Tradução Brasileira (2010) (TB)
24

Jó contesta que os ímpios, muitas vezes, ficam sem castigo nesta vida

241Por que o Todo-Poderoso não designa tempos?

E por que os que o conhecem não veem

24.1
Is 2.12
Jr 46.10
Ob 15
Sf 1.7
os dias designados?

2Há os que

24.2
Dt 19.14
27.17
removem os limites,

roubam os rebanhos e os apascentam.

3Levam o jumento do

24.3
Jó 6.27
órfão,

tomam em penhor

24.3
Jó 22.9
o boi da viúva.

4Desviam do caminho

24.4
Jó 24.14
29.16
30.25
31.19
aos necessitados;

24.4
Jó 29.12
Sl 41.1
Pv 14.31
Am 8.4
os pobres da terra juntos se escondem.

5Como

24.5
Jó 39.5-8
asnos monteses no deserto,

24.5
Sl 104.23
saem eles ao trabalho, procurando diligentemente a comida.

O ermo fornece-lhes sustento para seus filhos.

6No campo, cortam o seu pasto.

E rabiscam na vinha do iníquo.

7Passam a noite toda nus, sem roupa,

e não têm com que se cobrir no frio.

8São molhados pelas chuvas dos montes

e, na falta dum abrigo,

24.8
Lm 4.5
achegam-se a um rochedo.

9Há os que arrancam do peito

24.9
Jó 6.27
o órfão

e tomam em penhor a roupa dos pobres,

10de modo que estes andam nus, sem roupa,

e, famintos, carregam os molhos.

11Espremem azeite dentro das casas daqueles homens;

pisam nos lagares deles e padecem sede.

12Da cidade levantam-se os gemidos moribundos,

e clama a alma dos feridos.

Contudo, Deus

24.12
Jó 9.23-24
não o tem por loucura.

13Estes são aqueles que se rebelam contra a luz;

não conhecem os caminhos dela,

nem permanecem nas suas veredas.

14O homicida

24.14
Mq 2.1
levanta-se ao romper da alva,

24.14
Sl 10.8
mata ao pobre e ao necessitado

e, de noite, torna-se ladrão.

15Também os olhos do

24.15
Pv 7.9
adúltero aguardam o crepúsculo,

dizendo: Ninguém me verá.

E disfarça o seu rosto.

16De noite

24.16
Êx 22.2
Mt 6.19
minam as casas;

de dia, se conservam encerrados.

Não conhecem a luz,

17pois a manhã é para todos eles como a sombra da morte,

porque dela conhecem

24.17
Jó 15.21
os pavores.

18

24.18
Jó 22.11,16
27.20
Passa rápido como o que é levado na superfície das águas.

24.18
Jó 5.3
Maldita é a porção dos tais na terra;

não anda mais pelo caminho

24.18
Jó 24.6,11
das vinhas.

19A sequidão e o calor

24.19
Jó 6.16-17
desfazem as águas de neve;

assim faz

24.19
Jó 21.13
o Sheol aos que pecaram.

20

24.20
Is 49.15
A madre se esquecerá dele,

dele se banquetearão

24.20
Jó 21.26
os vermes,

não será

24.20
Jó 18.17
Sl 34.16
Pv 10.7
mais lembrado.

24.20
Jó 19.10
Dn 4.14
Como árvore, será quebrado o injusto,

21aquele que devora o estéril que não tem filhos

e não faz o bem

24.21
Jó 22.9
à viúva.

22Não!

24.22
Jó 9.4
Pela sua força, Deus prolonga os dias dos valentes.

Ei-los de pé, quando

24.22
Jó 18.20
desesperavam da vida.

23Ele lhes concede

24.23
Jó 12.6
estar em segurança, e nisso se estribam.

E

24.23
Jó 10.411.11
os seus olhos estão sobre os caminhos deles.

24São exaltados, mas,

24.24
Sl 37.10
em breve tempo, se vão;

são

24.24
Jó 14.21
abatidos, colhidos como todos os mais,

são cortados como as espigas do trigo.

25Se não é assim,

24.25
Jó 6.28
27.4
quem me desmentirá

e reduzirá a nada as minhas palavras?

25

Bildade sustenta que o homem não pode, sem presunção, justificar-se diante de Deus

251Então, respondeu Bildade, suíta:

2A Deus pertence o

25.2
Jó 9.4
36.5,22
37.23
42.2
domínio e o poder.

Ele faz reinar a paz

25.2
Jó 16.19
31.2
nas regiões celestes.

3Acaso, têm número

25.3
Jó 16.13
as suas tropas?

E sobre quem não surge a sua luz?

4Como, pois, pode o homem ser

25.4
Jó 4.17
9.2
justo diante de Deus?

Ou como pode ser

25.4
Jó 14.4
puro aquele que nasce de mulher?

5Eis que até

25.5
Jó 31.26
a lua não tem brilho,

e

25.5
Jó 15.15
as estrelas não são puras aos olhos dele.

6Quanto menos

25.6
Jó 7.17
o que é verme!

E o filho do homem, que é

25.6
Jó 17.14
vermezinho!

26

Jó repreende a Bildade e exalta o poder de Deus

261Então, respondeu Jó:

2Como sabes ajudar ao que

26.2
Jó 6.11-12
não tem poder!

Como prestar socorro ao braço

26.2
Sl 71.9
que não tem força!

3Que bons conselhos dás ao que não tem sabedoria

e em quão grande cópia revelas o verdadeiro conhecimento!

4A quem diriges palavras?

E de quem é o espírito que fala em ti?

5Tremem debaixo das águas

26.5
Jó 3.13Sl 88.10
os manes e os que ali habitam.

6

26.6
Jó 26.6-14
9.5-10
38.17
41.11
O Sheol está nu diante dele,

e

26.6
Jó 28.22
31.12
Abadom não tem o que lhe cubra.

7Ele

26.7
Jó 9.8
estende o norte sobre o vácuo

e suspende a terra sobre o nada.

8

26.8
Jó 37.11
Pv 30.4
Encerra as águas nas suas nuvens grossas

e com elas não se rasga a nuvem.

9

26.9
Jó 22.14
Sl 97.2
105.39
Encobre a face do seu trono

e sobre ele estende a sua nuvem.

10Descreve

26.10
Jó 38.8-11
Pv 8.29
um limite circular sobre a superfície das águas,

onde

26.10
Jó 38.19-20,24
a luz e as trevas se confinam.

11As colunas do céu tremem

E se espantam das suas ameaças.

12Com o seu poder,

26.12
Is 51.15
Jr 31.35
agita o mar

e, pelo seu

26.12
Jó 12.13
entendimento, traspassa a
26.12
Jó 9.13
Raabe.

13Pelo seu sopro,

26.13
Jó 9.8
os céus são embelezados,

a sua mão fere

26.13
Is 27.1
a serpente veloz.

14Eis que essas coisas são somente as bordas dos seus caminhos.

Quão pequeno é o

26.14
Jó 4.12
sussurro que dele ouvimos!

Porém o

26.14
Jó 36.29
37.4-5
trovão dos seus grandes feitos, quem o poderá entender?