Tradução Brasileira (2010) (TB)
7

Gideão com trezentos homens vence os midianitas

71Levantando-se de madrugada

7.1
Jz 6.32
Jerubaal, que é Gideão, e todo o povo que estava com ele, acamparam-se junto à fonte
7.1
Jz 7.3
Harode: o arraial de Midiã estava da banda do norte, perto do outeiro de
7.1
Gn 12.6
Dt 11.30
Moré, no vale.

2Disse Jeová a Gideão: Tens contigo gente demais para eu entregar os midianitas nas suas mãos,

7.2
Dt 8.17-18
sem que Israel se glorie contra mim, dizendo: Foi a minha própria mão que me salvou. 3Agora apregoa aos ouvidos do povo, dizendo:
7.3
Dt 20.8
Quem é medroso e tímido, volte e retire-se do monte Gileade. Voltaram do povo vinte e dois mil; e ficaram dez mil.

4

7.4
1Sm 14.6
Disse mais Jeová a Gideão: Ainda há povo em demasia. Faze-o descer às águas, e ali tos provarei: Irá contigo aquele de quem eu te disser: Este irá contigo; porém não irá aquele de quem eu te disser: Este não irá contigo. 5Fez descer o povo às águas; e disse Jeová a Gideão: Todo homem que lamber as águas com a língua, como faz o cão, a esse porás à parte; como também a todo aquele que se abaixar de joelhos para beber. 6Foi o número daqueles que lamberam, levando a mão à boca, trezentos homens; mas todo o resto do povo abaixou-se de joelhos para beber água. 7Então, disse Jeová a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam a água vos salvarei, e entregarei os midianitas nas tuas mãos. Quanto a todo o povo, vá cada um ao seu lugar. 8Tomou o povo provisões na sua mão e as suas trombetas: Gideão enviou todos os homens de Israel, cada um à sua tenda, porém reteve os trezentos homens. Estava o arraial de Midiã em baixo do vale.

9Disse-lhe naquela noite Jeová: Levanta-te, desce ao arraial,

7.9
Js 2.24
10.8
11.6
porque to entreguei nas mãos. 10Mas, se tu tiveres medo de descer, desce tu e teu moço, Pura, ao arraial; 11ouvirás o que dizem;
7.11
Jz 7.15
depois, serão fortalecidas as tuas mãos para desceres sobre o arraial. Desceu ele e o seu moço Pura ao extremo das sentinelas que estavam no arraial. 12Os midianitas, os amalequitas e todos os filhos do Oriente estavam estendidos no vale
7.12
Jz 6.5
8.10
como gafanhotos em multidão; eram os seus camelos uma multidão inumerável
7.12
Js 11.4
como areia que há na praia do mar. 13No momento em que Gideão chegou, um homem estava contando um sonho ao seu companheiro e dizia: Tive um sonho. Eis que um pão de cevada torrado veio rolando sobre o arraial de Midiã, chegou a uma tenda, bateu nela de sorte que ela caiu, e virou-a de cima para baixo, de modo que ficou estendida por terra. 14Respondeu-lhe o companheiro: Isso não é outra coisa senão a espada de Gideão, filho de Joás, homem israelita;
7.14
Js 2.9
nas mãos dele entregou Deus a Midiã e a todo o arraial.

O estratagema das trombetas e dos cântaros

15Tendo Gideão ouvido a narração do sonho e a sua interpretação, prostrou-se para adorar; voltou ao arraial de Israel e disse: Levantai-vos, pois Jeová vos entregou nas mãos o arraial de Midiã. 16Dividiu os trezentos homens em três companhias e pôs nas mãos de todos eles trombetas e cântaros vazios, contendo tochas. 17Disse-lhes: Olhai para mim e fazei assim como eu fizer. Quando eu chegar à extremidade do arraial, como eu fizer, assim fareis vós. 18Quando eu tocar a trombeta, eu e todos os que estiverem comigo, tocai também vós as trombetas ao redor de todo o arraial e dizei: por Jeová e por Gideão!

