Tradução Brasileira (2010) (TB)
4

O edito do rei. O seu sonho duma árvore grande

41O rei Nabucodonosor

4.1
Dn 6.25
a todos os povos, nações e línguas, que habitam em toda a terra,
4.1
Dn 6.25
Ed 4.17
paz vos seja multiplicada. 2Pareceu-me bem divulgar os milagres e maravilhas que
4.2
Dn 4.17,24-25,32,34
Dn 3.26
o Altíssimo Deus tem feito para comigo. 3Quão grandes são
4.3
Dn 6.27
Sl 77.19
105.27
Is 25.1
os seus milagres! E quão poderosas são as suas maravilhas! E o seu
4.3
Dn 4.34
Dn 2.44
6.26
reino é um reino sempiterno, e o seu domínio se estende de geração em geração.

4Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa

4.4
Sl 30.6
Is 47.7-8
e florescente no meu palácio. 5Tive um
4.5
Dn 2.3
sonho que me atemorizou; e, estando eu na minha cama,
4.5
Dn 2.29
os pensamentos
4.5
Dn 4.10,13
Dn 2.28
e as visões da minha cabeça me perturbaram. 6Portanto, expedi um decreto que
4.6
Dn 2.2
Gn 41.8
se apresentassem perante mim todos os sábios de Babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho. 7Então, entraram
4.7
Dn 2.10,27
5.7
os mágicos, os encantadores, os caldeus e os feiticeiros; eu contei o sonho diante deles, porém não me fizeram saber a
4.7
Dn 2.7
Is 44.25
Jr 27.9-10
interpretação dele. 8Mas, por fim, entrou na minha presença Daniel, que tem por nome
4.8
Dn 1.7
2.26
5.12
Beltessazar, segundo o nome do
4.8
Dn 3.14
meu deus, e no qual há
4.8
Dn 4.9,18
Dn 5.11,14
o espírito dos deuses santos; e, diante dele, contei o sonho, dizendo: 9Ó Beltessazar,
4.9
Dn 1.20
2.48
5.11
chefe dos mágicos, porquanto eu sei que há em ti o
4.9
Dn 4.8
Gn 41.38
espírito dos deuses santos,
4.9
Dn 2.47
Ez 28.3
e nenhum segredo te é difícil,
4.9
Dn 2.4-5
Gn 41.15
dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua interpretação. 10Desta maneira eram
4.10
Dn 4.5
as visões da minha cabeça, estando eu na minha cama: eu vi, e eis
4.10
Dn 4.20
Ez 31.3-6
uma árvore no meio da terra, e era grande a sua altura. 11Crescia e tornava-se forte, e a sua altura
4.11
Dn 4.21-22
Dt 9.1
chegava até o céu, e era vista até a extremidade de toda a terra. 12As suas folhas eram
4.12
Ez 31.7
formosas, e o seu fruto, copioso, e nela havia sustento para todos; debaixo dela,
4.12
Jr 27.6
Ez 31.6
os animais do campo achavam
4.12
Lm 4.20
sombra,
4.12
Mt 13.32
Lc 13.19
e as aves do céu pousavam nos seus ramos, e dela se sustentava toda a carne. 13Vi,
4.13
Dn 4.5,10
Dn 7.1
nas visões da minha cabeça, estando eu na minha cama, e eis que
4.13
Dn 4.17,23
um vigia, a saber,
4.13
Dn 8.13
Dt 33.2
Sl 89.7
um santo, descia do céu. 14Ele clamou
4.14
Dn 3.4
em alta voz e disse assim:
4.14
Dn 4.23
Ez 31.10-14
Mt 3.10
7.19
Lc 13.7-9
Deitai abaixo a árvore, e cortai-lhe os ramos, e fazei-lhe cair as folhas, e espalhai o seu fruto; afugentem-se de debaixo dela
4.14
Dn 4.12
Ez 31.12-13
os animais, e, dos seus ramos, as aves. 15Contudo,
4.15
Jó 14.7-9
deixai na terra o tronco com as suas raízes, ligado com laço de ferro e de bronze, no meio da tenra relva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com
4.15
Dn 4.32
os animais na erva da terra; 16
4.16
Dn 4.32-33
mude-se-lhe o coração para que não seja mais o de homem, e seja-lhe dado o coração de animal;
4.16
1Cr 29.30
e passem sobre ele
4.16
Dn 4.23,25,32
Dn 7.25
11.13
sete tempos. 17Pelo decreto
4.17
Dn 4.13,23
dos vigias é a sentença, e pela palavra dos santos o mando, a fim de que
4.17
Sl 9.16
83.18
conheçam os viventes que
4.17
Dn 4.2,25
o Altíssimo domina no reino dos homens,
4.17
Dn 4.25
Dn 5.18-19
Jr 27.5-7
e o dá a quem quiser, e constitui sobre ele
4.17
Dn 11.21
1Sm 2.8
o mais humilde dos homens. 18Esse sonho eu, rei Nabucodonosor, o tenho visto. Tu, pois, ó Beltessazar, dize a interpretação, porquanto todos os
4.18
Dn 4.7
Dn 5.8,15
Gn 41.8
sábios do meu reino não me podem fazer saber a interpretação; porém tu podes, porque há em ti o
4.18
Dn 4.8-9
espírito dos deuses santos.

