Tradução Brasileira (2010) (TB)
31

Jó declara a sua integridade nos seus deveres

311Fiz aliança com os

31.1
Mt 5.28
meus olhos;

como, pois, haveria eu de olhar para uma donzela?

2Pois que

31.2
Jó 20.29
porção teria eu do Deus lá de cima

e que herança, do Todo-Poderoso lá do alto?

3Acaso, não há

31.3
Jó 18.12
21.30
calamidade para o injusto,

e desastre, para

31.3
Jó 34.22
os que obram a iniquidade?

4Porventura, não

31.4
Jó 24.23
28.24
34.21
36.7
2Cr 16.9
Pv 5.21
15.3
vê ele todos os meus caminhos

31.4
Jó 31.37
14.16
e conta todos os meus passos?

5Se eu tenho

31.5
Jó 15.31
Mq 2.11
andado na companhia de falsidade,

e o meu pé se tem apressado após o engano;

6(Seja eu

31.6
Jó 6.2-3
pesado em balança fiel,

para que Deus conheça

31.6
Jó 23.10
27.5-6
a minha integridade.);

7se os meus passos se

31.7
Jó 23.11
têm desviado do caminho,

e o meu coração tem seguido os meus olhos

e, se qualquer

31.7
Jó 9.30
mancha, se tem pegado às minhas mãos,

8então, que eu

31.8
Jó 20.18
Lv 26.16
Mq 6.15
semeie, e outro coma;

seja arrancado

31.8
Jó 31.12
o que produz o meu campo.

9Se o meu coração se tem

31.9
Jó 31.1
24.15
deixado seduzir por causa duma mulher,

e tenho armado traição à porta do meu próximo,

10então,

31.10
Jz 16.21
Is 47.2
moa minha mulher para outro,

e sobre ela encurvem-se

31.10
Dt 28.30
Jr 8.10
outros.

11Pois isso seria

31.11
Lv 20.10
Dt 22.24
um crime infame;

isso seria uma

31.11
Jó 31.28
iniquidade que deveria ser punida pelos juízes.

12Pois é

31.12
Jó 15.30
fogo que consome até a
31.12
Jó 26.6
destruição

31.12
Jó 31.8
20.28
e desarraigaria toda a minha renda.

13Se

31.13
Dt 24.14-15
desprezei o direito do meu servo ou da minha serva,

quando eles pleitearam comigo,

14que, pois, farei, quando Deus se levantar?

E, quando ele me visitar, que lhe responderei?

15

31.15
Jó 10.3
Quem me fez na madre a mim não os fez também a eles?

E não foi um que nos formou na madre?

16Se retive o que desejavam os

31.16
Jó 5.16
20.19
pobres

ou se fiz desfalecer os olhos

31.16
Jó 23.9Êx 22.22-24
da viúva;

17ou se tenho

31.17
Jó 22.7
comido sozinho o meu bocado,

e dele o

31.17
Jó 29.12
órfão não participou

18(Pelo contrário, desde a minha mocidade, eu o criei como pai

e, desde a madre da minha mãe, fui o guia da viúva.);

19se tenho visto alguém perecer

31.19
Jó 22.6
29.13
por falta de roupa

ou que

31.19
Jó 24.4
o necessitado não tem com que se cobrir;

20se os seus lombos não me abençoaram,

e se não se aquentava com os velos das minhas ovelhas;

21se tenho levantado a minha mão contra

31.21
Jó 31.17
29.12
o órfão,

porque eu sentia apoio

31.21
Jó 29.7
nos juízes,

22então, caia o meu ombro da juntura,

e dos ossos separe-se o

31.22
Jó 38.15
meu braço.

23Pois a

31.23
Jó 31.3
calamidade vinda de Deus foi para mim um horror;

por causa da sua

31.23
Jó 13.11
majestade eu nada pude fazer.

24Se fiz do

31.24
Jó 22.24
Mc 10.24
ouro a minha esperança

e disse ao ouro fino: Em ti confio;

25se me

31.25
Jó 1.3,10
Sl 62.10
regozijei por ser grande a minha riqueza

e por ter a minha mão alcançado muito;

26

31.26
Dt 4.19
17.3
Ez 8.16
se olhei para o sol quando resplandecia

ou para a lua, quando caminhava cheia de brilho,

27e o meu coração se deixou enganar em oculto,

e beijos lhes mandei com a minha mão,

28isso também seria uma

31.28
Jó 31.11
Dt 17.2-7
iniquidade que devia ser punida pelos juízes,

pois eu teria

31.28
Js 24.27
Is 59.13
negado a Deus, que está lá em cima.

29Se me

31.29
Pv 17.5
24.17
Ob 12
regozijei na ruína daquele que me odiava

ou exultei quando o mal lhe sobreveio,

30(Eu

31.30
Sl 7.4
não permiti, na verdade, que a minha boca pecasse,

pedindo

31.30
Jó 5.3
com imprecação a sua morte.);

31se as pessoas da minha tenda não disseram:

