Tradução Brasileira (2010) (TB)
2

21

2.1
Jó 1.6-8
Num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante Jeová, sucedeu vir também Satanás entre eles apresentar-se perante Jeová. 2Perguntou Jeová a Satanás: Donde vens? Respondeu Satanás a Jeová: De rodear a terra e de passear por ela. 3Disse Jeová a Satanás: Acaso, notaste o meu servo Jó? Pois não há ninguém semelhante a ele na terra, homem íntegro e reto, que teme a Deus e que se desvia do mal. Ele ainda conserva a sua integridade, embora me incitasses contra ele, para o consumir sem causa. 4Respondeu Satanás a Jeová: Pele por pele, tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. 5
2.5
Jó 1.11
Mas estende a mão agora e toca-lhe nos ossos e na carne, e ele te renunciará à tua face. 6Disse Jeová a Satanás: Eis que ele está ao teu dispor; somente poupa-lhe a vida.

Jó ferido de úlceras

7Saiu Satanás da presença de Jeová e feriu a Jó

2.7
Jó 7.5
13.28
30.17-18,30
Dt 28.35
de úlceras malignas, desde a planta do pé até o alto da cabeça. 8Jó,
2.8
Jó 42.6
Jr 6.26
Jn 3.6
sentado em cinza, tomou um caco para com ele se raspar. 9Sua mulher disse-lhe: Conservas tu ainda a tua integridade? Renuncia a Deus e morre. 10Mas ele lhe disse: Estás falando como fala uma mulher tola. Que?
2.10
Jó 1.21
Receberemos o bem da mão de Deus e não receberemos o mal?
2.10
Jó 1.22
Em tudo isso, não pecou Jó com os seus lábios.

Seus três amigos o visitam

11Tendo ouvido três amigos de Jó todo esse mal que lhe havia sucedido, vieram, cada um do seu lugar; Elifaz,

2.11
Jó 6.19
temanita; Bildade, suíta, e Zofar, naamatita. Tinham combinado para irem condoer-se dele e consolá-lo. 12Tendo, de longe, olhado para ele, e não o conhecendo, levantaram a voz e choraram; e
2.12
Jó 1.20
rasgou cada um o seu manto,
2.12
Js 7.6
Lm 2.10
lançando pó ao ar sobre a sua cabeça. 13
2.13
Ez 3.15
Sentaram-se com ele na terra sete dias e sete noites, e nenhum deles lhe dizia palavra, pois viam que a dor era mui grande.

3

Jó amaldiçoa o seu nascimento e lamenta a sua miséria

31Depois disso, começou Jó a falar e amaldiçoou o seu dia. 2E Jó disse:

3

3.3
Jr 20.14-18
Pereça o dia em que nasci

e a noite que disse:

Foi concebido um homem.

4Converta-se aquele dia em trevas;

não olhe Deus para ele lá de cima,

nem sobre ele resplandeça a luz.

5Reclamem-no para si as trevas e a sombra da morte;

sobre ele façam as nuvens a sua habitação;

espante-o tudo o que escurece o dia.

6Aquela noite! Dela se apoderem densas trevas;

de que têm cantado os homens cantam.

não entre em o número dos meses.

7Seja estéril aquela noite,

e nela não se ouçam vozes de regozijo.

8Amaldiçoem-na os que amaldiçoam o dia

e são peritos

3.8
Jó 41.25
em suscitar o Leviatã.

9Escureçam-se as estrelas da sua alva;

espere ela a luz, e a luz não venha,

e não veja

3.9
Jó 41.18
as pálpebras da manhã,

10Porque não fechou as portas do ventre de minha mãe,

nem escondeu dos meus olhos a aflição.

11

3.11
Jó 10.18-19
Por que não morri ao sair da madre?

Por que não expirei ao deixar as entranhas?

12Por que me receberam os joelhos?

Ou por que os peitos me amamentaram?

13Pois, agora,

3.13
Jó 3.13-19
7.8-10,21
10.21-22
14.10-15,20-22
16.22
17.13-16
19.25-27
21.13,23-26
24.19-20
26.5-6
34.22
eu estaria deitado e quieto;

eu dormiria e assim teria estado em descanso,

14juntamente com os

3.14
Jó 12.18
reis e
3.14
Jó 12.17
conselheiros da terra

que edificaram para si mausoléus;

15ou como os

3.15
Jó 12.21
príncipes
3.15
Jó 27.16-17
que possuíram ouro,

os quais encheram as suas casas de prata;

16ou como aborto oculto eu não teria existido,

como infantes que nunca viram a luz.

