Tradução Brasileira (2010) (TB)
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Guerra de quatro reis contra cinco

141Aconteceu nos dias de Anrafel, rei de Sinear, Arioque, rei de Elasar, Quedorlaomer, rei de Elão, e Tidal, rei de Goim, 2que fizeram estes guerra contra Bera, rei de Sodoma, contra Birsa, rei de Gomorra, contra Sinabe, rei de Admá, contra Semeber, rei de Zeboim, e contra o rei de Belá (esta é Zoar). 3Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (este é o mar Salgado). 4Doze anos serviram a Quedorlaomer, mas no décimo terceiro se rebelaram. 5Ao décimo quarto ano veio Quedorlaomer e os reis que estavam com ele e feriram aos refains em Asterote-Carnaim, aos zuzins em Hã, aos emins em Savé-Quiriataim 6e aos horeus no seu monte Seir, até El-Parã, que está junto ao deserto. 7Na volta, vieram a En-Mispate (que é Cades) e feriram toda a terra dos amalequitas e também aos amorreus que habitavam em Hazazom-Tamar. 8Então, saíram os reis de Sodoma, de Gomorra, de Admá, de Zeboim e de Bela (esta é Zoar); e ordenaram batalha contra eles no vale de Sidim, 9contra Quedorlaomer, rei de Elão, contra Tidal, rei de Goim, contra Anrafel, rei de Sinear, e contra Arioque, rei de Elasar; quatro reis contra cinco. 10Ora, o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra e caíram ali; e os restantes fugiram para o monte. 11Eles tomaram todos os bens de Sodoma e Gomorra, com os seus víveres, e foram-se. 12Levaram também a Ló, filho do irmão de Abrão, que morava em Sodoma, e os bens dele e partiram.

Abrão é avisado

13Veio um que escapara e deu parte a Abrão, o hebreu. Ora, ele habitava perto dos terebintos de Manre, o amorreu, irmão de Escol e de Aner; estes eram aliados de Abrão. 14Tendo Abrão ouvido que seu irmão estava preso, levou os seus homens mais bem disciplinados, nascidos em sua casa, em número de trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã. 15Dividiu-se contra eles de noite, ele e seus servos, e, ferindo-os, os perseguiu até Hobá, que fica à esquerda de Damasco. 16Tornou a trazer todos os bens, e tornou a trazer também a Ló, seu irmão, e os seus bens, e também as mulheres e o povo.

Melquisedeque abençoa a Abrão

17O rei de Sodoma saiu-lhe ao encontro, depois que voltou de ferir a Quedorlaomer e aos reis que estavam com ele, no vale de Savé (que é o vale do Rei). 18Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho: este era sacerdote do Deus Altíssimo. 19Abençoou a Abrão e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, Criador do céu e da terra! 20E bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos às tuas mãos! Abrão deu-lhe o dízimo de tudo. 21Então, o rei de Sodoma disse a Abrão: Dá-me a mim as pessoas e toma para ti os bens. 22Respondeu-lhe Abrão: Levanto a minha mão para Jeová, Deus Altíssimo, Criador do céu e da terra, 23jurando que não tomarei nada de tudo o que é teu, nem um fio nem uma correia dos sapatos, para que não digas: Eu enriqueci a Abrão; 24salvo o que os mancebos comeram e a porção que toca aos homens Aner, Escol e Manre, que foram comigo; que estes tomem a sua porção.

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Jeová promete a Abrão um filho

