e,

4.9
Jó 40.11-13
pela rajada da sua ira, são consumidos.

10

4.10
Jó 5.15
Sl 58.6
O rugido do leão, e a voz do leão feroz,

e os dentes dos leões novos são quebrados.

11

4.11
Jó 29.17
O leão velho perece por falta de presa,

e os

4.11
Jó 5.4
20.10
27.14
cachorros da leoa são espalhados.

A insignificância do homem na presença de Deus

12Mas a mim se me disse uma palavra

4.12
Jó 4.12-17
33.15-18
em segredo,

e os meus ouvidos perceberam

4.12
Jó 26.14
um sussurro dela.

13No meio dos pensamentos que nascem das visões noturnas,

quando profundo sono cai sobre os homens,

14sobrevieram-me medo e tremor,

que fizeram estremecer todos os meus ossos.

15Então, passou um sopro sobre o meu rosto;

arrepiaram-se os cabelos da minha carne.

16Alguém, cuja aparência eu não podia discernir, parou;

um vulto estava diante dos meus olhos.

Houve silêncio, e ouvi uma voz:

17Pode o

4.17
Jó 9.2
25.4
mortal ser justo diante de Deus?

Pode o varão ser puro diante do seu

4.17
Jó 31.15
32.22
35.10
36.3
Criador?

18Eis que

4.18
Jó 15.15
Deus não confia nos seus servos

e aos seus anjos atribui loucura.

19Quanto mais aos que moram

4.19
Jó 10.9
33.6
em casas de lodo,

que têm

4.19
Jó 22.16
Gn 2.7
3.19
o seu fundamento no pó,

e que são machucados como a traça!

20

4.20
Jó 14.2
Nascem de manhã e, à tarde, são destruídos.

4.20
Jó 14.20
20.7
Perecem para sempre, sem que disso se faça caso.

21Se dentro deles é arrancada

4.21
Jó 8.22
a corda da tenda,

morrem e

4.21
Jó 18.21
36.12
não atingem a sabedoria.

5

Elifaz exorta a Jó a que busque a Deus

51Chama, agora; há alguém que te responda?

A qual dos

5.1
Jó 15.15
entes santos te dirigirás?

2Pois a

5.2
Pv 12.16
27.3
insubmissão mata o fátuo,

e o apaixonamento tira a vida ao parvo.

3Eu vi o

5.3
Jr 12.2
fátuo criando raízes;

mas, de repente,

5.3
Jó 24.18
31.30
declarei maldita a sua habitação.

4Seus

5.4
Jó 4.11
filhos estão longe da segurança,

são espezinhados na porta,

e não há quem os livre.

5A sua messe é devorada pelo faminto,

que a arrebata até dentre os espinhos,

e o

5.5
Jó 18.8-10
22.10
laço abre as fauces para a fazenda deles.

6Pois

5.6
Jó 15.35
a iniquidade não procede do pó,

nem da terra brota a aflição;

7Mas

5.7
Jó 14.1
o homem nasce para a aflição,

tão certamente como as faíscas voam para cima.

8Porém, quanto a mim, eu

5.8
Jó 13.2-3
buscaria a Deus

e a Deus entregaria a minha causa.

9O qual

5.9
Jó 9.10
37.14,16
42.3
faz coisas grandes e inescrutáveis,

maravilhas sem número.

10Ele

5.10
Jó 36.27-29
37.6-11
38.26
faz chover sobre a terra

e envia águas sobre os campos,

11de modo que

5.11
Jó 22.29
36.7
põe os abatidos num lugar alto;

e os que choram são exaltados à segurança.

12Ele

5.12
Sl 33.10
frustra as maquinações dos astutos,

de maneira que as suas mãos não possam acabar o seu empreendimento.

13Ele

5.13
Jó 37.24
1Co 3.19
apanha os sábios na sua astúcia,

e o conselho dos perversos é precipitado.

14De dia,

5.14
Jó 12.25
15.30
18.18
20.26
24.13
se acham em trevas

e, ao meio-dia, andam às apalpadelas, como de noite.

15Porém Deus salva da

5.15
Jó 4.10-11
Sl 35.10
espada que sai da boca deles;

ele salva o

5.15
Jó 29.17
34.28
36.6,15
38.15
necessitado da mão do poderoso.

16Assim há esperança para o pobre,

e a

5.16
Sl 107.42
iniquidade tapa a boca.

As bênçãos do castigo

17Eis que

5.17
Sl 94.12
feliz é o homem a quem Deus reprova.

Portanto, não desprezes a

5.17
Jó 36.15-16
Pv 3.11
Hb 12.5-11
correção do Todo-Poderoso.

18Pois

5.18
Dt 32.39
1Sm 2.6
Is 30.26
Os 6.1
ele faz a ferida e a ata.

Ele fere, e as suas mãos curam.

19Em seis tribulações, ele te livrará,

e, em sete, o mal não te tocará.

