Tradução Brasileira (2010) (TB)
2

O rei esquece o sonho que teve

21No

2.1
Dn 1.1
segundo ano do reinado de Nabucodonosor, teve Nabucodonosor
2.1
Dn 2.3
Dn 4.5
Gn 40.5-8
41.1
Jó 33.15-17
sonhos; e o seu espírito ficou perturbado,
2.1
Dn 6.18
Et 6.1
e passou-se-lhe o sono. 2Então, o rei mandou chamar os
2.2
Dn 2.10,27
Dn 1.20
4.6
5.7
Gn 41.8
Is 47.12-13
mágicos, e os encantadores, e os feiticeiros, e os caldeus, para que declarassem ao rei os sonhos. Assim, vieram e se apresentaram diante do rei. 3O rei disse-lhes:
2.3
Dn 4.5
Gn 40.8
41.15
Tive um sonho, e para saber o sonho está perturbado o meu espírito. 4Os caldeus disseram ao rei em
2.4
Ed 4.7
Is 36.11
aramaico:
2.4
Dn 3.9
5.10
Ó rei, vive eternamente;
2.4
Dn 2.7
Dn 4.7
dize aos teus servos o sonho, e mostraremos a interpretação. 5Respondeu o rei aos caldeus: A coisa já me fugiu da memória; se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis
2.5
Dn 2.12
Dn 3.29
Ed 6.11
despedaçados, e as vossas casas serão feitas um monturo. 6Mas, se mostrardes o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim
2.6
Dn 2.48
Dn 5.7,16,29
dádivas, e prêmios, e grande honra; portanto, mostrai-me o sonho e a sua interpretação. 7Responderam pela segunda vez:
2.7
Dn 2.4
Diga o rei aos seus servos o sonho, e lhe mostraremos a interpretação. 8Respondeu o rei: Certamente, eu sei que quereis ganhar tempo, porque vedes que a coisa já me fugiu da memória. 9Mas, se não me fizerdes saber o sonho, não há para vós senão
2.9
Dn 3.15
Et 4.11
uma só lei; pois tendes preparado palavras mentirosas e corruptas para as proferir na minha presença, até que se mude o tempo. Portanto, dizei-me o sonho,
2.9
Is 41.23
e saberei se me podeis mostrar a sua interpretação. 10Responderam os caldeus na presença do rei:
2.10
Dn 2.27
Não há homem sobre a terra que possa mostrar a questão do rei; porquanto nenhum rei, nem senhor, nem régulo tem feito semelhante pedido a qualquer
2.10
Dn 2.2,27
mágico, ou encantador, ou caldeu. 11É coisa rara a que o rei exige, e não há outro que a possa mostrar na presença do rei, senão os
2.11
Dn 5.11
Gn 41.39
deuses, cuja
2.11
Êx 29.45
Is 57.15
morada não é com a carne. 12Por essa razão, ficou o rei
2.12
Dn 2.5
Dn 3.13,19
Sl 76.10
irado e em extremo furioso e ordenou que perecessem todos os sábios de Babilônia. 13Assim, saiu o decreto, e os sábios estavam para serem mortos; e buscaram
2.13
Dn 1.19-20
a Daniel e seus companheiros, para que fossem mortos.

Daniel pede ao rei um prazo e tem uma visão

14Então, Daniel respondeu avisada e prudentemente a

2.14
Dn 2.24
Arioque,
2.14
Gn 37.36
Jr 39.9
52.12,14
capitão da guarda do rei, que tinha saído para matar os sábios de Babilônia; 15sim, respondeu e perguntou a Arioque, capitão do rei: Por que razão é o decreto tão
2.15
Dn 3.22
urgente da parte do rei? Então, Arioque fez
2.15
Dn 2.1-12
saber a coisa a Daniel. 16
2.16
Dn 1.19
Entrando Daniel, pediu ao rei que lhe designasse o tempo e que ele mostraria ao rei a interpretação.

