Tradução Brasileira (2010) (TB)
4

O edito do rei. O seu sonho duma árvore grande

41O rei Nabucodonosor

4.1
Dn 6.25
a todos os povos, nações e línguas, que habitam em toda a terra,
4.1
Dn 6.25
Ed 4.17
paz vos seja multiplicada. 2Pareceu-me bem divulgar os milagres e maravilhas que
4.2
Dn 4.17,24-25,32,34
Dn 3.26
o Altíssimo Deus tem feito para comigo. 3Quão grandes são
4.3
Dn 6.27
Sl 77.19
105.27
Is 25.1
os seus milagres! E quão poderosas são as suas maravilhas! E o seu
4.3
Dn 4.34
Dn 2.44
6.26
reino é um reino sempiterno, e o seu domínio se estende de geração em geração.

4Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa

4.4
Sl 30.6
Is 47.7-8
e florescente no meu palácio. 5Tive um
4.5
Dn 2.3
sonho que me atemorizou; e, estando eu na minha cama,
4.5
Dn 2.29
os pensamentos
4.5
Dn 4.10,13
Dn 2.28
e as visões da minha cabeça me perturbaram. 6Portanto, expedi um decreto que
4.6
Dn 2.2
Gn 41.8
se apresentassem perante mim todos os sábios de Babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho. 7Então, entraram
4.7
Dn 2.10,27
5.7
os mágicos, os encantadores, os caldeus e os feiticeiros; eu contei o sonho diante deles, porém não me fizeram saber a
4.7
Dn 2.7
Is 44.25
Jr 27.9-10
interpretação dele. 8Mas, por fim, entrou na minha presença Daniel, que tem por nome
4.8
Dn 1.7
2.26
5.12
Beltessazar, segundo o nome do
4.8
Dn 3.14
meu deus, e no qual há
4.8
Dn 4.9,18
Dn 5.11,14
o espírito dos deuses santos; e, diante dele, contei o sonho, dizendo: 9Ó Beltessazar,
4.9
Dn 1.20
2.48
5.11
chefe dos mágicos, porquanto eu sei que há em ti o
4.9
Dn 4.8
Gn 41.38
espírito dos deuses santos,
4.9
Dn 2.47
Ez 28.3
e nenhum segredo te é difícil,
4.9
Dn 2.4-5
Gn 41.15
dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua interpretação. 10Desta maneira eram
4.10
Dn 4.5
as visões da minha cabeça, estando eu na minha cama: eu vi, e eis
4.10
Dn 4.20
Ez 31.3-6
uma árvore no meio da terra, e era grande a sua altura. 11Crescia e tornava-se forte, e a sua altura
4.11
Dn 4.21-22
Dt 9.1
chegava até o céu, e era vista até a extremidade de toda a terra. 12As suas folhas eram
4.12
Ez 31.7
formosas, e o seu fruto, copioso, e nela havia sustento para todos; debaixo dela,
4.12
Jr 27.6
Ez 31.6
os animais do campo achavam
4.12
Lm 4.20
sombra,
4.12
Mt 13.32
Lc 13.19
e as aves do céu pousavam nos seus ramos, e dela se sustentava toda a carne. 13Vi,
4.13
Dn 4.5,10
Dn 7.1
nas visões da minha cabeça, estando eu na minha cama, e eis que
4.13
Dn 4.17,23
um vigia, a saber,
4.13
Dn 8.13
Dt 33.2
Sl 89.7
um santo, descia do céu. 14Ele clamou
4.14
Dn 3.4
em alta voz e disse assim:
4.14
Dn 4.23
Ez 31.10-14
Mt 3.10
7.19
Lc 13.7-9
Deitai abaixo a árvore, e cortai-lhe os ramos, e fazei-lhe cair as folhas, e espalhai o seu fruto; afugentem-se de debaixo dela
4.14
Dn 4.12
Ez 31.12-13
os animais, e, dos seus ramos, as aves. 15Contudo,
4.15
Jó 14.7-9
deixai na terra o tronco com as suas raízes, ligado com laço de ferro e de bronze, no meio da tenra relva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com
4.15
Dn 4.32
os animais na erva da terra; 16
4.16
Dn 4.32-33
mude-se-lhe o coração para que não seja mais o de homem, e seja-lhe dado o coração de animal;
4.16
1Cr 29.30
e passem sobre ele
4.16
Dn 4.23,25,32
Dn 7.25
11.13
sete tempos. 17Pelo decreto
4.17
Dn 4.13,23
dos vigias é a sentença, e pela palavra dos santos o mando, a fim de que
4.17
Sl 9.16
83.18
conheçam os viventes que
4.17
Dn 4.2,25
o Altíssimo domina no reino dos homens,
4.17
Dn 4.25
Dn 5.18-19
Jr 27.5-7
e o dá a quem quiser, e constitui sobre ele
4.17
Dn 11.21
1Sm 2.8
o mais humilde dos homens. 18Esse sonho eu, rei Nabucodonosor, o tenho visto. Tu, pois, ó Beltessazar, dize a interpretação, porquanto todos os
4.18
Dn 4.7
Dn 5.8,15
Gn 41.8
sábios do meu reino não me podem fazer saber a interpretação; porém tu podes, porque há em ti o
4.18
Dn 4.8-9
espírito dos deuses santos.