20

5.20
Sl 33.19
37.19
Na fome, ele te redimirá da morte

5.20
Sl 144.10
e, na guerra, do poder da espada.

21Estarás

5.21
Jó 5.15
Sl 31.20
escondido do açoite da língua

5.21
Sl 91.5-6
e não terás medo da assolação, quando chegar.

22Da assolação e da penúria,

5.22
Jó 8.21
te rirás

5.22
Sl 91.13
Ez 34.25
Os 2.18
e não terás medo das feras da terra.

23Pois terás aliança com as pedras do campo,

5.23
Is 11.6-9
65.25
e as feras do campo estarão em paz contigo.

24Saberás que

5.24
Jó 8.6
a tua tenda está em paz,

visitarás o teu rebanho, e nada te faltará.

25Também saberás que

5.25
Sl 112.2
se multiplicará a tua descendência,

5.25
Is 44.3-4
48.19
e a tua posteridade, como a erva da terra.

26

5.26
Jó 42.16
Em boa velhice, entrarás na sepultura,

como se recolhe a meda de trigo a seu tempo.

27Eis que isso nós o temos provado, assim o é;

ouve-o e conhece-o tu para o teu bem.

6

Jó descreve a sua miséria

61Então, Jó respondeu:

2

6.2
Jó 31.6
Oxalá que, de fato, se pesasse a minha insubmissão,

e juntamente, na balança, se pusesse a minha calamidade!

3Pois, agora, seria esta

6.3
Jó 23.2
mais pesada do que a areia dos mares.

Portanto, as minhas palavras foram temerárias.

4Porque

6.4
Jó 16.13
Sl 38.2
as setas do Todo-Poderoso estão em mim cravadas,

e o meu espírito suga

6.4
Jó 20.16
21.20
o veneno delas.

6.4
Jó 30.15
Os terrores de Deus se arregimentam contra mim.

5Zurrará

6.5
Jó 39.5-8
o asno montês quando tiver erva?

Ou mugirá o boi junto ao seu pasto?

6Pode comer-se sem sal o que é insípido?

Ou há gosto na clara do ovo?

7Isto! … A minha alma

6.7
Jó 3.24
33.20
recusa tocá-lo,

é para mim como comida repugnante.

8Quem dera que se cumprisse o meu rogo,

e que Deus me concedesse o que anelo!

9Que fosse

6.9
Jó 7.16
9.21
10.1
Nm 11.15
1Rs 19.4
do agrado de Deus esmagar-me,

que estendesse a sua mão, e me exterminasse!

10Então, eu acharia ainda conforto

e exultaria na dor que não poupa;

porque

6.10
Jó 22.22
23.11-12
não tenho negado as palavras do Santo.

11Pois que força é a minha, para que eu espere?

Ou qual é o meu fim, para me

6.11
Jó 21.4
portar com paciência?

12É a minha força a força de pedras?

Ou é de cobre a minha carne?

13Não é verdade que

6.13
Jó 26.2
não há socorro em mim,

e que o ser bem sucedido me é vedado?

14Ao que está prestes

6.14
Jó 4.5
a sucumbir deve o amigo mostrar compaixão,

mesmo ao que

6.14
Jó 1.5
15.4
abandona o temor do Todo-Poderoso.

15Meus irmãos houveram-se

6.15
Jr 15.18
aleivosamente como uma torrente,

como o canal de torrentes que desaparecem;

16as quais se turvam com o gelo,

e nelas se esconde a neve.

17No tempo em

6.17
Jó 24.19
que ficam quentes, desvanecem;

quando vem o calor, se fazem secas.

18As caravanas que acompanham o seu curso se desviam;

sobem ao deserto e perecem.

19As caravanas de

6.19
Gn 25.15
Is 21.14
Jr 25.23
Tema viram,

e os viandantes de

6.19
Jó 1.15
Sabá por elas esperaram.

20

6.20
Jr 14.3
Ficaram desapontados por terem esperado,

chegaram ali e ficaram confundidos.

21Assim, pois, vos assemelhais à torrente;

vedes em mim um terror e tendes medo.

22Acaso, disse eu: Dai-me um presente?

Ou: Fazei-me uma oferta da vossa fazenda?

23Ou: Livrai-me da mão do adversário?

Ou: Redimi-me do poder dos opressores?

24Ensinai-me, e eu me calarei;

e fazei-me entender em que tenho errado.

25Quão persuasivas são palavras de justiça!

Mas que é o que a vossa arguição reprova?

26Acaso, pensais em reprovardes palavras,

sendo que

6.26
Jó 8.2
15.2
16.3
os ditos do homem desesperado são proferidos ao vento?

27Até quereis

6.27
Jl 3.3
Na 3.10
deitar sorte sobre
6.27
Jó 22.9
24.3,9
o órfão

6.27
2Pe 2.3
e fazer mercadoria do vosso amigo.

28Agora, pois, tende a bondade de olhar para mim,

porque, certamente, à vossa face,

6.28
Jó 27.4
33.3
36.4
não mentirei.

29Mudai de parecer, vos peço, não haja injustiça;

Sim, mudai de parecer;

6.29
Jó 13.18
19.6
23.10
27.5-6
34.5
42.1-6
a minha causa é justa.

30Há injustiça na minha língua?

Não pode

6.30
Jó 12.11
o meu paladar discernir coisas perniciosas?