Quem nos dera achar a alguém que não nos tenha

31.31
Jó 22.7
fartado da carne provida por ele.

32O estrangeiro não passou a noite na rua,

mas abri as minhas portas ao viandante;

33se, como Adão,

31.33
Gn 3.10
Pv 28.13
encobri as minhas transgressões,

escondendo a minha iniquidade no meu seio,

34porque eu

31.34
Êx 23.2
tinha medo da grande multidão,

e o desprezo das famílias me aterrorizava,

de modo que me calei e não saí da porta.

35Oxalá que eu tivesse quem me ouvisse!

(Eis a minha assinatura!

31.35
Jó 19.7
30.20,24,28
35.14
Que me responda o Todo-Poderoso.)!

E que eu tivesse a acusação que o meu

31.35
Jó 27.7
adversário escreveu!

36Por certo, eu a levaria sobre o ombro;

atá-la-ia à fronte, como uma coroa.

37Declarar-lhe-ia

31.37
Jó 31.4
o número dos meus passos;

como

31.37
Jó 1.3
29.25
um príncipe chegar-me-ia a ele.

38Se

31.38
Jó 24.2
a minha terra clamar contra mim,

e se os meus sulcos juntamente chorarem;

39se

31.39
Jó 24.6,10-12
Tg 5.4
comi os seus frutos sem dinheiro

ou

31.39
1Rs 21.19
se fiz que os seus donos morressem:

40produza ela

31.40
Is 5.6
32.13
espinhos em lugar de trigo

e plantas daninhas, em lugar de cevada.

Acabadas são as palavras de Jó.

32

Eliú repreende a Jó e os seus três amigos

321Cessaram esses três homens de responder a Jó, porque era

32.1
Jó 10.7
13.18
27.2
31.6
justo aos seus próprios olhos. 2Então, se acendeu a ira de Eliú, filho de Baraquel, buzita, da família de Rão; acendeu-se a sua ira contra Jó, porque
32.2
Jó 27.5-6
se justificava a si mesmo e
32.2
Jó 30.21
não a Deus. 3Também contra os seus três amigos se acendeu a sua ira, porque não tinham achado que responder e, contudo, tinham condenado Jó. 4Como eram mais velhos do que ele, Eliú tinha esperado até esse momento para falar a Jó. 5Vendo Eliú que não havia resposta na boca desses três homens, acendeu-se-lhe a ira.

6Então, respondeu Eliú, filho de Baraquel, buzita:

Eu sou de pouca idade, e vós sois

32.6
Jó 15.10
muito velhos;

pelo que receei e não me atrevi a manifestar a minha opinião.

7Dizia eu: Falem os dias,

e a multidão dos anos ensine a sabedoria.

8Há, porém, um espírito no homem,

e o

32.8
Jó 33.4
assopro do Todo-Poderoso dá-lhe
32.8
Jó 38.36
entendimento.

9Os de muitos anos não é que são sábios,

nem os

32.9
Jó 32.7
velhos, que entendem o juízo.

10Portanto, eu dizia: Ouvi-me;

também eu manifestarei a minha opinião.

11Eis que aguardei as vossas palavras,

escutei as vossas razões,

enquanto buscáveis que dizer.

12Eu vos dei toda a minha atenção,

e não houve entre vós quem convencesse a Jó,

nem refutasse as suas palavras.

13Não digais: Nele achamos a sabedoria;

Deus é que pode vencê-lo, não o homem!

14Ele não se dirigiu diretamente a mim,

e eu não lhe responderei com as vossas razões.

15Estão pasmados, não respondem mais!

Faltam-lhes palavras.

16Hei de eu esperar, porque eles não falam,

Por que estão parados e não respondem mais?

17Eu também darei a minha resposta,

também manifestarei a minha opinião.

18Pois estou cheio de palavras,

o espírito dentro de mim me constrange.

19Eis que o meu peito é como o mosto sem respiradouro,

como odres novos que estão para arrebentar.

20Falarei, para que eu ache alívio;

abrirei os meus lábios e responderei.

21Que não seja eu, pois,

32.21
Jó 13.8,10
34.19
Lv 19.15
levado de respeitos humanos,

nem use de lisonja para com homem algum.

