Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
3

31DE noite

3.1:
Is 26.9
busquei em minha cama aquele a quem ama a minha alma: busquei-o, e não o achei. 2Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o, e não o achei. 3Acharam-me
3.3:
Ct 5.7
os guardas, que rondavam pela cidade: eu perguntei-lhes: Vistes aquele a quem ama a minha alma? 4Apartando-me eu um pouco deles, logo achei aquele a quem ama a minha alma: detive-o, até que o introduzi em casa de minha mãe, na câmara daquela que me gerou. 5Conjuro-vos,
3.5:
Ct 2.7
8.4
ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o meu amor, até que queira.

O cortejo nupcial. O esposo exprime o seu amor pela esposa

6Quem é esta

3.6:
Ct 8.5
que sobe do deserto, como colunas de fumo, perfumada de mirra, de incenso, e de toda a sorte de pós aromáticos? 7Eis que é a liteira de Salomão; sessenta valentes estão ao redor dela, dos valentes de Israel: 8Todos armados de espadas, destros na guerra: cada um com a sua espada à cinta, por causa dos temores noturnos. 9O rei Salomão fez para si um palanquim de madeira do Líbano. 10Fez-lhe as colunas de prata, o estrado de ouro, o assento de púrpura, o interior revestido com amor, pelas filhas de Jerusalém. 11Saí, ó filhas de Sião, e contemplai ao rei Salomão com a coroa com que o coroou sua mãe no dia do seu desposório e no dia do júbilo do seu coração.

4

41EIS que

4.1:
Ct 1.15
5.12
és formosa, amiga minha, eis que és formosa: os teus olhos são como os das pombas entre as tuas tranças: o teu cabelo é como o rebanho de cabras que pastam no monte de Gileade. 2Os
4.2:
Ct 6.6
teus dentes são como o rebanho das ovelhas tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e nenhuma estéril entre elas. 3Os teus lábios são como um fio de escarlate, e o teu falar é doce:
4.3:
Ct 6.7
a tua fronte é qual pedaço de romã 4.3: ou atrás do teu véuentre as tuas tranças. 4O teu pescoço
4.4:
Ct 7.4
é como a torre de Davi, edificada para pendurar armas: mil escudos pendem dela, todos broquéis de valorosos. 5Os teus dois peitos
4.5:
Pv 5.19
Ct 7.3
são como dois filhos gêmeos da gazela, que se apascentam entre os lírios. 6Antes
4.6:
Ct 2.17
que refresque o dia, e caiam as sombras, irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso. 7Tu és toda formosa,
4.7:
Ef 5.27
amiga minha, e em ti não mancha. 8Vem comigo do Líbano, minha esposa, vem comigo do Líbano: olha desde o cume de Amana,
4.8:
Dt 3.9
desde o cume de Senir e de Hermom, desde as moradas dos leões, desde os montes dos leopardos. 9Tiraste-me o coração, minha irmã, minha esposa: tiraste-me o coração com um dos teus olhos, com um colar do teu pescoço. 10Que belos são os teus amores, irmã minha! ó esposa minha! quanto melhores são os teus amores
4.10:
Ct 1.2
do que o vinho! e o aroma dos teus bálsamos do que o de todas as especiarias! 11Favos de mel manam dos teus lábios,
4.11:
Gn 27.27
Pv 24.13-14
Ct 5.1
Os 14.6-7
minha esposa! mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro do Líbano. 12Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada. 13Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes: o cipreste e o nardo, 14O nardo, e o açafrão, o cálamo, e a canela, com toda a sorte de árvores de incenso, a mirra e aloés, com todas as principais especiarias. 15És a fonte
4.15:
Jo 4.10
7.38
dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano! 16Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul: assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas: ah! se viesse o meu amado para o seu jardim, e comesse os seus frutos excelentes!

5

A esposa finge indiferença pelo esposo, mas segue-o imediatamente, busca-o e reconcilia-se com ele

51JÁ vim para o meu jardim, irmã minha, minha esposa: colhi a minha mirra com a minha especiaria,

5.1:
Ct 4.11,16
comi o meu favo com o meu mel, bebi o meu vinho com o meu leite:
5.1:
Jo 15.14
comei, amigos, 5.1: ou bebei abundantemente do amorbebei abundantemente, ó amados. 2Eu dormia, mas o meu coração velava:
5.2:
Ap 3.20
eis a voz do meu amado, que estava batendo: abre-me, irmã minha, amiga minha, pomba minha, minha imaculada, porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos das gotas da noite: 3 despi os meus vestidos; como os tornarei a vestir? lavei os meus pés; como os tornarei a sujar? 4O meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta, e as minhas entranhas estremeceram por amor dele. 5Eu me levantei para abrir ao meu amado, e as minhas mãos destilavam mirra, e os meus dedos gotejavam mirra sobre as aldravas da fechadura. 6Eu abri ao meu amado, mas já o meu amado se tinha retirado, e se tinha ido: a minha alma tinha-se derretido quando ele falara;
5.6:
Ct 3.1
busquei-o e não o achei; chamei-o, e não me respondeu. 7Acharam-me os guardas
5.7:
Ct 3.3
que rondavam pela cidade: espancaram-me, feriram-me; tiraram-me o meu manto os guardas dos muros. 8Conjuro-vos, ó filhas de Jerusalém, que, se achardes o meu amado, lhe digais que estou enferma de amor. 9Que é o teu amado mais do que outro amado, ó tu,
5.9:
Ct 1.8
a mais formosa entre as mulheres? que é o teu amado mais do que outro amado, que tanto nos conjuraste. 10O meu amado é cândido e rubicundo; ele traz a bandeira entre dez mil. 11A sua cabeça é como o ouro mais apurado, os seus cabelos são crespos, pretos como o corvo. 12Os seus olhos
5.12:
Ct 1.15
4.1
são como os das pombas junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engaste. 13As suas faces são como um canteiro de bálsamo, como 5.13: ou outeiros aromáticoscolinas de ervas aromáticas; os seus lábios são como lírios que gotejam mirra. 14As suas mãos são como anéis de ouro que têm engastadas as turquesas; o seu 5.14: ou corpoventre como alvo marfim, coberto de safiras. 15As suas pernas como colunas de mármore, fundadas sobre bases de ouro puro; o seu parecer como o Líbano, excelente como os cedros. 16O seu 5.16: Hebr. paladarfalar é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável. Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém.