Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
16

A confiança e felicidade do crente e a certeza da vida eterna

Salmo excelentíssimo de Davi

161GUARDA-ME, ó Deus, porque em ti confio. 2A minha alma disse ao Senhor: Tu és o meu Senhor;

16.2:
Rm 11.35
não tenho outro bem além de ti. 3Digo aos santos que estão na terra, e aos ilustres em quem está todo o meu prazer: 4As dores se multiplicarão àqueles que fazem oferendas a outro deus; eu não oferecerei as suas libações de sangue,
16.4:
Êx 23.13
Jó 23.16
nem tomarei os seus nomes nos meus lábios. 5O Senhor
16.5:
Dt 32.9
é a porção da minha herança e do meu cálice: tu sustentas a minha sorte. 6As 16.6: ou sorteslinhas caem-me em lugares deliciosos: sim, coube-me uma formosa herança. 7Louvarei ao Senhor que me aconselhou; até os meus rins me ensinam de noite. 8Tenho
16.8:
At 2.25
posto o Senhor continuamente diante de mim: por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei. 9Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória: também a minha carne repousará segura. 10Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu 16.10: ou amadoSanto veja corrupção. 11Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença abundância de
16.11:
Mt 5.8
1Jo 3.2
alegrias; à tua mão direita delícias perpetuamente.

17

Davi pede a Deus que o proteja contra os seus inimigos; confia na sua inocência e na justiça de Deus

Oração de Davi

171OUVE, Senhor, a justiça, atende ao meu clamor; dá ouvidos à minha oração, que não é feita com lábios enganosos. 2Saia a minha sentença de diante do teu rosto; atendam os teus olhos à razão. 3Provaste o meu coração; visitaste-me de noite; examinaste-me, e nada achaste; o que pensei, a minha boca não transgredirá. 4Quanto ao trato dos homens, pela palavra dos teus lábios me guardei das veredas do 17.4: ou violentodestruidor. 5Dirige os meus passos nos teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem. 6Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos, e escuta as minhas palavras. 7Faze maravilhosas as tuas beneficências, tu que livras aqueles que em ti confiam dos que se levantam contra a tua destra. 8Guarda-me

17.8:
Dt 32.10
Zc 2.8
como à menina do olho, esconde-me à sombra das tuas asas, 9Dos ímpios que me 17.9: Hebr. despojamoprimem, dos meus inimigos mortais que me andam cercando. 10Na sua gordura se encerram, com a boca falam soberbamente. 11Andam-nos agora espiando os nossos passos; e fixam os seus olhos em nós para nos derribarem por terra; 12Parecem-se com o leão que deseja arrebatar a sua presa, e com o leãozinho que se põe em esconderijos. 13Levanta-te, Senhor, detém-no, derriba-o, livra a minha alma do ímpio, pela tua espada; 14Dos homens, com a tua mão, Senhor, dos homens do mundo, cuja porção está nesta vida, e cujo ventre enches do teu tesouro oculto: seus filhos estão fartos, e estes dão os seus sobejos às suas crianças. 15Quanto
17.15:
Jo 3.2
a mim, contemplarei a tua face na justiça; satisfazer-me-ei da tua semelhança quando acordar.

18

Cântico de louvor a Deus pelas suas muitas bênçãos

Para o cantor-mor: salmo do servo do Senhor, Davi, que disse as palavras deste cântico ao Senhor, no dia em que o Senhor o livrou de todos os seus inimigos e das mãos de Saul

181EU te amarei do coração, ó Senhor, fortaleza minha. 2O Senhor é o meu rochedo, e o meu lugar forte, e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio;

