Tradução Brasileira (2010) (TB)
15

Sansão põe fogo às searas dos filisteus

151Passado algum tempo, nos dias da ceifa do trigo, Sansão, levando um

15.1
Gn 38.17
cabrito, foi visitar a sua mulher e disse: Entrarei na câmara de minha mulher. Mas o pai dela não o deixou entrar 2e lhe disse: Pensei, na verdade, que de todo a aborrecias; por isso, a dei ao teu companheiro. Não é, porém, mais formosa do que ela sua irmã mais nova? Toma-a em seu lugar. 3Disse-lhes Sansão: Esta vez estou sem culpa para com os filisteus, se eu lhes fizer o mal. 4Sansão foi-se e apanhou trezentas raposas; tomou fachos e, viradas as raposas cauda a cauda, pôs-lhes um facho entre cada par de caudas. 5Tendo ele chegado fogo aos fachos, largou as raposas nas searas dos filisteus, e abrasou tanto as medas como o trigo ainda em pé, e vinhas e olivais. 6Disseram os filisteus: Quem fez isto? Respondeu-se-lhes: Sansão, genro do timnita, porque lhe tirou sua mulher, e a deu ao companheiro. Subiram, pois, os filisteus, e
15.6
Jz 14.15
queimaram a fogo tanto a ela como a seu pai. 7Disse-lhes Sansão: Se este é o vosso procedimento, sem dúvida me vingarei de vós, e depois desistirei. 8De todo os desbaratou com grande mortandade; então, desceu e habitou na fenda do penhasco de Etã.

Os homens de Judá amarram Sansão

9Tendo subido os filisteus, acamparam-se em Judá e espalharam-se por Leí. 10Perguntaram-lhes os homens de Judá: Por que subistes contra nós? Responderam eles: Para amarrarmos a Sansão é que subimos, a fim de lhe fazermos como nos fez a nós. 11Então, três mil homens de Judá desceram à fenda do penhasco do Etã e disseram a Sansão: Não sabes tu que os filisteus dominam sobre nós?

15.11
Jz 13.1
14.4
Que é isso que nos fizeste? Respondeu-lhes ele: Como me fizeram a mim, assim lhes fiz a eles. 12Descemos, replicaram eles, para te amarrar, a fim de te entregar nas mãos dos filisteus. Jurai-me, disse-lhes Sansão, que vós mesmos não me agredireis. 13Eles lhe responderam: Não te agrediremos, mas te amarraremos e te entregaremos nas suas mãos; porém de maneira alguma te mataremos. Amarraram-no com duas cordas novas e tiraram-no do penhasco.

Sansão fere mil homens com a queixada de um jumento

14Chegando ele a Leí, jubilaram os filisteus, ao saírem-lhe ao encontro.

15.14
Jz 14.19
1Sm 11.6
O Espírito de Jeová apoderou-se dele, as cordas que tinha nos braços tornaram-se como linho queimado, e as suas amarraduras lhe caíram das mãos. 15Achou uma queixada verde dum jumento e, estendendo a mão, tomou-a e matou mil homens. 16Disse Sansão:

Com a queixada dum jumento, montões e mais montões;

com a queixada dum jumento matei mil homens.

17Tendo acabado de falar, lançou da mão a queixada. Aquele lugar chamou-se Ramate-Leí. 18Sentindo grande sede,
15.18
Jz 16.28
clamou a Jeová e disse: Tu deste ao teu servo esta grande vitória; agora, morrerei eu de sede e cairei nas mãos dos incircuncisos? 19Porém Deus fendeu a mactés que está em Leí, e dali saiu água; tendo bebido, Sansão recobrou alento e reviveu; por isso, o lugar ficou sendo chamado En-Hacoré, que está em Leí até hoje. 20
15.20
Hb 11.32
Julgou a Israel
15.20
Jz 13.1
16.31
nos dias dos filisteus vinte anos.
16

Sansão é traído por Dalila

161Sansão foi a

16.1
Js 15.47
Gaza, e viu ali uma prostituta e entrou a ela. 2Foi dito aos gazitas: Sansão é chegado aqui. Cercaram-no e esperaram-no às escondidas na porta da cidade, e ficaram quietos toda a noite, dizendo: Quando raiar o dia, matá-lo-emos. 3Porém Sansão deitou-se até à meia-noite, tempo em que se levantou, e pegou nas duas meias portas da cidade e nas duas ombreiras, arrancou-as juntamente com a tranca e, pondo-as sobre os ombros, levou-as até o cume do monte que está defronte de Hebrom.