Daniel interpreta o sonho

19Então, Daniel, que tinha por nome Beltessazar, ficou espantado por algum tempo, e os seus

4.19
Dn 7.15,28
8.27
10.16-17
Jr 4.19
pensamentos o perturbaram. Respondeu o rei e disse: Beltessazar,
4.19
Dn 4.4-5
1Sm 3.17
não te perturbe o sonho, nem a sua interpretação. Respondeu Beltessazar e disse:
4.19
Dn 4.24
Dn 10.16
2Sm 18.31
1Rs 18.7
Meu senhor, seja o sonho para os que te odeiam, e a sua interpretação, para os
4.19
2Sm 18.32
Jr 29.7
teus adversários. 20
4.20
Dn 4.10-12
A árvore que viste, a qual crescia e se tornava forte, cuja altura chegava até o céu e que era vista por toda a terra, 21cujas folhas eram formosas, cujo fruto copioso, e em que havia sustento para todos, debaixo da qual habitavam os animais do campo, e em cujos ramos pousavam as aves do céu, 22essa árvore
4.22
Dn 2.37-38
2Sm 12.7
és tu, ó rei, que tens crescido e te hás tornado forte; pois
4.22
Dn 5.18-19
a tua grandeza tem crescido e já chega até o céu, e o teu
4.22
Jr 27.6-7
domínio, até a extremidade da terra. 23Porquanto o rei viu baixar do céu
4.23
Dn 4.13,17
um vigia, a saber, um santo que disse:
4.23
Dn 4.14-15
Deitai abaixo a árvore, e a destrói; contudo, deixai na terra o tronco com as suas raízes, ligado com um laço de ferro e de bronze no meio da tenra relva do campo; e seja ele molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com os animais do campo, até que passem sobre ele
4.23
Dn 4.16
sete tempos; 24esta é a interpretação, ó rei, e é o
4.24
Dn 4.17
decreto
4.24
Dn 4.2
do Altíssimo, que é
4.24
Jó 40.11-12
Sl 107.40
vindo sobre o rei, meu senhor: 25tu serás
4.25
Dn 4.33
Dn 5.21
expulso dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e serás obrigado
4.25
Dn 4.33
a comer feno como boi e serás molhado do orvalho do céu, e sobre ti passarão
4.25
Dn 4.16
sete tempos, até que conheças que
4.25
Dn 4.2,17
Sl 83.18
Jr 27.5
o Altíssimo domina no reino dos homens
4.25
Dn 4.17
Dn 2.37
5.21
e o dá a quem quiser. 26Porquanto mandaram
4.26
Dn 4.15,23
deixar o tronco com as raízes da árvore; o teu reino te ficará firme, depois que tiveres conhecido que
4.26
Dn 4.31
Dn 2.18-19,28,37,44
os céus dominam. 27Por isso, ó rei, seja do teu agrado
4.27
Gn 41.33-37
o meu conselho,
4.27
Pv 28.13
Is 55.6-7
Ez 18.21-22
e desfaze os teus pecados pela justiça e as tuas iniquidades,
4.27
Sl 41.1-3
Is 58.6-7,10
por manifestares misericórdia para com os pobres; se, porventura, houver
4.27
1Rs 21.29
Jn 3.9
uma prolongação da tua tranquilidade.

