Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
37

A prosperidade dos pecadores acaba, e somente os justos serão felizes

Salmo de Davi

371NÃO te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que obram a iniquidade. 2Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura. 3Confia no Senhor e faze o bem; habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado. 4Deleita-te

37.4:
Is 58.14
também no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração. 5Entrega o
37.5:
Lc 12.22
teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará. 6E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia. 7Descansa no Senhor, e espera nele, não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos. 8Deixa a ira, e abandona o furor; não te indignes para fazer o mal. 9Porque os malfeitores serão desarraigados; mas aqueles que esperam no Senhor herdarão a terra. 10Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá. 11Mas os mansos herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz. 12O ímpio maquina contra o justo, e contra ele range os dentes. 13O Senhor se rirá dele, pois vê que vem chegando o seu dia. 14Os ímpios puxaram da espada e entesaram o arco, para derribarem o pobre e necessitado, e para matarem os de reto caminho. 15Mas a sua espada lhes entrará no coração, e os seus arcos se quebrarão. 16Vale mais o pouco que tem o justo, do que as riquezas de muitos ímpios. 17Pois os braços dos ímpios se quebrarão, mas o Senhor sustém os justos. 18O Senhor conhece os dias dos retos,
37.18:
Is 60.21
e a sua herança permanecerá para sempre. 19Não serão envergonhados nos dias maus, e nos dias de fome se fartarão. 20Mas os ímpios perecerão, e os inimigos do Senhor serão como a gordura dos cordeiros: desaparecerão e em fumo se desfarão. 21O ímpio toma emprestado, e não paga; mas o justo compadece-se e dá. 22Porque aqueles que ele abençoa herdarão a terra, e aqueles que forem por ele amaldiçoados serão desarraigados. 23Os passos de um homem bom são confirmados pelo Senhor, e ele deleita-se no seu caminho. 24Ainda que caia, não ficará prostrado pois o Senhor o sustém com a sua mão. 25Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão. 26Compadece-se sempre, e empresta, e a sua descendência é abençoada. 27Aparta-te do mal e faze o bem; e terás morada para sempre. 28Porque o Senhor ama o juízo e não desampara os seus santos; eles são preservados para sempre; mas a descendência dos ímpios será desarraigada. 29Os justos herdarão a terra e habitarão nela para sempre. 30A boca do justo fala da sabedoria; a sua língua fala do que é reto. 31A lei do seu Deus está em seu coração; os seus passos não resvalarão. 32O ímpio espreita o justo, e procura matá-lo. 33O Senhor não o deixará em suas mãos, nem o condenará quando for julgado. 34Espera no Senhor, e guarda o seu caminho, e te exaltará para herdares a terra; tu o verás quando os ímpios forem desarraigados. 35Vi o ímpio com grande poder espalhar-se como a árvore verde na terra natal. 36Mas passou e já não é: procurei-o, mas não se pôde encontrar. 37Nota o homem sincero, e considera o que é reto, porque o futuro desse homem será de paz. 38Quanto aos transgressores, serão à uma destruídos, e as relíquias dos ímpios todas perecerão. 39Mas a salvação dos justos vem do Senhor; ele é a sua fortaleza no tempo da angústia. 40E o Senhor os
37.40:
Is 31.5
ajudará e os livrará; ele os livrará dos ímpios e os salvará,
37.40:
Dn 3.17,28
6.23
porquanto confiam nele.

38

A dor e o arrependimento do pecador; dirige-se a Deus para obter perdão e salvação

Salmo de Davi para lembrança

381Ó SENHOR, não me repreendas na tua ira, nem me castigues no teu furor. 2Porque as tuas frechas se cravaram em mim, e a tua mão sobre mim desceu. 3Não cousa sã na minha carne, por causa da tua cólera; nem paz em meus ossos, por causa do meu pecado. 4Pois as minhas

38.4:
Ed 9.6
iniquidades ultrapassam a minha cabeça: como carga pesada são de mais para as minhas forças. 5As minhas chagas
38.5:
Mt 11.28
cheiram mal e estão corruptas, por causa da minha loucura. 6Estou encurvado, estou muito abatido, ando lamentando todo o dia. 7Porque as minhas ilhargas estão cheias de ardor, e não cousa sã na minha carne. 8Estou fraco e mui quebrantado; tenho rugido por causa do desassossego do meu coração. 9Senhor, diante de ti está todo o meu desejo, e o meu gemido não te é oculto. 10O meu coração dá voltas, a minha força me falta; quanto à luz dos meus olhos, até essa me deixou. 11Os meus amigos e os meus propínquos afastam-se da minha chaga; e os meus parentes se põem em distância. 12Também os que buscam a minha vida me armam laços, e os que procuram o meu mal dizem cousas que danificam, e imaginam astúcias todo o dia. 13Mas eu, como surdo, não ouvia, e como mudo, não abri a boca. 14Assim eu sou como homem que não ouve, e em cuja boca não reprovação. 15Porque em ti, Senhor, espero; tu, Senhor meu Deus, me ouvirás. 16Porque dizia eu: Ouve-me, para que se não alegrem de mim: quando escorrega o meu pé, eles se engrandecem contra mim. 17Porque estou prestes a coxear; a minha dor está constantemente perante mim. 18Porque eu confessarei a minha iniquidade; afligir-me-ei por causa do meu pecado. 19Mas os meus inimigos estão vivos e são fortes, e os que sem causa me odeiam se engrandecem. 20Os que dão mal pelo bem são meus adversários, porque eu sigo o que é bom. 21Não me desampares, Senhor, meu Deus,
38.21:
Is 12.2
não te alongues de mim. 22Apressa-te em meu auxílio, Senhor, minha salvação.

39

O cuidado com as nossas palavras; a brevidade e vaidade da vida; a súplica do salmista para que Deus o guarde da impaciência

Salmo de Davi para o cantor-mor, para Jedutum

391EU disse: Guardarei os meus caminhos para não delinquir com a minha língua: enfrearei a minha boca enquanto o ímpio estiver diante de mim. 2Com o silêncio fiquei como mudo; calava-me mesmo acerca do bem; mas a minha dor se agravou. 3Incendeu-se dentro de mim o meu coração; enquanto eu meditava se acendeu um fogo: então falei com a minha língua. Disse: 4Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil. 5Eis que fizeste os meus dias como a palmos; o tempo da minha vida é como nada diante de ti; na verdade, todo o homem, por mais firme que esteja, é totalmente vaidade. (Selá.) 6Na verdade, todo homem o anda como uma sombra; na verdade, em vão se inquietam: amontoam riquezas, e não sabem quem as levará. 7Agora, pois, Senhor, que espero eu? A minha esperança está em ti. 8Livra-me de todas as minhas transgressões; não me faças o opróbrio dos loucos. 9Emudeci; não abro a minha boca, porquanto tu o fizeste. 10Tira de sobre mim a tua praga; estou desfalecido pelo golpe da tua mão. 11Se com repreensões castigas alguém, por causa da iniquidade, logo destróis, como traça, a sua beleza: de sorte que todo o homem é 39.11: Hebr. um assoprovaidade. (Selá.) 12Ouve, Senhor, a minha oração, e inclina os teus ouvidos ao meu clamor; não te cales perante as minhas lágrimas, porque

39.12:
Lv 25.23
Hb 11.13
sou para contigo como um estranho, e peregrino como todos os meus pais. 13Poupa-me, até que tome alento, antes que me vá, e não seja mais.

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