Tradução Brasileira (2010) (TB)
1

A vaidade de todas as coisas terrestres

11Palavra do

1.1
Ec 1.12
7.27
12.8-10
Pregador, filho de Davi,
1.1
Ec 1.12
rei de Jerusalém.

2

1.2
Ec 12.8
Sl 39.5-6
62.9
144.4
Rm 8.20
Vaidade de vaidade, diz o Pregador. Vaidade de vaidade, tudo é vaidade. 3
1.3
Ec 2.11
3.9
5.16
Que proveito tem o homem de todo o seu trabalho com que se fadiga debaixo do sol? 4Uma geração vai-se, e outra geração vem, mas a
1.4
Sl 104.5
119.90
terra permanece para sempre. 5Nasce o
1.5
Sl 19.4-6
sol e põe-se o sol, dirigindo-se arquejante para o lugar em que vai nascer. 6
1.6
Ec 11.5
O vento vai em direção do sul e volta para o norte; volve-se, e revolve-se na sua carreira, e retoma os seus circuitos. 7Todos os rios correm para o mar, e o mar não se enche; ao lugar para onde correm os rios, para lá tornam eles a correr. 8Tudo está cheio de cansaço, que ninguém pode exprimir;
1.8
Ec 4.8
Pv 27.20
os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir. 9
1.9
Ec 2.12
3.15
6.10
O que tem sido é o que há de ser; e o que se tem feito é o que se há de fazer; nada há que seja novo debaixo do sol. 10Há alguma coisa de que se diz: Vê! Isto é novo? Ela já existiu nos séculos que foram antes de nós. 11Não há
1.11
Ec 2.16
9.5
memória das gerações passadas; nem as gerações futuras serão lembradas pelas que existirão depois delas.

12Eu, o

1.12
Ec 1.1
Pregador, fui rei de Israel em Jerusalém. 13
1.13
Ec 1.17
Apliquei o meu coração a inquirir e a
1.13
Ec 3.10-11
7.25
8.17
investigar com sabedoria a respeito de tudo o que se faz debaixo do sol; duro
1.13
Ec 2.23,26
3.10
trabalho que Deus deu aos filhos dos homens para nele se exercitarem. 14Tenho visto todas as obras que se fazem debaixo do sol; eis que tudo é
1.14
Ec 2.11,17
4.4
6.9
vaidade e desejo vão. 15O que é
1.15
Ec 7.13
torto não se pode endireitar; e o que falta não se pode enumerar. 16Eu falei no meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci e excedi em
1.16
Ec 2.9
1Rs 3.12
4.30
10.23
sabedoria a todos os que antes de mim existiram em Jerusalém; o meu coração tem tido larga experiência da sabedoria e do conhecimento. 17
1.17
Ec 1.13
Apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a ciência, a
1.17
Ec 2.12
7.25
loucura e a estultícia; sei que também isso é desejo vão. 18Pois na
1.18
Ec 2.23
12.12
muita sabedoria há muito enfado; e quem aumenta a ciência aumenta a tristeza.

