Tradução Brasileira (2010) (TB)
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Elias é elevado ao céu num carro de fogo

21Quando Jeová estava para tomar a Elias ao céu por um redemoinho, Elias partiu de Gilgal em companhia de Eliseu. 2Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque Jeová me enviou para ir até Betel. Respondeu Eliseu: Pela vida de Jeová e pela vida da tua alma, que não te deixarei. Desceram a Betel. 3Os filhos dos profetas que estavam em Betel saíram ao encontro de Eliseu, e disseram-lhe: Sabes que Jeová há de tirar, hoje, o teu amo de sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos. 4Disse Elias a Eliseu: Fica-te aqui, porque Jeová me enviou a Jericó. Respondeu Eliseu: Pela vida de Jeová e pela vida da tua alma, que não te deixarei. Assim, foram a Jericó. 5Então, os filhos dos profetas que estavam em Jericó se chegaram a Eliseu e lhe disseram: Sabes que Jeová há de tirar, hoje, o teu amo de sobre a tua cabeça? Respondeu ele: Também eu o sei; calai-vos. 6Elias disse-lhe: Fica-te aqui, porque Jeová me enviou ao Jordão. Respondeu Eliseu: Pela vida de Jeová e pela vida da tua alma, que não te deixarei. Foram, pois, ambos juntos. 7Foram cinquenta homens dos filhos dos profetas e pararam defronte deles, de longe; eles ambos pararam junto ao Jordão. 8Elias tomou o seu manto e, dobrando-o, feriu as águas, as quais se dividiram para as duas bandas, de modo que ambos passaram a pé enxuto. 9Depois de terem passado, disse Elias a Eliseu: Pede o que te hei de fazer, antes que seja de ti arrebatado. Respondeu Eliseu: Peço-te que haja sobre mim uma dobrada porção do teu espírito. 10Tornou-lhe Elias: Difícil coisa pediste. Todavia, se me vires quando de ti for arrebatado, assim se te fará; porém, do contrário, não se te fará. 11Caminhando eles ainda e conversando, eis que apareceu um carro de fogo e cavalos de fogo, os quais os separaram um do outro; Elias subiu ao céu por um redemoinho. 12Eliseu o viu e clamou: Meu pai, meu pai! Carros de Israel e os seus cavaleiros!

O espírito de Elias repousa sobre Eliseu

Não o viu mais; pegou nos seus vestidos e rasgou-os em duas partes. 13Também levantou o manto de Elias, que este deixara cair, e, voltando, pôs-se à borda do Jordão. 14Tomou o manto que Elias deixara cair, feriu as águas e disse: Onde está Jeová, Deus de Elias? Quando ele ferira as águas, elas se dividiram para as duas bandas, e Eliseu passou.

15Vendo-o os filhos dos profetas que estavam defronte, em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. Vieram-lhe ao encontro e prostraram-se com o rosto em terra, diante dele. 16Disseram-lhe: Eis que, agora, entre os teus servos há cinquenta homens fortes. Deixa-os ir, te pedimos, em procura do teu amo; não suceda que o Espírito de Jeová o tenha arrebatado e atirado com ele para algum monte ou para algum vale. Eliseu respondeu: Não envieis. 17Quando instaram com ele, até que se envergonhou, ele disse: Enviai. Enviaram cinquenta homens, que o buscaram por três dias; porém não o acharam. 18Voltaram para ele, que os esperava em Jericó; e ele lhes disse: Não vos disse eu: Não vades?

19Os habitantes da cidade disseram a Eliseu: Eis que a situação desta cidade é agradável, como vê o meu senhor; mas as águas são péssimas, e a terra é estéril. 20Ele disse: Trazei-me um vaso novo e ponde nele sal. Eles lho trouxeram. 21Então, saiu à fonte das águas, e deitou nela sal, e disse: Assim diz Jeová: Curei estas águas; elas não serão mais a causa de morte nem de esterilidade. 22Ficaram as águas sadias até o dia de hoje, conforme a palavra que Eliseu proferiu.