17Então, Daniel foi para casa e fez saber a coisa a

2.17
Dn 1.6
Hananias, Misael e Azarias, seus companheiros, 18para que
2.18
Dn 2.23
Et 4.15-16
Is 37.4
Jr 33.3
Ez 36.37
pedissem
2.18
Dn 9.9
misericórdia ao Deus do céu no tocante a esse segredo, a fim de que Daniel e seus companheiros
2.18
Gn 18.28
Ml 3.18
não perecessem juntamente com o resto dos sábios de Babilônia. 19Então, foi
2.19
Dn 2.22,27-29
Dn 4.9
o segredo revelado a Daniel numa
2.19
Dn 1.17
7.2,7,13
Nm 12.6
Jó 33.15-16
visão noturna. Depois, Daniel bendisse ao Deus do céu. 20Disse Daniel:
2.20
Sl 103.1-2
113.1-2
Bendito seja o nome de Deus para todo o sempre, pois dele são
2.20
Dn 2.21-23
1Cr 29.11-12
Jó 12.13,16-22
a sabedoria e a força. 21Ele
2.21
Dn 2.9
Dn 7.25
Sl 31.15
muda os tempos e as estações;
2.21
Dn 4.17,32
Jó 12.18
Sl 75.6-7
remove os reis e estabelece os reis; dá
2.21
2Rs 3.9-10
4.29
Tg 1.5
sabedoria aos sábios e conhecimento aos que sabem discernir; 22
2.22
Dn 2.19,28
Jó 12.22
revela as coisas profundas e escondidas;
2.22
Jó 26.6
Sl 139.12
Is 45.7
Jr 23.24
sabe o que está nas trevas, e com ele
2.22
Dn 5.11,14
Sl 36.9
1Jo 1.5
mora a luz. 23A ti,
2.23
Gn 31.42
Êx 3.15
Deus de meus pais, eu te dou graças e te louvo, que me deste
2.23
Dn 2.21
Dn 1.17
sabedoria e força e, agora, me fizeste saber o que
2.23
Dn 2.18,29-30
Sl 21.2,4
te havíamos pedido; porque nos revelaste a questão do rei. 24Por isso, entrou Daniel a
2.24
Dn 2.14
Arioque, a quem o rei tinha constituído para perder os sábios de Babilônia; entrou e disse-lhe assim:
2.24
Dn 2.12-13
At 27.24
Não percas os sábios de Babilônia; leva-me à presença do rei, e mostrarei ao rei a interpretação.

Daniel traz à memória do rei o sonho que este tivera

25Então, Arioque, depressa,

2.25
Gn 41.14
levou Daniel à presença do rei e lhe disse assim: Achei um homem dentre
2.25
Dn 1.6
5.13
6.13
os filhos do cativeiro de Judá que fará saber ao rei a interpretação. 26Respondeu o rei e disse a Daniel, cujo nome era
2.26
Dn 1.7
4.8
5.12
Beltessazar: Podes fazer-me saber
2.26
Dn 2.3-7
4.18
o sonho que vi e a sua interpretação? 27Respondeu Daniel perante o rei e disse: O segredo que o rei tem exigido, não o podem mostrar ao rei
2.27
Dn 2.2,10-11
Dn 5.7-8
nem sábios, nem encantadores, nem mágicos, nem feiticeiros; 28mas há no céu
2.28
Dn 2.22,45
Gn 40.8
41.16
um Deus que revela segredos, e ele tem feito saber ao rei Nabucodonosor o que há de acontecer nos
2.28
Dn 10.14
Gn 49.1
Is 2.2
Mq 4.1
últimos dias. O teu sonho
2.28
Dn 4.5
e as visões da tua cabeça na tua cama são estes: 29Quanto a ti, ó rei, estando tu na cama, entraram os teus pensamentos na mente, sobre o que havia de acontecer no futuro; e aquele
2.29
Dn 2.22,47
que revela segredos te descobriu o que há de acontecer. 30Mas, quanto a mim, não me foi revelado esse segredo
2.30
Dn 1.17
Gn 41.16
por ter eu mais sabedoria que qualquer outro vivente, mas para
2.30
Is 45.3
que ficasse manifesta ao rei a interpretação e para que soubesses os
2.30
Sl 139.2
Am 4.13
pensamentos do teu coração.

