Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
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A fraqueza do homem e a providência de Deus

Oração de Moisés, varão de Deus

901SENHOR, tu tens sido 90.1: ou a nossa moradao nosso refúgio, de geração em geração. 2Antes

90.2:
Pv 8.25-26
que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus. 3Tu reduzes o homem à destruição; e dizes:
90.3:
Gn 3.19
Volvei, filhos dos homens. 4Porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite. 5Tu os levas como corrente de água: são como um sono: são como a erva que cresce de madrugada, 6De madrugada cresce e floresce: à tarde corta-se e seca. 7Pois somos consumidos pela tua ira, e pelo teu furor somos angustiados. 8Diante de ti puseste as
90.8:
Sl 50.21
nossas iniquidades: os nossos pecados ocultos à luz do teu rosto. 9Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro. 10A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos. 11Quem conhece o poder da tua ira? e a tua cólera, segundo o temor que te é devido? 12Ensina-nos a contar os nossos dias, de tal maneira que alcancemos corações sábios. 13Volta-te para nós, Senhor; até quando? e aplaca-te para com os teus servos. 14Sacia-nos de madrugada com a tua benignidade, para que nos regozijemos, e nos alegremos todos os nossos dias. 15Alegra-nos pelos dias em que nos afligiste, e pelos anos em que vimos o mal. 16Apareça
90.16:
Hc 3.2
a tua obra aos teus servos, e a tua glória sobre seus filhos. 17E seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus: e confirma sobre nós
90.17:
Is 26.12
a obra das nossas mãos; sim, confirma a obra das nossas mãos.

91

A segurança daquele que se refugia em Deus

911AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará. 2Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei. 3Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa. 4Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas estarás seguro: a sua verdade é escudo e broquel. 5Não temerás espanto noturno, nem seta que voe de dia. 6Nem peste que ande na escuridão, nem mortandade que assole ao meio-dia. 7Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido, 8Somente com os teus olhos olharás, e verás a recompensa dos ímpios. 9Porque tu, ó Senhor, és o meu refúgio! O altíssimo é a tua habitação. 10Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda. 11Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. 12Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra. 13Pisarás o leão e o áspide; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente. 14Pois que tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei num alto retiro, porque conheceu o meu nome. 15Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; livrá-lo-ei e o glorificarei. 16Dar-lhe-ei abundância de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.

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O salmista louva a Deus por amor da sua obra, justiça e graça

Salmo e cântico para o sábado

921BOM é louvar ao Senhor, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo; 2Para de manhã anunciar a tua benignidade, e todas as noites a tua fidelidade: 3Sobre um instrumento de dez cordas, e sobre o saltério: sobre a harpa com som solene. 4Pois tu, Senhor, me alegraste com os teus feitos: exultarei nas obras das tuas mãos. 5Quão grandes são, Senhor, as tuas obras! mui profundos são os teus pensamentos. 6O homem brutal nada sabe, e o louco não entende isto. 7Brotam os ímpios como a erva, e florescem todos os que praticam a iniquidade, mas para serem destruídos para sempre. 8Mas tu, Senhor, és o Altíssimo para sempre. 9Pois eis que os teus inimigos, Senhor, eis que os teus inimigos perecerão; serão dispersos todos os que praticam a iniquidade. 10Mas tu exaltarás o meu 92.10: Hebr. chifrepoder, como o do unicórnio: serei ungido com óleo fresco. 11Os meus olhos verão cumprido o meu desejo sobre os meus inimigos, e os meus ouvidos dele se certificarão quanto aos malfeitores que se levantam contra mim. 12O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro no Líbano. 13Os que estão plantados na casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. 14Na velhice ainda darão frutos: serão viçosos e florescentes; 15Para anunciarem que o Senhor é reto: ele é a minha rocha, e nele não injustiça.