Tradução Brasileira (2010) (TB)

O homem, por conhecer as obras de Deus e a sua sabedoria, deve temê-lo

371Sobre isso treme também o meu coração, salta do seu lugar.

2Dai ouvidos ao

37.2
Jó 36.33
37.4-5
Sl 29.3-9
estrondo da voz de Deus

e ao sonido que sai da sua boca.

3Ele o envia por sob a extensão do céu

e o seu relâmpago, até

37.3
Jó 37.12
28.24
38.13
as extremidades da terra.

4Depois, ruge uma voz;

troveja com a sua voz majestosa;

não retarda os raios, quando a sua voz é ouvida.

5

37.5
Jó 26.14
Troveja Deus maravilhosamente com a sua voz,

37.5
Jó 37.14,16,23
5.9
faz grandes coisas que não podemos compreender.

6Pois diz à

37.6
Jó 38.22
neve: Cai sobre a terra;

di-lo também às chuvas,

até as

37.6
Jó 36.27
chuvas mais fortes.

7

37.7
Jó 12.14
Põe um selo à mão de cada homem,

para que o conheçam todos os homens que fez.

8Então, as feras entram nos

37.8
Jó 38.40
Sl 104.22
esconderijos

e ficam nos seus covis.

9

37.9
Jó 9.9
Da câmara do Sul sai o tufão,

e, do Norte, o frio.

10Ao sopro de Deus, forma-se

37.10
Jó 38.29
Sl 147.17
o gelo,

e as amplas águas são congeladas.

11

37.11
Jó 36.27
Carrega de umidade a densa nuvem

37.11
Jó 36.29
e estende a sua
37.11
Jó 37.15
nuvem de relâmpagos,

12que faz evoluções sobre a sua direção,

para efetuar

37.12
Jó 36.32
Sl 148.8
tudo o que lhe ordena

sobre a

37.12
Is 14.21
27.6
superfície do mundo habitável:

13ou seja, para a

37.13
Êx 9.18,23
1Sm 12.18-19
correção (ou seja,
37.13
Jó 38.26-27
para sua terra)

ou para

37.13
1Rs 18.45
misericórdia, que ele a faça vir.

14Inclina, Jó, os teus ouvidos a isso;

para e considera as maravilhas de Deus.

15Acaso, sabes como Deus lhes dá as suas ordens

e faz brilhar o relâmpago da sua nuvem?

16Porventura, sabes o equilíbrio das nuvens,

37.16
Jó 37.5,14,23
as maravilhas daquele
37.16
Jó 36.4
que é perfeito em conhecimento.

17Tu, cujos vestidos são quentes,

quando a terra está quieta por causa do siroco,

18acaso, podes, como ele,

37.18
Jó 9.8
Sl 104.2
Is 45.12
Jr 10.12
Zc 12.1
estender o firmamento,

que é sólido como um espelho fundido?

19Ensina-nos o que lhe diremos,

pois, ignorantes,

37.19
Jó 9.14
Rm 8.26
nós não podemos dirigir-lhe a palavra.

20Ser-lhe-á dito que quero discutir?

Desejaria um homem ser aniquilado?

21Eis que o homem não pode olhar para o sol que brilha no firmamento,

quando o vento tem passado e o deixa limpo.

22Do norte vem o áureo esplendor;

Deus está cercado de majestade terrível.

23Quanto ao Todo-Poderoso,

37.23
Jó 11.7-8Rm 11.33
1Tm 6.16
não o podemos compreender;
37.23
Jó 9.4
36.5
grande é em poder.

37.23
Jó 8.3
Não perverterá o juízo e a
37.23
Is 63.9
Na 1.12
Lm 3.33
plenitude da justiça.

24Portanto, os homens o temem.

Ele

37.24
Jó 5.13
1Co 1.26
não se importa com os que se julgam sábios.

Deus responde a Jó e mostra-lhe sua ignorância da criação e da constituição da terra

381Então, do meio dum redemoinho

38.1
Jó 40.6
respondeu Jeová a Jó:

2Quem é este que

38.2
Jó 35.16
42.3
escurece o conselho

com palavras sem conhecimento?