31Tu, ó rei, estavas olhando, e eis uma grande imagem. Essa imagem, que era enorme e cujo resplendor era excelente, tinha-se em pé diante de ti; e a sua vista era

2.31
Dn 7.7
Is 25.3-5
Hc 1.7
espantosa. 32Quanto a essa imagem, a sua
2.32
Dn 2.38
Dn 4.22,30
cabeça era de ouro fino, o seu
2.32
Dn 2.39
peito e os seus braços, de prata, o seu ventre e as suas coxas, de cobre, 33as suas
2.33
Dn 2.40
pernas, de ferro,
2.33
Dn 2.41-43
os seus pés, em parte de ferro, em parte de barro. 34Estavas vendo até que uma
2.34
Dn 2.44-45
pedra foi cortada
2.34
Dn 8.25
Zc 4.6
sem auxílio de mãos, a qual feriu a imagem nos seus pés, que eram de ferro e de barro,
2.34
Sl 2.9
Is 60.12
e os fez em pedaços. 35Então, foi juntamente feito em pedaços o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro e se tornaram como
2.35
Sl 1.4
Is 17.13
41.15-16
Os 13.3
a pragana das eiras de estio; e o vento levou-os, de sorte
2.35
Sl 37.10,36
que não se achou lugar para eles. A pedra que feriu a imagem tornou-se
2.35
Is 2.2
Mq 4.1
uma grande montanha, que encheu a terra toda.

Daniel interpreta o sonho

36Este é o sonho; e diremos a sua

2.36
Dn 2.24
interpretação na presença do rei. 37Tu, ó rei, és
2.37
Is 47.5
Jr 27.6-7
Ez 26.7
rei de reis, ao qual
2.37
Dn 4.25,32
o Deus do céu deu o reino,
2.37
Sl 62.11
o poder, a força e a glória; 38e, onde quer que habitem os filhos dos homens, nas tuas mãos entregou
2.38
Dn 4.21-22
Sl 50.10-11
os animais do campo e as aves do céu e te fez reinar sobre todos eles; tu és
2.38
Dn 2.32
a cabeça de ouro. 39Depois de ti, se levantará
2.39
Dn 2.32
outro reino inferior a ti; e outro terceiro, de cobre, o qual dominará sobre a terra toda. 40
2.40
Dn 2.33
O quarto reino será forte como ferro, porquanto o ferro faz em pedaços e subjuga todas as coisas; como o ferro esmiúça todas essas coisas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará. 41Porque viste
2.41
Dn 2.33
os pés e os dedos, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, será ele um reino dividido; mas nele haverá alguma coisa da firmeza do ferro, porquanto viste o ferro misturado com o barro de lodo. 42Como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim o reino será em parte firme e em parte frágil. 43Porque viste o ferro misturado com o barro de lodo, misturar-se-ão com a semente de homens; porém não se apegarão um a outro, assim como o ferro não se une com o barro. 44Nos dias desses reis,
2.44
Is 9.6-7
suscitará o
2.44
Dn 2.28,37
Deus do céu um
2.44
Dn 4.3,34
6.26
7.14,27
Sl 145.13
Ez 37.25
Mq 4.7
reino que não será jamais destruído, nem passará a soberania deste a outro povo;
2.44
Dn 2.34-35
Sl 2.9
Is 60.12
mas fará em pedaços e consumirá todos esses reinos, e ele mesmo subsistirá para sempre, 45porquanto viste que do monte foi cortada uma
2.45
Dn 2.34-35
pedra
2.45
Dn 8.25
sem auxílio de mãos e que ela fez em pedaços o ferro, o cobre, o barro, a prata e o ouro;
2.45
Dn 2.29
Dt 10.17
2Sm 7.22
Sl 48.1
Jr 32.18-19
Ml 1.11
o Grande Deus fez saber ao rei o que
2.45
Gn 41.28,32
há de acontecer no futuro. Certo é o sonho, e fiel, a sua interpretação.