Daniel interpreta o sonho

19Então, Daniel, que tinha por nome Beltessazar, ficou espantado por algum tempo, e os seus

4.19
Dn 7.15,28
8.27
10.16-17
Jr 4.19
pensamentos o perturbaram. Respondeu o rei e disse: Beltessazar,
4.19
Dn 4.4-5
1Sm 3.17
não te perturbe o sonho, nem a sua interpretação. Respondeu Beltessazar e disse:
4.19
Dn 4.24
Dn 10.16
2Sm 18.31
1Rs 18.7
Meu senhor, seja o sonho para os que te odeiam, e a sua interpretação, para os
4.19
2Sm 18.32
Jr 29.7
teus adversários. 20
4.20
Dn 4.10-12
A árvore que viste, a qual crescia e se tornava forte, cuja altura chegava até o céu e que era vista por toda a terra, 21cujas folhas eram formosas, cujo fruto copioso, e em que havia sustento para todos, debaixo da qual habitavam os animais do campo, e em cujos ramos pousavam as aves do céu, 22essa árvore
4.22
Dn 2.37-38
2Sm 12.7
és tu, ó rei, que tens crescido e te hás tornado forte; pois
4.22
Dn 5.18-19
a tua grandeza tem crescido e já chega até o céu, e o teu
4.22
Jr 27.6-7
domínio, até a extremidade da terra. 23Porquanto o rei viu baixar do céu
4.23
Dn 4.13,17
um vigia, a saber, um santo que disse:
4.23
Dn 4.14-15
Deitai abaixo a árvore, e a destrói; contudo, deixai na terra o tronco com as suas raízes, ligado com um laço de ferro e de bronze no meio da tenra relva do campo; e seja ele molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com os animais do campo, até que passem sobre ele
4.23
Dn 4.16
sete tempos; 24esta é a interpretação, ó rei, e é o
4.24
Dn 4.17
decreto
4.24
Dn 4.2
do Altíssimo, que é
4.24
Jó 40.11-12
Sl 107.40
vindo sobre o rei, meu senhor: 25tu serás
4.25
Dn 4.33
Dn 5.21
expulso dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e serás obrigado
4.25
Dn 4.33
a comer feno como boi e serás molhado do orvalho do céu, e sobre ti passarão
4.25
Dn 4.16
sete tempos, até que conheças que
4.25
Dn 4.2,17
Sl 83.18
Jr 27.5
o Altíssimo domina no reino dos homens
4.25
Dn 4.17
Dn 2.37
5.21
e o dá a quem quiser. 26Porquanto mandaram
4.26
Dn 4.15,23
deixar o tronco com as raízes da árvore; o teu reino te ficará firme, depois que tiveres conhecido que
4.26
Dn 4.31
Dn 2.18-19,28,37,44
os céus dominam. 27Por isso, ó rei, seja do teu agrado
4.27
Gn 41.33-37
o meu conselho,
4.27
Pv 28.13
Is 55.6-7
Ez 18.21-22
e desfaze os teus pecados pela justiça e as tuas iniquidades,
4.27
Sl 41.1-3
Is 58.6-7,10
por manifestares misericórdia para com os pobres; se, porventura, houver
4.27
1Rs 21.29
Jn 3.9
uma prolongação da tua tranquilidade.

Cumpre-se o sonho do rei

28Tudo isso

4.28
Nm 23.19
Zc 1.6
veio sobre o rei Nabucodonosor. 29Ao cabo de
4.29
2Pe 3.9
doze meses, estava ele passeando no palácio real de Babilônia. 30Falou o rei e disse: Não é esta a
4.30
Hc 2.4
grande Babilônia, que
4.30
Dn 4.25
Dn 5.20-21
2Cr 2.5-6
Is 10.8-11
37.24-25
eu edifiquei para a morada real, pela força do meu poder e para a glória da minha majestade? 31Ainda estava
4.31
Dn 5.5
a palavra na boca do rei, quando veio
4.31
Dn 4.13-14,23
do céu uma voz, dizendo: Ó rei Nabucodonosor, a ti se diz: O reino já passou de ti. 32Serás
4.32
Dn 4.15,25
expulso dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; serás obrigado a comer feno como boi, e sobre ti passarão
4.32
Dn 4.16,25
sete tempos, até que conheças que
4.32
Dn 4.2,17,25
o Altíssimo domina no reino dos homens e o dá a quem quiser. 33Na mesma hora, cumpriu-se a palavra sobre Nabucodonosor; foi ele
4.33
Dn 4.25
Dn 5.21
expulso dentre os homens e comeu feno como boi, e foi o seu corpo molhado do orvalho do céu, até que cresceu o seu pelo como as penas das águias, e as suas unhas, como as das aves.

34

4.34
Dn 4.16,25,32
Ao cabo dos dias, eu, Nabucodonosor, levantei ao céu os meus olhos, e tornou a mim
4.34
Dn 4.36
o meu entendimento. Eu bendisse
4.34
Dn 4.2
Dn 5.18,21
ao Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao
4.34
Dn 6.26
12.7
Sl 102.24
que vive para sempre, porque o seu domínio é um
4.34
Dn 4.3
Sl 145.13
Jr 10.10
domínio sempiterno, e o seu reino se estende de geração em geração. 35
4.35
Is 40.17
Todos os habitantes da terra são tidos como nada;
4.35
Dn 6.27
Sl 135.6
ele faz conforme a sua vontade no exército do céu e entre os habitantes da terra,
4.35
Jó 42.2
Is 43.13
e não há quem possa resistir a sua mão, nem lhe dizer:
4.35
Is 45.9
Que fazes? 36Ao mesmo tempo, tornou a mim
4.36
Dn 4.34
2Cr 33.12-13
o meu entendimento; e, para a glória do meu reino, tornou a mim a minha
4.36
Dn 4.30
majestade
4.36
Dn 2.31
e resplendor; buscaram-me os meus conselheiros e os meus grandes;
4.36
Dn 4.26
fui restabelecido no meu reino, e foi-me acrescentado excelente
4.36
Dn 4.22
Pv 22.4
grandeza. 37Agora, eu, Nabucodonosor,
4.37
Dn 4.3,34
louvo, e engrandeço, e glorifico ao Rei do
4.37
Dn 4.26
Dn 5.23
céu, porque
4.37
Dt 32.4
Sl 33.4-5
Is 5.16
todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos, juízos, e ele pode humilhar os
4.37
Dn 5.20
Êx 18.11
Jó 40.11-12
que andam na soberba.

5

O banquete do rei Belsazar. A mão misteriosa

51O rei Belsazar deu um grande

5.1
Et 1.3
Is 22.12-14
banquete a mil dos seus grandes e bebeu vinho na presença desses mil. 2Belsazar, enquanto tomava o vinho, mandou que fossem trazidos os
5.2
Dn 1.2
2Rs 24.13
25.15
Ed 1.7-11
vasos de ouro e de prata que seu pai, Nabucodonosor, havia tirado
5.2
Dn 5.23
do templo que estava em Jerusalém, para que
5.2
Dn 5.4,23
bebessem por eles o rei e seus grandes, suas mulheres e suas concubinas. 3Então, trouxeram os vasos de ouro que haviam sido tirados do templo da Casa de Deus, que estava em Jerusalém, e por eles beberam o rei e seus grandes, suas mulheres e suas concubinas. 4
5.4
Dn 5.23
Is 42.8
Bebiam vinho e louvavam os deuses de
5.4
Dn 3.1
Sl 115.4
135.15
Is 40.19-20
Hc 2.19
ouro, de prata, de cobre, de ferro, de pau e de pedra.

