Tradução Brasileira (2010) (TB)
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Os samaritanos acusam os judeus ao rei Artaxerxes

41Ouvindo os adversários de Judá e de Benjamim que os filhos do cativeiro edificavam um templo a Jeová, Deus de Israel, 2chegaram-se a Zorobabel e aos cabeças das famílias e disseram-lhes: Deixai-nos edificar convosco, pois buscamos ao vosso Deus, assim como vós; e nós lhe temos sacrificado desde os dias de Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos fez subir para aqui. 3Responderam-lhes, porém, Zorobabel, e Jesua, e os outros cabeças das famílias de Israel: Não nos convém edificar convosco uma casa ao nosso Deus; mas nós mesmos, sós, a edificaremos a Jeová, Deus de Israel, como nos ordenou Ciro, rei da Pérsia. 4Então, o povo da terra enfraqueceu as mãos do povo de Judá, e os perturbou no trabalho de edificar, 5e alugou contra eles conselheiros, para lhes frustrar o desígnio por todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, até o reinado de Dario, rei da Pérsia. 6No reinado de Assuero, no princípio do seu reinado, escreveram uma acusação contra os habitantes de Judá e de Jerusalém.

7Nos dias de Artaxerxes, escreveram Bislão, Mitredate, Tabeel e o resto dos seus companheiros a Artaxerxes, rei da Pérsia; e a carta foi escrita com caracteres aramaicos e vazada em aramaico. 8Reum, o chanceler, e Sinsai, o escrivão, escreveram contra Jerusalém ao rei Artaxerxes uma carta do teor seguinte 9(Então, escreveram Reum, o chanceler, e Sinsai, o escrivão, e o resto dos seus companheiros, os dinaítas, os afarsaquitas, os tarpelitas, os afarsitas, os arquevitas, os babilônios, os susanquitas, os deavitas, os elamitas 10e as demais nações que o grande e glorioso Asnapar transportou e pôs na cidade de Samaria e no restante do país além do rio, etc).

11Eis a cópia da carta que enviaram ao rei Artaxerxes: Teus servos, os homens além do rio, et cetera. 12Saiba o rei que os judeus que de ti subiram são vindos a nós em Jerusalém. Eles estão reedificando a rebelde e péssima cidade, tendo já acabado os muros e reparado os fundamentos. 13Agora, saiba o rei que se esta cidade for reedificada e se os seus muros forem completados, não pagarão tributos, nem impostos, nem direitos de trânsito, e, por fim, isso trará dano aos reis. 14Agora, porque comemos o sal do palácio, e não nos convém ver a desonra do rei, por isso mandamos dar aviso ao rei, 15para que se faça um exame no Livro das Crônicas de teus pais. Assim, acharás no Livro das Crônicas e saberás que esta cidade é rebelde e danosa a reis e províncias e que de tempos antigos se têm nela excitado sedições, pelo que foi ela destruída. 16Nós declaramos ao rei que, se esta cidade for reedificada e se os seus muros forem completados, sucederá que ele não terá porção além do rio.

A construção do templo é proibida

17Então, enviou o rei resposta a Reum, o chanceler, e a Sinsai, o escrivão, e ao resto dos seus companheiros que habitavam em Samaria e no restante do país além do rio: Paz, etc. 18A carta que nos enviastes foi distintamente lida na minha presença. 19Eu expedi um decreto, fez-se um exame e achou-se que de tempos antigos esta cidade se tem levantado contra os reis e que nela se tem excitado rebelião e sedição. 20Tem havido também sobre Jerusalém reis poderosos que dominavam todo o país além do rio; a eles se lhes pagaram tributos, e impostos, e direitos de trânsito. 21Expedi vós um decreto para que esses homens suspendam o trabalho e para que não seja edificada esta cidade sem a minha autorização. 22Guardai-vos não sejais remissos nesse negócio; por que há de crescer o dano em prejuízo dos reis?