Daniel é promovido pelo rei

46Então, o rei Nabucodonosor

2.46
Dn 8.17
caiu sobre o rosto, e
2.46
Dn 3.5,7
At 10.25
14.13
Ap 19.10
22.8
adorou a Daniel, e ordenou que lhe oferecessem uma oblação e
2.46
Lv 26.31
perfumes suaves. 47Disse o rei a Daniel: Na verdade,
2.47
Dn 3.15
4.25
o vosso Deus é
2.47
Dn 11.36
Dt 10.17
Sl 136.2-3
o Deus dos deuses e o Senhor dos reis
2.47
Dn 2.22,30
Am 3.7
e que revela segredos, pois que pudeste revelar este segredo. 48Então, o rei
2.48
Dn 2.6
Dn 5.16,29
Gn 41.39-43
engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos grandes dons, e fê-lo reinar sobre
2.48
Dn 3.1,12,30
a província toda de Babilônia e ser
2.48
Dn 5.11
o principal governador sobre todos os
2.48
Dn 2.27
sábios de Babilônia. 49Fez Daniel uma petição ao rei, e este
2.49
Dn 3.12
constituiu superintendentes dos negócios da província de Babilônia
2.49
Dn 1.7
a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; Daniel, porém, estava
2.49
Et 2.19,21
Am 5.15
na porta do rei.

3

A estátua de ouro de Nabucodonosor

31O rei Nabucodonosor fez uma

3.1
Dn 2.31
Is 46.6
Jr 16.20
Hc 2.19
imagem de ouro que tinha sessenta cúbitos de alto e seis cúbitos de largo; levantou-a no campo de Dura,
3.1
Dn 3.30
Dn 2.48
na província de Babilônia. 2Então, o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os
3.2
Dn 3.3,27
Dn 6.1-7
sátrapas, os deputados, os governadores, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os magistrados e todos os régulos das províncias, para que viessem à dedicação da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado. 3Os sátrapas, os deputados, os governadores, os juízes, os tesoureiros, os conselheiros, os magistrados e todos os régulos das províncias se ajuntaram para a dedicação da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam em pé diante da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado. 4Nisso, o pregoeiro clamou
3.4
Dn 4.14
Is 40.9
58.1
Ap 18.2
em alta voz: A vós,
3.4
Dn 3.7
Dn 4.1
6.25
ó povos, nações e línguas, se vos ordena 5que, no ponto em que
3.5
Dn 3.7,10,15
ouvirdes o som da corneta, da flauta, da harpa, da sacabuxa, do saltério, da sinfonia, e de toda sorte de música,
3.5
Dn 2.46
vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor levantou. 6Todo aquele que não se prostrar e adorar será na mesma hora
3.6
Dn 3.11,15,21
Dn 6.7
lançado no meio duma
3.6
Jr 29.22
Ez 22.18-22
Mt 13.42,50
Ap 9.2
14.11
fornalha de fogo ardente. 7Portanto, no momento em que todos os povos
3.7
Dn 3.5
ouviram o som da corneta, da flauta, da harpa, da sacabuxa, do saltério e de toda sorte de música, se prostraram
3.7
Dn 3.4
todos os povos, nações e línguas e adoraram a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado.

8Por isso, nesse tempo, se chegaram alguns homens

3.8
Dn 2.2,10
4.7
caldeus e
3.8
Dn 6.12-13
Ed 4.12-16
Et 3.8-9
acusaram aos judeus. 9Disseram ao rei Nabucodonosor:
3.9
Dn 2.4
5.10
Ó rei, vive eternamente. 10Tu, ó rei,
3.10
Dn 3.4-6
Dn 6.12
Et 3.12-14
fizeste um decreto que todo o homem que ouvir o som da corneta, da flauta, da harpa, da sacabuxa, do saltério, da sinfonia e de toda sorte de música
3.10
Dn 3.5,7,15
se prostrasse e adorasse a imagem de ouro. 11Todo aquele que não se prostrar a adorar seja lançado no meio duma fornalha de fogo ardente. 12Há uns judeus, que
3.12
Dn 2.49
constituíste sobre os negócios da província de Babilônia:
3.12
Dn 1.7
Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; esses homens, ó rei,
3.12
Dn 6.13
não fizeram caso de ti; não servem aos teus deuses, nem adoram a imagem de ouro que levantaste.