151Depois destas coisas, veio a palavra de Jeová a Abrão, numa visão, dizendo: Não temas, Abrão; eu sou teu escudo, a tua recompensa será infinitamente grande. 2Respondeu Abrão: Senhor Jeová, que me darás, visto que morro sem filhos, e o herdeiro da minha casa é Eliézer de Damasco? 3Acrescentou Abrão: Eis que a mim não me tens dado filhos, e um escravo vai ser o meu herdeiro. 4Veio-lhe a palavra de Jeová: Este não será o teu herdeiro; porém aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. 5Fez-lhe sair para fora e disse: Olha para o céu e conta as estrelas, se as poderes contar; e disse-lhe: Assim será a tua semente. 6Creu Abrão em Jeová, que lhe imputou isto como justiça. 7Disse-lhe mais: Eu sou Jeová, que te fiz sair de Ur dos caldeus, a fim de te dar esta terra em herança. 8Perguntou-lhe Abrão: Ó Senhor Jeová, como saberei que a hei de herdar? 9Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha de três anos, e uma cabra de três anos, e um carneiro de três anos, e uma rola, e um pombinho. 10Ele, tomando todos esses animais, os partiu pelo meio e pôs cada metade em frente da outra; mas as aves não partiu. 11As aves de rapina desciam sobre os cadáveres, porém Abrão as enxotava.

Jeová entra numa aliança com Abrão

12Quando o sol ia a entrar, caiu um profundo sono sobre Abrão; eis que lhe sobreveio um horror de grandes trevas. 13E lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua semente será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será aflita por quatrocentos anos. 14Sabe, também, que eu hei de julgar a nação a que têm de servir; e, depois, sairão com grandes riquezas. 15Tu, porém, irás em paz para teus pais; serás sepultado numa boa velhice. 16Na quarta geração, voltarão para cá, porque a medida da iniquidade dos amorreus ainda não está cheia. 17Quando o sol já estava posto, e era escuro, um fogo fumegante e uma tocha de fogo passaram por entre aquelas metades. 18Naquele dia, fez Jeová uma aliança com Abrão, dizendo: À tua semente tenho dado esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o rio Eufrates: 19o queneu, o quenezeu, o cadmoneu, 20o heteu, o ferezeu, os refains, 21o amorreu, o cananeu, o girgaseu e o jebuseu.

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Sarai e Agar

161Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe dava filhos; mas tinha uma serva egípcia, que se chamava Agar. 2Disse Sarai a Abrão: Eis que Jeová me tem impedido de ter filhos; toma, pois, a minha serva; porventura, terei filhos por meio dela. Escutou Abrão a voz de Sarai. 3Então, Sarai, mulher de Abrão, tomou a Agar, egípcia, sua serva, depois de Abrão ter habitado dez anos na terra de Canaã, e a deu por mulher a seu marido. 4Ele conheceu a Agar, e ela concebeu; vendo ela que tinha concebido, foi sua senhora desprezada aos seus olhos. 5Disse Sarai a Abrão: Seja sobre ti a afronta que me é feita a mim. Eu pus a minha serva no teu seio e, vendo ela que tinha concebido, eu fui desprezada aos seus olhos. Jeová seja juiz entre mim e ti. 6Respondeu, porém, Abrão a Sarai: Eis que tua serva está em tuas mãos: faze-lhe como bem te parecer. E Sarai maltratou-a, e ela fugiu da sua face.

7O Anjo de Jeová achou-a junto a uma fonte de água no deserto, junto à fonte que está no caminho de Sur. 8Perguntou-lhe: Agar, serva de Sarai, donde vieste? E para onde vais? Respondeu ela: Da presença de Sarai, minha senhora, vou fugindo. 9Disse-lhe o Anjo de Jeová: Volta para a tua senhora e humilha-te debaixo das suas mãos. 10Disse-lhe mais o Anjo de Jeová: Multiplicarei sobremaneira a tua descendência, de modo que não será contada por ser tão numerosa. 11Disse-lhe ainda mais o Anjo de Jeová: Eis que concebeste e darás à luz um filho, a quem chamarás Ismael, porque Jeová ouviu a tua aflição. 12Ele será como um jumento selvagem entre os homens; a sua mão será contra todos, e a mão de todos, contra ele: ao oriente de todos os seus irmãos habitará. 13Então, chamou a Jeová, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois ela disse: Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê? 14Pelo que se chamou o poço Beer-Laai-Roi; ele está entre Cades e Berede.

Nascimento de Ismael

15Agar deu à luz Ismael a Abrão; e Abrão chamou Ismael o nome do filho que Agar lhe deu. 16Tinha Abrão oitenta e seis anos, quando Agar lhe deu à luz Ismael.