Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
2

21EU sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales. 2Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha amiga entre as filhas. 3Qual a macieira entre as árvores do bosque tal é o meu amado entre os filhos: desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento;

2.3:
Ap 22.1-2
e o seu fruto é doce ao meu paladar. 4Levou-me à 2.4: Hebr. casa do vinhosala do banquete, e o seu estandarte em mim era o amor. 5Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor. 6A
2.6:
Ct 8.3
sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace. 7Conjuro-vos,
2.7:
Ct 3.5
8.4
ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira. 8Esta é a voz do meu amado: ei-lo aí, que já vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros. 9O meu amado
2.9:
Ct 2.17
é semelhante ao gamo, ou ao filho do veado: eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, reluzindo pelas grades. 10O meu amado fala e me diz: Levanta-te,
2.10:
Ct 2.13
amiga minha, formosa minha, e vem. 11Porque eis que passou o inverno: a chuva cessou, e se foi: 12Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra: 13A figueira já deu os seus figuinhos, e as vides em flor exalam o seu aroma:
2.13:
Ct 2.10
levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem. 14Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face,
2.14:
Ct 8.13
faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce e a tua face aprazível. 15Apanhai-me
2.15:
Ez 13.4
Lc 13.32
as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor. 16O meu amado
2.16:
Ct 6.3
7.10
é meu, e eu sou dele: ele apascenta o seu rebanho entre os lírios. 17Antes
2.17:
Ct 4.6
que refresque o dia, e caiam as sombras,
2.17:
Ct 2.9
8.14
volta, amado meu: faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos veados sobre os montes de Beter.

3

31DE noite

3.1:
Is 26.9
busquei em minha cama aquele a quem ama a minha alma: busquei-o, e não o achei. 2Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o, e não o achei. 3Acharam-me
3.3:
Ct 5.7
os guardas, que rondavam pela cidade: eu perguntei-lhes: Vistes aquele a quem ama a minha alma? 4Apartando-me eu um pouco deles, logo achei aquele a quem ama a minha alma: detive-o, até que o introduzi em casa de minha mãe, na câmara daquela que me gerou. 5Conjuro-vos,
3.5:
Ct 2.7
8.4
ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis, nem desperteis o meu amor, até que queira.

O cortejo nupcial. O esposo exprime o seu amor pela esposa

6Quem é esta

3.6:
Ct 8.5
que sobe do deserto, como colunas de fumo, perfumada de mirra, de incenso, e de toda a sorte de pós aromáticos? 7Eis que é a liteira de Salomão; sessenta valentes estão ao redor dela, dos valentes de Israel: 8Todos armados de espadas, destros na guerra: cada um com a sua espada à cinta, por causa dos temores noturnos. 9O rei Salomão fez para si um palanquim de madeira do Líbano. 10Fez-lhe as colunas de prata, o estrado de ouro, o assento de púrpura, o interior revestido com amor, pelas filhas de Jerusalém. 11Saí, ó filhas de Sião, e contemplai ao rei Salomão com a coroa com que o coroou sua mãe no dia do seu desposório e no dia do júbilo do seu coração.

4

41EIS que

4.1:
Ct 1.15
5.12
és formosa, amiga minha, eis que és formosa: os teus olhos são como os das pombas entre as tuas tranças: o teu cabelo é como o rebanho de cabras que pastam no monte de Gileade. 2Os
4.2:
Ct 6.6
teus dentes são como o rebanho das ovelhas tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das quais todas produzem gêmeos, e nenhuma estéril entre elas. 3Os teus lábios são como um fio de escarlate, e o teu falar é doce:
4.3:
Ct 6.7
a tua fronte é qual pedaço de romã 4.3: ou atrás do teu véuentre as tuas tranças. 4O teu pescoço
4.4:
Ct 7.4
é como a torre de Davi, edificada para pendurar armas: mil escudos pendem dela, todos broquéis de valorosos. 5Os teus dois peitos
4.5:
Pv 5.19
Ct 7.3
são como dois filhos gêmeos da gazela, que se apascentam entre os lírios. 6Antes
4.6:
Ct 2.17
que refresque o dia, e caiam as sombras, irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso. 7Tu és toda formosa,
4.7:
Ef 5.27
amiga minha, e em ti não mancha. 8Vem comigo do Líbano, minha esposa, vem comigo do Líbano: olha desde o cume de Amana,
4.8:
Dt 3.9
desde o cume de Senir e de Hermom, desde as moradas dos leões, desde os montes dos leopardos. 9Tiraste-me o coração, minha irmã, minha esposa: tiraste-me o coração com um dos teus olhos, com um colar do teu pescoço. 10Que belos são os teus amores, irmã minha! ó esposa minha! quanto melhores são os teus amores
4.10:
Ct 1.2
do que o vinho! e o aroma dos teus bálsamos do que o de todas as especiarias! 11Favos de mel manam dos teus lábios,
4.11:
Gn 27.27
Pv 24.13-14
Ct 5.1
Os 14.6-7
minha esposa! mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro do Líbano. 12Jardim fechado és tu, irmã minha, esposa minha, manancial fechado, fonte selada. 13Os teus renovos são um pomar de romãs, com frutos excelentes: o cipreste e o nardo, 14O nardo, e o açafrão, o cálamo, e a canela, com toda a sorte de árvores de incenso, a mirra e aloés, com todas as principais especiarias. 15És a fonte
4.15:
Jo 4.10
7.38
dos jardins, poço das águas vivas, que correm do Líbano! 16Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul: assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas: ah! se viesse o meu amado para o seu jardim, e comesse os seus frutos excelentes!