Tradução Brasileira (2010) (TB)
13

Jó acusa os seus amigos de defenderem falsamente a Deus

131

13.1
Jó 12.9
Eis que os meus olhos têm visto tudo isso,

os meus ouvidos o têm ouvido e entendido.

2

13.2
Jó 12.3
Como vós o sabeis, também eu o sei:

eu não vos sou inferior.

3Mas

13.3
Jó 13.22
23.4
eu quero falar com o Todo-Poderoso,

e desejo

13.3
Jó 13.15
discutir com Deus.

4Porém vós sois

13.4
Sl 119.69
forjadores de mentiras,

vós todos médicos

13.4
Jr 23.32
que não valem nada.

5Oxalá que

13.5
Jó 13.13
21.5
calásseis de todo!

Isso vos faria passar por sábios.

6Ouvi, pois, a minha reprovação

e atendei aos argumentos dos meus lábios.

7

13.7
Jó 27.4
Falareis por Deus injustamente

e usareis de engano em nome dele?

8

13.8
Lv 19.15
Sereis parciais por ele?

Contendereis a favor de Deus?

9Estais prontos a que ele vos esquadrinhe?

Ou

13.9
Jó 12.16
zombareis dele, como quem zomba de um homem?

10Certamente, vos repreenderá,

se em oculto vos

13.10
Jó 13.832.21
34.19
deixardes levar de respeitos humanos.

11Porventura não vos amedrontará a sua

13.11
Jó 31.23
majestade,

E não cairá sobre vós o seu terror?

12As vossas máximas são

13.12
Jó 27.1
29.1
provérbios de cinza,

as vossas defesas são defesas de barro.

Jó confia em Deus e deseja conhecer os seus pecados

13

13.13
Jó 13.5
Calai-vos, deixai-me, para que eu fale,

e venha sobre mim o que vier.

14Por sim ou por não, tomarei a minha carne nos meus dentes,

e porei a minha vida em minha mão.

15

13.15
Jó 7.6
Eis que me matará; não esperarei.

Contudo

13.15
Jó 27.5
defenderei os meus caminhos diante dele.

16Nisto conto com a minha

13.16
Jó 23.7
salvação:

que um

13.16
Jó 34.21-23
ímpio não se atreve apresentar-se a ele.

17Ouvi com atenção as minhas palavras,

e fique a minha declaração nos vossos ouvidos.

18Eis que, agora,

13.18
Jó 6.29
23.4
pus em ordem a minha causa;

sei que

13.18
Jó 9.21
10.7
12.4
eu serei justificado.

19Quem há que queira contender comigo?

Pois, então, me calaria e

13.19
Jó 7.21
10.8
expiraria.

20Concede-me somente duas coisas,

e não me esconderei da tua face:

21

13.21
Jó 9.34
Sl 39.10
retira a tua mão de sobre mim,

e não me amedronte o teu terror.

22Então, chama tu, e eu

13.22
Jó 9.16
14.15
responderei;

Ou fale eu, e responde-me tu.

23

13.23
Jó 7.21
Quantas iniquidades e pecados tenho eu?

Faze-me saber a minha transgressão e o meu pecado.

24Por que

13.24
Sl 13.1
44.24
88.14
escondes o teu rosto

e por que me tens por

13.24
Jó 19.11
33.10
teu inimigo?

25Acossarás

13.25
Lv 26.36
uma folha levada do vento?

E perseguirás

13.25
Jó 21.18
uma palha seca?

26Pois prescreves contra mim

13.26
Jó 9.18
coisas amargas

e punes as faltas da minha mocidade.

27Também

13.27
Jó 33.11
pões no tronco os meus pés,

observas todas as minhas veredas

e traças uma linha ao redor dos meus pés?

28embora seja eu como uma

13.28
Jó 2.7
coisa podre que se desfaz,

como um vestido que é comido da traça.