19Gideão e os cem homens que com ele iam chegaram à extremidade do arraial ao princípio da vigília média, havendo sido de pouco colocadas as guardas; tocaram as trombetas e despedaçaram os cântaros que tinham nas mãos. 20As três companhias tocaram as trombetas, despedaçaram os cântaros, segurando com as mãos esquerdas as tochas e com as direitas as trombetas para as tocarem e clamaram: A espada de Jeová e de Gideão! 21Conservou-se cada um no seu lugar ao redor do arraial, que todo deitou a correr: gritaram e puseram-nos em fuga. 22Tocaram as trezentas trombetas, e

7.22
1Sm 14.20
Jeová fez voltar a espada de um contra outro, e contra todo o arraial, que fugiu até Bete-Sita em direção de Zererá, até ao termo de
7.22
1Rs 4.12
19.16
Abel-Meolá, junto a Tabate. 23Foram convocados os homens de Israel, de
7.23
Jz 6.35
Naftali, de Aser e de toda a tribo de Manassés, e perseguiam a Midiã.

24Gideão enviou mensageiros por toda a região montanhosa de Efraim, dizendo: Descei ao encontro de Midiã e

7.24
Jz 3.28
tomai-lhes as águas até Bete-Bara, isto é, o Jordão. Foram convocados todos os homens de Efraim, e tomaram as águas até Bete-Bara, o Jordão. 25
7.25
Sl 83.11
Is 10.26
Aprisionaram aos dois príncipes de Midiã, a Orebe e a Zeebe; mataram a Orebe no penhasco de Orebe, e a Zeebe, no lagar de Zeebe. Perseguiram a Midiã; e trouxeram as cabeças de Orebe e de Zeebe a Gideão, da banda
7.25
Jz 8.4
dalém do Jordão.

8

Gideão aplaca os efraimitas e mata os reis dos midianitas

81Então lhe disseram os homens de Efraim:

8.1
Jz 12.1
Que é isso que nos fizeste, em não nos chamares, quando foste pelejar contra Midiã? Repreenderam-no asperamente. 2Respondeu-lhes: Que fiz eu comparável com o que vós fizestes? Não são os rabiscos de Efraim melhores do que a vindima de Abiezer? 3Deus vos entregou nas mãos os príncipes de Midiã, Orebe e Zeebe; que pude eu fazer de comparável com o que vós fizestes? Então se lhes aplacou a ira, depois que ele dissera isso.

4Veio Gideão

8.4
Jz 7.25
ao Jordão, que passou juntamente com os trezentos homens que estavam com ele, desfalecidos, mas perseguindo. 5Disse aos homens de
8.5
Gn 33.17
Sucote: Dai uns pães ao povo que me segue, pois estão desfalecidos, e eu vou perseguindo a Zeba e a Zalmuna, reis de Midiã. 6Responderam os príncipes de Sucote:
8.6
Jz 8.15
Porventura, já se acham no teu poder as mãos de Zeba e Zalmuna, para que déssemos pão ao teu exército? 7Tornou-lhes Gideão: Pois,
8.7
Jz 7.15
quando Jeová me tiver entregado nas mãos a Zeba e a Zalmuna, hei de vos rasgar as carnes com os espinhos do deserto e com os abrolhos. 8Dali subiu a
8.8
Gn 32.30-31
Penuel, e falou-lhes da mesma maneira. Os homens de Penuel responderam-lhe como os homens de Sucote lhe haviam respondido. 9Disse também aos homens de Penuel: Quando eu voltar em paz,
8.9
Jz 8.17
derrubarei esta torre.

10Estavam Zeba e Zalmuna em Carcor, com as suas hostes, uns quinze mil homens, os restantes de todo o exército dos filhos do Oriente:

8.10
Jz 6.5
7.12
Sl 83.9
Is 9.4
pois caíram cento e vinte mil homens que puxavam da espada. 11Subiu Gideão pelo caminho dos nômades, ao oriente de Noba e Jogbeá, e feriu a hoste inimiga, porque ela se dava por segura. 12Fugiram Zeba e Zalmuna: Gideão perseguiu-os, prendeu os dois reis de Midiã, Zeba e Zalmuna, e desbaratou toda a hoste.

13Gideão, filho de Joás, voltou da peleja desde a subida de Heres. 14Tendo prendido a um moço dos homens de Sucote, o inquiriu. Este lhe deu por escrito os nomes dos príncipes de Sucote, e dos seus anciãos, setenta e sete homens. 15Veio aos homens de Sucote e disse: Eis aqui Zeba e Zalmuna, a respeito dos quais me motejastes, dizendo:

8.15
Jz 8.6
Porventura, se acham no teu poder as mãos de Zeba e Zalmuna, para que déssemos pão aos teus homens que estão desfalecidos? 16Tomou os anciãos da cidade, e espinhos do deserto e abrolhos e, com eles, ensinou aos homens de Sucote. 17
8.17
Jz 8.9
Derrubou também a torre de Penuel e matou os homens da cidade.