Cumpre-se o sonho do rei

28Tudo isso

4.28
Nm 23.19
Zc 1.6
veio sobre o rei Nabucodonosor. 29Ao cabo de
4.29
2Pe 3.9
doze meses, estava ele passeando no palácio real de Babilônia. 30Falou o rei e disse: Não é esta a
4.30
Hc 2.4
grande Babilônia, que
4.30
Dn 4.25
Dn 5.20-21
2Cr 2.5-6
Is 10.8-11
37.24-25
eu edifiquei para a morada real, pela força do meu poder e para a glória da minha majestade? 31Ainda estava
4.31
Dn 5.5
a palavra na boca do rei, quando veio
4.31
Dn 4.13-14,23
do céu uma voz, dizendo: Ó rei Nabucodonosor, a ti se diz: O reino já passou de ti. 32Serás
4.32
Dn 4.15,25
expulso dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; serás obrigado a comer feno como boi, e sobre ti passarão
4.32
Dn 4.16,25
sete tempos, até que conheças que
4.32
Dn 4.2,17,25
o Altíssimo domina no reino dos homens e o dá a quem quiser. 33Na mesma hora, cumpriu-se a palavra sobre Nabucodonosor; foi ele
4.33
Dn 4.25
Dn 5.21
expulso dentre os homens e comeu feno como boi, e foi o seu corpo molhado do orvalho do céu, até que cresceu o seu pelo como as penas das águias, e as suas unhas, como as das aves.

34

4.34
Dn 4.16,25,32
Ao cabo dos dias, eu, Nabucodonosor, levantei ao céu os meus olhos, e tornou a mim
4.34
Dn 4.36
o meu entendimento. Eu bendisse
4.34
Dn 4.2
Dn 5.18,21
ao Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao
4.34
Dn 6.26
12.7
Sl 102.24
que vive para sempre, porque o seu domínio é um
4.34
Dn 4.3
Sl 145.13
Jr 10.10
domínio sempiterno, e o seu reino se estende de geração em geração. 35
4.35
Is 40.17
Todos os habitantes da terra são tidos como nada;
4.35
Dn 6.27
Sl 135.6
ele faz conforme a sua vontade no exército do céu e entre os habitantes da terra,
4.35
Jó 42.2
Is 43.13
e não há quem possa resistir a sua mão, nem lhe dizer:
4.35
Is 45.9
Que fazes? 36Ao mesmo tempo, tornou a mim
4.36
Dn 4.34
2Cr 33.12-13
o meu entendimento; e, para a glória do meu reino, tornou a mim a minha
4.36
Dn 4.30
majestade
4.36
Dn 2.31
e resplendor; buscaram-me os meus conselheiros e os meus grandes;
4.36
Dn 4.26
fui restabelecido no meu reino, e foi-me acrescentado excelente
4.36
Dn 4.22
Pv 22.4
grandeza. 37Agora, eu, Nabucodonosor,
4.37
Dn 4.3,34
louvo, e engrandeço, e glorifico ao Rei do
4.37
Dn 4.26
Dn 5.23
céu, porque
4.37
Dt 32.4
Sl 33.4-5
Is 5.16
todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos, juízos, e ele pode humilhar os
4.37
Dn 5.20
Êx 18.11
Jó 40.11-12
que andam na soberba.