23Dali, subiu a Betel; enquanto ele ia subindo pelo caminho, saíram da cidade uns rapazes, zombaram dele e lhe disseram: Sobe, calvo; sobe, calvo. 24Ele olhou para trás, viu-os e amaldiçoou-os em nome de Jeová. Saíram do bosque duas ursas e despedaçaram deles quarenta e dois. 25Dali, foi para o monte Carmelo e, de lá, voltou para Samaria.

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Eliseu salva três reis com os seus exércitos

31Ora, Jorão, filho de Acabe, começou a reinar sobre Israel, em Samaria, no décimo oitavo ano de Josafá, rei de Judá, e reinou doze anos. 2Fez o mal aos olhos de Jeová; porém não tanto como seu pai nem sua mãe, pois tirou a coluna de Baal que seu pai tinha feito. 3Todavia, se apegou aos pecados de Jeroboão, filho de Nebate, com que este fez pecar a Israel; não se apartou deles.

4Ora, Mesa, rei de Moabe, era criador de ovelhas e pagava seu tributo ao rei de Israel com a lã de cem mil cordeiros e de cem mil carneiros. 5Quando, porém, Acabe morreu, rebelou-se o rei de Moabe contra o rei de Israel. 6O rei Jorão saiu, nesse tempo, de Samaria e fez revista de todo o Israel. 7Mandou dizer a Josafá, rei de Judá: O rei de Moabe rebelou-se contra mim; irás comigo à guerra contra Moabe? Respondeu ele: Subirei; como tu és, sou eu; o meu povo, como teu povo; os meus cavalos, como os teus cavalos. 8Então, perguntou Jorão: Por que caminho havemos de subir? Respondeu ele: Pelo caminho do deserto de Edom. 9Partiram o rei de Israel, o rei de Judá e o rei de Edom; e andaram rodeando com uma marcha de sete dias; não havia água para o exército nem para as bestas que os seguiam. 10Disse o rei de Israel: Ai! Jeová chamou estes três reis para os entregar nas mãos de Moabe. 11Perguntou, porém, Josafá: Não há aqui algum profeta de Jeová, para, por meio dele, consultarmos a Jeová? Respondeu um dos servos do rei de Israel: Aqui está Eliseu, filho de Safate, que derramava água sobre as mãos de Elias. 12Disse Josafá: A palavra de Jeová está com ele. Desceram a estar com ele o rei de Israel, o rei de Judá e o rei de Edom.

O conselho de Eliseu

13Eliseu disse ao rei de Israel: Que tenho eu contigo? Vai ter com os profetas de teu pai e com os profetas de tua mãe. Respondeu-lhe o rei de Israel: Não; porque Jeová chamou estes três reis para os entregar nas mãos de Moabe. 14Disse Eliseu: Pela vida de Jeová, em cuja presença estou, se não fosse respeitar eu a presença de Josafá, rei de Judá, sem dúvida, não te daria atenção, nem te veria. 15Agora, porém, trazei-me um menestrel. Quando o menestrel tocava, veio a mão de Jeová sobre Eliseu. 16Ele disse: Assim diz Jeová: Enchei este vale de covas. 17Pois assim diz Jeová: Não sentireis vento, nem vereis chuva; contudo, este vale se encherá de água; e bebereis vós, e os vossos servos, e as vossas bestas. 18Isso é ainda pouco aos olhos de Jeová; ele também entregará os moabitas nas vossas mãos. 19Ferireis todas as cidades fortalecidas e todas as cidades escolhidas, e cortareis todas as árvores boas, e entupireis todas as fontes de água, e danificareis com pedras todos os terrenos bons. 20Pela manhã, ao tempo de se oferecer a oblação, eis que vinham as águas pelo caminho de Edom, e a terra se encheu de água.