Os amigos de Daniel são lançados na fornalha ardente

13Então, Nabucodonosor, na

3.13
Dn 3.19
Dn 2.12
sua raiva e fúria, mandou que fossem trazidos Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Logo, foram esses homens trazidos perante o rei. 14Disse-lhes Nabucodonosor: É de propósito, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que não servis aos
3.14
Dn 3.1
Dn 4.8
Is 46.1
Jr 50.2
meus deuses, nem adorais a imagem que levantei? 15Agora, pois, se estais prontos, no momento em que
3.15
Dn 3.5-6
ouvirdes o som da corneta, da flauta, da harpa, da sacabuxa, do saltério, da sinfonia e de toda sorte de música, para vos prostrardes e adorardes a imagem que fiz, bem está; se, porém, não adorardes, sereis, na mesma hora, lançados
3.15
Dn 3.6
numa fornalha de fogo ardente.
3.15
Dn 2.47
Êx 5.2
Is 36.18-20
Quem é esse deus que vos livrará das minhas mãos? 16Responderam ao rei
3.16
Dn 3.12
Dn 1.7
Sadraque, Mesaque e Abede-Nego: Ó Nabucodonosor, não necessitamos de te responder nesse particular. 17Se assim for, o nosso
3.17
Jó 5.19
Sl 27.1-2
Is 26.3-4
Jr 1.8
15.20-21
Deus, a quem nós servimos, pode livrar-nos da fornalha de fogo ardente; e ele há de nos livrar das tuas mãos, ó rei. 18
3.18
Dn 3.28
Js 24.15
1Rs 19.14,18
Is 51.12-13
Mas, se não, fica tu sabendo, ó rei, que não havemos de servir aos teus deuses, nem adorar a imagem de ouro que levantaste.

19Então, Nabucodonosor se encheu de

3.19
Dn 3.13
Et 7.7
furor, e se mudou o aspecto
3.19
Dn 5.6
do seu semblante contra
3.19
Dn 3.12
Dn 1.7
Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; portanto, falou e ordenou que se acendesse a fornalha
3.19
Lv 26.18,21,24,28
sete vezes mais do que se costumava acender. 20Deu ordem a uns valentes que estavam no seu exército que
3.20
Dn 3.23-25
atassem a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego
3.20
Dn 3.6
e os lançassem na fornalha de fogo ardente. 21Então, esses homens foram ligados, vestidos de seus
3.21
Dn 3.27
calções, suas túnicas, suas capas e suas outras roupas e foram lançados no meio da fornalha de fogo ardente. 22Visto que a ordem do rei era
3.22
Dn 2.15
Êx 12.33
urgente e a fornalha estava sobremaneira acesa, as chamas do fogo mataram aqueles homens que carregaram a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. 23Estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, caíram
3.23
Dn 3.21
ligados no meio da fornalha de fogo ardente.

O rei muda de pensar

24O rei Nabucodonosor ficou

3.24
Dn 4.19
espantado e levantou-se depressa; disse aos seus conselheiros: Não lançamos nós no meio do fogo três homens ligados? Responderam ao rei: Verdade é, ó rei. 25Disse ele: Eis que eu vejo quatro homens soltos,
3.25
Sl 91.3-9
Is 43.2
que andam no meio do fogo e não recebem dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho
3.25
Jr 1.8,19
15.21
Ez 34.10
dos deuses. 26Então, chegando-se Nabucodonosor à porta da fornalha de fogo ardente, falou e disse: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do
3.26
Dn 3.17
Dn 4.2
Deus Altíssimo, saí e vinde. Logo, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego
3.26
Dt 4.20
1Rs 8.51
Jr 11.4
saíram do meio do fogo. 27Os
3.27
Dn 3.2
sátrapas, os deputados, os governadores e os conselheiros do rei, estando reunidos, viram estes homens, que
3.27
Is 43.2
Hb 11.34
o fogo não teve poder sobre os seus corpos, nem foram chamuscados os cabelos da sua cabeça, nem sofreram mudança
3.27
Dn 3.21
os seus calções, nem por eles tinha passado o cheiro de fogo.

28Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o

3.28
Dn 3.15
Dn 2.47
Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que
3.28
Dn 3.25
Dn 6.22
Sl 34.7-8
Is 37.36
At 5.19
12.7
enviou o seu Anjo e livrou os seus servos, que
3.28
Sl 22.4-5
Is 26.3-4
confiaram nele,
3.28
Ed 6.11
os quais violaram a palavra do rei
3.28
Dn 3.18
e entregaram os seus corpos, para que
3.28
Dn 3.16-18
não servissem, nem adorassem deus algum, senão o seu Deus. 29Portanto,
3.29
Dn 6.26
faço um decreto que todo povo, nação e língua que proferir alguma blasfêmia contra o Deus de
3.29
Dn 3.12
Dn 1.7,19
2.17,49
Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado, e as suas
3.29
Dn 2.5
Ed 6.11
casas sejam feitas um monturo;
3.29
Dn 3.15
Dn 2.47
porque não há outro deus que possa livrar desta maneira. 30Então, o rei
3.30
Dn 3.12
Dn 2.49
deu promoção a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na província de Babilônia.

4

O edito do rei. O seu sonho duma árvore grande

41O rei Nabucodonosor

4.1
Dn 6.25
a todos os povos, nações e línguas, que habitam em toda a terra,
4.1
Dn 6.25
Ed 4.17
paz vos seja multiplicada. 2Pareceu-me bem divulgar os milagres e maravilhas que
4.2
Dn 4.17,24-25,32,34
Dn 3.26
o Altíssimo Deus tem feito para comigo. 3Quão grandes são
4.3
Dn 6.27
Sl 77.19
105.27
Is 25.1
os seus milagres! E quão poderosas são as suas maravilhas! E o seu
4.3
Dn 4.34
Dn 2.44
6.26
reino é um reino sempiterno, e o seu domínio se estende de geração em geração.

4Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa

4.4
Sl 30.6
Is 47.7-8
e florescente no meu palácio. 5Tive um
4.5
Dn 2.3
sonho que me atemorizou; e, estando eu na minha cama,
4.5
Dn 2.29
os pensamentos
4.5
Dn 4.10,13
Dn 2.28
e as visões da minha cabeça me perturbaram. 6Portanto, expedi um decreto que
4.6
Dn 2.2
Gn 41.8
se apresentassem perante mim todos os sábios de Babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho. 7Então, entraram
4.7
Dn 2.10,27
5.7
os mágicos, os encantadores, os caldeus e os feiticeiros; eu contei o sonho diante deles, porém não me fizeram saber a
4.7
Dn 2.7
Is 44.25
Jr 27.9-10
interpretação dele. 8Mas, por fim, entrou na minha presença Daniel, que tem por nome
4.8
Dn 1.7
2.26
5.12
Beltessazar, segundo o nome do
4.8
Dn 3.14
meu deus, e no qual há
4.8
Dn 4.9,18
Dn 5.11,14
o espírito dos deuses santos; e, diante dele, contei o sonho, dizendo: 9Ó Beltessazar,
4.9
Dn 1.20
2.48
5.11
chefe dos mágicos, porquanto eu sei que há em ti o
4.9
Dn 4.8
Gn 41.38
espírito dos deuses santos,
4.9
Dn 2.47
Ez 28.3
e nenhum segredo te é difícil,
4.9
Dn 2.4-5
Gn 41.15
dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua interpretação. 10Desta maneira eram
4.10
Dn 4.5
as visões da minha cabeça, estando eu na minha cama: eu vi, e eis
4.10
Dn 4.20
Ez 31.3-6
uma árvore no meio da terra, e era grande a sua altura. 11Crescia e tornava-se forte, e a sua altura
4.11
Dn 4.21-22
Dt 9.1
chegava até o céu, e era vista até a extremidade de toda a terra. 12As suas folhas eram
4.12
Ez 31.7
formosas, e o seu fruto, copioso, e nela havia sustento para todos; debaixo dela,
4.12
Jr 27.6
Ez 31.6
os animais do campo achavam
4.12
Lm 4.20
sombra,
4.12
Mt 13.32
Lc 13.19
e as aves do céu pousavam nos seus ramos, e dela se sustentava toda a carne. 13Vi,
4.13
Dn 4.5,10
Dn 7.1
nas visões da minha cabeça, estando eu na minha cama, e eis que
4.13
Dn 4.17,23
um vigia, a saber,
4.13
Dn 8.13
Dt 33.2
Sl 89.7
um santo, descia do céu. 14Ele clamou
4.14
Dn 3.4
em alta voz e disse assim:
4.14
Dn 4.23
Ez 31.10-14
Mt 3.10
7.19
Lc 13.7-9
Deitai abaixo a árvore, e cortai-lhe os ramos, e fazei-lhe cair as folhas, e espalhai o seu fruto; afugentem-se de debaixo dela
4.14
Dn 4.12
Ez 31.12-13
os animais, e, dos seus ramos, as aves. 15Contudo,
4.15
Jó 14.7-9
deixai na terra o tronco com as suas raízes, ligado com laço de ferro e de bronze, no meio da tenra relva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com
4.15
Dn 4.32
os animais na erva da terra; 16
4.16
Dn 4.32-33
mude-se-lhe o coração para que não seja mais o de homem, e seja-lhe dado o coração de animal;
4.16
1Cr 29.30
e passem sobre ele
4.16
Dn 4.23,25,32
Dn 7.25
11.13
sete tempos. 17Pelo decreto
4.17
Dn 4.13,23
dos vigias é a sentença, e pela palavra dos santos o mando, a fim de que
4.17
Sl 9.16
83.18
conheçam os viventes que
4.17
Dn 4.2,25
o Altíssimo domina no reino dos homens,
4.17
Dn 4.25
Dn 5.18-19
Jr 27.5-7
e o dá a quem quiser, e constitui sobre ele
4.17
Dn 11.21
1Sm 2.8
o mais humilde dos homens. 18Esse sonho eu, rei Nabucodonosor, o tenho visto. Tu, pois, ó Beltessazar, dize a interpretação, porquanto todos os
4.18
Dn 4.7
Dn 5.8,15
Gn 41.8
sábios do meu reino não me podem fazer saber a interpretação; porém tu podes, porque há em ti o
4.18
Dn 4.8-9
espírito dos deuses santos.