4Depois disso se afeiçoou a uma mulher que morava no vale de Soreque, e que se chamava Dalila. 5Subiram a ter com ela

16.5
Js 13.3
os régulos dos filisteus e disseram-lhe:
16.5
Jz 14.15
Persuade-lhe que descubra donde lhe vem tamanha força e de que modo o poderemos vencer, a fim de o amarrarmos para o atormentar; e nós te daremos, cada um de nós, mil e cem siclos de prata. 6Disse Dalila a Sansão: Declara-me donde te vem tamanha força e de que modo poderás ser amarrado para sofrer tormentos. 7Respondeu-lhe Sansão: Se me amarrassem com sete cordas de nervos, ainda não secados, tornar-me-ia fraco, e seria como qualquer outro homem. 8Trouxeram-lhe os régulos dos filisteus sete cordas de nervos, ainda não secados, com as quais ela o amarrou. 9Ora tinha ela homens que esperavam escondidos na câmara interior. Disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Ele quebrou as cordas como se quebra o fio da estopa ao chegar-lhe o cheiro do fogo. Assim, não se soube donde lhe vinha a força.

10Disse Dalila a Sansão: Eis que zombaste de mim e me disseste mentiras; agora, dize-me de que modo poderás ser amarrado. 11Respondeu-lhe ele: Se me amarrassem bem com cordas novas, que ainda não houvessem sido usadas para obra alguma, tornar-me-ia fraco e seria como qualquer outro homem. 12Dalila tomou cordas novas, e amarrou-o com elas, e disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Ora, os homens esperavam escondidos na câmara interior. Ele as quebrou dos seus braços como um fio.

13Disse Dalila a Sansão: Até agora, tens zombado de mim e me tens dito mentiras; dize-me de que modo poderás ser amarrado. Respondeu-lhe ele: Se teceres as sete tranças dos cabelos da minha cabeça com a urdidura da teia. 14Ela as fixou com o torno do tear e disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Ele, despertando do sono, arrancou o torno, o tear e a teia.

15Ela lhe disse:

16.15
Jz 14.16
Como podes dizer que me amas, quando não confias em mim? Já três vezes tens zombado de mim e não me tens dito donde te vem a tua grande força. 16Importunando-o ela todos os dias com as suas palavras e molestando-o, a alma dele angustiou-se até a morte. 17Descobriu-lhe todo o seu coração e disse-lhe: Nunca passou navalha pela minha cabeça; porque tenho sido
16.17
Jz 13.5
Nm 6.5
nazireu para com Deus desde o ventre de minha mãe. Se me fosse rapada a cabeça, ir-se-ia de mim a minha força, tornar-me-ia fraco e seria como qualquer outro homem.

18Vendo Dalila que ele lhe descobrira todo o seu coração, mandou chamar os régulos dos filisteus, dizendo: Subi esta vez, porque agora me descobriu ele todo o seu coração. Então, os régulos dos filisteus subiram a ter com ela e trouxeram o dinheiro nas suas mãos. 19Ela fez que Sansão dormisse sobre os seus joelhos; e mandou chamar a um homem, e fez que cortasse as sete tranças dos cabelos da sua cabeça. Começou a atormentá-lo, e a sua força se lhe foi. 20Disse-lhe: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Despertando ele do sono, disse: Sairei como nas outras ocasiões e me sacudirei. Porém não sabia que Jeová se havia retirado dele. 21Os filisteus pegaram nele, e vazaram-lhe os olhos; e, tendo-o levado a Gaza, amarraram-no com cadeias de bronze e obrigaram-no a mover um moinho no cárcere. 22Todavia, os cabelos da sua cabeça, logo que foram rapados, começaram a crescer de novo.

