Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
1

A esposa anela pelo seu esposo

11CÂNTICO de cânticos, que é de Salomão. 2Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o seu amor do que o vinho. 3Para

1.3:
Jo 14.2
Ef 2.6
Fp 3.12-14
cheirar são bons os teus unguentos; como unguento derramado é o teu nome; por isso as virgens te amam. 4Leva-me tu, correremos após ti. O rei me introduziu nas suas recâmaras: em ti nos regozijaremos e nos alegraremos; do teu amor nos lembraremos, mais do que do vinho: os retos te amam. 5Eu sou morena, mas agradável, ó filhas de Jerusalém, como as tendas de Quedar, como as cortinas de Salomão. 6Não olheis para o eu ser morena, porque o sol resplandeceu sobre mim: os filhos de minha mãe se indignaram contra mim, e me puseram por guarda de vinhas; a vinha que me pertence não guardei. 7Dize-me, ó tu, a quem ama a minha alma: Onde apascentas o teu rebanho, onde o recolhes pelo meio-dia: pois por que razão seria eu como a que erra ao pé dos rebanhos de teus companheiros? 8Se tu o não sabes, ó mais formosa entre as mulheres, sai-te pelas pisadas das ovelhas, e apascenta 1.8: ou os teus cabritosas tuas cabras junto às moradas dos pastores. 9Às éguas dos carros de Faraó te comparo,
1.9:
2Cr 1.16-17
Ct 2.2,10,13
4.1,7
5.2
6.4
Jo 15.14-15
ó amiga minha. 10Agradáveis são as tuas
1.10:
Ez 16.11-13
faces entre os teus enfeites, o teu pescoço com os colares. 11Enfeites de ouro te faremos, com pregos de prata. 12Enquanto o rei está assentado à sua mesa, dá o meu nardo o seu cheiro. 13O meu amado é para mim um ramalhete de mirra; morará entre os meus seios. 14Como um 1.14: ou canteiro de flores de alfenacacho de Chipre nas vinhas de Engedi é para mim o meu amado. 15Eis que és formosa,
1.15:
Ct 4.1
5.12
ó amiga minha, eis que és formosa: os teus olhos são como os das pombas. 16Eis que és gentil e agradável, ó amado meu; o nosso leito é viçoso. 17As traves da nossa casa são de cedro, as nossas varandas de cipreste.

2

21EU sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales. 2Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha amiga entre as filhas. 3Qual a macieira entre as árvores do bosque tal é o meu amado entre os filhos: desejo muito a sua sombra, e debaixo dela me assento;

2.3:
Ap 22.1-2
e o seu fruto é doce ao meu paladar. 4Levou-me à 2.4: Hebr. casa do vinhosala do banquete, e o seu estandarte em mim era o amor. 5Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor. 6A
2.6:
Ct 8.3
sua mão esquerda esteja debaixo da minha cabeça, e a sua mão direita me abrace. 7Conjuro-vos,
2.7:
Ct 3.5
8.4
ó filhas de Jerusalém, pelas gazelas e cervas do campo, que não acordeis nem desperteis o meu amor, até que queira. 8Esta é a voz do meu amado: ei-lo aí, que já vem saltando sobre os montes, pulando sobre os outeiros. 9O meu amado
2.9:
Ct 2.17
é semelhante ao gamo, ou ao filho do veado: eis que está detrás da nossa parede, olhando pelas janelas, reluzindo pelas grades. 10O meu amado fala e me diz: Levanta-te,
2.10:
Ct 2.13
amiga minha, formosa minha, e vem. 11Porque eis que passou o inverno: a chuva cessou, e se foi: 12Aparecem as flores na terra, o tempo de cantar chega, e a voz da rola ouve-se em nossa terra: 13A figueira já deu os seus figuinhos, e as vides em flor exalam o seu aroma:
2.13:
Ct 2.10
levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem. 14Pomba minha, que andas pelas fendas das penhas, no oculto das ladeiras, mostra-me a tua face,
2.14:
Ct 8.13
faze-me ouvir a tua voz, porque a tua voz é doce e a tua face aprazível. 15Apanhai-me
2.15:
Ez 13.4
Lc 13.32
as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor. 16O meu amado
2.16:
Ct 6.3
7.10
é meu, e eu sou dele: ele apascenta o seu rebanho entre os lírios. 17Antes
2.17:
Ct 4.6
que refresque o dia, e caiam as sombras,
2.17:
Ct 2.9
8.14
volta, amado meu: faze-te semelhante ao gamo ou ao filho dos veados sobre os montes de Beter.