Daniel interpreta o sonho

19Então, Daniel, que tinha por nome Beltessazar, ficou espantado por algum tempo, e os seus

4.19
Dn 7.15,28
8.27
10.16-17
Jr 4.19
pensamentos o perturbaram. Respondeu o rei e disse: Beltessazar,
4.19
Dn 4.4-5
1Sm 3.17
não te perturbe o sonho, nem a sua interpretação. Respondeu Beltessazar e disse:
4.19
Dn 4.24
Dn 10.16
2Sm 18.31
1Rs 18.7
Meu senhor, seja o sonho para os que te odeiam, e a sua interpretação, para os
4.19
2Sm 18.32
Jr 29.7
teus adversários. 20
4.20
Dn 4.10-12
A árvore que viste, a qual crescia e se tornava forte, cuja altura chegava até o céu e que era vista por toda a terra, 21cujas folhas eram formosas, cujo fruto copioso, e em que havia sustento para todos, debaixo da qual habitavam os animais do campo, e em cujos ramos pousavam as aves do céu, 22essa árvore
4.22
Dn 2.37-38
2Sm 12.7
és tu, ó rei, que tens crescido e te hás tornado forte; pois
4.22
Dn 5.18-19
a tua grandeza tem crescido e já chega até o céu, e o teu
4.22
Jr 27.6-7
domínio, até a extremidade da terra. 23Porquanto o rei viu baixar do céu
4.23
Dn 4.13,17
um vigia, a saber, um santo que disse:
4.23
Dn 4.14-15
Deitai abaixo a árvore, e a destrói; contudo, deixai na terra o tronco com as suas raízes, ligado com um laço de ferro e de bronze no meio da tenra relva do campo; e seja ele molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com os animais do campo, até que passem sobre ele
4.23
Dn 4.16
sete tempos; 24esta é a interpretação, ó rei, e é o
4.24
Dn 4.17
decreto
4.24
Dn 4.2
do Altíssimo, que é
4.24
Jó 40.11-12
Sl 107.40
vindo sobre o rei, meu senhor: 25tu serás
4.25
Dn 4.33
Dn 5.21
expulso dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo, e serás obrigado
4.25
Dn 4.33
a comer feno como boi e serás molhado do orvalho do céu, e sobre ti passarão
4.25
Dn 4.16
sete tempos, até que conheças que
4.25
Dn 4.2,17
Sl 83.18
Jr 27.5
o Altíssimo domina no reino dos homens
4.25
Dn 4.17
Dn 2.37
5.21
e o dá a quem quiser. 26Porquanto mandaram
4.26
Dn 4.15,23
deixar o tronco com as raízes da árvore; o teu reino te ficará firme, depois que tiveres conhecido que
4.26
Dn 4.31
Dn 2.18-19,28,37,44
os céus dominam. 27Por isso, ó rei, seja do teu agrado
4.27
Gn 41.33-37
o meu conselho,
4.27
Pv 28.13
Is 55.6-7
Ez 18.21-22
e desfaze os teus pecados pela justiça e as tuas iniquidades,
4.27
Sl 41.1-3
Is 58.6-7,10
por manifestares misericórdia para com os pobres; se, porventura, houver
4.27
1Rs 21.29
Jn 3.9
uma prolongação da tua tranquilidade.

