Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
7

71QUE formosos são os teus pés nos sapatos, ó filha do príncipe! As voltas de tuas coxas são como joias, trabalhadas por mãos de artista. 2O teu umbigo como uma taça redonda, a que não falta bebida; o teu ventre como monte de trigo, cercado de lírios. 3Os teus dois peitos

7.3:
Ct 4.5
como dois filhos gêmeos da gazela. 4O teu pescoço
7.4:
Ct 4.4
como a torre de marfim: os teus olhos como os viveiros de Hesbom, junto à porta de Bete-Arabim: o teu nariz como torre do Líbano, que olha para Damasco. 5A tua cabeça sobre ti é como o monte Carmelo, e os cabelos da tua cabeça como a púrpura: o rei está preso pelas suas tranças. 6Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias! 7A tua estatura é semelhante à palmeira, e os teus peitos aos cachos de uvas. 8Dizia eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; e então os teus peitos serão como os cachos na vide, e o cheiro da tua respiração como o das maçãs. 9E o teu paladar como o bom vinho para o meu amado, que se bebe suavemente, e faz com que falem os lábios dos que dormem. 10Eu sou
7.10:
Ct 2.16
6.2
do meu amado, e ele me tem afeição. 11Vem, ó meu amado, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias. 12Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas,
7.12:
Ct 6.11
vejamos se florescem as vides, se se abre a flor, se já brotam as romeiras; ali te darei o meu grande amor. 13As mandrágoras
7.13:
Gn 30.14
Mt 13.52
dão cheiro, e às nossas portas toda a sorte de excelentes frutos, novos e velhos: ó amado meu, eu os guardei para ti.

8

81AH! quem me dera que foras meu irmão, e que te tivesses amamentado aos seios de minha mãe! quando te achasse na rua, beijar-te-ia, e não me desprezariam! 2Levar-te-ia, e te introduziria na casa de minha mãe, e tu me ensinarias;

8.2:
Pv 9.2
e te daria a beber vinho aromático e do mosto das minhas romãs. 3A sua mão esquerda
8.3:
Ct 2.6
esteja debaixo da minha cabeça, e a sua direita me abrace. 4Conjuro-vos,
8.4:
Ct 2.7
3.5
ó filhas de Jerusalém, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.

O amor inalterável do esposo para com a esposa

5Quem

8.5:
Ct 3.6
é esta que sobe do deserto, e vem encostada tão aprazivelmente ao seu amado? Debaixo duma macieira te despertei, ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. 6Põe-me
8.6:
Ag 2.23
como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme: as suas brasas são brasas de fogo, labaredas do Senhor. 7As muitas águas não poderiam apagar este amor nem os rios afogá-lo: ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam. 8Temos uma irmã pequena, que ainda não tem peitos: que faremos a esta nossa irmã, no dia em que dela se falar? 9Se ela for um muro, edificaremos sobre ela um palácio de prata; e, se ela for uma porta, cercá-la-emos com tábuas de cedro. 10Eu sou um muro, e os meus peitos como as suas torres: então eu era aos seus olhos como aquela que acha paz. 11Teve
8.11:
Mt 21.33
Salomão uma vinha em Baal-Hamom; entregou esta vinha a uns guardas; e cada um lhe trazia pelo seu fruto mil peças de prata. 12A minha vinha que tenho está diante de mim: as mil peças de prata são para ti, ó Salomão, e duzentas para os guardas do seu fruto. 13Ó tu, que habitas nos jardins, para a tua voz os companheiros atentam;
8.13:
Ct 2.14
faze-ma pois também ouvir. 14Vem depressa,
8.14:
Ct 2.17
amado meu, e faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos veados sobre os montes dos aromas.

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