18.2:
Hb 1.13
o meu escudo, 18.2: Hebr. o chifrea força da minha salvação, e o meu alto refúgio. 3Invocarei o nome do Senhor, que é digno de louvor, e ficarei livre dos meus inimigos. 4Cordéis de morte me cercaram, e torrentes de impiedade me assombraram. 5Cordas do inferno me cingiram, laços de morte me surpreenderam. 6Na angústia invoquei ao Senhor, e clamei ao meu Deus: desde o seu templo ouviu a minha voz, aos seus ouvidos chegou o meu clamor perante a sua face. 7Então a terra
18.7:
At 4.31
se abalou e tremeu; e os fundamentos dos montes também se moveram e se abalaram, porquanto se indignou. 8Do seu nariz subiu fumo, e da sua boca saiu fogo que consumia; carvões se acenderam dele. 9Abaixou os céus, e desceu, e a escuridão estava debaixo de seus pés. 10E montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento. 11Fez das trevas o seu lugar oculto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as nuvens dos céus. 12Ao resplendor da sua presença as nuvens se espalharam, e a saraiva e as brasas de fogo. 13E o Senhor trovejou nos céus, o Altíssimo levantou a sua voz; e havia saraiva e brasas de fogo. 14Despediu
18.14:
Is 30.30
as suas setas, e os espalhou: multiplicou raios, e os perturbou. 15Então foram vistas as profundezas das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo; pela tua repreensão, Senhor, ao soprar das tuas narinas. 16Enviou desde o alto, e me tomou: tirou-me das muitas águas. 17Livrou-me do meu inimigo forte e dos que me aborreciam, pois eram mais poderosos do que eu. 18Surpreenderam-me no dia da minha calamidade; mas o Senhor foi o meu amparo. 19Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim. 20Recompensou-me
18.20:
1Sm 24.19
o Senhor conforme a minha justiça, retribuiu-me conforme a pureza das minhas mãos. 21Porque guardei os caminhos do Senhor, e não me apartei impiamente do meu Deus. 22Porque todos os seus juízos estavam diante de mim, e não rejeitei os seus estatutos. 23Também fui sincero perante ele, e me guardei da minha iniquidade. 24Pelo que me retribuiu o Senhor conforme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus olhos. 25Com o benigno te mostrarás benigno; e com o homem sincero te mostrarás sincero; 26Com o puro te mostrarás puro; e com o perverso te mostrarás indomável. 27Porque tu livrarás o povo aflito e abaterás os olhos altivos. 28Porque tu
18.28:
Jó 18.6
acenderás a minha candeia; o Senhor meu Deus alumiará as minhas trevas. 29Porque contigo entrei pelo meio dum esquadrão, com o meu Deus saltei uma muralha. 30O caminho de Deus
18.30:
Dt 32.4
é perfeito; a palavra do Senhor é provada: é um escudo para todos os que nele confiam. 31Porque, quem
18.31:
Dt 32.31,39
é Deus senão o Senhor? e quem é rochedo senão o nosso Deus? 32Deus é o que me cinge de força e aperfeiçoa o meu caminho. 33Faz os meus pés como os das cervas, e põe-me nas minhas alturas. 34Adestra as minhas mãos para o combate, de sorte que os meus braços quebraram um arco de cobre. 35Também me deste o escudo da tua salvação: a tua mão direita me susteve, e a tua mansidão me engrandeceu. 36Alargaste os meus passos, e os meus artelhos não vacilaram. 37Persegui os meus inimigos, e os alcancei: não voltei senão depois de os ter consumido. 38Atravessei-os, de sorte que não se puderam levantar: caíram debaixo dos meus pés. 39Pois me cingiste de força para a peleja: fizeste abater debaixo de mim aqueles que contra mim se levantaram. 40Deste-me também o pescoço dos meus inimigos, para que eu pudesse destruir os que me aborrecem. 41Clamaram,
18.41:
Pv 1.28
Is 1.15
mas não houve quem os livrasse: até ao Senhor, mas ele não lhes respondeu. 42Então os esmiucei como o pó diante do vento; deitei-os fora como a lama das ruas. 43Livraste-me das contendas do povo, e me fizeste cabeça das nações; um povo que não conheci me servirá. 44Em ouvindo a minha voz, me obedecerão: os estranhos se submeterão a mim. 45Os estranhos decairão e terão medo nas suas fortificações. 46O Senhor vive: e bendito seja o meu rochedo, e exaltado seja o Deus da minha salvação. 47É Deus que me vinga inteiramente, e sujeita
18.47:
Sl 47.4
os povos debaixo de mim; 48O que me livra de meus inimigos; — sim, tu me exaltas sobre os que se levantam contra mim, tu me livras do homem violento. 49Pelo que, ó Senhor, te louvarei entre as nações, e cantarei louvores ao teu nome. 50É ele que
18.50:
2Sm 7.13
engrandece as vitórias do seu rei, e usa de benignidade com o seu ungido, com Davi, e com a sua posteridade para sempre.

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