5Na

5.5
Dn 4.31,33
mesma hora, saíram os dedos de mão de homem e escreveram defronte do candeeiro na caiadura da parede do palácio real. O rei via
5.5
Dn 5.24
a parte da mão que escrevia. 6Então, o
5.6
Dn 5.9-10
Dn 7.28
semblante do rei se mudou, e os seus
5.6
Dn 4.5,19
pensamentos o perturbaram; as juntas dos seus
5.6
Sl 69.23
Na 2.10
lombos se relaxaram, e os seus
5.6
Ez 7.17
21.7
joelhos batiam um no outro. 7O rei chamou, em alta voz, que se introduzissem
5.7
Dn 5.11,15
Dn 4.6-7
Is 44.25
47.13
os encantadores, os caldeus e os feiticeiros. Falou o rei e disse aos sábios de Babilônia: Qualquer que ler esta escritura e me mostrar a
5.7
Dn 2.6
sua interpretação será
5.7
Dn 5.16,29
Gn 41.42-44
vestido de púrpura, trará uma
5.7
Ez 16.11
cadeia de ouro ao pescoço e terá
5.7
Dn 5.16,29
Dn 2.48
6.2-3
o terceiro lugar de poder no reino. 8Então, entraram todos os sábios do rei; porém
5.8
Dn 5.15
Dn 2.10
4.7
Gn 41.8
não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a interpretação. 9Nisso, ficou o rei Belsazar
5.9
Dn 5.6
Dn 2.1
Jó 18.11
Is 21.2-4
Jr 6.24
muito perturbado, e se lhe mudou
5.9
Is 13.6-8
o semblante, e os seus grandes estavam perplexos.

Daniel é requisitado

10Ora, a rainha, por causa das palavras do rei e dos seus grandes, entrou na casa de banquete; falou a rainha e disse:

5.10
Dn 3.9
6.6
Ó rei, vive eternamente! Não te perturbem os
5.10
Dn 5.6
teus pensamentos, nem se mude o teu semblante. 11No teu reino, há
5.11
Dn 2.47
Gn 41.11-15
um homem que tem em si
5.11
Dn 5.14
Dn 4.8-9,18
o espírito dos deuses santos, e, nos dias de teu pai, se acharam nele luz e
5.11
Dn 1.17
entendimento, e sabedoria, como a sabedoria dos deuses; o rei Nabucodonosor, teu pai, o rei, digo, teu pai, fê-lo
5.11
Dn 2.48
chefe dos mágicos, dos encantadores, dos caldeus e dos feiticeiros; 12porquanto um
5.12
Dn 5.14
Dn 6.3
espírito excelente, e conhecimento, e inteligência, interpretação de sonhos, declaração de enigmas e
5.12
Dn 5.16
solução de dúvidas se acharam em Daniel, a quem o rei pôs o nome de
5.12
Dn 1.7
4.8
Beltessazar. Seja chamado, pois, Daniel, e ele mostrará a interpretação.

13Então, foi Daniel introduzido à presença do rei. Falou o rei e disse a Daniel: És tu aquele Daniel, um dos

5.13
Dn 2.25
6.13
Ed 4.1
6.16,19-20
filhos do cativeiro de Judá, que o rei, meu pai,
5.13
Dn 1.1-2
trouxe de Judá? 14Tenho ouvido a teu respeito que há em ti o
5.14
Dn 5.11
espírito dos deuses, e que se acham em ti luz, inteligência e excelente sabedoria. 15Agora mesmo, foram introduzidos à minha presença
5.15
Dn 5.7
os sábios, os encantadores, para que lessem esta escritura e me fizessem saber a interpretação dela; porém
5.15
Dn 5.8
Is 47.12
não me puderam mostrar a interpretação da coisa. 16Mas tenho
5.16
Dn 5.11
ouvido a teu respeito que tu podes dar interpretações e solver dúvidas. Se, pois, puderes ler a escritura e me fazer saber
5.16
Gn 40.8
a interpretação dela,
5.16
Dn 5.7,29
serás vestido de púrpura, trarás uma cadeia de ouro ao pescoço e terás o terceiro lugar de poder no reino.

