Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
6

61PARA onde foi o teu amado,

6.1:
Ct 1.8
ó mais formosa entre as mulheres? para onde virou a vista o teu amado, e o buscaremos contigo? 2O meu amado desceu ao seu jardim, aos canteiros de bálsamo, para se alimentar nos jardins e para colher os lírios. 3Eu sou
6.3:
Ct 2.16
7.10
do meu amado,
6.3:
Ct 4.1
e o meu amado é meu: ele se alimenta entre os lírios. 4Formosa és, amiga minha, como Tirzá, aprazível como Jerusalém, formidável como um exército com bandeiras. 5Desvia de mim os teus olhos, porque eles me perturbam.
6.5:
Ct 4.1
O teu cabelo é como o rebanho das cabras que pastam em Gileade. 6Os teus dentes
6.6:
Ct 4.2
são como o rebanho de ovelhas que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e não estéril entre elas. 7Como
6.7:
Ct 6.4
um pedaço de romã, assim são as tuas faces 6.7: ou atrás do teu véuentre as tuas tranças. 8Sessenta são as rainhas, e oitenta as concubinas, e as virgens sem número. 9Mas uma é a minha pomba, a minha imaculada, a única de sua mãe, e a mais querida de aquela que a deu à luz; vendo-a, as filhas lhe chamarão bem-aventurada, as rainhas e as concubinas a louvarão. 10Quem é esta que aparece como a alva do dia, formosa como a lua,
6.10:
Ct 7.12
brilhante como o sol, formidável como um exército com bandeiras? 11Desci ao jardim das nogueiras, para ver os novos frutos do vale, a ver se floresciam as vides e brotavam as romeiras. 12Antes de eu o sentir, me pôs a minha alma nos carros do meu povo excelente. 13Volta, volta, ó Sulamita, volta, volta, para que nós te vejamos. Por que olhas para a Sulamita 6.13: ou como para a dança de dois bandos?como para as fileiras de dois exércitos?

7

71QUE formosos são os teus pés nos sapatos, ó filha do príncipe! As voltas de tuas coxas são como joias, trabalhadas por mãos de artista. 2O teu umbigo como uma taça redonda, a que não falta bebida; o teu ventre como monte de trigo, cercado de lírios. 3Os teus dois peitos

7.3:
Ct 4.5
como dois filhos gêmeos da gazela. 4O teu pescoço
7.4:
Ct 4.4
como a torre de marfim: os teus olhos como os viveiros de Hesbom, junto à porta de Bete-Arabim: o teu nariz como torre do Líbano, que olha para Damasco. 5A tua cabeça sobre ti é como o monte Carmelo, e os cabelos da tua cabeça como a púrpura: o rei está preso pelas suas tranças. 6Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias! 7A tua estatura é semelhante à palmeira, e os teus peitos aos cachos de uvas. 8Dizia eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; e então os teus peitos serão como os cachos na vide, e o cheiro da tua respiração como o das maçãs. 9E o teu paladar como o bom vinho para o meu amado, que se bebe suavemente, e faz com que falem os lábios dos que dormem. 10Eu sou
7.10:
Ct 2.16
6.2
do meu amado, e ele me tem afeição. 11Vem, ó meu amado, saiamos ao campo, passemos as noites nas aldeias. 12Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas,
7.12:
Ct 6.11
vejamos se florescem as vides, se se abre a flor, se já brotam as romeiras; ali te darei o meu grande amor. 13As mandrágoras
7.13:
Gn 30.14
Mt 13.52
dão cheiro, e às nossas portas toda a sorte de excelentes frutos, novos e velhos: ó amado meu, eu os guardei para ti.

8

81AH! quem me dera que foras meu irmão, e que te tivesses amamentado aos seios de minha mãe! quando te achasse na rua, beijar-te-ia, e não me desprezariam! 2Levar-te-ia, e te introduziria na casa de minha mãe, e tu me ensinarias;

8.2:
Pv 9.2
e te daria a beber vinho aromático e do mosto das minhas romãs. 3A sua mão esquerda
8.3:
Ct 2.6
esteja debaixo da minha cabeça, e a sua direita me abrace. 4Conjuro-vos,
8.4:
Ct 2.7
3.5
ó filhas de Jerusalém, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira.

O amor inalterável do esposo para com a esposa

5Quem

8.5:
Ct 3.6
é esta que sobe do deserto, e vem encostada tão aprazivelmente ao seu amado? Debaixo duma macieira te despertei, ali esteve tua mãe com dores; ali esteve com dores aquela que te deu à luz. 6Põe-me
8.6:
Ag 2.23
como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme: as suas brasas são brasas de fogo, labaredas do Senhor. 7As muitas águas não poderiam apagar este amor nem os rios afogá-lo: ainda que alguém desse toda a fazenda de sua casa por este amor, certamente a desprezariam. 8Temos uma irmã pequena, que ainda não tem peitos: que faremos a esta nossa irmã, no dia em que dela se falar? 9Se ela for um muro, edificaremos sobre ela um palácio de prata; e, se ela for uma porta, cercá-la-emos com tábuas de cedro. 10Eu sou um muro, e os meus peitos como as suas torres: então eu era aos seus olhos como aquela que acha paz. 11Teve
8.11:
Mt 21.33
Salomão uma vinha em Baal-Hamom; entregou esta vinha a uns guardas; e cada um lhe trazia pelo seu fruto mil peças de prata. 12A minha vinha que tenho está diante de mim: as mil peças de prata são para ti, ó Salomão, e duzentas para os guardas do seu fruto. 13Ó tu, que habitas nos jardins, para a tua voz os companheiros atentam;
8.13:
Ct 2.14
faze-ma pois também ouvir. 14Vem depressa,
8.14:
Ct 2.17
amado meu, e faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos veados sobre os montes dos aromas.

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