Mesa é derrotado

21Quando todos os moabitas ouviram que os reis haviam subido para pelejarem contra eles, convocaram-se a si mesmos, a saber, todos os que estavam em idade de pegar armas e mesmo para cima, e esperaram nas fronteiras. 22Levantando-se de madrugada, e raiando o sol sobre as águas, viram os moabitas diante de si as águas vermelhas como sangue. 23Disseram: É sangue; sem dúvida, os reis são destruídos e, de parte a parte, se mataram; agora, ó Moabe, à presa. 24Tendo os moabitas chegado ao arraial de Israel, levantaram-se os israelitas e feriram-nos, de modo que fugiram diante deles; e os israelitas entraram na terra, ferindo aos moabitas. 25Arrasaram as cidades; sobre todos os bons terrenos, lançaram cada um a sua pedra, e os entulharam; entupiram todas as fontes de água e cortaram todas as boas árvores, até que só a Quir-Haresete lhe deixaram ficar as pedras. Contudo, os fundeiros a cercaram e a feriram. 26Vendo o rei de Moabe que a peleja lhe ia sendo adversa, tomou consigo setecentos homens que puxavam de espada, para abrir caminho até o rei de Edom; porém não puderam. 27Então, ele tomou seu filho primogênito, que havia de reinar em seu lugar, e o ofereceu em holocausto sobre o muro. Suscitou-se grande ira contra Israel; retiraram-se dele e voltaram para sua terra.

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Eliseu aumenta o azeite da viúva

41Uma mulher, dentre as mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: O teu servo, meu marido, morreu. Tu sabes que o teu servo temia a Jeová. É chegado o credor para levar meus dois filhos para lhe serem escravos. 2Eliseu perguntou-lhe: Que te hei de fazer? Dize-me: que é o que tens em casa? Respondeu ela: A tua serva não tem nada em casa, senão uma almotolia de azeite. 3Disse ele: Vai, pede emprestados a todas as tuas vizinhas ao redor vasos despejados; não peças poucos. 4Entrarás, e fecharás a porta sobre ti e sobre teus filhos, e deitarás azeite em todos esses vasos; porás à parte o que estiver cheio. 5Partiu dele e fechou a porta sobre si e sobre seus filhos; eles chegavam-lhe os vasos, e ela os enchia. 6Cheios que foram os vasos, disse ela a um de seus filhos: Chega-me cá ainda um vaso. Ele lhe respondeu: Não há mais vaso nenhum. O azeite parou. 7Então, veio ela e o fez saber ao homem de Deus. Ele disse: Vai, vende o azeite e paga a tua dívida, e tu e teus filhos vivei do resto.

A sunamita e o seu filho

8Um dia, passou Eliseu por Suném, onde se achava uma mulher de distinção; e ela o constrangeu a comer. Sucedeu que todas as vezes que ele passava por ali lá entrava para comer. 9Ela disse a seu marido: Vejo que é um santo homem de Deus este que passa constantemente por nossa casa. 10Façamos-lhe um pequeno quarto sobre o muro; ponhamos-lhe ali uma cama, e uma mesa, e uma cadeira, e um candeeiro; quando ele vier à nossa casa, para ali se retirará. 11Sucedeu que, um dia, ele veio ali, retirou-se para o quarto e nele se deitou. 12Disse ao seu servo Geazi: Chama esta sunamita. Tendo-a ele chamado, ela se apresentou perante ele. 13Eliseu disse a Geazi: Dize-lhe: Eis que nos tens tratado com todo este desvelo, que se há de fazer por ti? Queres que se fale ao rei ou ao general do exército a teu favor? Ela respondeu: Eu habito no meio do meu povo. 14Então, disse ele: Que se há de fazer por ela? Geazi respondeu: Ela, de fato, não tem filho, e seu marido é velho. 15Disse Eliseu: Chama-a. Tendo-a ele chamado, ela se apresentou à porta. 16Eliseu disse-lhe: Por este tempo, daqui a um ano, abraçarás um filho. Ela respondeu: Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva.

