Tradução Brasileira (2010) (TB)

Jó sustenta a sua integridade e sinceridade

271De novo, prosseguiu Jó o seu

27.1
Jó 13.12
29.1
discurso e disse:

2Pela vida de Deus,

27.2
Jó 16.1134.5
que me tirou o direito,

e do Todo-Poderoso,

27.2
Jó 9.18
que me amargurou a alma

3(Pois ainda está em mim a minha vida,

e o

27.3
Jó 32.8
33.4
sopro de Deus, no meu nariz.);

4os meus lábios não falam a injustiça,

nem a minha

27.4
Jó 6.28
33.3
língua profere o engano.

5Não permita Deus que eu vos dê razão.

Até que eu morra,

27.5
Jó 6.29
não apartarei de mim a minha integridade.

6À minha justiça

27.6
Jó 2.3
13.18
me apegarei e não a largarei.

Não reprova o meu coração dia algum da minha vida.

7Seja como iníquo o meu inimigo,

e, como injusto, aquele que se levanta contra mim.

8Pois qual é a

27.8
Jó 8.13
11.20
esperança do ímpio quando Deus o corta,

quando lhe arrebata

27.8
Jó 12.10
a alma?

9Acaso,

27.9
Jó 35.12-13
Sl 18.41
Pv 1.28
Is 1.15
Jr 14.12
Mq 3.4
ouvirá Deus o clamor,

quando lhe

27.9
Pv 1.27
sobrevier a tribulação?

10

27.10
Jó 22.26-27
Sl 37.4
Is 58.14
Deleitar-se-á no Todo-Poderoso

e invocará a Deus em todo o tempo?

11Ensinar-vos-ei acerca

27.11
Jó 27.13
das obras de Deus,

E não ocultarei a mente do Todo-Poderoso.

12Eis que todos vós o conheceis.

Por que, pois, vos entregais a juízos falsos?

13Esta é, a porção do iníquo da

27.13
Jó 20.29
parte de Deus,

e a herança que os

27.13
Jó 15.20
opressores recebem do Todo-Poderoso.

14Se seus filhos se multiplicarem, multiplicam-se

27.14
Jó 15.2218.19
para a espada;

a sua

27.14
Jó 20.10
prole não se fartará de pão.

15Os que ficarem deles na peste serão sepultados,

e as suas

27.15
Sl 78.64
viúvas não chorarão.

16Embora amontoe ele prata como pó

e aparelhe vestidos como barro,

17ele pode aparelhá-los,

27.17
Jó 20.18-21
mas o justo os vestirá,

e o inocente repartirá a prata.

18Edifica a sua

27.18
Jó 8.15
18.14
casa como a traça

e como a choça que o vigia faz.

19Deita-se rico, porém não será recolhido à sepultura;

abre os seus olhos,

27.19
Jó 7.8,21
20.7
e já não é.

20

27.20
Jó 15.21
Pavores o alcançam como águas,

27.20
Jó 20.8
34.20
de noite, o arrebata a tempestade.

21

27.21
Jó 21.18
O vento oriental leva-o, e ele se vai,

e varre-o

27.21
Jó 7.10
do seu lugar.

22Pois Deus atirará contra ele,

27.22
Jr 13.14
Ez 5.11
24.14
e não o poupará a ele,

que quer

27.22
Jó 11.20
fugir da sua mão a toda a pressa.

23Os homens baterão palmas à sua queda

e o afugentarão

27.23
Jó 18.18
20.8
com assobios.

28

O homem tem ciência das cousas da terra, mas a sabedoria é dom de Deus

281Pois a prata tem as suas minas,

e o ouro que se refina, o seu lugar.

2O ferro tira-se da terra,

e da pedra se funde o cobre.

3O homem põe termo às trevas

e até os últimos confins ele explora

as pedras ocultas na escuridão e na sombra da morte.

4Abre um poço muito por baixo da habitação humana;

são esquecidos dos que andam em cima;

longe dos homens ficam pendentes e oscilam de um para o outro lado.

5Quanto à terra, dela procede o pão.

E, por baixo, está revolta como pelo fogo.

6As suas pedras são o lugar de safiras,

onde se acham também grãos de ouro.

7Vereda é essa que a ave de rapina ignora

e que o olho do milhafre jamais viu.

8As altivas bestas feras não a pisam,

nem por ela passa o leão feroz.

9Estende a sua mão contra a pederneira,

transtorna os montes desde as suas raízes.

10Corta galerias nas pedras,

e os seus olhos veem tudo o que há de precioso.

11Tapa os veios de água, para que não gotejem,

e traz à luz o que está escondido.

12Mas

28.12
Jó 28.23,28
onde se achará a sabedoria?

E onde está o lugar do entendimento?

13O homem não conhece o preço dela,

nem se acha ela na terra dos viventes.

14O abismo diz: Ela não está em mim;

e o mar diz: Ela não está comigo.

15Ela não se poderá obter por ouro fino,

nem se passará prata em câmbio dela.

16O seu valor não poderá ser determinado pelo ouro de Ofir,

nem pelo precioso ônix, nem pela safira.

17Não se lhe poderá igualar

28.17
Pv 8.10
16.16
o ouro ou o vidro;

nem se darão em troco dela vasos de ouro fino.

