Tradução Brasileira (2010) (TB)
15

Elifaz acusa Jó de presunção

151Então, respondeu Elifaz, temanita:

2Responderá o sábio com ciência vã,

15.2
Jó 6.26
e encherá do vento oriental o seu ventre?

3Argumentando com palavras que de nada servem

ou com razões com que ele nada aproveita?

4Na verdade, tu destróis a reverência

e prejudicas o espírito religioso para com Deus.

5Pois

15.5
Jó 22.5
a tua iniquidade ensina a tua boca,

e escolhes a língua dos

15.5
Jó 5.12-13
astutos.

6A tua

15.6
Jó 18.7
própria boca te condena, e não eu;

e os teus lábios dão testemunho contra ti.

7És tu o primeiro homem que nasceu?

Ou

15.7
Jó 38.4,21
foste dado à luz antes dos outeiros?

8Assistes no

15.8
Jó 29.4
Rm 11.34
concílio de Deus?

Aproprias para ti a sabedoria?

9

15.9
Jó 12.3
13.2
Que sabes tu, que nós não sabemos?

E que entendes, que não se acha em nós?

10Conosco estão os homens

15.10
Jó 12.12
32.6-7
encanecidos e idosos,

mais velhos do que teu pai.

11Porventura,

15.11
Jó 5.17-19
36.15-16
fazes pouco caso das consolações de Deus

e da

15.11
Jó 6.10
23.12
palavra que te trata benignamente?

12Por que te arrebata

15.12
Jó 11.13
36.13
o teu coração?

Por que flamejam os teus olhos?

13De modo que voltas o teu espírito contra Deus

e permites sair as palavras da tua boca.

14Que é o homem,

15.14
Jó 14.4
para ser puro?

E

15.14
Jó 25.4
o que é nascido da mulher, para ser justo?

15Eis que Deus não confia nos

15.15
Jó 5.1
seus santos,

e, à sua vista,

15.15
Jó 25.5
os céus não são limpos;

16quanto menos o homem

15.16
Sl 14.1
abominável e corrompido,

que

15.16
Jó 34.7
bebe a iniquidade como a água?

Elifaz mostra que o ímpio é atormentado nesta vida

17Eu to mostrarei; ouve-me;

e te contarei o que tenho visto,

18(o que homens sábios têm anunciado

15.18
Jó 8.8
20.4
da parte de seus pais, não o ocultando;

19a eles somente pertencia o país,

não havendo estrangeiro algum passado por meio deles):

20O iníquo passa em

15.20
Jó 15.24
angústia todos os dias,

o número dos anos que são

15.20
Jó 24.1
27.13
reservados para o opressor.

21A voz de

15.21
Jó 15.24
18.11
20.25
24.17
27.20
terrores retine nos seus ouvidos;

15.21
Jó 20.21
1Ts 5.3
na prosperidade, lhe sobrevirá o assolador.

22Não espera

15.22
Jó 15.30
escapar das trevas,

e a

15.22
Jó 19.29
27.14
33.18
36.12
espada o está esperando.

23Ele anda em busca de pão, dizendo: Onde está?

Sabe que o dia das

15.23
Jó 15.22,30
trevas lhe está iminente.

24O aperto e a angústia o amedrontam;

prevalecem contra ele, como um rei preparado para a batalha,

25porque estendeu a sua mão contra Deus

e com soberba

15.25
Jó 36.9
se porta contra o Todo-Poderoso.

26Corre contra ele com cerviz dura,

opõe-lhe as saliências do seu escudo,

27porque

15.27
Sl 17.10
73.7
119.70
cobriu o rosto com a gordura,

e criou carnes grossas sobre as ilhargas.

28

15.28
Jó 3.14
Is 5.8-9
Habitou em cidades assoladas,

em casas que ninguém habitaria

e que estavam prestes a cair em ruínas.

29

15.29
Jó 27.16-17
Não se enriquecerá, nem subsistirá a sua fazenda,

nem as suas colheitas serão abundantes.

30

15.30
Jó 15.22
5.14
Não escapará das trevas;

15.30
Jó 15.34
20.26
22.20
31.12
a chama secará os seus ramos;

15.30
Jó 4.9
e, pelo assopro da boca de Deus, desaparecerá.

31

15.31
Jó 35.13
Is 59.4
Não confie na vaidade, enganando-se a si mesmo;

pois a vaidade será a sua recompensa.

32Ela lhe chegará

15.32
Jó 22.16
Ec 7.17
antes do termo dos teus dias,

e o seu

15.32
Jó 18.16
ramo não reverdecerá.

33Sacudirá as suas uvas verdes como a vide

15.33
Jó 14.2
e deixará cair a sua flor como a oliveira;

34pois a companhia dos

15.34
Jó 8.13
ímpios será estéril,

e o fogo consumirá as

15.34
Jó 8.22
tendas de suborno.

35Eles

15.35
Sl 7.14
Is 59.4
concebem a malícia, dão à luz a iniquidade,

e o seu ventre prepara enganos.