23Então, quando a cópia da carta do rei Artaxerxes foi lida perante Reum, e Sinsai, o escrivão, e seus companheiros, foram a toda a pressa a Jerusalém aos judeus e, de mão armada, fizeram-lhes cessar a obra. 24A obra da Casa de Deus, que está em Jerusalém, foi interrompida até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.

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Ageu e Zacarias exortam os judeus a continuarem a construção do templo

51Ora, os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém; em nome do Deus de Israel, lhes profetizaram. 2Então, se levantaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e começaram a edificar a Casa de Deus, que está em Jerusalém; com eles estavam os profetas de Deus, que os ajudavam. 3Nesse tempo, vieram ter com eles Tatenai, governador além do rio, e Setar-Bozenai, e seus companheiros e assim lhes perguntaram: Quem vos deu ordem para reedificardes esta casa e completardes este muro? 4Perguntaram-lhes mais: Quais são os nomes dos homens que constroem este edifício? 5Os olhos, porém, do seu Deus estavam sobre os anciãos dos judeus, que não foram obrigados a suspender a obra durante o tempo em que se comunicavam com Dario e aguardavam uma resposta dele por escrito sobre isso.

Tatenai escreve a Dario

6Cópia da carta que ao rei Dario enviaram Tatenai, governador além do rio, e Setar-Bozenai, e seus companheiros, os afarsaquitas que estavam além do rio. 7Enviaram-lhe uma carta, concebida nestes termos: Ao rei Dario, toda a paz. 8Saiba o rei que nós fomos à província de Judá, à casa do grande Deus, a qual se edifica de grandes pedras. As madeiras estão postas nas paredes, e essa obra vai-se fazendo com diligência e se adianta nas suas mãos. 9Perguntamos àqueles anciãos, e assim lhes dissemos: Quem vos deu ordem para reedificardes esta casa e completardes este muro? 10Também lhes perguntamos pelos seus nomes, para tos declararmos, a fim de que escrevêssemos os nomes dos homens que entre eles eram os principais. 11Assim nos responderam eles: Nós somos servos do Deus do céu e da terra e reedificamos a casa que há muitos anos tinha sido construída, a qual um grande rei de Israel edificou e acabou. 12Mas, depois que nossos pais provocaram à ira o Deus do céu, ele os entregou nas mãos de Nabucodonosor, rei de Babilônia, caldeu, o qual destruiu esta casa, e levou o povo para Babilônia. 13No primeiro ano, porém, de Ciro, rei de Babilônia, o rei Ciro expediu um decreto para que esta Casa de Deus se reedificasse. 14Também os vasos de ouro e de prata da Casa de Deus, que Nabucodonosor tirou do templo que estava em Jerusalém e os levou para o templo de Babilônia, a estes o rei Ciro os tirou do templo de Babilônia, e foram entregues a um homem que se chamava Sesbazar, a quem ele tinha constituído governador 15e lhe disse: Toma estes vasos, vai e põe-nos no templo que está em Jerusalém, e reedifique-se a Casa de Deus no seu lugar. 16Veio o dito Sesbazar, e lançou os alicerces da Casa de Deus, que está em Jerusalém; de então para cá, se está edificando e ainda não está acabada. 17Agora, se parecer bem ao rei, faça-se um exame na casa dos tesouros do rei, que está em Babilônia, para ver se é verdade que se expediu um decreto do rei Ciro, a fim de que se reedificasse esta Casa de Deus em Jerusalém, e sobre isso nos faça o rei saber a sua vontade.

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O rei Dario confirma a ordem de edificar o templo

61O rei Dario expediu um decreto, e um exame foi feito no arquivo, onde em Babilônia foram guardados os tesouros. 2Achou-se em Acmeta, no palácio que está na província de Média, um rolo em que, como memorial, estava escrito como se segue: 3No primeiro ano do rei Ciro, o rei Ciro expediu um decreto concernente à Casa de Deus em Jerusalém: Seja edificada a casa, o lugar em que oferecem sacrifícios e sejam lançados mui firmes os seus fundamentos. Tenha ela sessenta cúbitos de alto e sessenta cúbitos de largo; 4com três carreiras de grandes pedras e uma carreira de madeira nova. Que a despesa se faça da casa do rei, 5e que se restituam os vasos de ouro e de prata da Casa de Deus, que Nabucodonosor tirou do templo que está em Jerusalém e levou para Babilônia, e que se tornem a levar para o templo que está em Jerusalém cada vaso para o seu lugar, e tu os porás na Casa de Deus.