2

Os prazeres e as riquezas não produzem a felicidade

21Eu disse no meu coração: Vamos! Eu te provarei pela

2.1
Ec 7.4
8.15
alegria; sê, pois, feliz. Eis que isso também era vaidade. 2
2.2
Ec 7.3,6
Pv 14.13
Falando do riso, disse eu: É loucura! E da alegria: Que consegue ela? 3Procurei no meu coração como
2.3
Ec 10.19
Jz 9.13
Sl 104.15
estimular com vinho a minha carne, sem deixar de me guiar pela sabedoria, e como me apoderar da
2.3
Ec 7.25
estultícia, até ver
2.3
Ec 2.24
3.12-13
5.18
6.12
8.15
12.13
o que era bom que os filhos dos homens fizessem debaixo do céu todos os dias da sua vida. 4Empreendi grandes obras;
2.4
1Rs 7.1-12
edifiquei para mim casas; plantei para mim
2.4
Ct 8.10-11
vinhas; 5fiz para mim
2.5
Ct 4.16
5.1
jardins e
2.5
Ne 2.8
quintas e neles plantei árvores frutíferas de todas as espécies; 6fiz para mim
2.6
Ne 2.14
3.15-16
depósitos de água, para deles regar o bosque em que cresciam as árvores. 7Comprei servos e servas e tive servos
2.7
Gn 14.14
15.3
que nasceram em minha casa; tive também grandes possessões de
2.7
1Rs 4.23
gados e de rebanhos, mais do que todos os que antes de mim existiram em Jerusalém. 8Amontoei para meu uso a prata, e
2.8
1Rs 9.28
10.10,14,21
o ouro, e os tesouros
2.8
1Rs 4.21
dos reis e
2.8
1Rs 20.14
Lm 1.1
das províncias; provi-me de
2.8
2Sm 19.35
cantores e cantoras e das delícias dos filhos dos homens, e concubinas em grande número. 9Assim, me
2.9
Ec 1.16
1Cr 29.25
engrandeci e me tornei mais rico do que todos os que antes de mim existiram em Jerusalém; perseverou também comigo a minha sabedoria. 10De
2.10
Ec 6.2
tudo quanto desejaram os meus olhos, não lhes privei; não neguei alegria alguma ao meu coração, pois o meu coração se pode alegrar de todo o meu trabalho; esta foi de todo o meu trabalho
2.10
Ec 3.22
5.18
9.9
a minha porção. 11Então, olhei eu para todas as obras que as minhas mãos haviam feito e para todo o trabalho que me tinha esforçado por fazer; eis que tudo era
2.11
Ec 2.22-23
1.14
vaidade e desejo vão, não havendo
2.11
Ec 1.3
3.9
5.16
proveito algum debaixo do sol.

12Virei-me para

2.12
Ec 1.17
contemplar a sabedoria, e a loucura, e a estultícia, porque, depois do rei, que pode fazer o homem?
2.12
Ec 1.9-10
Somente o que já se fez. 13Então, vi eu que
2.13
Ec 7.11-12,19
9.18
10.10
a sabedoria é mais excelente do que a estultícia, quanto a luz é mais excelente do que as trevas. 14Os olhos do sábio estão na sua cabeça, mas
2.14
Pv 17.24
1Jo 2.11
o estulto anda em trevas; contudo, percebi eu que
2.14
Ec 3.19
6.6
7.2
9.2-3
Sl 49.10
uma e a mesma coisa lhes sucede a ambos. 15Disse eu no meu coração:
2.15
Ec 2.16
Como sucede ao estulto, assim me sucede a mim;
2.15
Ec 6.8,11
de que vale, pois, ser sábio? Então, disse eu, no meu coração, que também isso era vaidade. 16Pois do sábio, bem como do estulto,
2.16
Ec 1.11
4.16
9.5
a memória não durará para sempre, visto que nos dias vindouros tudo já se terá esquecido.
2.16
Ec 2.14
Como se explica que o sábio morre assim como o estulto! 17Assim
2.17
Ec 4.2
aborreci a vida, porque me pareceu bem duro todo o trabalho que se faz debaixo do sol. Pois tudo é vaidade e desejo vão.

18Aborreci

2.18
Ec 2.11
1.3
todo o meu trabalho com que me tinha afadigado debaixo do sol, visto que tenho de
2.18
Sl 39.6
49.10
deixá-lo a quem virá depois de mim. 19Quem sabe se ele será sábio ou estulto? Contudo, ele terá domínio sobre todo o meu trabalho com que me afadiguei e em que mostrei a sabedoria debaixo do sol. Também isso é vaidade. 20Pelo que tratei de fazer que o meu coração perdesse a esperança de todo o trabalho com que me tinha afadigado debaixo do sol. 21Pois há homem que trabalha com sabedoria, com ciência e com
2.21
Ec 4.4
destreza; contudo,
2.21
Ec 2.18
deixará o seu trabalho para ser a porção de quem nele não trabalhou. Também isso é vaidade e grande mal. 22Pois que alcança o homem com todo o seu trabalho e com a
2.22
Ec 1.14
fadiga do seu coração, em que ele anda trabalhando debaixo do sol? 23Pois todos os seus dias são
2.23
Ec 1.18
5.17
Jó 5.7
14.1
dores, e o seu trabalho, vexação; até de noite não
2.23
Sl 127.2
descansa o seu coração. Também isso é vaidade.