18Não se fará menção de coral nem de cristal.

Na verdade,

28.18
Pv 8.11
a sabedoria vale mais que as pérolas.

19Não se lhe igualará o topázio da Etiópia,

nem será o seu valor determinado pelo

28.19
Pv 8.19
ouro puro.

20

28.20
Jó 28.23,28
Donde, pois, vem a sabedoria?

Onde está o lugar do entendimento,

21visto que está escondida aos olhos de todos os viventes

e oculta às aves do céu?

22

28.22
Jó 26.6Pv 8.22-36
A Perdição e a Morte dizem:

Com os nossos ouvidos ouvimos um rumor dela.

23

28.23
Jó 9.4Pv 8.22-36
Deus é quem entende o seu caminho

e é ele quem sabe o lugar dela.

24Pois ele

28.24
Sl 11.4
33.13-14
66.7
Pv 15.3
perscruta até as extremidades da terra

e vê tudo o que há debaixo do céu.

25Quando

28.25
Sl 135.7
regulou o peso do vento

28.25
Jó 12.15
38.8-11
e fixou a medida das águas;

26quando

28.26
Jó 37.6,11-12
38.26-28
decretou leis para a chuva

e caminho

28.26
Jó 37.3
38.25
para o relâmpago do trovão,

27então, viu a sabedoria e a manifestou,

estabeleceu-a e esquadrinhou-a mesmo.

28E disse ao homem: Eis que

28.28
Sl 111.10
Pv 1.7
9.10
o temor do Senhor é a sabedoria.

E o apartar-se do mal é o entendimento.

Lamentação de Jó ao lembrar-se do seu primeiro estado

291De novo, prosseguiu no seu

29.1
Jó 13.12
27.1
Nm 23.7
24.3
discurso e disse:

2Quem me dera ser como fui nos meses antigos,

como nos dias em que

29.2
Jr 31.28
Deus me guardava!

3Quando a sua lâmpada luzia sobre a minha cabeça

e quando eu,

29.3
Jó 11.17
guiado pela sua luz, caminhava através das trevas;

4como fui nos dias do meu vigor,

quando

29.4
Jó 15.8
Sl 25.14
Pv 3.32
a amizade de Deus estava sobre a minha tenda;

5quando o Todo-Poderoso estava comigo,

e meus filhos me rodeavam;

6quando meus passos eram banhados em

29.6
Jó 20.17
Dt 32.14
manteiga

e quando

29.6
Dt 32.13
a pedra derramava para mim rios de azeite;

7quando eu saía para ir

29.7
Jó 31.21
à porta da cidade

e mandava preparar-me um assento na praça.

8Viam-me os mancebos e escondiam-se,

e os velhos levantavam-se e punham-se em pé.

9Os príncipes

29.9
Jó 29.21
cessavam de falar,

29.9
Jó 21.5
e punham a mão sobre a sua boca;

10A voz dos nobres

29.10
Jó 29.22
emudecia,

e a sua língua apegava-se ao seu paladar.

11Pois

29.11
Jó 4.3-4
o ouvido que me ouvia chamava-me bem-aventurado;

e o olho que me via dava testemunho de mim,

12porque eu livrava

29.12
Jó 24.4,9
34.28
ao pobre que gritava

29.12
Jó 31.17,21
e ao órfão que não tinha quem o socorresse.

13A bênção do que estava

29.13
Jó 31.19
a perecer vinha sobre mim,

e eu fazia que o

29.13
Jó 22.9
coração da viúva cantasse de alegria.

14

29.14
Jó 27.5-6
Sl 132.9
Is 59.17
61.10
Ef 6.14
Vestia-me da retidão, e ela se vestia de mim;

a minha justiça era como um manto e como um diadema.

15Fazia-me olhos para o cego

e pés, para o coxo.

16Eu era o pai

29.16
Jó 24.4
dos necessitados

e examinava a causa dos desconhecidos.

17Eu

29.17
Sl 3.7
quebrava os queixos do iníquo

e arrancava-lhe a presa dentre os dentes.

18Então, dizia eu: Morrerei no meu ninho,

multiplicarei os meus dias como a areia.

19A minha

29.19
Jr 17.8
raiz se estenderá até as águas,

e o

29.19
Os 14.5
orvalho ficará a noite toda sobre os meus ramos.

20A minha glória se renovará em mim,

e o meu

29.20
Gn 49.24
Sl 18.34
arco será revigorado na minha mão.

21A mim

29.21
Jó 29.9
4.3
me ouviam, e esperavam,

e guardavam silêncio para receberem o meu conselho.

22Depois de falar eu,

29.22
Jó 29.10
nada replicavam.

29.22
Dt 32.2
As minhas razões caíam sobre eles como orvalho.

23Esperavam-me como a chuva

e abriam a sua boca como as chuvas tardias.

24Eu me sorria para eles, quando não tinham confiança;

e a luz do meu rosto, não a podiam abater.

25Eu lhes escolhia o caminho, e me sentava

29.25
Jó 1.3
31.37
como chefe,

e estava como um rei entre as tropas,

29.25
Jó 4.4
16.5
como quem consola os aflitos.