14

Jó roga o favor de Deus por causa da brevidade e miséria da vida humana

141

14.1
Jó 5.7
O homem, nascido da mulher,

é de poucos dias e cheio de inquietação.

2

14.2
Sl 90.5-6
103.15
Is 40.6-7
Como flor, nasce e murcha;

como

14.2
Jó 8.9
sombra foge e não permanece.

3Sobre um tal

14.3
Sl 8.4
144.3
abres os teus olhos?

A mim me fazes entrar em juízo contigo?

4Oxalá que o

14.4
Jó 15.14
25.4
puro pudesse sair do imundo? Não é possível!

5Visto que os seus dias estão contados, o

14.5
Jó 21.21
número dos seus meses, nas tuas mãos,

e lhe tens demarcado limites intransponíveis.

6

14.6
Jó 7.19
Aparta dele o teu rosto, para que descanse,

até que, qual jornaleiro, goze do seu dia.

7A esperança para a árvore, sendo cortada, é que torne a brotar,

e que não cessem os seus renovos.

8Ainda que a sua raiz envelheça na terra,

e o seu tronco morra no pó,

9contudo, ao cheiro de água, brotará

e lançará ramos como uma planta.

10

14.10
Jó 14.10-15
3.13
O homem, porém, morre e fica prostrado;

14.10
Jó 13.19
expira o homem e onde está?

11Como

14.11
Is 19.5
as águas se retiram do mar,

e o rio se esgota e seca,

12assim

14.12
Jó 3.13
o homem se deita e não se levanta.

Enquanto existirem os céus, não acordará,

nem será despertado do seu sono.

13Quem me dera que me

14.13
Jó 3.13
escondesses no Sheol,

que me ocultasses

14.13
Is 26.20
até que a tua ira tenha passado,

que, após um tempo determinado, te lembrasses de mim!

14Se o homem morrer, acaso, tornará a viver?

Todos os dias da minha milícia esperaria eu,

até que viesse a minha dispensa.

15Tu chamarias, e eu te responderia;

serias afeiçoado

14.15
Jó 10.3
à obra das tuas mãos.

16Agora, porém,

14.16
Jó 31.4
34.21
contas os meus passos;

porventura,

14.16
Jó 10.6
não observas o meu pecado?

17A minha transgressão

14.17
Dt 32.32-34
está selada num saco;

e guardas fechada a minha iniquidade.

18Mas o monte que se esboroa, desfaz-se,

e a penha se remove do seu lugar;

19As águas gastam as pedras,

as suas inundações arrebatam o pó da terra.

Assim

14.19
Jó 7.6
fazes perecer a esperança do homem.

20Prevaleces para sempre contra ele, e

14.20
Jó 4.20
20.7
ele passa;

mudas o seu rosto e o despedes.

21Seus filhos recebem honras, e ele não o sabe;

são humilhados, mas ele nada percebe a respeito deles.

22Somente para si mesmo sente dores a sua carne,

e para si mesmo lamenta a sua alma.

15

Elifaz acusa Jó de presunção

151Então, respondeu Elifaz, temanita:

2Responderá o sábio com ciência vã,

15.2
Jó 6.26
e encherá do vento oriental o seu ventre?

3Argumentando com palavras que de nada servem

ou com razões com que ele nada aproveita?

4Na verdade, tu destróis a reverência

e prejudicas o espírito religioso para com Deus.

5Pois

15.5
Jó 22.5
a tua iniquidade ensina a tua boca,

e escolhes a língua dos

15.5
Jó 5.12-13
astutos.

6A tua

15.6
Jó 18.7
própria boca te condena, e não eu;

e os teus lábios dão testemunho contra ti.

7És tu o primeiro homem que nasceu?

Ou

15.7
Jó 38.4,21
foste dado à luz antes dos outeiros?

8Assistes no

15.8
Jó 29.4
Rm 11.34
concílio de Deus?

Aproprias para ti a sabedoria?

9

15.9
Jó 12.3
13.2
Que sabes tu, que nós não sabemos?

E que entendes, que não se acha em nós?