17A mulher concebeu e deu à luz um filho no tempo determinado, quando fez um ano, conforme Eliseu lhe dissera. 18Tendo o menino crescido, saiu a ter com seu pai, que estava com os ceifeiros. 19Disse a seu pai: Minha cabeça! Minha cabeça! Ele disse ao seu criado: Leva-o a sua mãe. 20Tendo tomado ao menino, levou-o a sua mãe, em cujos joelhos ficou sentado até o meio-dia, e então morreu. 21Ela subiu e o deitou sobre a cama do homem de Deus, fechou sobre ele a porta e saiu. 22Então, chamou a seu marido e disse: Manda-me um dos servos e uma jumenta, para que eu vá à pressa ter com o homem de Deus, e volte. 23Ele perguntou: Para que queres ir ter com ele hoje? Não é lua nova, nem sábado. Ela respondeu: Deixa-me em paz. 24Ela fez albardar a jumenta e disse ao seu servo: Guia e apressa-te; não me demores no caminho, senão quando eu te ordenar. 25Partiu e foi ter com o homem de Deus, ao monte Carmelo.

Vendo-a de longe o homem de Deus, disse ao seu servo Geazi: Eis aí a sunamita; 26corre a encontrar com ela, e pergunta-lhe: Vais bem? Vai bem teu marido? Vai bem o menino? Ela respondeu: Vai bem. 27Tendo ela vindo ter com o homem de Deus, ao monte, pegou-lhe nos pés. Chegou-se Geazi para a remover, porém o homem de Deus lhe disse: Deixa-a, porque a sua alma está em amargura; Jeová mo encobriu e não me manifestou. 28Então, disse ela: Acaso, pedi-te eu algum filho, meu senhor? Não disse eu: Não me enganes? 29Eliseu disse a Geazi: Cinge os teus lombos, toma o meu bordão na mão e parte. Se encontrares alguém, não o saúdes; se alguém te saudar, não lhe respondas; põe tu o meu bordão sobre o rosto do menino. 30A mãe do menino disse: Pela vida de Jeová e pela vida da tua alma, que não te deixarei. Levantou-se ele, pois, e a seguiu. 31Geazi passou adiante deles e pôs o bordão sobre o rosto do menino; porém não havia nele nem voz nem sentido. Pelo que voltou a encontrar-se com Eliseu e disse-lhe: Não despertou o menino.

Eliseu ressuscita o filho da sunamita

32Tendo Eliseu chegado à casa, eis que o menino estava morto e posto em cima da sua cama. 33Entrou, cerrou a porta sobre eles ambos e orou a Jeová. 34Subiu à cama, deitou-se sobre o menino, e pôs a boca sobre a boca dele, os seus olhos sobre os olhos dele, as suas mãos sobre as mãos dele, e encurvou-se sobre ele; e cobrou calor a carne do menino. 35Então, desceu e deu duas voltas pela casa; depois, subiu e encurvou-se sobre ele; o menino espirrou sete vezes e abriu os olhos. 36Chamou a Geazi e disse: Chama essa sunamita. Ele a chamou. Quando ela se lhe apresentou, disse ele: Toma teu filho. 37Então, ela entrou, lançou-se aos pés dele e prostrou-se com o rosto em terra; tomou a seu filho e saiu.

A morte que havia na panela é tirada

38Eliseu voltou para Gilgal. Havia fome na terra, e os filhos dos profetas estavam sentados diante dele. Disse ao seu servo: Põe tu a panela grande ao lume e faze um caldo de ervas para os filhos dos profetas. 39Saiu um ao campo para apanhar ervas; achou uma como parra silvestre, e colheu dela os frutos até encher a sua capa; voltando, cortou-os em pedaços e pôs na panela de caldo, pois não os conheciam. 40Depois, deram aos homens para comerem. Enquanto comiam o caldo, exclamaram e disseram: Homem de Deus, há morte na panela. E não puderam comer. 41Ele, porém, disse: Trazei farinha. Ele a deitou na panela e disse: Tira para o povo, a fim de que coma. Não havia mal nenhum na panela.

Vinte pães satisfazem cem homens

42Um homem veio de Baal-Salisa e trouxe ao homem de Deus uns pães das primícias, vinte pães de cevada, e trigo novo no seu alforje. Eliseu disse: Dá ao povo, para que coma. 43Disse-lhe o seu servo: Que dizes? Hei de eu pôr isso diante de cem homens? Porém ele tornou: Dá ao povo, para que coma; porque assim diz Jeová: Comerão, e sobejará. 44Então, lhos pôs diante; comeram, e ainda sobrou, conforme a palavra de Jeová.