Sansão faz cair o templo de Dagom

23Os régulos dos filisteus reuniram-se para oferecer um grande sacrifício ao seu deus

16.23
1Sm 5.2
Dagom e para se regozijar; pois diziam: O nosso deus nos entregou nas mãos a Sansão, nosso inimigo. 24Quando o povo o viu, louvaram ao seu deus; pois diziam: O nosso deus nos entregou nas mãos o nosso inimigo e o destruidor do nosso país, que multiplicou os nossos mortos. 25Estando eles alegres, disseram: Mandai vir Sansão, para que nos divirta. Mandaram vir do cárcere Sansão que os divertia: e puseram-no entre as colunas. 26Disse Sansão ao moço que o guiava pela mão: Deixa-me apalpar as colunas, em que se sustem a casa, para que a elas me encoste. 27Ora, a casa estava cheia de homens e mulheres; estavam também ali todos os régulos dos filisteus; havia no telhado uns três mil homens e mulheres, que olhavam enquanto Sansão os divertia.

28

16.28
Jz 15.18
Sansão clamou a Jeová e disse: Senhor Jeová, lembra-te de mim, e fortalece-me ainda esta vez, ó Deus, para que me vingue nos filisteus ao menos dum dos meus dois olhos. 29Abraçou-se Sansão com as duas colunas do meio, em que a casa se sustinha, e pegou nelas, numa com a mão direita, noutra com a mão esquerda 30e disse: Morra eu com os filisteus. Empurrou com toda a sua força; e a casa caiu sobre os régulos e sobre todo o povo que nela estava. Assim, foram mais os mortos que matou na sua morte do que os que matou na sua vida. 31Então, desceram seus irmãos e toda a casa de seu pai, tomaram-no e, tendo voltado, sepultaram-no entre Zorá e Estaol, no lugar da sepultura de seu pai Manoá.
16.31
Jz 15.20
Ele julgou a Israel vinte anos.

17

Mica e os ídolos da sua casa

171Havia um homem da região montanhosa de Efraim, cujo nome era Mica. 2Ele disse a sua mãe: Os mil e cem siclos de prata que te foram tirados, por cuja causa praguejaste, e de que também falaste a mim, eis que está no meu poder; eu a tomei. Respondeu-lhe sua mãe: Bendito de Jeová seja meu filho! 3Restituiu os mil e cem siclos de prata a sua mãe, que disse: Da minha mão solenemente dedico a prata a Jeová a favor de meu filho,

17.3
Êx 20.4,23
34.17
para fazer uma imagem de escultura e de fundição; agora, ta darei de novo. 4Quando ele restituiu a prata a sua mãe, tomou ela duzentos siclos de prata e deu-os ao ourives, o qual fez uma imagem de escultura e de fundição. A imagem ficou em casa de Mica, 5que tinha uma capelinha de
17.5
Jz 18.24
deuses; fez um
17.5
Jz 8.27
18.14
éfode e
17.5
Gn 31.19
terafins, e consagrou a um de seus filhos,
17.5
Nm 3.10
o qual lhe serviu de sacerdote. 6Naqueles dias,
17.6
Jz 18.1
19.1
não havia rei em Israel;
17.6
Dt 12.8
cada qual fazia o que bem lhe parecia.

O levita em casa de Mica

7Havia um mancebo, vindo de

17.7
Jz 19.1
Rt 1.1-2
Mq 5.2
Mt 2.1
Belém-Judá, da família de Judá, que era levita e habitava ali. 8O homem partiu da cidade de Belém-Judá para ficar onde quer que achasse colocação. Seguindo o seu caminho, chegou à
17.8
Js 24.33
região montanhosa de Efraim, à casa de Mica. 9Perguntou-lhe Mica: Donde vens? Respondeu-lhe ele: Sou levita de Belém-Judá, e vou ficar onde quer que ache colocação. 10Disse-lhe Mica: Fica comigo e serve-me de
17.10
Jz 18.19
pai e de sacerdote; dar-te-ei cada ano dez siclos de prata, o vestuário e o sustento. Assim, o mancebo levita entrou, 11e, concordando em ficar com o homem, foi-lhe como um de seus filhos. 12Mica consagrou ao mancebo levita,
17.12
Nm 16.10
18.1-7
que lhe serviu de sacerdote, e ficou em sua casa. 13Então, disse Mica: Agora sei que Jeová me fará o bem, visto que tenho um levita por sacerdote.