Cumpre-se o sonho do rei

28Tudo isso

4.28
Nm 23.19
Zc 1.6
veio sobre o rei Nabucodonosor. 29Ao cabo de
4.29
2Pe 3.9
doze meses, estava ele passeando no palácio real de Babilônia. 30Falou o rei e disse: Não é esta a
4.30
Hc 2.4
grande Babilônia, que
4.30
Dn 4.25
Dn 5.20-21
2Cr 2.5-6
Is 10.8-11
37.24-25
eu edifiquei para a morada real, pela força do meu poder e para a glória da minha majestade? 31Ainda estava
4.31
Dn 5.5
a palavra na boca do rei, quando veio
4.31
Dn 4.13-14,23
do céu uma voz, dizendo: Ó rei Nabucodonosor, a ti se diz: O reino já passou de ti. 32Serás
4.32
Dn 4.15,25
expulso dentre os homens, e a tua morada será com os animais do campo; serás obrigado a comer feno como boi, e sobre ti passarão
4.32
Dn 4.16,25
sete tempos, até que conheças que
4.32
Dn 4.2,17,25
o Altíssimo domina no reino dos homens e o dá a quem quiser. 33Na mesma hora, cumpriu-se a palavra sobre Nabucodonosor; foi ele
4.33
Dn 4.25
Dn 5.21
expulso dentre os homens e comeu feno como boi, e foi o seu corpo molhado do orvalho do céu, até que cresceu o seu pelo como as penas das águias, e as suas unhas, como as das aves.

34

4.34
Dn 4.16,25,32
Ao cabo dos dias, eu, Nabucodonosor, levantei ao céu os meus olhos, e tornou a mim
4.34
Dn 4.36
o meu entendimento. Eu bendisse
4.34
Dn 4.2
Dn 5.18,21
ao Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao
4.34
Dn 6.26
12.7
Sl 102.24
que vive para sempre, porque o seu domínio é um
4.34
Dn 4.3
Sl 145.13
Jr 10.10
domínio sempiterno, e o seu reino se estende de geração em geração. 35
4.35
Is 40.17
Todos os habitantes da terra são tidos como nada;
4.35
Dn 6.27
Sl 135.6
ele faz conforme a sua vontade no exército do céu e entre os habitantes da terra,
4.35
Jó 42.2
Is 43.13
e não há quem possa resistir a sua mão, nem lhe dizer:
4.35
Is 45.9
Que fazes? 36Ao mesmo tempo, tornou a mim
4.36
Dn 4.34
2Cr 33.12-13
o meu entendimento; e, para a glória do meu reino, tornou a mim a minha
4.36
Dn 4.30
majestade
4.36
Dn 2.31
e resplendor; buscaram-me os meus conselheiros e os meus grandes;
4.36
Dn 4.26
fui restabelecido no meu reino, e foi-me acrescentado excelente
4.36
Dn 4.22
Pv 22.4
grandeza. 37Agora, eu, Nabucodonosor,
4.37
Dn 4.3,34
louvo, e engrandeço, e glorifico ao Rei do
4.37
Dn 4.26
Dn 5.23
céu, porque
4.37
Dt 32.4
Sl 33.4-5
Is 5.16
todas as suas obras são verdade, e os seus caminhos, juízos, e ele pode humilhar os
4.37
Dn 5.20
Êx 18.11
Jó 40.11-12
que andam na soberba.