17Então, respondeu Daniel e disse na presença do rei: Sejam para ti as

5.17
2Rs 5.16
tuas dádivas, e dá a outrem os teus prêmios; contudo, eu lerei ao rei a escritura e lhe farei saber a interpretação. 18
5.18
Dn 5.21
Dn 4.2
O Altíssimo Deus, ó rei,
5.18
Dn 2.37-38
4.17
deu a teu pai, Nabucodonosor, o reino, e
5.18
Jr 25.9
27.5-7
grandeza, e glória, e majestade; 19e, por causa da grandeza que lhe deu, todos os povos, nações e línguas tremiam e temiam diante dele;
5.19
Dn 2.12-13
3.6
11.3,16,36
a quem queria matava; e a quem ele queria conservava em vida; a quem queria exaltava; e a quem queria abatia. 20Quando, porém, o seu coração
5.20
Dn 4.30-31
Êx 9.17
Jó 15.25
Is 14.13-15
se elevou, e o seu espírito
5.20
2Rs 17.14
2Cr 36.13
se endureceu, de sorte que se houve arrogantemente, foi ele
5.20
Jó 40.11-12
Jr 13.18
deposto do seu trono real, e tiraram-lhe a sua glória; 21
5.21
Dn 4.16,33
Jó 30.3-7
e foi expulso dentre os filhos dos homens, o seu coração foi feito como o dos animais, e a sua morada era com os
5.21
Jó 39.5-8
jumentos monteses;
5.21
Dn 4.33
foi sustentado de feno, como boi, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que conheceu que o
5.21
Dn 4.34-35
Êx 9.14-16
Sl 83.17-18
Ez 17.24
Altíssimo Deus domina no reino dos homens e a quem quiser constitui sobre ele. 22
5.22
Sl 119.46
Tu, Belsazar, que és seu filho,
5.22
Êx 10.3
2Cr 33.23
36.12
não humilhaste o coração, embora soubesses tudo isso; 23porém
5.23
Dn 5.3-4
2Rs 14.10
Is 2.12
37.23
Jr 50.29
te elevaste contra
5.23
Dn 4.37
o Senhor do céu. Trouxeram perante ti os
5.23
Dn 5.3
vasos da casa dele, e por eles bebestes vinho, tu e teus grandes, tuas mulheres e tuas concubinas;
5.23
Dn 5.4
e louvaste os deuses de prata, de ouro, de cobre, de ferro, de pau e de pedra,
5.23
Sl 115.4-8
Is 37.19
Hc 2.18-19
que não veem, nem ouvem, nem sabem; e ao Deus, em
5.23
Jó 12.10
cuja mão está o teu fôlego
5.23
Jó 31.4
Sl 139.3
Pv 20.24
Jr 10.23
e de quem são todos os teus caminhos, a ele não glorificaste. 24Então, foi
5.24
Dn 5.5
a parte da mão enviada de diante dele, e foi inscrita esta escritura.

Daniel interpreta a escritura

25Esta é a escritura que foi inscrita: MENE, MENE, TEQUEL, PARSIM. 26Esta é a sua interpretação. MENE: Deus contou o teu reino

5.26
Is 13.6,17
Jr 27.7
50.41-43
e o acabou. 27TEQUEL:
5.27
Jó 31.6
Sl 62.9
Pesado na balança e achado em falta. 28PERES: Está dividido o teu reino e entregue aos
5.28
Dn 5.31
Dn 6.8,28
Is 21.2
45.1-2
medos e aos persas.

29Então, Belsazar deu as suas ordens; vestiram de

5.29
Dn 5.7,16
púrpura a Daniel e puseram-lhe ao pescoço uma cadeia de ouro, e fez-se uma proclamação a respeito dele, que tivesse o terceiro lugar de poder no reino.

30Naquela noite, foi

5.30
Is 21.4-9
47.9
Jr 51.11,31,39,57
morto
5.30
Dn 5.1-2
Belsazar, rei caldeu. 31
5.31
Dn 6.1
9.1
Dario, o medo, recebeu o reino, tendo mais ou menos sessenta e dois anos de idade.

