Almeida Revista e Corrigida (1969) (RC69)
15

O verdadeiro cidadão dos céus

Salmo de Davi

151SENHOR, quem habitará no teu tabernáculo? quem morará no teu santo monte? 2Aquele que anda em sinceridade, e pratica

15.2:
Is 33.15
a justiça, e fala verazmente, segundo o seu coração; 3Aquele que não difama com a sua língua, nem faz mal ao seu próximo,
15.3:
Êx 23.1
nem aceita nenhuma afronta contra o seu próximo; 4Aquele a
15.4:
Et 3.2
cujos olhos o réprobo é desprezado; mas honra os que temem ao Senhor; aquele que, mesmo que jure com dano seu, não muda. 5Aquele que não empresta o seu dinheiro com usura, nem recebe peitas contra o inocente; quem faz isto nunca será abalado.

16

A confiança e felicidade do crente e a certeza da vida eterna

Salmo excelentíssimo de Davi

161GUARDA-ME, ó Deus, porque em ti confio. 2A minha alma disse ao Senhor: Tu és o meu Senhor;

16.2:
Rm 11.35
não tenho outro bem além de ti. 3Digo aos santos que estão na terra, e aos ilustres em quem está todo o meu prazer: 4As dores se multiplicarão àqueles que fazem oferendas a outro deus; eu não oferecerei as suas libações de sangue,
16.4:
Êx 23.13
Jó 23.16
nem tomarei os seus nomes nos meus lábios. 5O Senhor
16.5:
Dt 32.9
é a porção da minha herança e do meu cálice: tu sustentas a minha sorte. 6As 16.6: ou sorteslinhas caem-me em lugares deliciosos: sim, coube-me uma formosa herança. 7Louvarei ao Senhor que me aconselhou; até os meus rins me ensinam de noite. 8Tenho
16.8:
At 2.25
posto o Senhor continuamente diante de mim: por isso que ele está à minha mão direita, nunca vacilarei. 9Portanto está alegre o meu coração e se regozija a minha glória: também a minha carne repousará segura. 10Pois não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu 16.10: ou amadoSanto veja corrupção. 11Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença abundância de
16.11:
Mt 5.8
1Jo 3.2
alegrias; à tua mão direita delícias perpetuamente.

17

Davi pede a Deus que o proteja contra os seus inimigos; confia na sua inocência e na justiça de Deus

Oração de Davi

171OUVE, Senhor, a justiça, atende ao meu clamor; dá ouvidos à minha oração, que não é feita com lábios enganosos. 2Saia a minha sentença de diante do teu rosto; atendam os teus olhos à razão. 3Provaste o meu coração; visitaste-me de noite; examinaste-me, e nada achaste; o que pensei, a minha boca não transgredirá. 4Quanto ao trato dos homens, pela palavra dos teus lábios me guardei das veredas do 17.4: ou violentodestruidor. 5Dirige os meus passos nos teus caminhos, para que as minhas pegadas não vacilem. 6Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos, e escuta as minhas palavras. 7Faze maravilhosas as tuas beneficências, tu que livras aqueles que em ti confiam dos que se levantam contra a tua destra. 8Guarda-me

17.8:
Dt 32.10
Zc 2.8
como à menina do olho, esconde-me à sombra das tuas asas, 9Dos ímpios que me 17.9: Hebr. despojamoprimem, dos meus inimigos mortais que me andam cercando. 10Na sua gordura se encerram, com a boca falam soberbamente. 11Andam-nos agora espiando os nossos passos; e fixam os seus olhos em nós para nos derribarem por terra; 12Parecem-se com o leão que deseja arrebatar a sua presa, e com o leãozinho que se põe em esconderijos. 13Levanta-te, Senhor, detém-no, derriba-o, livra a minha alma do ímpio, pela tua espada; 14Dos homens, com a tua mão, Senhor, dos homens do mundo, cuja porção está nesta vida, e cujo ventre enches do teu tesouro oculto: seus filhos estão fartos, e estes dão os seus sobejos às suas crianças. 15Quanto
17.15:
Jo 3.2
a mim, contemplarei a tua face na justiça; satisfazer-me-ei da tua semelhança quando acordar.