6Agora, vós, Tatenai, governador além do rio, Setar-Bozenai e vossos companheiros, os afarsaquitas, que estais além do rio, retirai-vos longe dali. 7Não interrompais a obra dessa Casa de Deus; edifiquem o governador dos judeus e os seus anciãos esta Casa de Deus no seu lugar. 8Além disso, por mim se decreta o que haveis de fazer a esses anciãos dos judeus para a edificação dessa Casa de Deus, a saber, que, da fazenda do rei, isto é, do tributo dalém do rio, se dê com pontualidade a despesa a esses homens, para que não tenham interrupção. 9Também se lhes dê, dia após dia, sem falta, aquilo de que tiverem mister: novilhos, carneiros e cordeiros, para holocaustos ao Deus do céu, trigo, sal, vinho e azeite segundo a palavra dos sacerdotes que assistem em Jerusalém, 10para que ofereçam sacrifícios de cheiro suave ao Deus do céu, e orem pela vida do rei e de seus filhos. 11Também por mim se decreta que todo o homem que alterar este decreto, se arranque uma viga da sua casa, e que ele seja levantado e pregado nela; e que da sua casa se faça um monturo. 12O Deus que fez habitar ali o seu nome derribe todos os reis e povos que estenderem a mão para alterar o decreto, para destruir essa Casa de Deus que está em Jerusalém. Eu, Dario, expedi o decreto; que se cumpra com toda a pontualidade.

Acaba-se o templo e é consagrado

13Tatenai, governador além do rio, Setar-Bozenai e seus companheiros assim o executaram com toda a pontualidade por causa do que havia ordenado o rei Dario. 14Os anciãos dos judeus edificaram e foram bem sucedidos devido à profecia do profeta Ageu e Zacarias, filho de Ido. Edificaram e acabaram de edificar segundo o mandado do Deus de Israel, segundo o decreto de Ciro, de Dario e de Artaxerxes, rei da Pérsia. 15Acabou-se essa casa no terceiro dia do mês adar, no sexto ano do reinado do rei Dario.

16Os filhos de Israel, os sacerdotes, os levitas e o restante dos filhos do cativeiro, celebraram com regozijo a dedicação dessa Casa de Deus. 17Na ocasião da dedicação dessa Casa de Deus, ofereceram cem novilhos, duzentos carneiros e quatrocentos cordeiros; e, como oferta pelo pecado por todo o Israel, doze bodes, segundo o número das tribos de Israel. 18Estabeleceram os sacerdotes nas suas divisões, e os levitas, nas suas turmas, para o serviço de Deus, que está em Jerusalém, como está escrito no livro de Moisés.

Celebração da Páscoa

19Os filhos do cativeiro celebraram a Páscoa no décimo quarto dia do primeiro mês. 20Pois os sacerdotes e os levitas se tinham purificado como se fossem um só homem; todos eles estavam limpos. Mataram o cordeiro pascoal para todos os filhos do cativeiro, e para os sacerdotes, seus irmãos, e para si mesmos. 21Os filhos de Israel que tinham voltado do cativeiro e todos os que, unindo-se com eles, se haviam separado da imundícia das nações da terra, para buscarem a Jeová, Deus de Israel, comeram 22e celebraram a Festa dos Pães Asmos por sete dias, com regozijo. Pois Jeová os tinha alegrado, tocando o coração do rei da Assíria a favor deles, a fim de lhes fortalecer as mãos na obra da Casa de Deus, Deus de Israel.