6

Os presidentes e os sátrapas conspiram contra Daniel

61Foi do agrado de

6.1
Dn 5.31
Dario constituir sobre o reino
6.1
Et 1.1
cento e vinte
6.1
Dn 3.2
sátrapas, que estivessem por todo o reino; 2e, sobre eles, três presidentes, dos quais
6.2
Dn 2.48-49
5.16,29
Daniel era um, a fim de que esses sátrapas lhes dessem conta e que o rei
6.2
Ed 4.22
Et 7.4
não sofresse dano. 3Então, o mesmo Daniel
6.3
Dn 1.20
sobrepujava a esses presidentes e aos sátrapas, porque nele havia
6.3
Dn 5.12,14
9.23
um espírito excelente; e o rei pensava em o constituir
6.3
Gn 41.40
Et 10.3
sobre o reino todo.

4Nisto os presidentes e os sátrapas

6.4
Dn 3.8
Gn 43.18
Jz 14.4
Jr 20.10
Lc 20.20
procuravam ocasião contra Daniel quanto ao reino; porém
6.4
Lc 20.26
23.14-15
não puderam achar ocasião ou culpa, porquanto ele era
6.4
Dn 6.22
fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa. 5Disseram, pois, esses homens: Não acharemos alguma ocasião contra este Daniel, se não o acharmos contra ele pelo que diz respeito
6.5
At 24.13-16,20-21
à lei do seu Deus. 6Então, os presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e lhe disseram assim: Ó rei Dario,
6.6
Dn 6.21
Dn 5.10
vive eternamente. 7Todos os
6.7
Dn 3.2,27
presidentes do rei, os deputados, os sátrapas, os conselheiros e os governadores, juntamente,
6.7
Sl 59.3
62.4
64.2-6
83.1-3
tomaram conselho para estabelecer um estatuto real e fazer um interdito forte, que todo homem que, por espaço de trinta dias, fizer uma petição a qualquer deus ou a qualquer homem, exceto a ti, ó rei, será
6.7
Dn 6.16
Dn 3.6
Sl 10.9
lançado na cova dos leões. 8Agora, pois, ó rei,
6.8
Et 3.12
8.10
Is 10.1
estabelece o interdito e assina a escritura, para que não se mude,
6.8
Dn 6.12,15
Et 1.19
8.8
conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar. 9Por isso, o rei Dario
6.9
Sl 118.9
146.3
assinou a escritura e o interdito.

10Quando Daniel soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa (ora, na sua câmara estavam abertas as janelas que olhavam

6.10
1Rs 8.48-49
Sl 5.7
Jn 2.4
para Jerusalém); três vezes no dia,
6.10
Sl 95.6
punha-se de joelhos,
6.10
Dn 9.4-19
Lc 14.26
At 4.17,19
e orava, e
6.10
Sl 34.1
Fp 4.6
1Ts 5.17-18
rendia ações de graças diante de seu Deus, como antes costumava fazer. 11Então, esses homens
6.11
Dn 6.6
Sl 37.32-33
foram juntos e acharam a Daniel fazendo petições e súplicas diante de seu Deus. 12Depois, chegando-se eles,
6.12
Dn 3.8-12
At 16.19-21
falaram na presença do rei a respeito do interdito real: Não assinaste um interdito que, durante o espaço de trinta dias, todo homem que fizesse uma petição a qualquer deus ou a qualquer homem, exceto a ti, ó rei, fosse lançado na cova dos leões? Respondeu o rei e disse: Isso é a verdade, conforme
6.12
Dn 6.8
Et 1.19
a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar. 13Então, responderam e disseram diante do rei: Esse Daniel, que é um dos
6.13
Dn 2.25
5.13
filhos do cativeiro de Judá,
6.13
Dn 3.12
Et 3.8
At 5.29
não faz caso de ti, ó rei, nem
6.13
Dn 6.9
do interdito que assinaste, porém três vezes no dia
6.13
Dn 6.10
faz as suas petições. 14Tendo, pois, o rei ouvido essas palavras, ficou muito
6.14
Mc 6.26
contrariado e pensou em Daniel para o livrar; e até o pôr do sol trabalhou para o salvar. 15Então, esses homens foram juntos ao rei e lhe disseram: Sabe, ó rei, que é uma
6.15
Dn 6.8,12
Et 8.8
Sl 94.20-21
lei dos medos e dos persas que nenhum interdito nem estatuto, que o rei estabelecer, pode ser mudado.