17Ali, os ímpios cessam de inquietar,

e ali

3.17
Jó 17.16
descansam os cansados.

18Ali, os encarcerados juntos repousam;

não ouvem a voz do encantador.

19O pequeno e o grande ali estão,

e o servo está livre do seu senhor.

20Porque se concede luz ao aflito,

e vida, aos amargurados de alma,

21que esperam a morte, sem que ela venha,

e cavam em procura dela mais do que de tesouros escondidos;

22que se regozijam em extremo

e exultam quando podem achar a sepultura?

23Ao homem

3.23
Jó 19.6,8,12
cujo caminho está escondido,

e a quem

3.23
Jó 19.8
Sl 88.8
Deus cercou de todos os lados?

24Como a minha comida, vêm

3.24
Jó 6.7
33.20
os meus suspiros,

e, como águas, se derramam

3.24
Jó 30.16
Sl 42.4
os meus gemidos.

25Pois

3.25
Jó 9.28
30.15
aquilo que temo me sobrevém,

e o de que tenho medo me acontece.

26

3.26
Jó 7.13-14
Não tenho repouso, nem estou quieto, nem tenho descanso,

mas vem inquietação.

4

Elifaz repreende a Jó

41Então, respondeu Elifaz, temanita:

2Se alguém intentar falar-te, enfadar-te-ás?

Mas

4.2
Jó 32.18-20
quem poderá conter as palavras?

3Eis

4.3
Jó 4.3-4
29.15-16,21,25
que tens ensinado a muitos

e tens fortalecido as mãos fracas.

4As tuas palavras têm sustentado aos que estavam caindo,

e tens fortalecido os joelhos trêmulos.

5Porém, agora, que se trata de ti, te

4.5
Jó 6.14
enfadas;

agora,

4.5
Jó 19.21
que és atingido, te perturbas.

6

4.6
Jó 1.1
O teu temor de Deus não é a tua confiança,

e a tua esperança, a integridade dos teus caminhos?

7Lembra-te, pois,

4.7
Jó 8.20
36.6-7
Sl 37.25
quem, sendo inocente, jamais pereceu?

E onde foram os retos exterminados?

8Conforme tenho visto,

4.8
Jó 15.31,35
Pv 22.8
Os 10.13
Gl 6.7
os que cultivam iniquidade

e semeiam aflição as segam.

9Pelo

4.9
Jó 15.30
Is 11.4
30.33
2Ts 2.8
assopro de Deus, perecem

e,

4.9
Jó 40.11-13
pela rajada da sua ira, são consumidos.

10

4.10
Jó 5.15
Sl 58.6
O rugido do leão, e a voz do leão feroz,

e os dentes dos leões novos são quebrados.

11

4.11
Jó 29.17
O leão velho perece por falta de presa,

e os

4.11
Jó 5.4
20.10
27.14
cachorros da leoa são espalhados.

A insignificância do homem na presença de Deus

12Mas a mim se me disse uma palavra

4.12
Jó 4.12-17
33.15-18
em segredo,

e os meus ouvidos perceberam

4.12
Jó 26.14
um sussurro dela.

13No meio dos pensamentos que nascem das visões noturnas,

quando profundo sono cai sobre os homens,

14sobrevieram-me medo e tremor,

que fizeram estremecer todos os meus ossos.

15Então, passou um sopro sobre o meu rosto;

arrepiaram-se os cabelos da minha carne.

16Alguém, cuja aparência eu não podia discernir, parou;

um vulto estava diante dos meus olhos.

Houve silêncio, e ouvi uma voz:

17Pode o

4.17
Jó 9.2
25.4
mortal ser justo diante de Deus?

Pode o varão ser puro diante do seu

4.17
Jó 31.15
32.22
35.10
36.3
Criador?

18Eis que

4.18
Jó 15.15
Deus não confia nos seus servos

e aos seus anjos atribui loucura.

19Quanto mais aos que moram

4.19
Jó 10.9
33.6
em casas de lodo,

que têm

4.19
Jó 22.16
Gn 2.7
3.19
o seu fundamento no pó,

e que são machucados como a traça!

20

4.20
Jó 14.2
Nascem de manhã e, à tarde, são destruídos.

4.20
Jó 14.20
20.7
Perecem para sempre, sem que disso se faça caso.

21Se dentro deles é arrancada

4.21
Jó 8.22
a corda da tenda,

morrem e

4.21
Jó 18.21
36.12
não atingem a sabedoria.