18Disse a Zeba e Zalmuna: Que sorte de homens eram os que matastes em Tabor? Responderam eles: Como és tu, assim eram eles; cada um parecia filho de rei. 19Gideão tornou: Eles eram meus irmãos, filhos de minha mãe; por Jeová, que se vós tivésseis poupado a vida a eles, eu não vos mataria! 20Então, disse a Jéter, seu primogênito: Levanta-te e mata-os. O mancebo, porém, não puxou da espada; pois temia, porque ainda era moço. 21Disseram Zeba e Zalmuna: Levanta-te e lança-te sobre nós, porque qual o homem, tal a sua força.

8.21
Sl 83.11
Levantando-se Gideão, matou a Zeba e a Zalmuna, e
8.21
Jz 8.26
tirou os colares que estavam aos pescoços dos seus camelos.

Gideão recusa governar, faz um éfode e morre

22Então, disseram os homens de Israel a Gideão: Domina sobre nós, tanto tu, e teu filho, bem como o filho de teu filho; porque nos livraste do poder de Midiã. 23Gideão respondeu-lhes: Eu não dominarei sobre vós, nem sobre vós dominará meu filho; Jeová vos dominará. 24Disse-lhes mais Gideão: Permiti-me fazer-vos um pedido: dá-me cada um as arrecadas do seu despojo. (Porque os ismaelitas usavam arrecadas de ouro.) 25Eles responderam: De boa vontade as daremos. Estenderam uma capa, e cada um deles deitou ali as arrecadas do seu despojo. 26O peso das arrecadas de ouro, que pediu, foi mil e setecentos siclos de ouro (afora os colares, e os pendentes, e os vestidos de púrpura que os reis de Midiã trajavam, e afora as cadeias que estavam aos pescoços dos seus camelos). 27Dele fez Gideão um

8.27
Jz 17.5
18.14-20
Êx 28.6-35
éfode, e colocou-o na sua cidade de Ofra; ali ia todo o Israel a idolatrá-lo; e foi um laço para Gideão e sua casa. 28Foram abatidos os midianitas diante dos filhos de Israel e nunca mais levantaram a cabeça. A terra teve descanso quarenta anos nos dias de Gideão.

29Retirou-se

8.29
Jz 7.1
Jerubaal, filho de Joás, e habitou em sua casa. 30Gideão teve
8.30
Jz 9.2,5
setenta filhos que saíram da sua coxa, porque tinha muitas mulheres. 31A sua concubina que morava em Siquém deu-lhe à luz também um filho; e ele lhe pôs por nome Abimeleque. 32Morreu Gideão, filho de Joás, numa boa velhice, e foi sepultado no sepulcro de seu pai, Joás, em Ofra dos abiezritas.

33Logo que morreu Gideão,

8.33
Jz 2.11-12
tornaram os filhos de Israel a idolatrarem os Baalins e fizeram a
8.33
Jz 9.4,27,46
Baal-Berite o seu deus. 34Os filhos de Israel
8.34
Jz 3.7
Dt 4.9
não se lembraram de Jeová, seu Deus, que os havia libertado da mão de todos os seus inimigos ao redor; 35nem usaram de beneficência para com a casa de Jerubaal, o qual é Gideão, segundo toda a bondade que ele havia mostrado para com Israel.

9

Abimeleque mata seus irmãos e se declara rei

91

9.1
Jz 8.31,35
Abimeleque, filho de Jerubaal, foi a Siquém, aos irmãos de sua mãe, e falou com eles e com toda a parentela da casa de seu avô materno, dizendo: 2Falai aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém: Qual é melhor para vós: que todos os filhos de Jerubaal,
9.2
Jz 8.30
setenta pessoas, vos dominem, ou que um só domine sobre vós? Lembrai-vos também de que eu sou
9.2
Gn 29.14
osso vosso e carne vossa. 3Os irmãos de sua mãe falaram essas palavras a respeito dele aos ouvidos de todos os cidadãos de Siquém; e inclinaram-se os corações deles a seguir a Abimeleque, porque disseram: É nosso irmão. 4Deram-lhe setenta siclos de prata do templo de
9.4
Jz 8.33
Baal-Berite, com os quais alugou Abimeleque a uns homens miseráveis e atrevidos, que o seguiram. 5Foi à casa de seu pai, a Ofra, e matou a seus irmãos, filhos de Jerubaal, umas
9.5
Jz 9.2
setenta pessoas, sobre uma mesma pedra; mas Jotão, filho mais moço de Jerubaal, foi deixado, pois se escondeu. 6Então se ajuntaram todos os cidadãos de Siquém, e toda Bete-Milo, e foram e constituíram rei a Abimeleque junto ao terebinto da coluna que havia em Siquém.