Daniel é lançado na cova dos leões e de lá é retirado ileso

16Nisso passou o rei as ordens, e trouxeram a Daniel

6.16
Dn 6.7
2Sm 3.39
Jr 38.5
e lançaram-no na cova dos leões.
6.16
Dn 6.20
Dn 3.17,28
Jó 5.19
Sl 37.39-40
Ora, falou o rei e disse a Daniel: O teu Deus, a quem continuamente serves, te livrará. 17Uma
6.17
Lm 3.53
Mt 27.66
pedra foi trazida e posta sobre a boca do covil; e o rei a selou com o seu anel e com o anel dos seus grandes, para que, no tocante a Daniel, nada se mudasse. 18Depois, o rei se foi para o seu palácio e passou a noite
6.18
2Sm 12.16-17
em jejum; não foram trazidos à sua presença instrumentos de música,
6.18
Dn 2.1
Et 6.1
Sl 77.4
e fugiu dele o sono.

19Então, o rei se levantou pela manhã, muito cedo, e foi com pressa à cova dos leões. 20Chegando-se ele à cova, a Daniel, clamou com voz triste; falou o rei e disse a Daniel: Daniel, servo do

6.20
Dn 6.26
Deus vivo, porventura,
6.20
Dn 6.16,27
o teu Deus, a quem continuamente serves,
6.20
Dn 3.17
Gn 18.14
Nm 11.23
Jr 32.17
pode livrar-te dos leões? 21Logo, disse Daniel ao rei:
6.21
Dn 6.6
Ó rei, vive eternamente. 22O meu Deus
6.22
Dn 3.28
Nm 20.16
Is 63.9
At 12.11
enviou o seu Anjo
6.22
Sl 91.11-13
2Tm 4.17
Hb 11.33
e fechou as bocas aos leões; eles não me fizeram mal algum, porque foi achada em mim
6.22
Dn 6.4
Gn 40.15
1Sm 24.10
Sl 84.11
Is 3.10
inocência diante dele; também diante de ti, ó rei, não tenho cometido delito algum. 23Nisso
6.23
Dn 6.14,18
se alegrou muito o rei e ordenou que tirassem da cova a Daniel. Assim foi Daniel tirado da cova,
6.23
Dn 3.25,27
e não se achou nele lesão alguma, porque ele havia
6.23
Dn 3.17,28
1Cr 5.20
2Cr 20.20
Sl 118.8-9
Is 26.3
confiado em seu Deus.

24O rei deu ordens, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado a Daniel.

6.24
Dt 19.18-19
Et 7.10
Foram lançados na cova dos leões, eles,
6.24
Dt 24.16
2Rs 14.6
Et 9.10
seus filhos e suas mulheres; e ainda não tinham chegado ao fundo da cova, quando os leões
6.24
Sl 54.5
se apoderaram deles
6.24
Is 38.13
e lhes esmigalharam todos os ossos.

25Então, o rei Dario escreveu a todos

6.25
Dn 4.1
Ed 1.1-2
Et 3.12
8.9
os povos, nações e línguas que habitam em toda a terra:
6.25
Ed 4.17
1Pe 1.2
Paz vos seja multiplicada! 26
6.26
Dn 3.29
Ed 6.8-12
7.13,21
Faço um decreto que em todo o domínio do meu reino,
6.26
Sl 99.1-3
Is 66.2
Jr 10.10
tremam os homens e temam diante do Deus de Daniel, pois ele é
6.26
Dn 6.20
Os 1.10
Rm 9.26
o Deus vivo
6.26
Sl 93.1-2
Ml 3.6
e que permanece para sempre; o seu reino é o que
6.26
Dn 4.3
7.14,27
não será destruído, e o seu domínio durará até
6.26
Sl 145.12-13
Is 9.7
o fim. 27Ele
6.27
Dn 6.22
livra, e salva, e faz milagres e
6.27
Dn 4.2-3,34
maravilhas no céu e na terra; foi ele quem livrou a Daniel do poder dos leões.

28Daniel, pois, prosperava no reinado de Dario e no reinado de

6.28
Dn 1.21
10.1
2Cr 36.22-23
Ciro, o persa.