3

38.3
Jó 40.7
Cinge, pois, os teus lombos como homem,

porque

38.3
Jó 42.4
te perguntarei, e tu me responderás.

4Onde estavas tu

38.4
Jó 15.7
Sl 104.5
Pv 30.4
quando eu lançava os fundamentos da terra?

Dize-mo, se tens entendimento.

5Quem lhe determinou

38.5
Pv 8.29
Is 40.12
as medidas, se é que o sabes?

Ou quem estendeu sobre ela o cordel?

6

38.6
Jó 26.7
Sobre que foram firmadas as suas bases?

Ou quem lhe assentou a pedra angular,

7Quando, juntas, cantavam as estrelas da manhã,

e jubilavam todos os

38.7
Jó 1.6
filhos de Deus?

8Ou quem encerrou com portas o mar,

quando ele rompeu e saiu da madre;

9quando eu lhe punha nuvens por vestidura,

e escuridão, por faixas,

10

38.10
Gn 1.9
Sl 33.7
104.9
Pv 8.29
Jr 5.22
e lhe tracei limites,

e lhe pus ferrolhos e portas,

11e disse: Até aqui virás, porém não mais adiante;

e aqui pararão as tuas ondas orgulhosas?

12Porventura, alguma vez na tua vida deste ordens à manhã

e mostraste à aurora o seu lugar,

13para que pegasse

38.13
Jó 28.24
37.3
nos limites da terra,

e deles os

38.13
Jó 34.25-26
36.6
ímpios fossem sacudidos?

14A terra se transforma como o barro que é estampado;

e todas as coisas se apresentam como um vestido;

15e

38.15
Jó 5.14
dos iníquos é retirada a sua luz,

e quebra-se

38.15
Nm 15.30
Sl 10.15
37.17
o braço levantado.

16Acaso, entraste nos

38.16
Gn 7.11
8.2
Pv 8.24,28
mananciais do mar?

Ou andaste pelos recessos do abismo?

17Porventura, te foram reveladas as portas da morte?

Ou viste as portas da

38.17
Jó 10.21
26.6
34.22
sombra da morte?

18Compreendeste a

38.18
Jó 28.24
largura da terra?

Dize, se souberes tudo isso.

19Onde é o caminho da morada da luz,

e onde é a habitação das trevas,

20

38.20
Jó 26.10
para que conduzas a luz ao seu lugar

e discirnas as veredas para a casa das trevas?

21Sem dúvida, sabes, porque nesse tempo

38.21
Jó 15.7
eras nascido,

e é grande o número dos teus dias.

22Acaso, entraste nos tesouros

38.22
Jó 37.6
da neve

ou viste os tesouros da

38.22
Êx 9.18
Js 10.11
Is 30.30
Ez 13.11,13
Ap 16.21
saraiva,

23que tenho reservado para o tempo da angústia,

para o dia da peleja e da guerra?

24Por que caminho

38.24
Jó 26.10
se difunde a luz

ou se espalha o vento oriental sobre a terra?

25Quem abriu veredas para o aguaceiro

ou caminho, para o relâmpago do trovão,

26para

38.26
Jó 36.27
fazer cair a chuva numa terra onde não há homem,

no deserto em que não há gente;

27

38.27
Sl 104.13-14
para fartar a terra deserta e assolada,

e fazer brotar a tenra relva?

28

38.28
Jó 36.27-28
Sl 147.8
Jr 14.22
Acaso, tem a chuva pai?

Ou quem gerou as gotas do orvalho?

29Do ventre de quem saiu o

38.29
Jó 37.10
Sl 147.17
gelo?

E quem deu à luz a geada do céu?

30As águas se endurecem a modo de pedra,

e a superfície do abismo se congela.

31Podes atar as cadeias das

38.31
Jó 9.9
Am 5.8
Plêiades

ou soltar as ataduras do Órion?

32Podes fazer sair as Mazarote a seu tempo?

Ou guiar a Ursa com seus filhos?

33Sabes, porventura, as

38.33
Sl 148.6
Jr 31.35-36
ordenanças dos céus?

Podes estabelecer o seu domínio sobre a terra?

34Podes levantar a tua voz até as nuvens,

para que a

38.34
Jó 38.37
22.11
36.27-28
abundância das águas te cubra?

35Podes

38.35
Jó 36.32
37.3
enviar os relâmpagos, para que saiam

e te digam: Aqui estamos?