22Pois não sei usar de lisonja;

se assim fizesse, em breve, me levaria o meu Criador.

33

Eliú acusa a Jó de se opor a Deus e de entender mal os seus caminhos

331Todavia, peço-te, Jó, que ouças o meu discurso

e que dês ouvidos a todas as minhas palavras.

2Eis que, agora, abro a minha boca,

e, em minha boca, fala a minha língua.

3As minhas palavras vão mostrar que é reto o meu coração!

Os meus lábios falarão

33.3
Jó 6.28
27.4
36.4
com sinceridade o que sabem.

4

33.4
Jó 10.332.8
O Espírito de Deus me fez,

e

33.4
Jó 27.3
o assopro do Todo-Poderoso me dá vida.

5Se puderes,

33.5
Jó 33.32
responde-me;

põe as tuas palavras em ordem diante de mim, apresenta-te.

6Eis que, diante de Deus, sou o que tu és;

eu também sou formado do

33.6
Jó 4.19
barro.

7Eis que não inspiro terror que te amedronte,

nem será pesada sobre ti a minha mão.

8Na verdade, disseste aos meus ouvidos,

e ouvi o som das tuas palavras:

9Estou

33.9
Jó 6.10
9.21
10.7
13.18
16.17
limpo,
33.9
Jó 7.21
13.23
14.17
sem transgressão;

sou inocente, e

33.9
Jó 10.14
não há em mim iniquidade.

10Eis que Deus procura motivos de inimizade comigo

e

33.10
Jó 13.24
me considera como o seu inimigo;

11

33.11
Jó 13.27
põe no tronco os meus pés

e observa todas as minhas veredas.

12Eu te responderei que, nisso, não tens razão,

pois Deus é maior do que o homem.

13Queres

33.13
Jó 40.2
Is 45.9
contender com ele,

porque ele não dá conta dos seus atos.

14Entretanto,

33.14
Jó 33.29
40.5
Sl 62.11
Deus fala de um modo

e ainda de outro modo, sem que o homem lhe atenda.

15

33.15
Jó 33.15-18
4.12-17
Em sonho, em visão noturna,

quando cai sono profundo sobre os homens,

e dormem na cama,

16então, lhes

33.16
Jó 36.10,15
abre os ouvidos

e lhes sela a instrução,

17para apartar o homem do seu mau propósito

e escondê-lo da soberba;

18

33.18
Jó 33.22,24,28,30
para guardar da cova a sua alma

e que a sua vida não pereça

33.18
Jó 15.22
pela espada.

19É castigado no seu leito

33.19
Jó 30.17
com dores

e, com luta constante, nos seus ossos.

20De modo que a sua vida

33.20
Jó 3.24
6.7
Sl 107.18
abomina o pão,

e a sua alma, a comida apetecível.

21Consome-se

33.21
Jó 16.8
a sua carne, de maneira que desaparece,

e

33.21
Jó 19.20
Sl 22.17
os seus ossos, que não se viam, se descobrem.

22

33.22
Jó 33.18,28
A sua alma aproxima-se da cova,

e a sua vida, dos mensageiros da morte.

Ministério dos anjos

23Se houver com ele um anjo,

33.23
Gn 40.8
um intérprete, um entre mil,

para mostrar ao homem qual é o seu dever,

24então, Deus se compadece dele e diz ao anjo:

Livra-o,

33.24
Jó 33.18,28
Is 38.17
para que não desça à cova;

acabo de achar

33.24
Jó 36.18
Sl 49.7
resgate.

25A sua carne faz-se mais fresca do que a duma criança;

ele torna aos dias da sua mocidade.

26Ele

33.26
Jó 22.27
34.28
ora a Deus, e Deus lhe é propício,

de modo

33.26
Jó 22.26
que lhe vê o rosto com júbilo

e lhe restitui a sua justiça.

27

33.27
Jó 8.21
Canta diante dos homens e diz:

33.27
2Sm 12.13
Lc 15.21
Pequei, e perverti o que era reto,

e não fui punido como merecia.

28Deus resgatou a minha alma da cova,

e a minha vida

33.28
Jó 22.28
verá a luz.

29Eis que

33.29
Ef 1.11
Fp 2.13
tudo isso faz Deus

duas e três vezes ao homem,

30

33.30
Jó 33.18
para reconduzir da cova a sua alma,

a fim de que seja iluminado com a luz dos viventes.

31Atende, Jó, ouve-me;

cala-te, e eu falarei.

32Se tens alguma coisa que dizer, responde-me;

fala, porque gostaria de te dar razão.

33Se não, escuta-me;

cala-te, e eu te ensinarei a sabedoria.