A parábola de Jotão

7Tendo sido avisado disso Jotão, foi e pôs-se de pé no cume do monte

9.7
Dt 11.29-30
Gerizim; e levantando a voz, clamou e disse-lhes: Ouvi-me, cidadãos de Siquém, para que Deus vos ouça a vós. 8Foram uma vez as árvores a ungir sobre si um rei; e disseram à oliveira: Reina sobre nós. 9Mas a oliveira respondeu-lhes: Deixarei, porventura, a minha gordura de que se usa para honrar aos deuses e aos homens, e irei a dominar sobre as árvores? 10Disseram as árvores à figueira: Vem tu, e reina sobre nós. 11Mas a figueira respondeu-lhes: Deixarei, porventura, a minha doçura e boas novidades, e irei a dominar sobre as árvores? 12Disseram as árvores à videira: Vem tu, e reina sobre nós. 13Respondeu-lhes a videira: Deixarei, porventura, o meu suco, que alegra aos deuses e aos homens e irei a dominar sobre as árvores? 14Todas as árvores disseram ao espinheiro: Vem tu, e reina sobre nós. 15Respondeu o espinheiro às árvores: Se vós, na verdade, me ungis por vosso rei, vinde e refugiai-vos debaixo da minha sombra; mas, se não, do espinheiro sairá fogo, e devorará os cedros do Líbano. 16Agora, se de boa fé e com retidão procedestes, constituindo rei a Abimeleque, se vos portastes bem com
9.16
Jz 8.35
Jerubaal e com a sua casa e lhe fizestes conforme os seus merecimentos 17(meu pai pelejou por vós, expôs a sua vida aos perigos e vos livrou do poder de Midiã; 18porém vós hoje vos levantastes contra a casa de meu pai, matastes a
9.18
Jz 9.5
seus filhos, umas setenta pessoas, sobre uma mesma pedra, e fizestes reinar sobre os cidadãos de Siquém a Abimeleque,
9.18
Jz 8.31
filho de uma sua escrava, porque é vosso irmão); 19se vos tendes portado hoje de boa fé e com retidão para com Jerubaal e para com a sua casa, alegrai-vos em Abimeleque, e ele também se alegre em vós. 20Mas, se não, de Abimeleque sairá fogo, e devorará os cidadãos de Siquém e a Bete-Milo; dos cidadãos de Siquém e de Bete-Milo sairá fogo, e devorará a Abimeleque. 21Então, partiu Jotão, fugiu e foi a Beer, e ali habitou por temer a seu irmão Abimeleque.

A conspiração de Gaal

22Reinou Abimeleque sobre Israel três anos. 23

9.23
1Sm 16.14
Deus enviou um espírito mau para o meio de Abimeleque e dos cidadãos de Siquém; estes se houveram aleivosamente contra Abimeleque, 24
9.24
Jz 9.56-57
Dt 27.25
para que a violência praticada contra os setenta filhos de Jerubaal aparecesse, e para
9.24
Nm 35.33
que o sangue deles caísse sobre Abimeleque, seu irmão, que os matou, e sobre os de Siquém, que lhe auxiliaram para tirar a vida a seus irmãos. 25Puseram-lhe os cidadãos de Siquém emboscadas nos cumes dos outeiros, e roubaram a todos os que passavam por eles na estrada: disto foi avisado Abimeleque.

26Veio Gaal, filho de Ebede, com seus irmãos, e estabeleceu-se em Siquém; e confiaram nele os cidadãos de Siquém. 27Saindo ao campo, vindimaram as suas vinhas, pisaram as uvas e fizeram uma festa; e, tendo entrado no templo

9.27
Jz 9.46
8.33
do seu deus, comeram, beberam e amaldiçoaram a Abimeleque. 28Disse Gaal, filho de Ebede: Quem é Abimeleque, e quem é Siquém, para que o sirvamos? Não é, porventura, filho de Jerubaal? Não é Zebul o seu legado? Servi, antes, aos homens de Hamor, pai de Siquém; mas nós, por que o serviremos? 29
9.29
2Sm 15.4
Prouvera a Deus que este povo estivesse sob a minha direção; pois eu expeliria a Abimeleque. Disse a Abimeleque: Aumenta o teu exército e sai.