36Quem

38.36
Jó 9.4Sl 51.6
Ec 2.26
pôs sabedoria nas camadas de nuvens?

Ou quem deu

38.36
Jó 32.8
entendimento ao meteoro?

37Quem pode numerar com sabedoria as nuvens?

Ou quem pode

38.37
Jó 38.34
esvaziar os odres do céu,

38quando o pó se funde numa massa,

e os torrões se apegam uns aos outros?

39Caçarás, porventura,

38.39
Sl 104.21
a presa para a leoa?

Ou saciarás a fome dos leõezinhos,

40quando

38.40
Jó 37.8
estão deitados nos seus covis

e ficam nas covas à espreita?

41Quem prepara ao

38.41
Sl 147.9
Mt 6.26
Lc 12.24
corvo o seu alimento,

quando os seus pintainhos clamam a Deus

e vagueiam por não terem que comer?

391Sabes, porventura, o tempo do parto

39.1
Dt 14.5
1Sm 24.2
Sl 104.18
das cabras monteses?

Ou podes observar quando parem

39.1
Sl 29.9
as corças?

2Podes contar os meses que cumprem?

Ou sabes o tempo do seu parto?

3Encurvam-se, dão à luz as suas crias,

lançam de si as suas dores.

4Seus filhos são robustos, crescem no campo;

saem e não tornam a voltar.

5Quem enviou livre

39.5
Jó 6.5
11.12
24.5
Sl 104.11
o asno montês?

Ou quem soltou as prisões ao onagro,

6ao qual dei, por casa,

39.6
Jó 24.5
Jr 2.24
Os 8.9
o deserto

e, por morada, a terra salgada?

7Ele despreza o tumulto da cidade

e não ouve os gritos do guia.

8O circuito das montanhas é o seu pasto,

e anda buscando tudo o que está verde.

9Acaso, quererá

39.9
Nm 23.22
Dt 33.17
Sl 22.21
29.6
92.10
Is 34.7
o boi bravio servir-te?

Ou ficará ele junto da tua manjedoura?

10Porventura, podes prendê-lo ao arado com cordas?

Ou estorroará ele os vales após ti?

11Confiarás nele, por ser grande a sua força?

Ou deixarás a seu cargo o teu trabalho?

12Fiarás dele que colha o que semeaste

e ajunte o trigo da tua eira?

13As asas do avestruz se movem de regozijo;

porém são benignas as suas asas e penas?

14Pois ela deixa os seus ovos na terra,

os aquenta no pó

15e se esquece de que o pé os pode pisar

ou de que a fera os pode calcar.

16

39.16
Lm 4.3
Endurece-se contra seus filhos, como se não fossem seus.

Embora se perca o seu trabalho, ela não receia,

17Porque Deus lhe negou sabedoria

e não lhe deu entendimento.

18Quando ela se levanta para fuga,

zomba do cavalo e do cavaleiro.

19Acaso, deste ao cavalo a sua força?

Ou vestiste o seu pescoço com crinas flutuantes?

20Fizeste-o

39.20
Jl 2.5
pular como o gafanhoto?

Terrível é

39.20
Jr 8.16
o fogoso respirar das suas ventas.

21Escarva no vale e regozija-se na sua força;

39.21
Jr 8.6
sai ao encontro dos armados.

22Zomba do medo, e não se espanta,

e não se desvia da espada.

23Sobre ele rangem a aljava,

a lança cintilante e o dardo.

24De fúria e ira devora a terra

e não se contém ao som da trombeta.

25Toda vez que soa a trombeta, diz: Eia!

Cheira de longe a batalha,

o trovão dos capitães e os gritos.

26Acaso, se eleva o falcão pela tua sabedoria

e estende as suas asas para o Sul?

27Porventura, se remonta a águia ao teu mandado

e põe no alto

39.27
Jr 49.16
Ob 4
o seu ninho?

28No penhasco mora e ali tem a sua pousada,

sobre o cume do penhasco e sobre o lugar seguro.

29Dali,

39.29
Jó 9.26
espia a presa,

os seus olhos a avistam de longe.

30Seus filhos chupam sangue.

39.30
Mt 24.28
Lc 17.37
Onde há mortos, ali está ela.