10Conosco estão os homens

15.10
Jó 12.12
32.6-7
encanecidos e idosos,

mais velhos do que teu pai.

11Porventura,

15.11
Jó 5.17-19
36.15-16
fazes pouco caso das consolações de Deus

e da

15.11
Jó 6.10
23.12
palavra que te trata benignamente?

12Por que te arrebata

15.12
Jó 11.13
36.13
o teu coração?

Por que flamejam os teus olhos?

13De modo que voltas o teu espírito contra Deus

e permites sair as palavras da tua boca.

14Que é o homem,

15.14
Jó 14.4
para ser puro?

E

15.14
Jó 25.4
o que é nascido da mulher, para ser justo?

15Eis que Deus não confia nos

15.15
Jó 5.1
seus santos,

e, à sua vista,

15.15
Jó 25.5
os céus não são limpos;

16quanto menos o homem

15.16
Sl 14.1
abominável e corrompido,

que

15.16
Jó 34.7
bebe a iniquidade como a água?

Elifaz mostra que o ímpio é atormentado nesta vida

17Eu to mostrarei; ouve-me;

e te contarei o que tenho visto,

18(o que homens sábios têm anunciado

15.18
Jó 8.8
20.4
da parte de seus pais, não o ocultando;

19a eles somente pertencia o país,

não havendo estrangeiro algum passado por meio deles):

20O iníquo passa em

15.20
Jó 15.24
angústia todos os dias,

o número dos anos que são

15.20
Jó 24.1
27.13
reservados para o opressor.

21A voz de

15.21
Jó 15.24
18.11
20.25
24.17
27.20
terrores retine nos seus ouvidos;

15.21
Jó 20.21
1Ts 5.3
na prosperidade, lhe sobrevirá o assolador.

22Não espera

15.22
Jó 15.30
escapar das trevas,

e a

15.22
Jó 19.29
27.14
33.18
36.12
espada o está esperando.

23Ele anda em busca de pão, dizendo: Onde está?

Sabe que o dia das

15.23
Jó 15.22,30
trevas lhe está iminente.

24O aperto e a angústia o amedrontam;

prevalecem contra ele, como um rei preparado para a batalha,

25porque estendeu a sua mão contra Deus

e com soberba

15.25
Jó 36.9
se porta contra o Todo-Poderoso.

26Corre contra ele com cerviz dura,

opõe-lhe as saliências do seu escudo,

27porque

15.27
Sl 17.10
73.7
119.70
cobriu o rosto com a gordura,

e criou carnes grossas sobre as ilhargas.

28

15.28
Jó 3.14
Is 5.8-9
Habitou em cidades assoladas,

em casas que ninguém habitaria

e que estavam prestes a cair em ruínas.

29

15.29
Jó 27.16-17
Não se enriquecerá, nem subsistirá a sua fazenda,

nem as suas colheitas serão abundantes.

30

15.30
Jó 15.22
5.14
Não escapará das trevas;

15.30
Jó 15.34
20.26
22.20
31.12
a chama secará os seus ramos;

15.30
Jó 4.9
e, pelo assopro da boca de Deus, desaparecerá.

31

15.31
Jó 35.13
Is 59.4
Não confie na vaidade, enganando-se a si mesmo;

pois a vaidade será a sua recompensa.

32Ela lhe chegará

15.32
Jó 22.16
Ec 7.17
antes do termo dos teus dias,

e o seu

15.32
Jó 18.16
ramo não reverdecerá.

33Sacudirá as suas uvas verdes como a vide

15.33
Jó 14.2
e deixará cair a sua flor como a oliveira;

34pois a companhia dos

15.34
Jó 8.13
ímpios será estéril,

e o fogo consumirá as

15.34
Jó 8.22
tendas de suborno.

35Eles

15.35
Sl 7.14
Is 59.4
concebem a malícia, dão à luz a iniquidade,

e o seu ventre prepara enganos.