30Tendo Zebul, governador da cidade, ouvido as palavras de Gaal, filho de Ebede, acendeu-se em ira. 31Enviou astutamente a Abimeleque mensageiros que lhe dissessem: Eis que Gaal, filho de Ebede, e seus irmãos são vindos a Siquém e procuram sublevar a cidade contra ti. 32Agora, levanta-te de noite, tu e o povo que estiver contigo, e deixa-te estar escondido no campo; 33e pela manhã, logo que nascer o sol, levantar-te-ás e darás de golpe sobre a cidade: saindo contra ti Gaal com a sua gente,

9.33
1Sm 10.7
far-lhe-ás como te permitirem as circunstâncias.

Abimeleque vence a Gaal e os siquemitas

34Levantou-se de noite Abimeleque com toda a sua gente; e divididos em quatro companhias puseram emboscadas a Siquém. 35Saiu Gaal, filho de Ebede, e pôs-se à entrada da cidade; e levantou-se do lugar das emboscadas Abimeleque e o povo que estava com ele. 36Quando Gaal viu ao povo, disse a Zebul: Eis que desce gente dos cumes dos outeiros. Respondeu-lhe Zebul: Tu vês as sombras dos outeiros, como se fossem homens. 37Mas Gaal tornou a falar e disse: Está descendo gente de perto do

9.37
Ez 38.12
umbigo da terra, e vem vindo uma companhia do caminho do terebinto de Meonenim. 38Então lhe disse Zebul: Onde está agora a tua boca, com a qual dizias: Quem é Abimeleque, para que o sirvamos? Não é este o povo que desprezavas? Sai agora e peleja contra ele. 39Saiu Gaal à vista dos cidadãos de Siquém e pelejou contra Abimeleque. 40Abimeleque o perseguiu, e fugiu Gaal diante dele, e muitos caíram feridos até a entrada da porta.

41Abimeleque habitou em Arumá: e Zebul expeliu a Gaal e a seus irmãos, para que não habitassem em Siquém. 42No dia seguinte, saiu o povo ao campo; disto foi avisado Abimeleque, 43que tomou a sua gente, a dividiu em três companhias e pôs emboscadas no campo. Olhou, e eis que o povo saía da cidade, pelo que se levantou contra eles e os feriu. 44Abimeleque e as companhias que com ele estavam correram e puseram-se à entrada da cidade; as outras duas companhias deram de improviso sobre todos os que estavam no campo e os feriram. 45Abimeleque pelejou contra a cidade todo aquele dia, tomou-a e matou ao povo que nela se achava; e assolando-a, a semeou de sal.

46Tendo ouvido isso todos os habitantes de Migdol-Siquém, entraram no esconderijo, no templo de

9.46
Jz 8.33
El-Berite. 47Abimeleque foi avisado de que se achavam congregados todos os habitantes de Migdol-Siquém. 48Subiu ao monte
9.48
Sl 68.14
Zalmom, ele e toda a sua gente; e, tomando um machado na mão, cortou um ramo de árvore, levantou-o e pô-lo no ombro, e disse ao povo que estava com ele: O que me vistes fazer, fazei-o também, depressa. 49Assim, todo o povo cortou cada um o seu ramo, e seguiram a Abimeleque; e tendo posto os ramos junto ao esconderijo, o incendiaram sobre eles, de sorte que morreram também todos os habitantes de Migdol-Siquém, quase mil pessoas, homens e mulheres.

A morte de Abimeleque

50Depois, foi Abimeleque a Tebes, a qual sitiou e tomou. 51Havia, porém, no meio da cidade, uma torre forte, para onde se refugiaram todos os homens e mulheres, a saber, todos os habitantes da cidade que, fechadas as portas, subiram ao eirado da torre. 52Chegando Abimeleque à torre, pelejou contra ela e aproximou-se da porta para a incendiar. 53

9.53
2Sm 11.21
Uma mulher lançou a pedra superior de um moinho sobre a cabeça de Abimeleque e quebrou-lhe o crânio. 54Então, chamou depressa ao moço, seu escudeiro, e lhe disse: Desembainha a tua espada e mata-me, para que não se diga de mim: Uma mulher matou-o. O moço atravessou-o, e ele morreu. 55Vendo os homens de Israel que Abimeleque já era morto, foram-se cada um para o seu lugar. 56Assim, Deus fez cair sobre Abimeleque o mal que tinha feito a seu pai, tirando a vida a seus setenta irmãos. 57Também toda a maldade dos homens de Siquém, fê-la cair sobre a cabeça deles; e veio sobre eles a maldição de Jotão, filho de Jerubaal.