24Não há

2.24
Ec 2.3
3.12-13,22
5.18
6.12
8.15
9.7
1Tm 6.17
nada melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho. Também eu vi que isso vem
2.24
Ec 3.13
da mão de Deus. 25Pois quem pode comer ou quem pode gozar mais do que eu? 26Pois, ao homem que lhe agrada,
2.26
Jó 32.8
Pv 2.6
Deus dá sabedoria, e ciência, e alegria; mas,
2.26
Jó 15.20
ao pecador, dá trabalho para que ele ajunte e amontoe,
2.26
Jó 27.16-17
Pv 13.22
a fim de dar àquele que agrada a Deus. Também isso é
2.26
Ec 1.14
vaidade e desejo vão.

3

Há, para todas as coisas, um tempo determinado por Deus

31Tudo tem a sua ocasião própria, e todo propósito debaixo do céu

3.1
Ec 3.17
8.6
tem o seu tempo. 2Há tempo de nascer e
3.2
Jó 14.5
Hb 9.27
tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; 3tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de edificar; 4tempo de
3.4
Rm 12.15
chorar e tempo de
3.4
Sl 126.2
rir; tempo de prantear e tempo de
3.4
Êx 15.20
dançar; 5tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar e tempo de abster-se de abraçar; 6tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de lançar fora; 7tempo de rasgar e tempo de coser; tempo de
3.7
Am 5.13
calar e tempo de falar; 8tempo de amar e tempo de
3.8
Sl 101.3
Pv 13.5
odiar; tempo de guerra e tempo de paz. 9
3.9
Ec 1.3
2.11
5.16
Que proveito tem o trabalhador naquilo com que se fadiga? 10Vi o
3.10
Ec 1.13
2.26
trabalho que Deus deu aos filhos dos homens para nele se exercitarem. 11Tudo que Deus
3.11
Gn 1.31
fez é apropriado a seu tempo; também pôs no coração deles a ideia da eternidade; contudo, de maneira que o homem
3.11
Ec 7.23
8.17
Jó 5.9
Rm 11.33
não possa descobrir do princípio ao fim a obra que Deus fez. 12Sei que para eles
3.12
Ec 2.24
nada é melhor do que regozijar-se e fazer o bem durante a sua vida. 13Também que todo o homem coma, e beba, e goze o bem em todo o seu trabalho é
3.13
Ec 2.24
5.19
dom de Deus. 14Sei que tudo quanto Deus faz durará para sempre; nada se lhe pode acrescentar e nada tirar; Deus o faz para que os homens
3.14
Ec 5.7
7.18
8.12-13
12.13
temam diante dele. 15
3.15
Ec 1.9
6.10
Aquilo que é já foi; e aquilo que há de ser já foi; Deus fará vir outra vez o que já se passou.

16Vi ainda debaixo do sol que, no lugar do juízo,

3.16
Ec 4.1
5.8
8.9
estava a perversidade e que, no lugar da justiça, estava a perversidade. 17Disse eu no meu coração:
3.17
Ec 11.9
Gn 18.25
Sl 96.13
98.9
Mt 16.27
Rm 2.6-10
2Ts 1.6-9
Deus julgará ao justo e ao perverso, pois há
3.17
Ec 3.1
8.6
tempo para todo propósito e para toda obra. 18Eu disse no meu coração: É por causa dos filhos dos homens, para que Deus os prove e para que vejam que eles mesmos são como os
3.18
Sl 49.12,20
73.22
brutos. 19Pois
3.19
Ec 9.12
o que sucede aos filhos dos homens sucede aos brutos; uma e a mesma coisa lhes sucede a eles. Como morre um, assim morre o outro; todos têm o mesmo fôlego, e o homem não tem vantagem sobre os brutos. Pois tudo é vaidade. 20Todos vão para um lugar; todos foram feitos do
3.20
Ec 12.7
Gn 3.19
Sl 103.14
pó e todos voltarão para o pó. 21Quem sabe se o
3.21
Ec 12.7
espírito dos filhos do homem sobe para cima e se o espírito dos brutos desce para baixo, para a terra? 22Pelo que vi que não há
3.22
Ec 2.24
nada melhor do que regozijar-se o homem nas suas obras; porque essa é a sua porção. Pois quem o poderá fazer voltar para ver
3.22
Ec 2.18
6.12
8.7
10.14
o que há de ser depois dele?